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O NIT surgiu no Lamas. Onde o Flu foi fundado, aliás. Anos depois, virou uma confraria virtual restrita a 50 tricolores. Agora chegou a vez do blog. Tal como o Fluminense, o NIT é para poucos (e bons). Se fosse vivo, Nelson Rodrigues seria do NIT. Tudo bem: o escrete do NIT tem outros escritores. E jornalistas. E publicitários. E advogados. E cineastas. E diplomatas. E fotógrafos. E músicos. E DJs. E acadêmicos. Tem ainda o bissexto Jegue, fã do Robertinho e amigo do Profeta e do Gravatinha. O NIT é a mais pura expressão da inteligência e do talento tricolor. Estamos aqui para celebrar a glória e a bênção de torcer pelo Fluminense Football Club. Cultivar seu passado, vibrar com seu presente e idealizar seu futuro. Ora somos fidalgos, ora somos talibãs. Nelson Rodrigues é nosso pastor e nada nos faltará. E não, não confessaremos se o Chico Buarque é ou não é nitiano. Certos mistérios nunca devem ser esclarecidos. Como diria Horta... Vencer ou vencer!

por Sérgio Sá Leitão, membro fundador do NIT


Temos um time! 30/05/2010 - 22:04

Há cinco anos não tenho o prazer de dizer o que escreverei agora: temos um time. Hoje, podemos, como nos tempos do Brasileiro de 2005, sentar para assistir um jogo, em casa ou no estádio, com a certeza de que iremos torcer. Até poderemos ser derrotados, mas não como muitas vezes nos últimos anos, olhando passivamente, sem esperança de que algo de bom aconteça. Foi o que se viu hoje, no Mineirão, na virada em cima do galeto.

A coisa não começou bem, com a desatenção dupla de Diogro com Ricardinho e de Carlinhos com Coelho. Da tabela dos dois atleticanos saiu o centro completado por Muriqui, livre, de dentro da pequena área, aos 2 minutos. Em tempos recentes, um gol-relâmpago, ainda mais na casa do adversário, seria o suficiente provocar tremenda balbúrdia que nos levaria à derrota. Uma equipe treinada por Muricy, porém, não se apavora fácil. Embora com dificuldade para penetrar na área do galeto, vivendo quase exclusivamente das bolas alçadas na área, equilibramos a partida e ficamos com a bola nos pés por quase 60% do tempo. Bem distribuídos em campo, evitávamos os contra-ataques dos mineiros, que jogavam fechados. Sentíamos falta de Conca, que se limitava a jogar pelo meio e cobrar (bem) faltas (numa, aos 16, obrigou Marcelo a grande defesa), e de Rodriguinho, figura apagada. Carlinhos era nossa melhor opção de ataque, jogando em dupla com o atabalhoado, mas lutador Marquinho. Fred, isoladíssimo, ainda assim quase marca em cabeçada, aos 32.

No intervalo, Muricy tirou Rodriguinho, reconhecendo que o jogo estava ruim para ele - adversário todo fechado, impede que ele receba em velocidade - e pôs Alan. O treinador situou o garoto numa posição estratégica, na meia direita, perto da área, a meio caminho entre Mariano e Fred, possibilitando, assim, que ele desse opção de jogo aos dois. Na defesa, Diogro, depois da desantenção inicial, fez bem o que melhor sabe fazer - atrapalhar o armador adversário - e parou Ricardinho. Conca, como vem se tornando tradição, sacudiu a letargia no vestiário e passou a movimentar-se, procurando os espaços vazios, enquanto Marquinho e Carlinhos continuavam o bom trabalho pela esquerda.

O empate, porém, não saiu de nada disso. Aconteceu após uma jogada que tem se tornado muito perigosa - a cobrança de córner por Marquinho, que vem colocando a bola sempre numa determinada região, entre a marca do pênalti e a pequena área (e nada de acaso aí, mas sim trabalho de Muricy). No lance, aos 16, Leusébio passou da bola, mas Gum mostrou seu conhecido oportunismo e marcou de cabeça. Não deu tempo nem do galeto se reorganizar. Dois minutos depois, Fred tocou para Conca, que passou a Alan. O garoto foi para o fundo e - é só ver na câmera fechada - olha a posição do goleirinho deles. Este se adianta dois passos, o nosso atacante se aproveita e bate seco, entre ele e a trave.

A partir daí, só não definimos o jogo mais cedo porque o Marcelo procurou redimir-se e fez duas grandes defesas, em chutes de Fred e Conca. O nosso artilheiro ainda perderia um gol sozinho, aos 33, antes tocar na saída do goleiro, de após sensacional tabela com Alan, e, como diriam os antigos, "dar cifras definitivas ao marcador".

Como escrevi no início, agora podemos dizer com clareza que temos um time de futebol digno a vestir a camisa tricolor. É um grande time? Não, pois ainda estão lá os mesmos Gum, Leusébio, Diogro, Diguinho e Mrquinho - se formos ver, o único real ganho técnico foi a entrada de Carlinhos em lugar de JCesar. A diferença, porém, está no banco. Um cara exigente, trabalhador e que, por isso e pelos títulos já conquistados, dá moral aos jogadores. Com Muricy e mais uns dois ou três reforços, eu digo: vamos disputar esse título brasileiro.

RAFAEL: Não teve trabalho e nem culpa no gol.

MARIANO: Primeiro complicado por não ter ninguém com quem jogar. Melhorou com a entrada de Alan.
GUM: Uma de suas melhores partidas no Fluminense. Não só pelo gol, mas também por ter se saído muito bem na marcação a Tardelli.
LEUSÉBIO: Igualmente bem, ganhou quase todas por cima e por baixo.
CARLINHOS: Cochilou no gol, mas foi a nossa melhor opção de ataque. Tem uma disposição que deve cansar o JCesar só de olhar.

DIOGRO: Outro que deu mole no gol deles, mas, depois, impediu Ricardinho de jogar.
DIEGUINHO: Tem sido obrigado a armar menos e por isso aparece melhor no que sabe fazer bem - marcar.
CONCA: Um tanto apagado no primeiro tempo, voltou a brilhar no segundo, quando resolveu deixar sua tradicional zoninha de conforto na meia esquerda e movimentar-se. Está batendo faltas muito bem (no estilo Jorge Wagner), mas, por algum motivo insondável, continua cobrando mal os escanteios. DIGÃO entrou para ganhar tempo.
MARQUINHO: É enrolado à beça, mas seu espírito de luta contagia e ainda tem feito boa dupla com Carlinhos. Ao contrário de Conca, tem sabido bater muito bem os escanteios. JCESAR entrou para dar segurança ao lado esquerdo no fim da partida .

RODRIGUINHO: O gol do galeto o prejudiou muito. Se tudo tivesse corrido bem, ele teria podido usar sua velocidade em contra-ataques. Como a coisa se desenrolou, porém, tornou-se inútil contra uma defesa fechada. ALAN mudou a partida, ao cumprir com perfeição a missão de ajudar Mariano e dar apoio a Fred. Assim, fez o seu e deixou o artilheiro na cara do gol no dele.
FRED: Apavora a defesa adversária mesmo sem estar no auge da forma. Ainda assim, foi notável a melhora entre o Flua-fra e hoje. Quando entrar em forma, vai ser difícil de segurar.

MURICY: É claramente o responsável pela mudança de atitude do time, mas não apenas pela motivação. Hoje, os jogadores sabem o que fazer em campo graças ao trabalho que é realizado nos treinos. Parece simples, mas poucos treinadores do Brasil sabem aplicar essa fórmula como ele. A alteração do intervalo foi decisiva e mostrou que já vai conhecendo o elenco que tem em mãos.

Por: Ivson Comentários (12)

Presentão 27/05/2010 - 00:08

O aniversário de 50 anos foi ontem, mas o melhor presente veio hoje: vencer os malditos é sempre uma felicidade enorme, que completou perfeitamente a comemoração cinquentenária. E foi uma vitória com autoridade - vencemos jogando bem a maior parte do tempo e mostrando claramente que, como cantou a torcida num determinado momento, temos treinador.

Começamos, como muitas vezes, de maneira arrasadora. Dominando o meio campo e explorando o lado esquerdo, com Marquinho e Carlinhos, que, aos 4 minutos, cruzou para Fred quase marcar de cabeça, em boa defesa de Bruno. Ao contrário das outras vezes, porém, não desperdiçamos outras oportunidades. Na segunda chance, Rodriguinho recebeu passe excepcional de Conca - em posição duvidosíssima, vamos falar a verdade - e tocou na saída do goleiro, aos 10.

Não diminuímos o ritmo, mas os urubus foram se reorganizando e equilibrando o jogo. Ainda éramos melhores, mas, aos 20, eles quase empatam num contra-ataque que começou com um erro de Marquinho na entrada da área deles e terminou com Love tentando encobrir Rafael, que fez grande defesa. A partida ficou equilibrada, mas a melhor chance antes de terminar o primeiro tempo ainda foi nossa, com Carlinhos perdendo diante de Bruno.

Voltamos para os segundo tempo um pouco atrás e eles, mais bem distribuídos, equilibraram a partida de vez. Nossa defesa dava umas vaciladas, mas nada de tirar muito o fôlego, principalmente porque todo mundo dava sua contribuição na marcação, até Fred, que não se mostrou em boa forma. Ainda assim, ele preocupa demais os adversários e o segundo gol nosso, marcado também aos 10 minutos, mostrou isso. O artilheiro saiu da área para tabelar com Mariano e desorganizou a defesa deles. Disso se aproveitou Marquinho para cair pelo centro do ataque, receber o centro de Mariano e tocar para um belíssimo chute de Conca, que alcançou a costura do canto direito da rede.

A partir daí, recuamos de vez para tentar o contra-ataque, o que, como sempre não funcionou. Com isso, os urubus ganharam volume de jogo, mas nada que nos ameaçasse demais, apesar de Diogro, mesmo quase sem sair da nossa intermediária, ainda assim deixasse Gum e Leusébio desprotegidos várias vezes. A expulsão de Fernando, aos 29, tornou as coisas ainda mais à nossa feição. Mas aí, de repente, deu uma leseira nos jogadores. Eles passaram a tocar a bola para o lado, a fim de segurar o resultado. Até aí, ainda vai. O problema é que faziam isso no nosso meio campo, dando oportunidade para os malditos tomarem a bola em boa posição para contra-atacar. Eles já tinham feito isso duas vezes antes de Love ser derrubado por Gum na entrada da área, em falta de Bruno cobrou com perfeição, aos 46. Se ainda houvesse mais cinco minutos, passaríamos sufoco, mas como não havia, terminamos com a vitória.

Como escrevi no domingo, estamos claramente evoluindo em direção ao padrão tático de Muricy. Em alguns momentos da partida, vi um time com a cara dele - com todos marcando apenas tomando o espaço do adversário e usando muito bem as laterais. Ainda não está perfeito, não só pelo pouco tempo, como também pela falta de material humano. Mesmo assim, devo confessar que estou esperançoso.

RAFAEL: Duas ótimas defesas no primeiro tempo e uma segunda etapa bem mais tranquila. Não teve culpa no gol.

MARIANO: Boa partida, equilibrada. No 4-4-2, fica mais atrás, onde foi bem, e ainda conseguiu atacar em alguns momentos, como no segundo gol.
GUM: Ficou várias vezes mano a mano com Love, mas se saiu bem na maioria das vezes.
LEUSÉBIO: Teve vida mais tranquila que o companheiro, pois o fra só tinha mesmo um atacante.
CARLINHOS: Como gato escaldado, não quero comemorar ainda, mas estou começando a crer que podemos ter acabado com a maldição da camisa 6, que nos assombra há décadas.

DIOGRO: É um problemaço. Não sabe sair jogando e, como é lento, muitas vezes deixa a zaga desprotegida. Se Cléber Santana vier, espero que Muricy o lime.
DIGUINHO: Boa partida na defesa e errando menos passes no ataque. Aliás, meteu um lançamento de Gérson para Marquinho quase marcar o terceiro.
CONCA: Jogou como pediu a Deus - na grama leve e sem marcação. Com essa moleza toda, foi o melhor em campo fácil.
MARQUINHO: É um bonde, mas como marca na defesa e se desloca na frente! A partida de hoje mostra porque Muricy prefere ele a Everton, muito mais técnico

RODRIGUINHO: Enlouqueceu os caras no primeiro tempo com sua velocidade. No segundo tempo, já estava cansado quando saiu. ALAN não teve tempo de aparecer.
FRED: Fora de forma física e técnica, está jogando na posição de "El Cid Campeador", assustando os inimigos com sua simples presença. ALIMA também não teve tempo de aparecer, em seu caso, graças a Deus.

MURICY: Está demonstrando algo que parecia os técnicos cariocas tinham esquecido: trabalho duro traz resultados. Mesmo uma equipe cheia de limitações como a que temos já mostra um padrão de jogo digno. Embora ainda falte alguma coisa para chegarmos lá, tenho, hoje, confiança de que atingiremos um bom nível em breve.

Por: Ivson Comentários (24)

No caminho, mas bem devagar 23/05/2010 - 22:38

Muricy vai, aos poucos, pondo o time a seu jeito. No entanto, o trabalho dificilmente dará o resultado esperado - no mínimo, a Libertadores - caso não tenha material humano para formar não só uma equipe titular melhor, como - muito importante - um banco que lhe dê opções durante as partidas e para repor jogadores lesionados ou expulsos. A derrota de hoje para o curíntia, no Pacaembu, demonstrou ambos os pontos.

O jogo começou com o curíntia tentando imprensar. O objetivo, porém, não foi atingido porque o time deles não conseguia dar seguimento as jogadas, já que tinha três volantes no meio, e também porque, pelo lado esquerdo, conseguíamos sair jogando, graças a Marquinho e Carlinhos. Este, porém, era também o ponto fraco da defesa, pois, desentrosado, não se posicionava corretamente, obrigando os lentos Diogro e Leusébio a saírem na cobertura. Quando de posse da bola, saíamos pela esquerda, como disse, mas por mais nenhum lugar, já que Conca acomodova-se docemente à marcação de Ralf, Diguinho e Diogro erravam todos os passes e Mariano ficava na defesa, visivelmente intimidado por RCarlos. A situação estava, assim, equilibrada quando, aos 11, Chicão bateu bem falta da entrada da área, Rafael hesitou e eles saíram na frente.

Com o gol, o curíntia, aos poucos, amainou a pressão, recuando para contra-atacar. O trio de volantes, porém, não conseguia encaixar os contra-ataques e passamos a ter mais volume de jogo. O lado esquerdo continuava ser a melhor opção e, com a boa movimentação de Rodriguinho, a defesa deles começou a ter problemas. Estes não foram mais bem explorados porque os outros três jogadores de meio continuaram a atuar mal. Ainda assim, tivemos uma ótima chance de gol que Fred perdeu incrivelmente, sozinho diante de Felipe, após centro perfeito de Carlinhos. Fomos ainda prejudicados pelo bandeira que marcou impedimento de Fred, que não participava do lance, quando Rodriguinho ia livre para marcar. Saímos com 1 a 0 contra, mas com boas perspectivas para o segundo tempo.

Elas se confirmaram. Como no jogo contra o Atlético-GO, Conca parece ter tomado bronca no vestiário, pois voltou tentando deslocar-se para fugir de Ralf, e Mariano passou a apresentar-se mais ao ataque, embora não muito acionado. Voltamos a perder gols, com Leusébio - após o único escanteio bem batido por Conca - e Fred, após o único passe mais longo corretamente feito por Diguinho. Houve ainda o "imbroglio" do pênalti que foi desmarcado, mas Fred estava mesmo impedido na origem do lance. Por um tempo - dos 20 aos 30 -, o curíntia chegou da dar uma equilibrada, mas voltamos a dominar no fim. Foi neste momento que a a falta de um banco digno impediu Muricy de fazer substituições que mudassem o destino da partida. Ele ainda pôs Alan e ALima, mas foram mudanças que de nada adiantaram.

Agora, vamos enfrentar o fra na quarta. Se jogarmos como hoje, podemos bem vencer, desde que concretizemos as chances criadas, que também precisam ser em maior número e não concentradas só em Fred. Estamos no caminho certo, mas ele será ainda bem longo.

RAFAEL: Esperava a cobrança de RCarlos e demorou um segundo a mais antes de pular. No mais, sem muito trabalho.

MARIANO: Preso demais no primeiro tempo, soltou-se no segundo, mas não foi bem aproveitado.
GUM: Voltou bem, ganhando todas de Souza.
LEUSÉBIO: É lento demais para jogar num 4-4-2. E olha que o Souza nem é muito rápido.
CARLINHOS: Estreia razoável, mas parece ser mais um da espécie "lateral kart" - só joga para a frente, não tendo marcha-à-ré para marcar. Como Mariano, deve render mais num 3-5-2. ALAN entrou meio perdido e sentindo a falta de ritmo.

DIOGRO: Não pode jogar no meio campo de um time de primeira divisão porque simplesmente não sabe passar.
DIEGUINHO: Até Muricy perdeu a paciência com a mania que tem de prender a bola, fruto do reconhecimento de que também não sabe passar bem o suficiente para jogar de segundo volante. ALIMA reforçou a defesa do curíntia.
CONCA: Campo pesado e marcação em cima o fizeram sumir, como sempre, no primeiro tempo. No segundo, ainda tentou deslocar-se, mas sempre naquela zoninha de conforto, que vai do grande círculo à entrada da grande área, sem nunca cair pelas laterais.
MARQUINHO: O único do meio a tentar armar algo consistentemente, embora não tenha conseguido muita coisa.

RODRIGUINHO: Tem aquele problema de artilheiro que vem de time pequeno - é muito individualista. Mas é rápido e incomoda a zaga adversária, embora seu potencial seja limitado pela falta de armadores que o municiem mais constantemente.
FRED: Movimentou-se surpreendentemente bem, mas a falta de ritmo pesou no gol feito que perdeu na primeira etapa.

MURICY: Vai dando padrão ao time, mas milagre não fará

Por: Ivson Comentários (25)

Sonhar não custa nada 20/05/2010 - 11:50

Rafael; Gum (fazer o quê?), Lugano e Leusébio (fazer o quê?); Mariano, Cléber Santana, Edinho (Diguinho), Deco e Everton; Rodriguinho (ou Alan) e Fred.
Banco: Berna ou FH (fazer o quê?), Digão (fazer o quê?), Cássio (fazer o quê?), Diguinho (Edinho), JCesar, Carlinhos, Alan (Rodriguinho), Conca e Adeílson (fazer o quê?).

Com esse elenco (apesar dos muitos senões), sob direção do Muricy e com um mês para treinar, as chances de conseguirmos pelo menos uma vaga na Libertadores são enormes.

Por: Ivson Comentários (16)

Um banco longe demais 16/05/2010 - 11:36

O jogo de ontem foi o primeiro a que fui assistir esse ano pessoalmente e o que mais me impressionou foi a distância entre o que se pensa no banco e se executa em campo. Na primeira vitória de Muricy no comando do nosso time, o que se viu foi um plano tático bem desenhado, embora nada criativo, e uma equipe com evidentes limitações técnicas para cumpri-lo.

O plano traçado por Muricy levou em conta o fato de termos apenas dois zagueiros em condições de jogo. Assim, o treinador montou um 4-4-2 clássico na defesa, que se transformava num 2-1-4-1-2 na hora de atacar. Os quatro do meio eram Mariano, Diguinho, Marquinho e JCesar. Conca ficava como ligação e Rodriguinho e André Lima na frente, com o primeiro deslocando-se muito, para permitir a penetração de Conca e Marquinho, e dar opção de 2-em-1 com os laterais.

Já viu, né? Não funcionou. Rodriguinho até fez seu bem seu papel, Mariano apresentou-se e Marquinho correu muito. No entanto, Diguinho segura demais a bola e passa mal e Conca e JCesar praticamente passaram o primeiro tempo inteiro escondendo-se atrás dos marcadores, sem contar o inacreditável André Lima, que não chamarei mais de poste por ser uma injustiça com tão útil artefato. O argentinito ainda chutou uma bola na trave, num rebote vadio, aos 5 minutos, e - aleluia! – bateu duas faltas com perigo (embora tenha executado mal todos os escanteios). JCesar, nem isso, e André Lima só apareceu perdendo o gol mais feito da partida. Assim, o patético goiano nem precisou se esforçar muito para conseguir o que veio tentar no Maraca – um oxo.

Muricy deve ter dado uma mostra de seus maus-bofes no intervalo, pois pelo menos Conca e JCesar começaram a se empenhar de verdade. O primeiro deixou a sombra de seu marcador e procurou jogo, ajudando o pobre o Marquinho, que já estava sofrendo aquela maldição dos jogadores tricolores que lutam pela vitória apesar de suas limitações técnicas: era vaiado pela torcida. Já o lateral chegou a ser aplaudido quando fez o mínimo que se espera de alguém de sua posição – tentou chegar ao fundo e arrumar uns escanteios.

Melhoras mínimas, mas que surtiram efeito, pois passamos a chegar mais próximo ao gol deles, o que pôde ser comprovado pelo número de faltas próximas à área que conseguimos – numa delas, Conca mandou outra na trave. No entanto, esbarrávamos tanto num time típico de Geninho – muitas faltinhas e cera - e em André Lima. Esse cara se coloca quase sempre mal e quando acerta a colocação mata a jogada com uma canelada. É um terceiro (ou quarto) zagueiro para o adversário. Apesar disso, acabamos vencendo com um gol chorado e que surgiu de uma arrancada individual de Mariano, concluída sem muita competência, mas com sorte por Marquinho.

Vencemos a primeira com Muricy, mas enquanto não tivermos Fred (só Alan não vai resolver, embora se sair André Lima as coisas melhorem), sofreremos muito. E, se não vierem urgentes reforços para serem titulares da zaga, da lateral-esquerda e da meia direita, e ainda uns cinco reforços para o banco, a luta contra o rebaixamento desse ano será ainda mais dura do que foi a do ano passado.

RAFAEL: Uma defesa de reflexo e um susto na torcida no primeiro tempo. No mais, pouco trabalho.

MARIANO: Voltou a se projetar ao ataque e foi a nossa principal opção. Andou fazendo umas presepadas na primeira etapa, mas a jogada do gol foi perfeita.
LEUSÉBIO: Alterna boas e bisonhas jogadas.
DIGÃO: Forma com Leusébio uma zaga contra-indicada para cardíacos.
JCESAR: Primeiro tempo de sempre – omisso -, melhorou na etapa final e apresentou algumas jogadas que lembraram o bom lateral do ano passado. ÉVERTON segurou bem a bola no meio.

DIOGO: Era para ser um opção de saída de bola e, claro, foi um desastre nesse quesito. Na defesa, não teve muito problema, já que o patético não estava muito a fim de atacar.
DIGUINHO: Bom no desarme e ruim no passe.
CONCA: Como JCesar, omisso no primeiro tempo e bem melhor no segundo. Ainda prende a bola em demasia e não entra na área nem por decreto, mas pelo menos, nos últimos 45 minutos, apresentou-se na ponta esquerda e ajudou JCesar. Melhorou bem nas cobranças de falta, mas bate muito mal os escanteios.
MARQUINHO: É uma espécie de oposto do Conca. Não tem a técnica do argentinito no controle de bola, mas jamais se esconde como o outro. Por se ruim, mas dedicar-se, erra e é vaiado. Sua luta foi premiada com o gol.

RODRIGUINHO: Estreia promissora, mas vai precisar, além de entrosamento, alguém que lhe passe a bola na frente para usar a velocidade. Se não for assim, não será tão útil. WSILVA jogou pouco tempo, mas o suficiente para matar dois contra-ataques perigosos por excesso de individualismo.
ANDRÉ LIMA: Fora!

MURICY: Procurou não complicar muito no esquema, mas, ainda assim, os jogadores que tem não conseguiram cumpri-lo direito. Pelo menos tem transmitido determinação ao time.

Por: Ivson Comentários (15)

Olá, ZR! 09/05/2010 - 21:11

Após cinco meses de folga, recomeçamos hoje o nosso calvário no Brasileiro da pior forma possível: com derrota para um dos adversários diretos na luta contra o rebaixamento. Ou alguém duvida que esse time que entrou no Castelão terá que rebolar muito para fugir da Segundona em 2011? Ah, não vai ser esse time que jogará a maior parte do campeonato? Bem, "se" não joga e cartomancia, astrologia e outras vidências, menos ainda. O que temos de concreto até a sétima rodada é isso que esteve em campo hoje e perdeu por 1 a 0 para um adversário horrível.

Diante do que tem em mãos, Muricy vai tentando se virar. Entrou com Williams em lugar de Éverton, mantendo Marquinho como segundo volante. O resultado é que não tivemos saída de bola, pois Éverton é milhares de vezes melhor passador que Marquinho. Além disso, Williams, que devia movimentar-se para dar opções de passe, não apareceu em lugar algum. Somando-se a isso a acomodação de Concamonga - que só faltou pedir em casamento o número 5 deles de tão à vontade que ficou com as fungadas no cangote -, estava armado o desastre.

Nossa sorte era que o Ceará é um time muito ruim também e, depois de um início entusiasmado, não conseguia fazer nada de útil. Assim, o gol só poderia sair de um erro. Saiu e não apenas de uma falha: no lance que redundou no gol dos cearenses erraram Conca (deu passe na fogueira), Diguinho (ficou esperando marcação de falta), o juizinho (não marcou a falta em Diguinho), Marquinho (não cobriu a avançada de Diguinho), Cássio (mal colocado) e o bandeira (marcou avanço de Rafael, depois de cobrança com paradinha).

A partir desse lance o jogo acabou. Durante uma hora, os dois times desfilaram toda a sua mediocridade no Castelão. O Ceará foi incapaz de criar outra jogada de perigo, mesmo com um a mais, enquanto nós nos limitamos a jogar a bola na área de qualquer jeito nas ridículas cobranças de faltas e escanteios de Concamonga. Para se ter uma ideia, o goleiro dos caras, o nosso conhecido Diego (ex-fra), não fez uma única defesa no jogo.

Como Fred e Alan não devem voltar antes da parada para a Copa, segue-se que o que teremos nas sete primeiras rodadas do campeonato (18% do campeonato) é esse rebotalho que vimos hoje. Assim, não será de espantar que, quando da paralisação, já tenhamos tomado assento no nosso lugar cativo quando se trata de Brasileirão: a zona do rebaixamento.

RAFAEL: Quando brilhou, o bandeira atrapalhou. De resto, nada fez.

GUM: Vinha se virando quando saiu machucado. LEUSÉBIO ficou por ali, sem ter muito o que fazer diante da inoperância do Ceará.
CÁSSIO: É lento e ruim. Fez o pênalti por isso.
DIGÃO: Se jogasse ao lado de um grande zagueiro, poderia ser uma versão século XXI do Odvan. Como não joga, acaba sendo perigosamente irregular.

MARIANO: Não se apresentou no ataque no primeiro tempo e o fez pouco no segundo. Se não ataca, torna-se inútil.
DIGUINHO: Não consegue dar um passe de primeira nem que sua vida dependa disso. Assim, impede qualquer tentativa de contra-ataque.
MARQUINHO: Luta muito, mas é ruim demais
CONCA: Como é que alguém pode achar esse cara um craque? O sujeito não arma, não finaliza, não marca...E quando é vigiado em cima, o cabrón só falta andar de mãos dadas com o marcador. Hoje, bateu o recorde mundial de centros errados (que estava em poder de Junior César).
JCESAR: Não quer nada com a hora do Brasil. WSILVA não foi acionado quando entrou.

WILLIAMS: Omisso. ÉVERTON não decidiu se atacava ou defendia.
ANDRÉ LIMA: E pensar que o unimédico ficou quase dois anos tentando contratar esse poste.

MURICY: Tem que ter uma conversa muito séria com o time e com a diretoria. Não necessariamente nessa ordem.

Por: Ivson Comentários (19)

Recordações de um futuro triste 06/05/2010 - 00:34

Rafael, Thiaguinho, Gum, Digão e Marquinho; Éverton, Diguinho e Conca. Wellington Silva, André Lima e Adeílson.

Nos momentos de maior depressão na confraria, os nitianos ficam a recordar os jogadores horrorosos que tivemos que aturar em nome de nossa desvairada paixão pelo Fluminense. E tome de Édson Cimento, André Bambam, 18, Vacil, Toinzinho, Barata...Uma infinidade de pernas-de-pau que envergaram a gloriosa camisa das três cores. Pois bem: alguns dos jogadores da escalação citada no primeiro parágrafo já são candidatos fortes a entrarem nas lembranças nitianas do piores momentos nos próximos anos.

Não que falte luta. Longe disso. Os caras tentam de todas as maneiras jogar futebol. A questão é que a maioria deles simplesmente não sabe. André Lima, por exemplo. O sujeito não tem sequer ideia de como dominar uma bola. E o Marquinho? Briga muito, com o adversário, com o juiz e, principalmente, com a bola. Da mesma o pobre do Adeílson - o coitado tem terríveis dificuldades de concatenar as duas imensas pernas. Em meio a esses e outros cabeças-de-bagre, o talentoso Éverton e o lutador Diguinho nada podem fazer.

Na partida de hoje, jogamos bem os primeiros 15, 20 minutos. Depois, o Grêmio equilibrou e, já ao fim da primeira etapa, era levemente superior. Uma superioridade que se tornou acachapante nos últimos 45 minutos, durante os quais não vimos a cor da bola depois que o falso tricolor do Sul partiu para cima. Poderia ter sido uma goleada, do que, graças a Deus, escapamos. No entanto, a situação é bastante clara: com esse elenco, nem Muricy será capaz de evitar que voltemos a frequentar a parte de baixo da tabela no Brasileiro e passemos o campeonato inteiro lutando contra o rebaixamento.

RAFAEL: Sem culpa nos gols, ainda evitou outros dois.

THIAGUINHO: Como é ruim, meu Deus! Não sabe atacar e nem defender. Meu pai é da firme opinião que ele não pode ser jogador de futbeol. Concordo totalmente com ele.
GUM: Fez o melhor que pôde, mas não tem futebol para comandar a defesa.
DIGÃO: Foi o Grêmio partir para cima que todas as suas deficiências apareceram.
MARQUINHO: Muita luta e pouca bola. EQUI não sabe ainda porque entrou em campo.

ÉVERTON: Sabe marcar, passar e chegar na área. Não entendo porque é atarrachado à defesa.
DIGUINHO: O melhor do time. Marcou muito bem Douglas até tomarmos o segundo gol e ainda tentou organizar alguma coisa.
CONCA: Jogo pegado não é com ele - ficou escondido quase o tempo todo. Só apareceu para bater escanteios e faltas, que, invariavelmente, eram neutralizados sem esforço pela defesa gremista.

WSILVA: Ainda fez uma ou outra jogada no primeiro tempo, mas, no segundo, nem isso. WILLIAMS entrou no momento em que o Grêmio marcou o primeiro e nada acrescentou.
ANDRÉ LIMA: Passou o primeiro tempo todo acomodado entre os zagueiros. Na segunda etapa, porém, foi pior: recuou e só fez atrapalhar.
ADEÍLSON: É jogador que precisa de espaço para jogar na arrancada porque habilidade não tem. Como o Grêmio não deu espaço, nada fez. JCESAR não disse ao que veio.

MURICY: Pelo andar da jamanta, passará por uma experiência inédita na vitoriosa carreira: brigar contra o rebaixamento, em vez de pelo título do Brasileiro.

Por: Ivson Comentários (28)

Business is business 04/05/2010 - 18:44

O TEXTO ABAIXO É UMA OBRA DE FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS E FATOS REAIS TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA

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A beleza do esquema está em sua simplicidade. O essencial é escolher bem o jogador. De preferência, deve ser bem veterano – tipo 31, 32 ou mais – e ter tido algum destaque em seu auge (se tiver sido de seleção é excelente). Pode ser também algum jovem com passagem sem sucesso no exterior e que precise de uma vitrine para revalorizar-se, mas o melhor mesmo é que seja um veterano porque a negociação flui mais fácil.

A conversa é com o empresário do veterano. Ele é lembrando pelo Prócer que seu pupilo já deu o que tinha que dar e que será difícil obter um bom contrato para ele. O papo segue mais ou menos assim:

- Ele tem mais um ou dois anos, né? E quanto você vai conseguir? Uns 120 mil, por um ano, certo? Pode até ter uma cláusula de renovação, mas aí ele vai ter jogar bem, né?

O empresário, mesmo meio constrangido, tem que admitir que é isso mesmo – fulano está no fim da carreira. O Prócer apresenta a proposta:

- Olha, se você vier pro meu time, dou R$ 200 mil e garanto dois anos de contrato – atira.

Esmola muita, o empresário desconfia. “E você leva o quê?”, pergunta. O Prócer sorri. “Só vintinho”, responde e fica a olhar o homem a sua frente. Dá para ver a máquina de calcular do cérebro funcionando: se conseguir os 120 mil em outro clube, no fim de um ano, o seu jogador terá faturado R$ 1.440.000,00. Como ele fica com 50%, receberá R$ 720 mil. Nada mau, mas bem pior do que lhe oferece o Prócer – em dois anos, a R$ 200 mil, haverá R$ 4,8 milhão em jogo. Ok, o Prócer fica com 20%, o que dá R$ 960 mil, mas ainda sobram R$ 3.840.000, dos quais ele levará R$ 1.920.000,00. Realmente muito melhor.

O empresário tem um sobressalto:

- Vem cá, esse clube está falido. Vai pagar mesmo os duzentinhos?

O Prócer volta a abrir o sorrisão. A grana não vem do clube, explica. Ela é do patrocinador, empresa da qual é quase dono e senhor. O empresário não gosta da explicação - “os diretores vão encrencar”, argumenta - nada, porém, que abale o Prócer:

- Eu mando lá. Além disso, a grana vem do marketing e a contratação de fulano vai dar um retorno de mídia imenso, ninguém vai poder reclamar – afirma o Prócer, informando ao empresário de fulano que, para garantir a repercussão, tem no bolso uns dois ou três jornalistas que se encarregarão de fazer a onda em torno da grande contratação. “Os outros vão seguir. Sempre seguem. Jornalista é muito preguiçoso”, diz, com desprezo.

Enfim convencido, o empresário sai para falar com seu cliente, deixando o Prócer olhando para a porta, com o sorriso mais aberto do que nunca.
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Por: Ivson Comentários (2)

Vontade só não basta 30/04/2010 - 00:30

Em qualquer esporte, a determinação, o espírito de luta, aquilo que comumente se chama de garra, é o segundo fator mais importante para a vitória. O primeiro é o talento. Garra só não leva a nenhuma conquista e essa verdade pôde ser vista hoje no Maracanã na nossa derrota para o Grêmio. A torcida do Fluminense, que costuma cobrar garra dos jogadores, dessa vez não tem do reclamar deles (com uma exceção mencionada abaixo). Vontade não faltou. Não houve mesmo foi futebol.

Mesmo sem Fred, fora por piriri, até que começamos bem, tentando jogar em velocidade e marcando em cima. O Grêmio, um pouco surpreso, se encolheu. Jogando quase sempre pelo lado direito, com Mariano e WSilva - cujo deslocamento foi a mais flagrante mudança introduzida por Muricy para seu jogo de estreia - envolvíamos o lado esquerdo deles. Assim, saiu o primeiro gol, com André Lima aproveitando cruzamento de cinema do nosso ala direito.

Ficar em desvantagem parece que despertou o Grêmio. O time do tricolor pirata do Sul adiantou a marcação e aí começamos a sentir a falta de futebol. Marquinho não tem categoria para ser o responsável pela criação de um time de primeira divisão, Diguinho não sabe passar e Éverton se posta muito atrás para armar alguma coisa. Assim, os gremistas foram chegando e, após carnaval promovido por Jonas em cima de LEusébio, empatou com Douglas, que, de tão livre, pôde concluir duas vezes. Sentimos o gol e eles ganharam moral. Passaram a atuar como se estivessem no Olímpico e viraram a partida por intermédio de Jonas, que aproveitou falha de Digão. A coisa tendia a piorar quando Rodrigo nos deu uma colher de chá - fez falta violenta no meio campo, e como já tinha cartão, foi para o chuveiro mais cedo.

Na volta para o segundo tempo, Diguinho deu entrevista revelando que Muricy pedira que o time jogasse pelas pontas e o próprio treinador confirmou a informação, adiantando que Equi Gonzalez entrara para dar mais qualidade no passe e facilitar a tática. Pois o que se viu desmentiu todas as essas boas intenções. A equipe insistiu pelo meio e o argentino não conseguia armar nada que prestasse. O Grêmio, por sua vez, todo recuado, só tinha uma jogada de ataque - lançamento para Borges proteger a bola com o corpo e esperar a chegada de Hugo, Jonas ou Douglas. E foi com essa única jogada que eles ampliaram, em jogada de habilidade e categoria deste último.

A partir daí, o nosso time partiu para cima apenas na base do coração. As entradas de Adeílson e Williams fizeram com que jogássemos um pouco mais abertos, mas só conseguimos diminuir após um centro esquisito de Mariano, que enganou Vitor e permitiu a Adeílson tocar de cabeça para Equi marcar. A partir daí, o que se viu foram bolas na área para ver se acontecia alguma coisa, mas a defesa do Grêmio sabe jogar sob essa pressão e neutralizou os ataques.

Dessa derrota, Muricy tirará lições, espero. A primeira é que JCesar precisa ser barrado - sua falta de vontade de jogar se torna ainda mais gritante quando comparada ao esforço de Mariano do outro lado. Outro ponto que deve ter sido visto é que Éverton não pode ficar tão longe da área, pois reúne visão de jogo e bom passe, qualidades que Diguinho não tem. O principal, porém, é que o novo treinador deve ter observado que precisamos urgentemente de reforços para várias posições e também para formar um banco com reservas que possam manter pelo menos um nível próximo dos titulares. E esses reforços devem chegar logo, pois o Brasileiro já está aí mesmo.

RAFAEL: Sem culpa nos gols, ainda fez um ótima defesa no primeiro tempo.

GUM: Tomou um vareio de Borges.
LEUSÉBIO: É um LAlberto versão 2010, sem alto-falantes. Está procurando Jonas até agora.
DIGÃO: Vinha bem até falhar no segundo gol. EQUI nada vinha fazendo até marcar seu gol. Aí fez mais duas ou três jogadas boas e sumiu de novo.

MARIANO: O melhor do time. De seus centros com efeito saíram os dois gols. Fará imensa falta no segundo jogo.
DIGUINHO: Corre à beça, se esforça muito e vai até muito bem na marcação, mas pô-lo para armar o time é até uma sacanagem.
ÉVERTON: É o único que sabe levantar a cabeça e pensar duas jogadas adiante. Infelizmente, está condenado a ser babá do indolente ala esquerdo.
MARQUINHO: É muito ruim esse rapaz.
JCESAR: Não quer nada com a hora do Brasil. Sendo assim, melhor será ficar no banco a sonhar com um contrato na Europa, que só virá se os caras forem muito cegos. ADEÍLSON entrou cheio de gás, correu muito e preocupou a defesa dos caras. Diante de nossa carência de atacantes, poderá vir a ser um parceiro razoável para Fred.

WSilva: Campo pesado e marcação pesada feita por caras grandes. Combinação horrível para seu futebol feito de dribles. WILLIAMS também entrou com vontade, mas foi bem menos efetivo que Adeílson.
ANDRÉ LIMA: Só sabe cabecear e assim fez o primeiro gol. Fora isso, mais nada.

MURICY: Deve ter visto o tamanho da encrenca em que se meteu.

Por: Ivson Comentários (33)

Lei de Muricy 25/04/2010 - 22:03

Na coletiva marcada para amanhã, só faria uma pergunta ao Muricy:
"Jogador pago pelo patrocinador poderá ser barrado?"

Provavelmente, além de minha única pergunta, seria a última da coletiva também... :)

Por: Ivson Comentários (19)

Sem novidades no front 22/04/2010 - 23:41

Volto de viagem e encontro as coisas tricolores sem nenhuma modificação e seguindo como o previsto - não chegamos à nenhuma decisão de turno no Estadual, o treinador caiu, seguindo a rotina de trocas quadrimestrais, no máximo, e o time iniciando bem as partidas e depois sofrendo sufoco, quando não sendo virado, no segundo tempo.

Como tem ocorrido desde o início da temporada, começamos de maneira esfuziante a partida contra a Lusa, no Maraca. Em 21 minutos, marcamos três gols, todos de Fred, que fazia partida esplendorosa. Não apenas ele, porém. Éverton, Diguinho, Allan e até JCesar atuavam bem, em velocidade, envolvendo completamente a equipe paulista. Até Conca aparecia jogando de maneira veloz, inclusive pala esquerda, algo que é quase contra sua religião. Na defesa, estávamos compactos, com as ótimas atuações de Dieguinho e Éverton, que davam segurança ao trio defensivo, impedindo até que a Lusa chutasse em gol (só o fez com perigo uma vez, já no fim da etapa inicial). A saída de Allan foi o primeiro sinal de problemas, pois, embora menos habilidoso que WSilva, sua movimentação é muito mais inteligente, o que facilita quem vem de trás e, principalmente, Fred.

Também como de hábito, tudo mudou na segunda etapa. Mais uma vez insistimos na ideia de jogar no contra-ataque. Isso é completamente impossível para nós porque não temos jogadores capazes de dar seguimento rápido às jogadas no meio de campo. Conca é lentíssimo, com sua firulinhas, Diguinho não acerta passe e Éverton é obrigado a vir muito de trás para ser um bom puxador de contra-ataque. WSilva poderia ser uma opção, mas, entre dar uma pedalada e passar a bola de primeira a um companheiro mais bem colocado, o garoto opta pela pela opção em 99% das vezes. Assim, qualquer time, mesmo um frágil como a Lusa, ganha volume de jogo e passa a rondar nossa defesa. Aos poucos, Diguinho e Éverton vão cansando e os adversários passam a chegar mais perto de nosso gol. Invariavelmente, isso leva a tomarmos pelo menos um gol,quando não dois como hoje, e passarmos sufoco.

Dizem que Muricy vem aí. Ele precisará mudar essa ideia de jogarmos no contra-ataque, para que possamos obter um mínimo de regularidade nas partidas. Vamos ver se ele consegue.

RAFAEL: Boa defesa no fim do primeiro tempo e outra no fim do segundo. Sem culpa nos gols.

GUM: Espanou para todo lado.
CÁSSIO: Ganhou mais do que perdeu, mas sua lentidão é fatal quando a equipe é pressionada.
LEUSÉBIO: Como a Lusa não ultrapassava o bloqueio do meio campo no primeiro tempo, sua vida estava mansa. Na etapa final, com os paulistas chegando mais, voltou a apresentar a lentidão de sempre.

MARIANO: Meio sumido, ainda assim deu o passe para o terceiro de Fred. Sente muita falta de Maicon.
DIGUINHO: Muito bem na marcação, mas não tem jeito para ser puxador de contra-ataque.
ÉVERTON: Disposição e lucidez nem sempre correspondidas pelos companheiros.
CONCA: Bom começo de jogo, especialmente quando caía pela esquerda, o que não é de seu feitio. Quando o esquema passa a exigir que ele dê seguimento rápido às jogadas, deixa a desejar e some em campo. Foi expulso justamente por ter feito duas faltas estúpidas.
JCESAR: Primeiro tempo muito bom, tomando a iniciativa e jogando em velocidade. Caiu como todo o time na etapa final. DIEGUINHO nada acrescentou.

FRED: Grande primeiro tempo, sentiu a saída de Alan, pois não o estilo de jogo deste encaixa-se melhor com o seu do que o de WSilva. No fim, tentou segurar a bola na frente, mas, sozinho, não conseguiu.
ALAN: Jogou apenas 19 minutos, mas sofreu um pênalti e deu ótimas opções com sua movimentação. WSilva é muito habilidoso, mas ainda verde demais. Mesmo assim, sua substituição foi idiota. DIOGO entrou e nem defender conseguiu direito.

MÁRIO MARQUES: Marcou sua estreia como treinador dos profissionais com a substituição mais burra deste ano até agora.

Por: Ivson Comentários (11)

Mais um clássico, mais uma derrota 28/03/2010 - 22:44

Já estava 1 a 0 quando Roby Porto, que narrava a partida, disse que, mantido aquele resultado, jogaríamos a semifinal contra o bostinha. Foi a única satisfação que tive no jogo de hoje. Isso porque o clássico com os cachorros é o único que ainda conseguimos vencer, de vez em quando.

Tenho uma teoria do porquê não vencemos mais clássicos. Esse tipo de confronto é sempre vencido com uma grande dose de coração, de gana de vencer. Essa qualidade o time do Fluminense não apresenta, a não ser quando está à beira do precipício da Segundona. Quando se trata de vencer partidas que podem nos transformar em campeões, eles medram. A peleja de hoje, no Maraca, corrobora essa minha hipótese. O vascu tem um time ainda pior do que o nosso, que, vamos e venhamos, está longe de ser bom. Eles, porém, por terem consciência de que são ruins (o que o nosso time não tem), botam o coração no bico da chuteira e costumam superar os nossos boiolinhas.

Os vascus entraram em campo se borrando de medo. Sabendo que tinha em mãos um time que, além de horroroso, estava sem confiança, Gaúcho armou-o na defesa, procurando levar o jogo empatado até o fim do primeiro tempo, e, se desse sorte, saindo na frente graças ao talentosíssimo Philllippppe. Por nosso lado, ajudamos a estratégia adversária a atingir o seu objetivo. Com Conca escondido, JCesar omisso, Mariano marcado e uma estaca usando a camisa 9, sobraram apenas Diguinho e Alan para tentar o gol - o que quase conseguiram aos 25, na melhor chance que tivemos em todo o jogo.

Sabedor de que o empate deixava seu time na dependência de um tropeço do Mequinha, Gaúcho mandou a equipe para a frente logo na volta do vestiário. Foi o que bastou para a minha teoria provar que é correta. Apenas na base da disposição, os vascus dominaram completamente a partida e já faziam por merecer quando Martinello aproveitou-se da lentidão do prega-presa Fracássio e abriu o marcador.

Fomos à frente, claro, mas com aquela porta no nosso comando de ataque, não havia como nem chegar perto do gol de Prass. Cuca tirou o gasparzinho JCesar e o poste, pondo WSilva e Equi e o time ficou um pouquinho mais rápido, mas não o suficiente para dar muitos sustos. A expulsão de Leandro, que deveria ter sido o zagueiro a sair na hora que o treinador resolveu mudar o esquema por já ter amarelo, na prática acabou com nossas chances, pois era só o vascu encaixar um contra-ataque para liquidar a partida. Encaixou dois e fomos para casa com uma tunda nas costas.

Vou escrever aqui de novo - não temos a menor chance de ganhar coisa alguma com esse elenco. Não temos macheza para conquistar títulos, apenas para escapar de degolas, algo que, do jeito que vai a coisa, seremos obrigados realizar outra vez no Brasileiro. Carioca? Esqueça. O que nos restará é torcer que o Império Cheirador não ganhe o tetra.


RAFAEL: Caiu antes do chute e ajudou a levantar o moral de Dodô.

GUM: É voluntarioso, mas ruim que dói.
LEANDRO: É lento e ruim.
FRACÁSSIO: É ruim e lento. FÁBIO NEVES deve ser mandado embora imediatamente.

MARIANO: Marcadíssimo e abandonado, não rendeu o que pode.
DIGUINHO: Foi o único a tentar armar alguma coisa no meio (Deus meu!), mas acertou apenas uma bela enfiada para Alan, no primeiro tempo.
ÉVERTON: Em clássicos, Cuca o põe como assessor do lateral-fantasma e ele não rende nada. Sua passagem para a ala efetivo pelo menos deu opção de jogadas pela esquerda.
CONCA: Clássico tem marcação cerrada, certo? Quando há marcação cerrada, o que acontece? Pois é: sumiu.
JCESAR: Banco já! EQUI precisa saber que a vaga de argentino lento já tem dono.

ALAN: Único a incomodar a defesa adversária. Perdeu um gol e arrumou 85 mil faltas perto da área, o que foi inútil, pois não temos batedor.
ANDRÉ LIMA: Tem a agilidade e rapidez de um jacaré na caatinga. É um zagueiro a mais para o adversário. WSILVA já teve seus driblinhos e pedaladinhas devidamente marcados.

CUCA: Quatro perguntas:
1. Por que, tendo um zagueiro jovem, rápido e técnico, escala zagueiros velhos, lentos e ruins?
2. Por que, tendo dois zagueiros sem cartão amarelo e um com cartão, escolheu um sem cartão para sair?
3. Por que insiste com JCesar?
4. Por que, já que insiste com o poste no comando do ataque, não manda o time abrir pelas pontas e jogar a bola
a área, tendo em vista cabecear é a única coisa que o poste sabe fazer razoavelmente?

PS.: Caros, estarei em viagem de férias até 22 de abril. Espero, quando tiver a oportunidade de ver um computador na minha frente, ler as análises de vocês sobre os próximos jogos.

Por: Ivson Comentários (63)

Irregularidade 25/03/2010 - 00:03

É, parece que não tem jeito: o Fluminense não consegue jogar com regularidade um jogo inteiro. Hoje, como ocorreu no domingo, atuamos bem o primeiro tempo e caímos no segundo, deixando o frágil adversário - dessa vez com 10 homens - gostar do jogo. O Madura não chegou a complicar, como o Resende no fim de semana, mas voltei a ficar com enormes dúvidas quanto a nossa capacidade de conquistarmos um título este ano, pelo menos com o atual elenco.

Iniciamos a partida com vontade de decidir a parada rapidamente. A marcação na saída de bola funcionou logo aos dois minutos, com JCesar ganhando um dividida pelo alto, Allan sendo mais esperto que os zagueiros maduras e tocando de cabeça para Mariano fuzilar. O gol no início deixou o tricolor suburbano meio desorientado, mas, ainda assim, ele chegou perto da nossa meta, graças à lentidão da zaga, da qual Dalton foi inexplicavelmente barrado. Mas última dupla deles era pior e logo entregou o segundo, deixando André completamente livre dentro da área para fazer mais um gol no seu estilo "um-toque". Depois do tempo técnico, começamos a diminuir o ritmo, porém ainda fizemos um gol num pênalti bobo em André, que Conca bateu com perfeição.

O segundo tempo deveria ter sido bem tranquilo. Afinal, o Madureira estava com dez - um zagueiro foi expulso -, mas, esquisitamente, o time do subúrbio passou a atuar melhor, tocando a bola com facilidade. Obviamente, isso ocorreu porque paramos de jogar - não marcávamos e não passávamos nem perto de emplacar um contra-ataque digno do nome. O resultado foi que tomamos um belo gol. Cuca tirou Allan e pôs WSilva e, logo depois, Equi em lugar de Cássio, passando a atuar no 4-4-2. A primeira substituição não mudou muito o panorama, mas o argentino com jeito de galã mexicano melhorou o toque de bola no meio e retomamos o controle da partida. A partir dos 30, com eles já cansados, passamos a nos aprimorar numa das artes que melhor dominamos - a de perder gols. Foram uns cinco, só contando as chances claras.

Enfim,vencemos e, para todos os efeitos práticos, estamos classificados para a semifinal da Taça Rio. Ou seja, fizemos a obrigação. Para ir além disso, porém, vamos ter não só que melhorar, mas também arrumar um jeito de tornar essa melhora contínua, evitando que nossas atuações pareçam o eletrocardiograma de um cardíaco.

RAFAEL: No dia do aniversário, recebeu um presente de grego na forma de um chute indefensável no ângulo.

GUM: Partida tranquila.
CÁSSIO: Andou chegando atrasado em algumas coberturas, em especial no início do jogo. EQUI fez o que melhor sabe - passar bem, algo realmente importante no momento do jogo em que entrou.
LEANDRO: Outro que não teve muitos problemas com o ataque madura.

MARIANO: Chegou bem à frente como sempre, mas, apesar do gol, não foi tão eficiente quanto das outras vezes.
DIGUINHO: Mais uma partida sem amarelo, o que é uma façanha digna de nota, em se tratando dele. Quando Everton está em campo, a sua vida fica mais fácil porque não é a única opção de saída de bola pelo meio.
EVERTON: Não aparece muito, mas é essencial tanto na defesa, porque faz a cobertura do JCesar, quanto na transição para o ataque, já que passa bem.
CONCA: Dia ameno, campo razoável, adversário fraco, marcação frouxa, com todas as condições a favor, arrebentou no primeiro tempo. Mas foi só mudar uma delas - no caso, a marcação, mais apertada - e praticamente sumiu. O pênalti foi batido seguindo os canônes do bem cobrar penalidades máximas - forte, rasteiro e no canto.
JCESAR: Como o joguinho estava mole, até rendeu bem, no primeiro tempo. No segundo, como a coisa engrossou, o mesmo ocorreu com a atuação. MARQUINHO, como manda a tradição, entrou e nada fez.

ALLAN: A antecipação na jogada do primeiro gol e a penetração que levou à expulsão do zagueiro, foram os únicos momentos em que se mostrou desperto. WSILVA já está sentindo o peso da máscara.
ANDRÉ: Fez um gol e perdeu mais uns três.

CUCA: Qual terá a sido o motivo para a barração do Dalton?

Por: Ivson Comentários (12)

Mais sombras 21/03/2010 - 21:32

O confrade Edgard não pode ser considerado um ser que tende ao pessimismo quando se trata de Fluminense, como eu e o Comandante, por exemplo. Por esse motivo, o seu desabafo quando soube que Fred só voltará a jogar, na melhor das hipóteses, nas semifinais da Taça Rio - obviamente fora de forma como ocorreu na mesma fase da Taça Guanabara - me deixou ainda mais cabreiro do que já estava. "Que venha o Brasileiro!", escreveu, desalentado. Vendo a partida de hoje contra o último colocado do campeonato, minhas desconfianças aumentaram ainda mais na direção apontada pelo nobre nitiano.

O Resende entrou num 3-6-1, mas logo a um minuto quase marca. No entanto, foi, a rigor, a única chance de gol deles na primeira etapa. Nós, porém, não nos saíamos muito melhor. Tirando uma falta cobrada por Conca e dois chutes perigosos de Allan, nada fizemos para levar perigo ao gol resendense. A equipe não conseguia evoluir, jogando lentamente e facilitando a retranca adversária. André Lima, apanhando da bola, e JCesar, omisso, sobrecarregavam Allan, que procurava se movimentar, mas perdia-se no meio da floresta de camisas brancas. Perigo só levávamos quando Mariano era acionado. E foi por meio de um cruzamento milimétrico dele que chegamos ao primeiro gol, com André Lima fazendo a única coisa que sabe fazer: cabecear. A partir daí, melhoramos e quase marcamos mais um antes de realmente fazê-lo, em nova jogada surgida de cruzamento, que André aproveitou.

Tudo parecia ir bem e a volta do segundo tempo não desmentia a confiança. Jogávamos fácil, aproveitando até uma certa apatia do Resende, que, mesmo ainda no 3-6-1, não marcava com a mesma decisão dos primeiros 45 minutos. A facilidade, porém, amoleceu a equipe. O time nem recuou para sair no contra-ataque - o que provavelmente não daria certo por causa da lentidão de Conca e André Lima - e nem partiu para cima a fim de ampliar. Ficou num meio-termo sonolento. A coisa ia na songamonga quando o lateral-direito deles, sem ter coisa melhor para fazer com a bola, mandou-a para o gol e Rafael aceitou. A partir daí, foi um deus-nos-acuda,que só não terminou no empate com o lanterna do campeonato porque este não tem jeito para fazer gols e porque Rafael redimiu-se da falha no gol com uma bela defesa após cobrança de falta.

Vencemos e, com as derrotas do Boavista e do Duque de Caxias, ficamos numa boa situação para passarmos às semifinais da Taça Rio. Ganhá-la, porém, será muito difícil, como também acredita o confrade Edgard.

RAFAEL: No gol, a bola quicou, mas ele não foi com a firmeza necessária. Mas fez duas defesas muito boas, no início e no fim.

GUM: Apesar de acusar falta de ritmo, dá mais segurança a defesa, vejam só.
DALTON: O melhor da zaga. Ótima noção de cobertura e seriedade.
CÁSSIO: Levou a melhor sobre o fraco Hiroshi, mas andou se complicando com Elias.

MARIANO: O nosso jogador mais efetivo, como tem acontecido no últimos tempos.
DIGUINHO: Incrível: não tomou cartão amarelo! E nem por isso foi menos eficiente no combate.
DIOGRO: Ô jogador grosso!
CONCA: Mais atento ao combate do normalmente, na armação alternou momentos ligados com outros de alheamento.
JCESAR: Sabe jogar, mas só o faz de vez em quando. Insiste em fechar e acaba complicando a sua atuação e a dos outros MARQUINHO não teve tempo de mostrar nada.

ALLAN: É jogador de velocidade. Quando é utilizado assim, produz bem, mas some se o negócio foi na base do toquinho. WELLINGTON SILVA voltou a nada fazer de relevante.
ANDRÉ LIMA: Com ele, não tem esse negócio de toque rápido, tabela inteligente, passe na medida. É bola na área, bumba-meu-boi e ver o que dá. Hoje funcionou. De BRUNO VEIGA, os locutores antigos diriam que entrou apenas para ganhar o bicho inteiro.

CUCA: O time voltou a mostrar as limitações de sempre na passagem da defesa para o ataque, mas com esse meio de campo lento, não tem muito jeito mesmo. Parece que não está dando a devida atenção ao setor esquerdo. Afinal, se conseguiu consertar Mariano, deve ser mais fácil com o JCesar, certo? No jogo de hoje, deveria ter tirado André em vez de Allan para pôr WSilva. O time poderia jogar no contra-ataque, com dois jogadores rápidos.

Por: Ivson Comentários (19)

Vitória e sombras 18/03/2010 - 00:57

A vitória sobre o Über-Baba por 2 a 0 nos livrou do jogo de volta, mas me deixou preocupadíssimo. Em primeiro lugar, porque perdemos Fred, tudo indica por muito tempo (virilha é complicada e ainda mais nele, que tem histórico de problemas musculares), e, depois, pelos problemas técnicos e táticos apresentados mais uma vez.

Estes ficaram muito evidentes no início da partida. Os über-babas vieram para cima e levaram muito perigo ao nosso gol, chegando a mandar uma na trave, em cobrança de falta. Os ataques mais perigosos eram pelo nosso setor direito, onde Mariano colocava-se sistematicamente e Leandro não conseguia chegar a tempo na cobertura. No meio, Everton e Conca estavam sumidos - o primeiro ainda com a explicação de que assessorava o desaparecido JCesar - e Allan não achava Fred. Sobravam Dalton e Diguinho para segurar a defesa.

A coisa esteve feia até os 20. A partir daí, eles arrefeceram e deram um pouco de espaço. Foi o que bastou para Fred, recuado, passar boa bola para Allan, que girou, protegeu com o corpo, escapou do zagueiro e tocou com categoria para abrir o placar. Os über-babas sentiram e nós passamos a dominar, sem, no entanto, realmente ameaçar o gol deles, a não ser numa arrancada de Mariano, após belo passe de Dalton. A situação estava nesse pé quando Fred, logo após ter batido uma falta, sentiu a virilha e saiu. A partir desse momento, nosso ataque simplesmente acabou, pois escalar André Lima e ninguém é a mesma coisa.

O jogo continuou bem mais ou menos no início do segundo tempo, até que Mariano deu um corte desconcertante no lateral deles e cruzou de trivela para Allan pegar um belo voleio, sem defesa para o goleirinho. Os über-babas, meio na base do desespero, foram para cima, mas sem levar tanto perigo quanto no primeiro tempo, até porque quase sempre chutavam sem direção. Nós recuamos para tentar os contra-ataques, mas, como sempre, não conseguíamos encaixar nenhum, pois Conca não sabe fazer a bola andar e André Lima sequer sabe dominá-la. A situação não melhorou nem com a entrada de Wellington Silva.

Chegamos ao final com a vitória, mas ela mostrou que a equipe não tem muitas jogadas e depende demais dos lampejos de Fred e, atualmente, de Mariano, para levar perigo ao gol adversário, além de ter que confiar muito em Dalton, hoje o esteio da defesa, e em Rafael. É muito pouco chegarmos a algum lugar.

RAFAEL: Boa defesa no início. Depois, limitou-se a buscar a bola atrás do gol após os chutes tortos dos über-babas.

LEANDRO: Saudades do Gum...A que ponto chegamos...
DALTON: Se não é ele, nossa defesa não se sustenta.
CÁSSIO: Está se especializando em tomar dribles ridículos. Saudades do Digão...

MARIANO: Nossa melhor, para não dizer única, opção ofensiva. Na defesa, porém, precisa posicionar-se melhor. Tem o péssimo hábito de adiantar as bolas, facilitando as roubadas adversárias. Alguém devia dizer-lhe que deve manter sempre a bola o mais perto possível dos pés, mesmo perdendo velocidade.
DIGUINHO: Combate muito - às vezes de maneira estabanada - e tenta sair para o jogo, raramente com sucesso.
EVERTON: Fica ali como assessor de um fantasma e acaba nada realizando de útil.
CONCA: Algumas boas jogadas pela direita, uns dribles e mais nada.
JCESAR: Não ataca, não defende, não arma...MARQUINHO entrou com pouco tempo para mostrar algo.

ALLAN: Boa partida e um belo gol. Jogando pelo meio, próximo a Fred e revezando com ele, é perigoso. WELLINGTON só deu um grande passe para JCesar e mais nada.
FRED: Passe perfeito para o primeiro gol. Vinha bem até sentir e pôr uma densa sombra sobre nosso futuro imediato. ANDRÉ LIMA é muito ruim de bola.

CUCA: Precisa voltar com a zaga que terminou o ano passado - a menos pior que temos -, mas não pode fazer muito além disso porque o elenco, especialmente o reserva, é indigente.

Por: Ivson Comentários (2)

O retrato da preguiça 14/03/2010 - 09:53

O retrato do jogo de ontem foi Fred. O nosso artilheiro passou os 90 minutos da partida contra o Mequinha com cara de quem está com um pensamento fixo: "Por que raios estou perdendo meu tempo aqui?", parecia estar matutando o craque. A resposta, óbvia, é que estava trabalhando e, portanto, deveria esforçar-se para fazer o melhor possível. Ainda assim, o questionamento é pertinente. Afinal, não há dúvidas que o Fluminense estará na semifinal da Taça Rio, quando, aí sim, os jogos passam a valer alguma coisa. Assim, para quê servia o jogo.

Como a estrela da companhia não escondia o seu saco cheio, o resto da equipe sentiu-se no direito de também portar-se preguiçosamente - com a honrosa e notável exceção de Mariano, que, diga-se de passagem, tem sido o jogador mais regular nesse início de temporada. Diante da preguiça do adversário, o Mequinha não teve problemas para controlar o jogo, apesar da modéstia técnica de sua equipe. Usando a velocidade de Adriano em cima do prega-presa Cássio e de Paty em cima de Leandro, os rubros tiveram três chances claras de gol, além do tento de empate assinalado por Junior, no finzinho da primeira etapa. Nós? Apenas uma oportunidade, convertida por Marquinho, após passe craniático de Mariano.

Voltamos para a segunda etapa com Allan no lugar do ciscador Wellignton Silva. O time melhorou um pouco, mas não o suficiente para ameçar o Mequinha - tirando o único momento de Fred na partida, um voleio furado após nova jogada de Mariano, nem chegamos perto do gol deles. Já os rubros perderam algumas chances e quase fizeram umgol espírita numa falha ridícula de Rafael. No fim, o empate foi até um bom resultado, diante do fato de que fomos dominados os 90 minutos. Assim, vamos, tediosamente, nos arrastando por esse campeonato sem graça. O perigo é que, de tão acostumados a não ligar para os adversários nessa fase de classificação, esqueçamos de jogar nos momentos decisivos.

RAFAEL: A trave o salvou de um frango histórico.

LEANDRO: Teve sérios problemas com Paty, que não é exatamente um craque.
CÁSSIO: O GPS falhou e ele não achou Adriano em momento algum. O come que tomou no gol eu não via um jogador profissional levar há uns 40 anos. Como disse o Comandante, parecia aquele gordinho ruim da pelada tomando drible do bom de bola do pedaço.
DALTON: Diante do sufoco dos companheiros de zaga, teve de se desdobrar e não foi de todo mal.

MARIANO: O melhor do time talvez por ter sido dos poucos que levou o expediente a sério. Na defesa, porém, deixou espaços.
DIOGRO: Só serve para uma função: colar no melhor do adversário e não deixá-lo jogar. Como Jones, o melhor dos caras e que nem é tão bom assim, foi expulso, tornou-se completamente inútil. ANDRÉ LIMA nada fez e é bom nos acostumarmos com esse desempenho ao longo de temporada.
EVERTON: Sua expulsão pelo escalafobético Índio acabou com a única esperança de um pouco de lucidez no nosso meio campo.
MARQUINHO: O gol e nada mais.
THIAGUINHO: Direto ao ponto: a insistência de Cuca com esse rapaz é muito suspeita. Ele não tem as condições técnicas mínimas para atuar num time de primeira divisão. DIEGUINHO entrou quando time já era uma mixórdia.

WELLIGNTON SILVA: Marcado em cima, ciscou, ciscou e nada produziu. ALLAN pode ser um bom segundo atacante, para jogar bem próximo a Fred, e até um meia atacante daqueles que atuam apenas da intermediária para frente, mas não é - e nunca será - um armador de time.
FRED: Uma preguiça só.

CUCA: Repito: a escalação de Thiaguinho não tem justificativa técnica ou tática. Se Dieguinho não tinha condições de aguentar os 90 minutos, que entrassem Marquinho e Williams.

Por: Ivson Comentários (11)

Pés tortos 10/03/2010 - 23:47

Na boa, dá para confiar num time que perde uma dúzia de gols numa partida? Não é exagero, não. Foram, pelo menos, 12 chances claras de gol desperdiçadas. Tudo bem que o esquisito goleiro deles estavam em noite inspirada, mas, em algumas das oportunidades, o cara nem no gol estava na hora da conclusão!

O Confiança veio ao Maracanã para perder de pouco e, se possível, ganhar numa bola vadia - ou ao menos levar a decisão para os pênaltis. Teve duas chances para isso no primeiro tempo, ambas muito bem defendidas pelo Rafael, mas só não desceu para o vestiário já goleado devido à displicência de nossos atacantes - Fred, em especial - e à boa atuação do folclórico, mas bom goleiro Pantera. Não dá nem para contabilizar as chances perdidas (parei na quarta, aquela em que Leandro deu um carrinho e impediu Wellington de fazer com o gol vazio)e o primeiro tempo terminou em zero.

Cuca resolveu botar André Lima no lugar de Thiaguinho no início do segundo tempo. As consequências foram duas:
1. O ataque, que pelo menos criava, de vez em quando, jogadas de velocidade, simplesmente parou.
2. O Confiança passou a ter um campo enorme para tocar a bola diante de nossa defesa, pois apenas Diguinho marcava -
Conca e Wellington não são disso.

A situação tendia ficar preta, quando Fred acertou um foguete em cobrança de falta e finalmente venceu o Pantera. Pouco depois, para nos ajudar ainda mais, um zagueiro deles foi expulso e aí ficou fácil. Mesmo assim, só marcamos o segundo - outra vez Fred - já no fim, quando os sergipanos quase não se aguentavam em pé.

Jogamos coisa alguma hoje e mostramos uma preocupante tendência à displicência e uma ainda mais preocupante dificuldade de concluir corretamente as chances de gol criadas. Ou Cuca dá uma dura no pessoal ou vamos ter um 2010 chocho. Na melhor das hipóteses.

RAFAEL: Evitou que saíssemos atrás do marcador com duas defesas difíceis no primeiro tempo.

LEANDRO: Como o meio-campo se escondia atrás da marcação, foi à frente várias vezes e perdeu dois gols. O pior é que se enrolou na volta.
DALTON: Também foi à frente, mas com menos frequência e mais segurança que o companheiro.
CÁSSIO: Andou levando desvantagem em alguns lances.

MARIANO: Pouco acionado, mas quando o foi levou perigo.
DIGUINHO: Atuação apagada. Destacou-se somente por ter tomado um amarelo ridículo.
THIAGUINHO: Uma jogada legal no início e mais nada. ANDRÉ LIMA ficou lá paradão, mas deu sua contribuição ao caminhão de gols perdidos.
CONCA: Quando o jogo estava onze contra onze, nada fez. Só melhorou quando os caras ficaram com dez e cansaram. Aí também é fácil dar show. Bateu errado todos os escanteios (num deles, chutou rasteiro direto, pela linha de linha de fundo)
JCESAR: Sabe jogar, mas é mais burocrático que assistente administrativo de hospital público. WILLIANS entrou, correu muito e produziu pouco.

WELINGTON SILVA: Contra time fechado, com marcação individual e jogando no corpo, mostrou o quão verde ainda é para ser titular. MARQUINHO deu mais movimentação ao meio e também perdeu o seu gol feito.
FRED: Perdeu um caminhão de gols - um ou dois por displicência -, mas bateu bem a falta do primeiro. O segundo pareceu gol de fim de "rachão". Tomou amarelo de otário.

CUCA: Gritou muito tentando acertar o time, mas substituiu mal ao pôr André ao lado de Fred. Essa escalação vai dar errado em 99 de cada 100 tentativas.

Por: Ivson Comentários (24)

Estreia, afinal 07/03/2010 - 23:05

Demorou dois meses e meio, mas, finalmente, o Fluminense estreou na temporada de 2010. A partida de hoje contra o bostinha foi a primeira do ano em que o time lembrou aquele que terminou 2009 como a sensação do futebol brasileiro.

Não que tenhamos atuado de maneira brilhante. Cometemos erros que não podem ser cometidos por um time que pretenda ser campeão de qualquer coisa. O pior é que a maior parte dos erros foi técnica, mostrando que há jogadores ainda deixando a desejar nesse quesito. Uma deles é Fred. Logo aos dois minutos ele demonstrou o fato, perdendo o gol mais feito do campeonato - de dentro da pequena área, sem goleiro, chutou por cima.

Dominávamos o jogo, com a equipe mais bem distribuída em campo. Everton atuava quase como lateral esquerdo, mas aproximando-se às vezes de JCesar, que atuava como ala, aparecendo pela esquerda e também pelo meio - como aconteceu em duas boas finalizações, uma delas numa bela bicicleta. Na direita, Maicon fazia boas jogadas, tanto com Mariano como com Fred, enquanto Conca procurava dar rapidez as jogadas, fugindo de seu habitual estilo "futsal no campo". A defesa mostrava-se bem protegida não só por Everton, mas também por Diguinho, com Dalton voltando à equipe com segurança, na sobra, Leandro anulando Abreu e Cássio levando vantagem sobre Herrera.

No entanto, como tem acontecido nos últimos tempos, erros técnicos quase foram fatais para o nosso destino na partida. Errávamos várias saídas de bola, que só não eram aproveitadas porque os bostinhas estavam numa dia completamente apático. E foi num erro técnico de Maicon - quis sair driblando dentro da área, foi desarmado e fez pênalti em Wellington - que levamos o gol, com uma bomba de Herrera . A primeira etapa terminou com nosso time em desvantagem e meio desarrumado, por ter ficado em desvantagem.

A coisa não melhorou muito no início do segundo tempo. Continuávamos a errar passes e passamos a afunilar no ataque, o que não fizemos na primeira etapa. Criávamos poucas chances e a partida ficou amarrada no meio. A exagerada expulsão de Conca piorou as coisas, que não melhoraram com a entrada do inexpressivo Thiaguinho em lugar de Everton. Com um a mais, o bostinha, que atuava recuado, no estilo Joel, passou a ousar um pouco mais, mas com Lúcio Flávio mais omisso do que normalmente, não tinha volume de jogo. Assim, a ousadia acabou abrindo alguns espaços e, num deles, Mariano deu ótimo passe para Maicon, que cruzou na medida para Fred fazer um golaço de voleio.

O gol nos deu moral, que aumentou ainda mais com expulsão de Herrera, numa óbvia compensação do juizeco. Cuca botou Wellington S. em lugar do já cansado Maicon e partimos para cima. Não foi necessário nem 10 minutos para o moleque entortar Jancarlos (como é bom vê-lo do outro lado!) e cruzar na medida para entrada fulminante de Mariano. A partir daí, precisamos apenas administrar o resultado para vencermos o nosso primeiro clássico em 2010 e, o que é melhor jogando bem. Um alento que realmente estávamos precisando.

RAFAEL: No lance que antecedeu o pênalti, fez grande defesa. No mais, não foi exigido.

LEANDRO: Colou em Abreu e ganhou a maioria dos lances. Quando saiu para o ataque, também o fez bem.
DALTON: Retorno seguro, atuando na sobra com a tranquilidade de sempre. Saiu com câimbras para entrada de DIOGRO, que foi bem como zagueiro. Será essa sua real posição?
CÁSSIO: Venceu o duelo com Herrera.

MARIANO: Lutou como um condenado e acabou recompensado com o gol da vitória. Ainda iniciou a jogada do primeiro gol.
DIGUINHO: Muito bem no desarme, também acertou nas poucas vezes em que foi armar.
EVERTON: Atuação discreta, como assessor de lateral. THIAGUINHO também foi inexpressivo.
CONCA: Vinha bem, procurando atuar com velocidade não muito característica. Foi injustamente expulso.
JCESAR: Bom início de partida, quando foi auxiliado por Everton e, às vezes, por Maicon. Caiu no segundo tempo, quando voltou a ser abandonado.

MAICON: Falhou no gol deles e deu passe perfeito para o nosso empate. No geral, atuação razoável. WELLIGNTON S. levou Jancarlos ao desespero, foi decisivo no gol da vitória e quase faz o seu.
FRED: Perdeu o gol mais fácil de sua carreira e sentiu. Recuperou-se no decorrer do jogo, fez um golaço e foi essencial para manter o equiilíbrio do time após a expulsão de Conca.

CUCA: Armou bem o time e pôs Wellignton na hora certa. A entrada de Thiaguinho só se justifica se Everton estava machucado e/ou cansado.

Por: Ivson Comentários (16)

Sky out 04/03/2010 - 22:31

A Sky não me permitiu ver o jogo de hoje. Como foi? Tão fácil como dizem os sites? Devo me preocupar com o bostinha, único time de maior envergadura que ainda conseguimos derrotar?

Aliás, segundo levantamento o nitiano Edgar, dos últimos 50 clássicos regionais - disputados de 21 de setembro de 2005 até hoje -, vencemos apenas 8, empatamos 25 e perdemos 17. Das 8 vitórias, 4 foram contra os urubus, 3 contra os bostas e apenas uma contra os vascus. Nos últimos 20 clássicos, apenas duas vitórias - ambas ano passado contra o bostinha.

Por: Ivson Comentários (7)

De volta aos treinos 28/02/2010 - 23:24

Reiniciamos nossa rotina de jogos-treinos contra os pequenos com uma vitória de 5 a 1 sobre o Friburguense, pela Taça Rio. Pelo placar, se nota que foi tão fácil quanto outras partidas do mesmo nível realizadas na Taça Guanabara. Uma facilidade que permitiu o time exercitar algumas manobras e opções táticas, como a quase fixação de Conca pela direita, no primeiro tempo, e o posicionamento de Ewerton pelo lado esquerdo, como auxiliar de JCesar. Pôde-se observar também Wellington Silva, que, desconfia o Comandante Garcia, foi puxado para os profissionais porque Maicon já deve estar de malas prontas para a Europa.

O jogo foi decidido em dois minutos. Primeiro na cobrança do pênalti sofrido por Conca, por intermédio de Fred - com direito a paradonas e repetição - e, logo após saída, com o primeiro gol de Wellington nos profissionais, finalizando bela jogada de Conca e Mariano. Rafael ainda fez uma grande defesa cara a cara, em cabeçada de Cadão, mas mesmo esse gol, creio, não mudaria das coisas. O segundo tempo foi ainda mais chato até os 20 minutos. A partir daí, fizemos mais três gols, um deles do estreante André Lima, e eles um, de pênalti. E foi só.

RAFAEL: Grande defesa no primeiro tempo. No mais, assistiu ao jogo de dentro de campo.

MARIANO: Partida muito boa, com diversas idas ao fundo. Fez boa dupla com Conca.
GUM: Perdeu gol de maneira bisonha, mas não teve trabalho na defesa. DIGÃO também teve atuação tranquila.
CÁSSIO: Levou drible bobo de Vivinho no início, mas depois não teve trabalho
JCÉSAR: Mesmo protegido por Everton, não foi tão efetivo no ataque como poderia.

DIOGRO: Raramente vai numa bola sem fazer falta. Fez pênalti de pura grossura.
DIGUINHO: Limitou-se a desarmar.
EVERTON: Foi, quase sempre, auxiliar de lateral. Numa das poucas vezes em que se lançou à frente, marcou o seul gol. ANDRÉ LIMA estreou com um gol de oportunismo.
CONCA: Jogando como meia direita e sem marcação forte, foi o melhor em campo, com um gol e participação em mais dois. Trabalhou muito bem com Mariano.

WELLINGNTON: Estréia muito boa, com gol, passe para outro e outras jogadas importantes. Vamos ver como se comporta quando a marcação ficar mais forte e dura. MAICON retornou fazendo boas jogadas de fundo.
FRED: Mais uma cobrança de pênalti circense, dessa vez com a ajuda do goleiro. Ainda deve um gol de bola rolando.

CUCA: Boa tentativa com Conca jogando adiantado pela direita e com Everton como auxiliar de lateral. Precisa dar um choque de 220 no JCesar que parece ainda meio desligado.

Por: Ivson Comentários (11)

Não vale a pena ver de novo 25/02/2010 - 00:26

Quem pensava que o tempo das atuações pífias tinha acabado pode rever seus conceitos. A de hoje contra o Confiança, em Sergipe, repetiu as piores do ano passado - lento, preguiçoso, sem opções de jogadas, com jogadores visivelmente fora de forma, o time parecia estar em campo para a primeira partida da temporada e não para a 10ª.

O modesto time sergipano é valente. Foi para cima de nós em, em menos de 10 minutos, já tinha tido três boas oportunidades de gol - numa, Gum tirou quase em cima da linha. Com Everton, Williams e Conca desaparecidos, e Fred paradão, a única saída de bola era por meio de Marquinho, mas como este é fraco, dava-se que o Confiança dominava o jogo, apesar de o tempo de posse de bola ser dividido. Ainda assim, saímos na frente num lance de falta, que Gum desviou totalmente sem jeito, após cabeçada de Cássio.

Melhoramos um pouco, mas quando parecia que marcaríamos de novo, apareceu o segundo maior erro de hoje (o primeiro foi a ausência de meio campo)- a volta atabalhoada para a defesa. O gol deles saiu assim, mas, antes, várias vezes os sergipanos tinham chegado com perigo em contra-ataques facilitados pela falta de coordenação na recomposição defensiva.

O início da etapa final parecia o repeteco do começo da inicial. Mesmo com Digão no lugar de Willimas, éramos ameaçados, especialmente pelo setor direito, onde Vovô (!!!) passava como queria por Marquinho. Aos poucos, porém, o Confiança foi cansando e os contra-ataques pararam. Passamos a ficar mais tempo com a bola no pé, mas sem levar perigo, apesar da entrada de Wellignton no lugar de Allan. Porém, mesmo jogando pedra em santo, poderíamos ter vencido, se Fred levasse a sério a cobrança do pênalti sofrido por Marquinho, após tabela com Conca, na única jogada bem trabalhada da equipe em toda a partida.

No fim, talvez tenha sido bom haver o segundo jogo. Afinal, o que esse time precisa é jogar, para ver se reaprende o caminho das boas atuações do fim de 2009.

RAFAEL: Sem trabalho e sem culpa no gol.

MARIANO: Posta-se lá na frente, como ponta quando o time sai e, com isso, tira a possibilidade de o jogo evoluir pelo seu lado. THIAGUINHO entrou e não fez a menor diferença.
GUM: Boa atuação na defesa e voltou mostrar a estrela de artilheiro.
CÁSSIO: Teve mais trabalho, pois o Confiança atacou mais por seu lado, mas saiu-se bem.
MARQUINHO: É muito fraco.

DIOGRO: Tem muita disposição e pouca bola.
WILLIAMS: Com esse futebol, passará a temporada toda no banco. DIGÃO tomou várias entortadas quando foi obrigado a sair na cobertura de Marquinho.
EVERTON: Entrou em campo?
CONCA: Ainda tentou alguma coisa, mas foi marcado de perto e, quando isso acontece, pouco realiza. De bom,apenas uma cobrança de falta na primeira etapa, bem defendida pelo goleiro, e a tabela no lance do pênalti.

ALLAN: Não tem mesmo o menor cacoete para jogar pelos lados do campo. Perdeu gol feito ao furar cabeçada na pequena área. WELLINGTON deu mais movimentação ao ataque e também perdeu boa chance no final.
FRED: Atuação ridícula. A cobrança do pênalti garantiu-lhe a presença na lista das cinco jogadas mais bisonhas do futebol mundial em 2010.
CUCA: De tanto treinar jogadas ensaiadas, deixa de armar taticamente o time. A volta para a defesa do time é uma completa zorra.

Por: Ivson Comentários (25)

Previsão 13/02/2010 - 23:22

Indo direto ao ponto: com este meio-campo, o máximo a que podemos aspirar este ano é não passar o sufoco do Brasileiro de 2009. Títulos? Podem esquecer. Como ganhar campeonatos se temos dois jogadores no meio que são incapazes de passar a bola e um outro que parece um vagalume abastecido pela Light?

Essa verdade pôde ser vista hoje na semifinal da Taça GB contra o vascu. Passamos a partida inteira correndo atrás dos caras pelo simples fato de eles terem no meio campo quatro sujeitos que sabiam dar passe. Três não era nada demais - apenas Quase Alberto se sobressaía, mas daquele jeito dele: com dribles legais, mas que nada acrescentavam. No primeiro tempo, foi um jogo de dez contr dez - Dodô, do lado deles, e Bruno, do nosso, faziam apenas número - em que quase saímos vencendo graças a Fred, que arrumou um lance de gol no começou e perdeu ótima chance no fim da etapa, em um dos lances que demonstrou estar com apenas 60% da forma física e técnica. O vascu não ameaçou, mas teve mais tempo com a bola porque Léo Gago, Nílton, o bom Souza, Quase e o excelente Philliiipppe Coutinho a mantinham em seu poder. Quanto a nós, quando tínhamos a pelota em nosso poder, a entregávamos quase de graça, pois Diogro, Diguinho e Mariano erravam passes de três metros. Como Conca, Everton e Julio César desapareceram no momento em que foi dada a saída, restava a Gum e Cássio dar chutões para que Fred se virasse lá na frente.

Voltamos na segunda etapa com Allan no lugar de Bruno. Jogando praticamente ao lado de Fred, o atacante não só o ajudava, como também abriu caminho para Mariano, que passou a fazer jogadas perigosas. O problema é que a cobertura a este praticamente não existia. Vendo isso, Mancini botou Phillliiipppe por ali, criando salseiros seguidos. Sorte nossa que Dodô continuava completamente alheio e não dava prosseguimento às jogadas. Do nosso lado também a coisa não funcionava direito, pois Diogro e Diguinho continuavam a errar passes e Conca a só aparecer de vez em quando e assim mesmo insistindo em jogadas pelo meio. Nem a melhora de Everton e Julio César conseguiu fazer com que tivéssemos consistência e volume de jogo. A entrada de Thiaguinho no lugar de Dieguinho melhorou coisa alguma, da mesma maneira que a entrada de Marquinho na vaga de JC. Ainda assim, tivemos três chances muito boas, duas com Fred e uma com Allan, contra duas deles, ambas desperdiçadas por Granja. Na cobrança de pênaltis, Allan levou azar e assim ficamos mais um ano na fila da Taça GB, além de completarmos sete clássicos sem vencer.

RAFAEL: Grande defesa com os pés em cabeçada de Granja, no segundo tempo.

MARIANO: É rápido e quando vai ao fundo até acerta centro, mas como erra passe, meu Deus!
GUM: Sofreu com Phillliipppe Coutinho, mas não comprometeu. Bateu o pênalti muito bem.
CÁSSIO: Como Dodô não entrou em campo, teve a vida facilitada. Bateu o pênalti com categoria.
JC: Sumido no primeiro tempo, melhorou um pouco no segundo. Mas sofre do mesmo problema que LEandro ano passado - fica entregue à própria sorte contra marcação dupla porque o meia esquerdita jamais se apresenta para ajudá-lo. MARQUINHO entrou para "incendiar o jogo", mas esqueceu a caixa de fósforo em casa. Bateu bem o pênalti.

DIOGRO: Até marca direito, mas erra passes como um meio campo profissional não pode errar.
DIEGUINHO: O mesmo que o companheiro, com o agravante que é um dos responsáveis pela saída de bola pela direita. Certamente melhoraria muito se parasse tentar sempre o passe mais difícil. THIAGUINHO não fez nada.
CONCA: Só lembramos que está em campo muito de vez em quando. Na maior parte do tempo, fica escondido atrás dos marcadores. O pênalti foi bem batido.

BRUNO: Atacante do tamanhico dele ou é muito rápido ou é muito bom de drible. Ele não apresent nenhuma dessas qualidades. Saiu para a entrada da ALLAN na substituição mais anunciada do campeonato. O substituto deu mais velocidade, perdeu boa chance de cabeça e depois sumiu. Beteu o pênalti com consciência, mas deu azar.
FRED: Noite negra em sua especialidade, a finalização. Sem ritmo de jogo, perdeu gols que, em condições normais, não perderia. Pênalti batido com a categoria de sempre.

CUCA: Deve estar pelo menos um pouco arrependido da pinimba com Tartá, que seria o substituto certo de Maicon. Terá que arranjar uma maneira de armar um meio campo que acerte passe e retenha a bola, sem devolvêd-la logo para o adversário.

Por: Ivson Comentários (23)

Sujeito a chuvas e trovoadas 05/02/2010 - 13:33

Em meio à canícula carioca, o nosso time prossegue sua instável caminhada pela Taça Guanabara. Dessa vez, mesmo vencendo por 3 a 0 o Boavista, mostrou novamente a falta de consistência do jogo contra o fra (deduzo pela marcha do placar, pois não vi a partida, pois estava na Bahia). Mesmo jogando com dois a mais a maior parte do tempo, jamais mostramos um padrão organizado e só chegamos à vantagem no fim, quando o adversário estava na prática com oito, já que um dos seus jogadores estava sem condições físicas, só não sendo substituído por que as três alterações já tinham sido feitas.

Cuca escalou Williams no lugar de Maicon. Foi a primeira das decisões infelizes de nosso treinador hoje. Williams é meia e não tem o menor cacoete de atacante - não sabe se colocar e, principalmente, não sabe conluir como um. Sorte é que Allan começou bem e preocupava os boavistas com sua velocidade. Porém não ameaçávamos e quase tomamos contra-ataques, pois Diogro devia jogar como terceiro zagueiro quando éramos atacados e como volante quando tínhamos a posse de bola. No entanto, ele não tem a sofisticação futebolística para atuar dessa maneira e o resultado é que se formava um buraco entre Diogro e Dieguinho e Everton, que atuavam bem à frente. E foi Everton que inicou a ótima tabela com Conca, tendo sido derrubado na áreea, em pênalti convertido pelo argentino, aos 14.

Conca teve, pouco depois a chance de ampliar em novo pênalti, cometido por Santiago, que foi expulso por isso. O argentininho, porém, bateu mal e perdeu. Na sequência, outro jogador deles foi expulso e ficamos com dois a mais. Aí o time começou a mostrar toda sua instabilidade. Com a responsabilidade de golear, entramos em estado de ansiedade, que tornou a equipe um amontoado, cuja ânsia impediu de chegar conscientemente ao segundo gol.

Retornamos do vestiário com Bruno Veiga no lugar de Dieguinho e Thiaguinho no de Mariano. Parecemos melhorar, mas logo voltamos a nos enrolar e errar. Perdemos alguns gols, é verdade, mas as oportunidades aconteceram mais pela vantagem numérica do que pelo bom futebol. Por incrível que pareça, a situação melhorou com a expulsão de Williams. Com menos um ansioso em campo, pudemos chegar mais, mas sempre insistindo pelo meio, o que facilitava a vida boavista.

A bravura defensiva dos adversários, porém, custou caro em termos físicos e, após os 30 minutos, eles apenas se arrastvam em campo. Assim, acabamos por marcar mais dois gols - ambos por Thiaguinho -, chegando aos três, mas demonstrando, sem sombra de dúvida, que temos uma perigosíssima dependência de Fred. Sem ele (ou com ele em um dia ruim), não chegaremos a lugar algum

RAFAEL: Limitou-se a poucas saídas de gol e a cobrar tiros de meta.

MARIANO: Insistiu demais pelo meio e deve ter irritado Cuca, sendo retirado. THIAGUINHO fez dois gols, mas não nos enganemos - é muito ruim.
GUM: Sem muito o que fazer.
CÁSSIO: Ainda deu uns piques no início, mas depois também não foi incomodado.
JULIO CÉSAR: Ameaça ser mais um a sofrer com a Maldição de Branco - tem caído de produção a cada jogo.

DIOGRO: Num jogo de 11 contra 9, não tem nada a fazer em campo. MARQUINHO nada acrescentou.
DIGUINHO: Outro que insistiu em jogar pelo meio. Saiu poupado no intervalo. BRUNO entrou em seu lugar e,depois de um início promissor, acabou sucumbindo ao fato de não ter físico para atuar entre profissionais.
EVERTON: O mais lúcido do meio campo,tentou organizar o time, mas não conseguiu. É muito perigoso quando chega na área (como no pênalti). É um desperdício ficar lá atrás.
CONCA: Participação nos dois primeiros gols, tendo convertido o pênalti que redundou no 1 a 0. Depois de perder o segundo pênalti, porém, mostrou mais uma vez sua pouca fibra, abateu-se e praticamente sumiu.

WILLIAMS: Não tem jeito para atacante. Quando melhorava um pouco, ao ser passado para o meio, foi expulso injustamente.
ALLAN: Depois de um começo muito bom, acabou sucumbindo à ansiedade de querer marcar. Terminou por perder o gol mais feito do campeonato até agora.

CUCA: Armou errado e substituiu errado. Noite infeliz.

Por: Ivson Comentários (10)

Prontos para a estreia 29/01/2010 - 09:44

O último jogo-treino de preparação antes da estreia à vera no Estadual teve momentos animadores no primeiro tempo, com o time jogando de maneira veloz e objetiva, com grande variedade de jogadas pelo lados e pelo meio. Claro que tudo foi facilitado pelo fraquíssimo Duque de Caxias, mas dessa vez, pelo menos, ao contrário dos últimos jogos, quase todos se movimentaram com desenvoltura, exceção feita a Conquinha, que, mais uma vez, atarrachou a máscara e passeou seu desprezo pela partida por 90 minutos.

Na partida de hoje também vi a primeira alternativa tática do ano. Com apenas dois zagueiros de ofício, Cuca montou o time variando do 3-5-2, quando estava sem a bola, para o 4-4-2 quando de posse dela. No primeiro caso, Everton fazia as vezes de zagueiro pela esquerda, saindo para formar o meio quando tínhamos a pelota, ficando Diogro mais fixo, na proteção a Gum e Cássio. Essa variação deu oportunidade ao meia que veio do Barueri dar um show de colocação em campo e leitura do jogo, aparecendo sempre no lugar certo para dar seguimento à jogada. É uma tática bonita, mas, com o retorno de Leandro contra o fra, deve voltar ao limbo das alternativas emergenciais.

Além de Everton, outro destaque do primeiro tempo foi Maicon. Autor do primeiro gol e do passe para o segundo, infernizou a defesa caxias, muito bem auxiliado por Fred, que, dessa vez, procurou sair mais da área
- e acabou levando um adversário à expulsão. Mariano e Julio Cesar também foram bem, fazendo com que o time fosse veloz na saída de bola e na troca de passes contra a defesa postada.

A expulsão do zagueiro caxias no fim da primeira etapa praticamente acabou com o jogo, pois o adversário que já era fraco, ficou ainda mais.
O que se revelou um problema, pois os caxias passaram a bater, enquanto o juizeco limitava-se a distribuir amarelos a todo jogador que respirasse mais forte, mas sem conter a violência. As substituições de Cuca, claramente para poupar jogadores em pior situação física, desfiguraram o time, que chegou a 4 a 0 graças à sorte de Marquinho, em dois lances.

Bom, agora é esperar o primeiro jogo de verdade de 2010 e descobrir o que realmente poderemos realizar neste campeonato e,talvez, na temporada.

RAFAEL; Boa defesa no comecinho. Depois, limitou-se a assistir a partida de dentro de campo.

MARIANO: Chegou muito a linha de fundo, mas, infelizmente, errou todos os centros.
GUM: Partida tranquila.
CÁSSIO: Outro que não foi perturbado.
JULIO CESAR: Também errou centros demais, mas apareceu bem pelo meio para marcar o segundo gol. KIEZA nada fez.

DIOGRO: Muito firme na defesa, só arriscou ir à frente uma vez e acertou chute perigoso.
EVERTON: Jogador moderno, que une capacidade técnica a ótima visão de jogo. Um dos melhores em campo.
WILLIANS: Muito bem, movimentando-se muito até cansar. MARQUINHO teve um dia de muita sorte: recebeu um passe do adversário em seu primeiro gol e o chute desviado no segundo.
CONCA: Não quis nada com a hora do Brasil. Será que voltará de férias no domingo?

MAICON: Gol, passe para gol, dribles, velocidade. Grande partida.
FRED: Tomou cartão amarelo bobo, mas fez bom jogo, especialmente no primeiro tempo, quando saiu da área e abriu um buraco na defesa caxias, por onde Julio César apareceu para marcar, sem contar as jogadas perigosas de outros companheiros. ALLAN ainda vai acabar como meia atacante, pois sai bem da área para armar. Fez uma jogada belíssima - com lençol seguido de drible - que levou a torcida a gritar seu nome.

CUCA: Armou o time de maneira muito interessante.

PS.: Viajarei no domingo. Se os amigos quiserem fazer a gentileza de comentar o Flu-fra, como sempre fiquem à vontade.

Por: Ivson Comentários (22)

Bom demais para ser verdade 27/01/2010 - 14:45

Time azeitado por ter sido mantida a base que encaixara no fim da temporada passada, reforços escolhidos a dedo para as posições realmente carentes, dirigentes com noção de como se guia um clube de futebol nos tempos de hoje, torcida em lua-de-mel com elenco e com o treinador...Tudo nos conformes, dando a esperança de que, enfim, teríamos uma temporada condizente com as nossas tradições de clube vencedor.

Eis que, ressurgindo da cloaca para qual fugira após ser um dos líderes da campanha que quase nos levou à Segundona, aparece Celso Barros. E retorna em grande estilo, forçando a contratação de Kleber Pereira, outro “reforço” igual a sua cara: decadente, caro e inútil para ao elenco. Uma mistura de LAlberto com LAmaral (aliás, onde está?).

É a prova definitiva do que digo há tempos: a Unimed (para mim, sinônimo de Celso Barros até prova em contrário) é o câncer que corroi o futebol do Fluminense.

Por: Ivson Comentários (7)


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