Futebol Profissional
15/08/2012 - 11:27
O verdadeiro tricolor
Coluna de juliana Brum
Juliana Brum
Dhavid Normando/Photocamera
O sentimento mais forte que nos liga ao nosso time de coração é o amor. Não sabemos como e nem por quê escolhemos sentir e viver essas sensações, mas temos a certeza de que sem ele a nossa vida não seria a mesma. O torcedor vive pelo seu clube, independente da viva paralela, ele está sempre presente no seu cotidiano. Seja na camisa, no escudo estampado na parede da sala, na foto em cima da estante, nos bate papos com os amigos, ou nas primeiras palavras dos filhos. Mas ele sempre estará lá. O time do coração estará presente em qualquer parte do dia, seja para alegrar, trazer boas recordações ou para nos dar esperanças de títulos e vitórias a serem conquistados.
O time do coração faz parte da família. Ele nos une a milhares de pessoas desconhecidas, mas que se tornam próximas pelo mesmo sentimento de amor. Torcer é único, alivia as dores e transforma a mente. Gritar gol é como expulsar todas as dores para longe , deixar o amor e a felicidade dançarem juntas em nossos corações. Nos sentimos leves, potentes quando vibramos e torcemos pelo nosso time do coração. Nada melhor do que acordar , ver que temos sensibilidade, alegria e força para viver. O futebol nos dá essa força, alegria e combustível para continuar lutando e acreditando.
Gostamos de futebol pelo simples fato de torcer. E torcer sempre, seja nas horas boas ou ruins. Seja com um time fraco ou recheado de estrelas. Porque torcemos pelas cores e tradição do nosso clube, e não por fulano ou ciclano. Estes são passageiros, meros coadjuvantes que não podem ser superiores ao astro principal: o Fluminense.
Torcedor é como um pai com seu filho. Ele ama e pronto. Apoia, dá bronca, fica chateado quando o filho não corresponde as suas expectativas e vai por um caminho contrário. Mas como pai, apoia quando seu filho perde, acredita que ele pode e vai dar a volta por cima. Como um bom pai fica ao seu lado e não deixa ninguém desmerecê-lo ou tripudiar sobre ele. Um bom pai não desiste do seu filho, e muito menos, o calunia e difama. Assim deve ser o torcedor. Deve amar acima de tudo seu time, acreditar, apoiar, vibrar, dar puxões de orelhas e opinar. Mas nunca, em momento algum, fraquejar, desmerecer ou desistir de torcer e acreditar.
O Fluminense é uma família, com vários pais e filhos, que acreditam, torcem, opinam, se envolvem e sonham com um futuro brilhante. A força do amor incondicional deve prevalecer. O impossível não existe quando o amor e a energia positiva estão presentes, e disso, nós sabemos melhor do que ninguém. Não existe o improvável, mas sim o amor, o maior dos sentimentos, capaz de fazer com que os fatos mudem e prevaleçam sempre as cores verde, branco e grená.
ST