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O NIT surgiu no Lamas. Onde o Flu foi fundado, aliás. Anos depois, virou uma confraria virtual restrita a 50 tricolores. Agora chegou a vez do blog. Tal como o Fluminense, o NIT é para poucos (e bons). Se fosse vivo, Nelson Rodrigues seria do NIT. Tudo bem: o escrete do NIT tem outros escritores. E jornalistas. E publicitários. E advogados. E cineastas. E diplomatas. E fotógrafos. E músicos. E DJs. E acadêmicos. Tem ainda o bissexto Jegue, fã do Robertinho e amigo do Profeta e do Gravatinha. O NIT é a mais pura expressão da inteligência e do talento tricolor. Estamos aqui para celebrar a glória e a bênção de torcer pelo Fluminense Football Club. Cultivar seu passado, vibrar com seu presente e idealizar seu futuro. Ora somos fidalgos, ora somos talibãs. Nelson Rodrigues é nosso pastor e nada nos faltará. E não, não confessaremos se o Chico Buarque é ou não é nitiano. Certos mistérios nunca devem ser esclarecidos. Como diria Horta... Vencer ou vencer!

por Sérgio Sá Leitão, membro fundador do NIT


Pior do que pensava 05/09/2010 - 19:55

Escrevi que, na partida de hoje, não havia outro bom resultado que não a vitória. Expliquei que o Guarani é um time muito fraco, que não tirará pontos de outros candidatos reais (ou supostos candidatos reais) ao título, como não tirara do Inter, mesmo em casa. Para ser franco, porém, fiz essas afirmações tendo em mente o empate, pois jamais pensei que poderíamos sair derrotados do Brinco de Ouro da Princesa.

Essa minha confiança, porém, foi se esboroando aos poucos, ao ver que havia apenas um time com vontade de vencer em campo e ele não era o Fluminense. Apesar de sua sofrível qualidade técnica, o bugre de Campinas jogou com disposição, tentando ganhar, enquanto o nosso time jogava como se cumprisse uma tediosa obrigação burocrática até mesmo dispensável - afinal, uma equipe tão poderosa, com jogadores de nível internacional, não deveria ser forçada a entrar em campo para enfrentar adversário tão bisonho.

Essa disposição, obviamente, já é meio caminho andado para a derrota. A outra metade foi cumprida com aquele problema tático já apontado na quarta passada, no segundo dos nossos agora três jogos sem vitória: Conca e Deco não podem estar juntos no meio campo. Sem a menor vocação para a marcação - e hoje sem menor vontade também - ambos só jogam se a bola lhes vier aos pés, uma atitude que deixa os volantes (hoje Valencia e Bob) e os zagueiros à mercê dos adversários que vêm com a bola dominada, trocando passes. Diante do ataque maciço, haja faltas próximas à area e se os adversários têm um bom cobrador, como Baiano, hoje, a nossa vaca tende a ir para o brejo.

Muricy tem diversos deveres de casa para fazer, alguns deles acumulados: escolher quem sai - se Conca ou Deco - ou qual dos dois será adiantado para jogar ao lado de Fred, que precisa voltar mesmo com uma perna só, pois, mesmo assim, é melhor que Xitão. Rodriguinho deve ser banido do laranjal de volta ao Santo André, pois é jogador de time pequeno - até Tartá é melhor do que ele para substituir Emérson, que, pelo jeito como saiu, só deve voltar em outubro. JCesar também tem que sair, pois Carlinhos pelo menos não é acomodado.

As polianas tricolores podem continuar dizendo que somos líderes, que é a apenas a terceira derrota em 19 jogos e outros argumentos autoilusórios (há hífen?). A dura realidade, porém, é que o time tem caído assustadoramente de produção e, se continuar assim, precisará torcer muito para os outros fazerem o seu trabalho de até manter-se entre os quatro primeiros.

FH: Falhou ao não saltar no primeiro gol. No segundo, a bola passou pelo meio da barreira, que ainda a desviou.

MARIANO: Atualmente, é a única opção real de ataque. Bela jogada no gol.
GUM: Atrapalhado como sempre, é o pior daquele monte de zagueiros que temos.
ANDRÉ LUIZ: É melhor que o outro, mas isso também não é vantagem.
JCESAR: É um burocrata que não consegue fazer nem o óbvio.

VALENCIA: Para quem não jogava há três meses e ainda teve que se virar sem a ajuda dos dois meias, não foi mal.
BOB: Durante boa parte do jogo foi o único razoável distribuidor de bola, além de ter que marcar quase todo mundo que vinha pelo meio. MARQUINHO substituiu o exausto companheiro e deu ótimo passe para Conca desperdiçar gol feito.
DECO: Lento, dispersivo, só melhorou um pouco quando já estávamos perdendo.
CONCA: Hoje, não tem nem a desculpa de ter sido marcado em cima. Perdeu um gol que até Xitão faria.

EMERSON: Gol de oportunismo. Sua saída acabou com nosso ataque. Vamos sofrer muito sem ele, já que detonamos Alan. RODRIGUINHO nem consegue correr direito.
XITÃO: O passe para o gol foi excelente e a única coisa que fez de certo nos 90 minutos.

MURICY: Vai precisar fazer alguma coisa, pois o time está claramente afundando há pelo menos quatro rodadas

Por: Ivson Comentários (32)

Obrigação 03/09/2010 - 10:14

Bem claro: temos que vencer o Guarani, mesmo no Brinco de Ouro. O time deles é muito ruim e não podemos contar que vá tirar ponto de nenhum dos concorrentes diretos, mesmo em Campinas (já perdeu lá para o Inter). No domingo, qualquer outro resultado que não a vitória é ruim.

Por: Ivson Comentários (14)

o "x" da questão 02/09/2010 - 12:03

O jogo de ontem expôs um problema sério que Muricy terá que enfrentar se quisermos ser campeões brasileiros - como armar o time com Conca e Deco.
Jogamos, contra os porcos, a pior partida depois que começamos a arrancada para a liderança. Na noite de ontem, mostramos todas as fragilidades que apresentáramos contra Vasco, Goiás e Sumpa, mas enfrentando um time aguerrido como seu treinador e por isso deixamos de vencer.

A questão básica é que, com Deco e Conca, a defesa fica tremendamente exposta, mesmo com dois volantes. Os nossos zagueiros são lentos e tecnicamente fracos - Gum, principalmente - e incapazes de ganhar a maior parte dos lances de adversários mais habilidosos e/ou rápidos.
Assim, se tornam dependentes de uma marcação cerrada do meio campo, a fim de que os atacantes cheguem já sem o domínio completo da bola, algo muito difícil de ocorrer com dois meias que, apesar de todo o esforço, não são de marcar.

Essa situação se torna ainda pior porque Muricy insiste em fazer o time jogar no contra-ataque e ele não tem condições disso. Em primeiro lugar exatamente porque a marcação é frágil - para contra-atacar, precisamos tomar a bola do adversário quando ele está se armando, o que não conseguimos fazer. Depois porque, quando recuperamos a bola, a nossa única saída veloz é pela direita com Mariano, algo que os técnicos adversários já observaram e por isso colocam sempre um jogador por aquele lado para forçar o lateral a jogar mais atrás e também para evitar que ele tenha caminho livre.

Em terceiro lugar, os jogadores do meio para frente não têm característica para atuar em contra-ataques, com a exceção de Emerson.
Deco e Conca são meias que cadenciam o jogo e Xitão sequer consegue matar uma bola, quanto mais dar prosseguimento a uma jogada de velocidade. Com a volta de Fred, o problema é atenuado, mas não é resolvido. Assim, melhor que atuar no contra-ataque seria jogarmos de maneira a ter o domínio da bola o maior tempo possível, tocando-a lá na frente.

No entanto, se a opção for mesmo jogar em contra-ataque a solução não é fácil, já que, para a maior parte da torcida, a barração de Conca é fora de questão. Talvez colocando Diogro (ou Valencia, se não estiver numa vala em algum lugar, já que nunca mais ouvimos falar dele) como terceiro zagueiro, pela direita, com Bob e Diguinho mais à frente. Essa opção agregaria um pouco de velocidade à zaga e a deixaria mais protegida, ao mesmo tempo.

Qualquer que seja a solução, porém, Muricy não terá como treiná-la no próximo mês e meio. Só lá pela metade de outubro teremos uma semana de folga, antes são jogos quarta e domingos. Assim, sendo creio que conseguiremos virar na liderança o turno, mas há um grande risco de não chegarmos a 25ª rodada nessa posição.

Por: Ivson Comentários (23)

Comandante cospe marimbondos 01/09/2010 - 16:44

O Comandante Garcia está uma fera com a contratação de Thiago Sales - o TS Errado. Fala, Comandante!

" Cracaço brasileiro vai pra Inglaterra, Itália ou Espanha. Quem está um pouco abaixo, vai para Portugal, França, Rússia ou Ucrânia. Depois deles, a rota segue para Catar, Emirados Árabes, México. Em seguida, Colômbia, Peru, Venezuela, Paraguai, China, Egito, Tunísia. Os mais chinfrins ainda se mandam para Vietnã, Tailândia. O cara que aos 20 anos que vai para o Chipre é porque não joga buesta nenhuma.

Parodiando Vinicius, o Chipre é o túmulo do futebol."

Por: Comandante Garcia Comentários (3)

Escapamos de novo 29/08/2010 - 22:04

Mais uma vez escapamos de uma derrota por pouco. Claro que poderíamos ter vencido, se Xitão soubesse bater pênalti, mas essa vitória poderia mascarar os problemas que temos, como aconteceu com os 3 a 0 sobre o Goiás - quando nos livramos de sair perdendo o primeiro tempo. Temos deficiências no aspecto técnico - especialmente carência de reservas - e, agora, um pouco no campo psicológico.

É, campo psicológico sim. Alguns jogadores estão realmente "se achando", acreditando que sabem jogar bola. Caso flagrante é o de Leusébio. Hoje, ele deu dois passes errados seguidos na nossa intermediária por pura autossuficiência. André Luiz e JCesar, em alguns lances, também andaram afivelando máscaras.

O maior erro de hoje, porém, foi de Muricy. Ele vacilou feio ao escalar Belletti. É perfeitamente claro que Velhetti não tem mais condições para atuar no nível de um futebol tremendamente físico como é o brasileiro hoje em dia. Ele nunca foi um jogador técnico, baseando seu jogo na força física e velocidade, ambas hoje bastante diminuídas em função dos seus 34 anos.

Com Velhetti em campo, atuamos o primeiro tempo inteiro com 10 homens (como já acontecera contra o bostinha). Até saímos na frente com o primeiro gol de Deco com a nossa camisa, após excelente tabela de JCesar e Conca. A vantagem, porém, era ilusória, pois, antes e depois dela, os bambis eram superiores. Eles aproveitavam o imenso buraco na nossa intermediária deixado por Velhetti, que praticamente abandonava Bob a combater sozinho, já que Diogro fora escalado para marcar Fernandinho, que jogava bem aberto.

Com espaço, mesmo o limitado meio campo bambi é capaz de armar e chegar perto da área. Na segunda falta que fez por chegar atrasado no lance, Velhetti deu chance nova chance para Ceni, que não desperdiçou, batendo com categoria. Dois minutos depois, Bicharlysson teve tempo de dominar, levantar a cabeça e cruzar largo para Fernandão, inteiramente desmarcado, aproveitar a falha de FH e virar o jogo.

Para o segundo tempo, Muricy pôs Rodriguinho. Esse rapaz é jogador de time pequeno mesmo, mas pelo menos era mais um a chatear a defesa bambi. A marcação também foi adiantada e passamos a sufocar o adversário. Tivemos ótimas chances com Conca e Rodriguinho (duas vezes), mas só empatamos na nossa conhecida bola parada - de Conca para Leusébio.

Continuamos em cima e poderíamos ter vencido se Xitão não tivesse batido pessimamente o pênalti, mas também poderíamos ter perdido, se Marcelinho marcasse ao receber, sozinho, diante de FH. No fim, o empate foi justo pelo fizemos no segundo tempo e pelo que não realizamos no primeiro. Agora, é esperar os porcos, já com Emerson, sabendo que não será jogo fácil e que, portanto, deve ser jogado com seriedade e dedicação os 90 minutos.

FH: Três boas defesas e uma saída bisonha no segundo gol. Mas o que você queria? É o FH...

MARIANO: Cortou dobrado com Nano Cesar e só foi mais efetivo no ataque no segundo tempo.
LEUSÉBIO: Muricy precisa dizer pra ele não brincar em serviço - está sem jogada, dá bico pra frente. Mostrou efetividade mais uma vez no gol.
ANDRÉ LUIZ: Também andou dando uma de "zagueiro técnico", mas foi mais firme que o companheiro. Deixou Fernandão livre no gol.
JCESAR: Vem crescendo de produção e deu ótimo passe para Deco marcar. Jogou bem.

DIOGRO: Muito trabalho com Fernandinho no primeiro tempo, andou aventurando idas à frente. Boa partida.
FERNANDO BOB: É bom jogador, mas ainda não tem confiança de fazer jogadas mais efetivas e por isso passa muito para o lado. Salvou gol em cima da linha.
DECO: Enquanto teve fôlego, comandou o meio campo, mas morreu aos 20 do segundo tempo. Boa presença de área no gol e no lance do pênalti.
CONCA: Não produziu muito, mas pelo menos correu e esforçou-se para escapar da marcação e até apareceu na área. Bateu bem a falta do gol de empate No geral, boa partida.
BELETTI: Não dá mais. Deveria ter autocrítica e aposentar-se. RODRIGUINHO é fraco, mas pelo menos preocupa a defesa adversária.

XITÃO: Fez gol? Não. Então jogou mal. E ainda bateu o pênalti horrorosamente.

MURICY: Escalou mal o time e demorou a mudar, mas o fez bem. Não deve mais mudar tanto o esquema de jogo - foram três em uma semana.

Por: Ivson Comentários (39)

Abrindo vantagem 26/08/2010 - 00:14

Três a zero. Mole, né?. Quem não viu o jogo pode até pensar assim, mas estará muito enganado. Hoje, só não perdemos porque o Goiás conjuga time ruim (um ataque com Eweeeerthoon Santos e Rafael "He Man" Moura não dá, bem o sabemos) com uma fase ruim - algo que também sabemos como é.

A sorte começou a nos ajudar a partir dos 10 minutos, quando WMonteiro e Jonílson encotraram Conca e Deco, respectivamente, em campo. Até aquele momento, vínhamos bem, mas, com nossos homens de criação marcados, passamos a ser dominados. O Goiás atuava pelos lados do campo, principalmente em cima de Mariano, que não conseguia achar Junior e ainda tinha que se haver com Bernardo. A boa notícia era que quantas chances o Goiás criava, tantas desperdiçava. Foram tantas que quase saímos na frente, não fosse Gum ter perdido o gol mais feito do campeonato até agora - de dentro da pequena área e sem goleiro.

Voltamos um tiquinho melhores na etapa final, mas logo o Goiás voltou a dominar, mas com margem menor. Aos poucos, porém, a equipe do Planalto Central foi cansando, especialmente Junior, que passou de dominador de Mariano a dominado, e WMonteiro, que deixou de acompanhar Conca. Mais livre, o argentinito pôde, enfim, jogar e, aos 20 minutos iniciou a jogada do primeiro gol, servindo a Deco, que deu uma passe que mataria um diabético de tão doce para Xitão só empurrar para rede.

O gol desestruturou de vez o Goiás, que, aos 28, seria vítima de um contra-ataque de estilo alemão, iniciado por Mariano, levado à frente por Deco e terminado por Emerson. A partir daí, foi só administrar a vitória, finalizada em outro contra-ataque, dessa vez puxado por Fernando Bob e completado por Marquinho.

Assim, vamos abrindo frente na liderança - já são cinco pontos adiante do curíntia, mas com um problema sério à frente: o número excessivo de cartões amarelos, que nos desfalcarão de Gum e Emerson no domingo, diante dos bambis. Como nosso elenco não é tão bom assim, Muricy vai ter que vencer um duro desafio.


FH: Duas boas defesas, uma em cada tempo.

MARIANO: Dominado por Junior até este cansar, passou, depois, a dominador. A puxada do contra-ataque no segundo gol foi de cinema.
GUM: Noite infeliz. Perdeu gol ridiculamente e fez bobagens também na defesa.
LEUSÉBIO: Boa partida. Firme por baixo e por cima.
JCESAR: Andou dando espaços na defesa e não se apresentou muito no ataque.

DIOGRO: Num meio campo técnico, sua grossura sobressai. Mas é importante na defesa.
FERNANDO BOB: É bom jogador, mas, às vezes, dá algumas cochiladas. Belo passe no terceiro gol.
DECO: Tem imensa categoria, como mostrou no passe para o gol de Xitão. Se entrar em forma rápido, ainda termina como craque do Brasileiro.
CONCA: Entregou-se docilmente à marcação de WMonteiro até este cansar. Só depois é que começou a jogar - e bem.

EMERSON: Gol, vários impedimentos e um amarelo besta. MARQUINHO entrou para dar uma segurada e acabou fazendo um gol.

XITÃO: Fez gol? Então jogou bem.

MURICY: Deixou Deco até o fim paraque este ganhasse ritmo. Vai começar a sentir as limitações de nosso elenco, principalmente no ataque, a partir de agora.

Por: Ivson Comentários (18)

No preço 22/08/2010 - 22:09

O Muricy via ter que levar um papo com os jogadores do Fluminense. Não uma bronca ou espinafração em regra, apenas uma conversa séria para tentar incutir em algumas cabecinhas de que o fato de sermos líderes, estarmos invictos há uma dúzia de partidas e sendo incensado pela imprensa não faz do Fluminense um timaço. É bom avisar para os rapazes que a equipe é boa, mas ainda falta um longo caminho para que possa entrar em campo como favorita num clássico, mesmo que ele seja contra o fracote time do vascu, uma verdade que pôde ser constatada no empate de 2 a 2, hoje, diante de um Maracanã cheio.

Foi um resultado bom, no preço, pelas circunstâncias. Dos dois gols que marcamos, um foi em nossa especialidade, a bola parada, e outro nos foi simplesmente agraciado pela dupla Felipe-Zé Roberto. O primeiro, de Gum, até prenunciou um jogo tranquilo, ao ser marcado aos 6 minutos. Uma precocidade que talvez tenha nos atrapalhado, pois deixamos de marcar os bacalhaus em cima, como vínhamos fazendo com sucesso, e recuamos em demasia, para jogar no contra-ataque.

Uma tática que pode até dar certo quando se tem Fred em campo, mas não quando Xitão está na equipe, e ainda mais difícil de ser executada se o adversário bota alguém em cima de Conquinha. Quando isso ocorre, o nosso miniargentino desaparece, como na primeira etapa, quando foi visto apenas duas vezes - na cobrança do escanteio do gol e depois perdendo cara a cara com Prass, após trompaço de Xitão na zaga.

O segundo tempo foi a antítese do primeiro. Eles marcaram logo no início, em jogada em que Diguinho foi, com uma displicência absurda, numa dividida com Quase Alberto, e recuaram também, como nós na primeira etapa. Nossa imensa sorte é que Felipe e Zé Roberto, principalmente o primeiro, foram tão displicentes quanto Diguinho e o segundo deu o gol para JCesar.

E quase ganhamos a partida, após a entrada do jovens e inexperientes bacalhaus, mas Deco, completamente fora de forma, perdeu gol feito, e Emerson foi fominha em outro lance. Menos mal que não perdemos - o que também quase aconteceu no finzinho - e mantivemos uma distância de dois pontos adiante do curíntia. No entanto, é bom abrir o olho, pois nem sempre contaremos com a sorte de termos pela frente adversários tão gentis quanto Felipe e Zé Roberto.

FH: Praticamente sem trabalho, não teve culpa nos gols.

GUM: Gol de oportunismo e muito trabalho com Quase Alberto, perdendo mais do que ganhando.
LEUSÉBIO: Também sofreu com o ataque deles enquanto o vascu teve vontade de atacar.
ANDRÉ LUIZ: Como seus companheiros, muito chutão para frente e trabalho, especialmente com Éder Luís.

MARIANO: Vida boa nos primeiros 15 minutos quando foi marcado por Felipe. Depois não apareceu muito até meados do segundo tempo, quando voltou a ser opção de ataque.
DIGUINHO: Entrou como uma mocinha na dividida com Quase Alberto e jogou com displicência a maior parte da jogo. DECO está completamente fora de forma, nem correr direito conseguiu. Perdeu gol feito, mas mostrou categoria em dois ou três lances.
DIOGRO: O de sempre - muita luta e ruindade. Valência e Fernando Bob são muito melhores.
CONCA: Jogo pegado não é com ele. Só melhorou um pouco quando o vascu afrouxou a marcação, mas nem assim jogou bem.
JCESAR: Esperteza no gol e um pouco mais de disposição do que mostra normalmente. Ainda assim, acho o Carlinhos mais lateral.

EMERSON: Se tecnicamente não foi bem, mostrou a vontade de sempre e foi recompensado pela tomada da bola de Felipe no segundo gol.
XITÃO: É bom para enfrentar Patético, reservas do Inter e coisas assim, e em casa. Não tem a menor capacidade técnica. FERNANDO BOB entrou para que Deco jogasse mais adiantado e deu mais qualidade à saída de bola pelo meio.

MURICY: Precisa ter conversa séria com o elenco para alertar sobre o salto alto. Mudou bem ao pôr Bob, adiantando Deco e pondo Emerson no lugar de Xitão. Mas deve estar louco para Fred voltar.

Por: Ivson Comentários (40)

O Flu não perdoa 15/08/2010 - 19:22

Um time sólido, concentrado, que não perdoa os erros do adversário e aproveita-se das circunstâncias que uma partida oferece, sabendo, também, evitar as suas armadilhas. Em 2006 e 2007, era assim o time do São Paulo, a cujos jogos assistia com uma boa dose de inveja. Hoje, novamente vi um time assim, mas, dessa vez, sem inveja - com alegria, pois esse time é o Fluminense treinado por Muricy Ramalho.

A primeira das qualidades que o nosso time mostrou hoje na vitória por 3 a 0 sobre o time reserva do Inter foi o de ler o jogo, evitando armadilhas e contornado-as. Porque o colorados nos surpreenderam no começo. Armado no 3-6-1, o time de Celso Roth foi melhor nos primeiros 15 minutos, baseando seu jogo na marcação de nossa saída de bola, utilizando-se da conhecida limitação de nossos zagueiros e volantes no passe. Bom exemplo foi a saída de bola errada cometida por André Luiz, da qual Andrezinho quase aproveitou-se para marcar, não fosse a boa defesa de FH.

Aos poucos, porém, a equipe foi aprendendo a sair da armadilha, tocando a bola com mais rapidez, de um lado para o outro do campo. E foi assim que começou a jogada do gol que mudou a partida - aos 19, LEusébio deu passe excepcional para Mariano, que, livre, avançou, cortou para o meio e bateu de canhota. A bola desviou em Eller e enganou Renan. O Inter sentiu o gol e Fluminense mostrou a segunda qualidade: aproveitou-se do momento de atordoamento do adversário para marcar o segundo, três minutos depois, com um chute de cabeça de Xitão, após córner bem batido por Conca.

A partir daí, apareceu a terceira qualidade - a frieza para controlar a partida. Nem mesmo na volta para a segunda etapa de um Inter mais determinando, novamente com marcação adiantada, chegou a ameaçar. Firme na defesa, contando com a ótima partida de Diguinho e a valentia, embora algo estabanada, de Diogro, não chegamos a passar sustos à espera de um contra-ataque para liquidar a partida. Ele aconteceu aos 14, com mais uma arrancada de Mariano, que passou a Conca, o qual deu passe milimétrico para Émerson marcar seu quarto gol em quatro jogos.

A solidez do Fluminense começa a colocar pressão sobre os adversários, que sabem que não podem dar mole porque o time de Muricy até pode fazê-lo - como no jogo com o Prudente -, mas não é algo com que se deva contar.

FH: Boa defesa no chute de Andrezinho no primeiro tempo e pouco trabalho depois.

GUM: Procurou não enfeitar e foi o mais firme da defesa.
LEUSÉBIO: Grande passe para Mariano no primeiro gol e atuação segura.
ANDRÉ LUIZ: Andou querendo dar uma de "zagueiro técnico" e quase se complicou.

MARIANO: Novamente um dos melhores do time. Além do seu gol, armou o contra-ataque do terceiro e foi essencial na saída de bola.
DIGUINHO: Ótima partida, especialmente no desarme.
DIOGRO: Também muito bem na defesa, chegou a participar de algumas manobras de armação.
CONCA: Grande partida. Muricy mudou seu jeito preguiçoso de jogar. Hoje participa das partidas e passou a merecer os gritos da arquibancada. MARQUINHO entrou para Conca sair aplaudido.
JCESAR: Deixa uns espaços na defesa e ainda é hesitante no ataque, mas não tem comprometido.

EMERSON: Melhor no segundo tempo, dedicou-se como sempre e deixou o seu mais uma vez. RODRIGUINHO não teve tempo de aparecer.
XITÃO: Gol de cabeça com suas característica

MURICY: O grande responsável pela nossa campanha. Montou um time eficiente e difícil de ser derrotado.

Por: Ivson Comentários (59)

Vitória com marca registrada 08/08/2010 - 19:05

Dessa vez não foi a típica goleada tricolor, mas o 2 a 1 sobre o Grêmio teve as mesmas características dos 1 a 0 que têm marcado as nossas vitórias nesse Brasileiro: aproveitamento das chances que aparecem e a defesa aguentando sufoco a maior parte do tempo. Como prêmio pela eficiência, mais uma semana na liderança do campeonato.

O jogo começou amarrado no meio. Os dois times marcavam em cima e, como apenas um meio-campista de cada lado sabe tocar a bola - e nenhum dos dois estava bem - seguia-se que a partida ficava sendo disputada entre as duas intermediárias. A situação talvez não mudasse tão cedo se o nosso conhecido André Lima não tivesse ajudado. Ele desviou cobrança de falta de Mariano e enganou o goleirinho deles, aos 16. A vantagem quase vai-se por entre os dedos um minuto depois, quando FH saiu caçando borboleta e Rodrigo perdeu de cabeça na pequena área. Mais um minuto,porém, e nos firmávamos no jogo com Emerson aproveitando um contra-ataque rápido para, depois de driblar zagueiro e goleiro, empurrar para o gol vazio. Até poderíamos ter feito mais um, em jogadas do próprio Emerson, de Mariano e de Diguinho, mas o 2 a 0 disse bem o que foi o jogo.

A segunda etapa foi bem diferente - não passou de um ataque contra defesa. O Grêmio, empurrado pelas vaias da torcida, mesmo atabalhoadamente, nos encurralou. Várias vezes, tivemos os nossos 11 ficaram dentro de nosso campo, dando bico pra qualquer lado. A situação ficou ainda pior quando Fernando Bob, que firmara-se após início claudicante, foi expulso, aos 16. A nossa sorte é que André Lima estava do outro lado. Ele perdeu o gol mais feito do jogo - de dentro da pequena área, com FH fora do lance, chutou por cima -, aos 35, e abateu moralmente os gremistas. Nem o gol que assinalou aos 43 redimiu o erro - até porque, aos 47, Xitão também perdeu gol feito, chutando na trave, após contra-ataque bem puxado por JCesar.

No geral, o resultado foi justo, já que o Grêmio não mostrou competência para ameaçar o nosso gol, apesar do grande volume de jogo. No entanto, a equipe demonstrou já uma certa dependência de Emerson, único a conseguir segurar um pouco a bola no ataque, pois Xitão não tem habilidade para isso. Sem ele, vira um ping-pong que sobrecarrega a defesa, algo que contra um time melhor, pode ser fatal.

FH: Falhou numa saída do gol, mas compensou no fim do primeiro tempo com uma grande defesa com os pés.

GUM: Não brincou em serviço e rebateu tudo.
LEUSÉBIO: Muito bem na sobra.
ANDRÉ LUIZ: Compôs bem a defesa, mas bobeou ao deixar André Lima ser marcado por Marquinho no gol deles.

MARIANO: O melhor em campo. Além do gol, ganhou quase todas na defesa e ainda foi a melhor opção de saída de bola da equipe.
DIGUINHO: Muito bem no desarme, mas é lento na hora distribuir o jogo.
FERNANDO BOB: Começou nervoso e levou amarelo por isso. Depois firmou-se e jogava muito bem quando foi expulso.
CONCA: Não foi marcado individualmente, mas nem precisou - só o jogo pegado o fez desaparecer como armador. Pelo menos esforçou-se na marcação. WILLIAMS entrou só para ganhar tempo na substituição.
JCESAR: NA frente, apenas a jogada que Xitão desperdiçou. Na defesa, porém, foi bem.

EMERSON: Vinha muito bem - fez o gol e dava trabalho à defesa do Grêmio - quando saiu machucado. RODRIGUINHO ficou o suficiente em campo para dar saudade do Alan. MARQUINHO entrou para recompor a defesa e o fez bem.
XITÃO: Teve uma chance de gol e desperdiçou.

MURICY: O time jogou um primeiro tempo muito bom, mas recuou demais na etapa final.

Por: Ivson Comentários (29)

A "máquina" de Muricy 01/08/2010 - 22:32

Gostaria de ter escrito esse texto ontem, mas sair do Sul Maravilha e ir para o Nordeste, mesmo para uma cidade ao lado de Salvador, é arriscar-se a ter problemas mesmo com infraestrutura básica como telefone e internet. Ainda assim escrevo hoje, domingo, mais dar uma impressão geral da partida e, principalmente, do time do Fluminense treinado por Muricy, do que para esmiuçar a partida contra o patético.

O título pode parecer exagerado e, se formos examinar apenas à luz da razão, é mesmo. No entanto, como escrevi, essa é uma impressão geral e dentro desse contexto é que ele deve ser entendido. O time de Muricy tem lembrado a "máquina" nas versões 76 e 84 não pelos jogadores que a compõem, mas por uma característica daqueles times legendários: aproveitar-se de maneira mortal dos erros do adversário. Foi assim que vencemos ontem - explorando uma falha individual (no caso do primeiro gol) e uma coletiva (no segundo) do patético.

O time ainda tem problemas - zaga lenta demais, meio campo com pouco poder de marcação em alguns momentos -, mas os adversários têm um bem maior: não poder errar sob pena de levar um gol é uma pressão a que poucos times neste Brasileiro podem ser submetidos sem quebrar.

Por: Ivson Comentários (56)

Ó surpresa! 29/07/2010 - 20:47

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2010/07/proposta-de-um-clube-europeu-pode-tirar-atacante-alan-do-fluminense.html

Por: Ivson Comentários (9)

Divagação acadêmica 28/07/2010 - 15:27

Pensando na volta de Xitão e no fato de termos dois laterais jovens na seleção do Mano, entrei em estado de divagação acadêmica e formei o time abaixo, só com crias de Xerém dos anos 2000 e sem ligar muito para a qualidade técnica:

FH

Antônio Carlos, Dalton e Rodolfo

Rafael, Diego Souza, Arouca, Marcelo (Tartá) e Fábio (Marcelo)

Maicon (Tartá)
Alan (Maicon)

Por: Ivson Comentários (4)

Olha quem está voltando... 27/07/2010 - 15:37

Xitão!! Ele mesmo, aquele que nos trocou pelos bambis para disputar a Libertadores, perdeu a vaga até no banco e agora, segundo o Globoesporte,com, já acertou o retorno ao laranjal.

Ê, Celso Barros...

Por: Ivson Comentários (15)

Empate, graças a Deus 25/07/2010 - 22:30

Vamos lá: todo mundo de mãos para o alto a dar graças a Deus por este empate, pois, não vamos nos enganar, ele caiu do céu. Levamos um vareio dos 10 minutos do primeiro tempo em diante e não fosse a ótima fase de FH e a incompetência dos atacantes do bostinha, teríamos tomado uma sova.

O mais desagradável é que a culpa pela pressão que sofremos hoje foi do nosso herói, Muricy. Ao escalar Belletti completamente fora de forma, no lugar de Diguinho (suspenso), simplesmente entregou de bandeja o meio campo ao adversário. Joel nem contava com isso, mas aproveitou bem e, além de adiantar Cordeiro pela esquerda e botar Herrera pela direita, a para anular Mariano e Carlinhos, avançou Somália, que deu um verdadeiro baile em um Belletti completamente perdido. Como Conca entregou-se, docemente, à marcação de Leandro, ficamos em saída de bola. Quase ficamos à frente do marcador, aos seis minutos, com Emerson, após passe de Fred, mas, depois disso, foi uma pressão só, especialmente com Edno, que, caindo pela esquerda, ganhava todas de Gum. O empate em zero foi um prêmio para o nada que produzimos no primeiro tempo.

Muricy manteve o time para a segunda etapa, mas certamente houve um escovadela no vestiário. Conca, como sempre deve ter sido o que mais ouviu, pois voltou pelo menos tentando escapar de Leandro, caindo pela direita, apoiado por Mariano, que deve ter recebido ordens para não ligar para Cordeiro. O problema é que Conca, que já não é essa coca-cola toda que a torcida acha, hoje estava num dia especialmente ruim, não acertando uma jogada sequer. Da maneira que estávamos, só a sorte poderia nos ajudar e ela sorriu para Muricy novamente. Aos 16, Jefferson bateu um tiro de meta nos pés de Fred, que passou para Emerson, livre, driblar o goleiro e empurrar para o gol.

A vantagem, porém, não fez a partida pender para o nosso lado. O bostinha continuou melhor e aumentou sua vantagem quando Joel tirou o inoperante Lúcio Flávio e pôs Renato Cajá, que não é exatamente bom, mas pelo menos participa mais do jogo. Logo na sua primeira jogada, aos 31, mandou para a área, Gum esqueceu de marcar Edno e este apenas raspou na bola, enganando FH. A partir daí, o jogo ficou dramático - houve uma bola na trave de cada lado, mas eles estiveram sempre mais perto do segundo gol - e violento. O inacreditável Thiaguinho, que entrara no lugar de zumbi Belletti, foi justamente mandado para o chuveiro por agredir o provocador Cordeiro, mas não chegamos a sofrer muito por isso porque, menos de dois minutos depois, Somália foi expulso ao tomar segundo amarelo por entrada em Mariano. Chegamos mesmo a ficar em vantagem numérica, quando Dany Moraes foi também foi limado ao meter a mão na bola, em jogada na entrada da área. Na cobrança, Marquinho, que substituíra Conca, quase marca, no último lance da partida. A vitória, é claro, teria sido fantástica por nos manter na liderança, mas muito injusta.


FH: O melhor do time. Não fosse ele, teríamos perdido.

GUM: Levou um passeio de Edno. Cabeceou bola na trave na segunda etapa.
LEUSÉBIO: Tentou organizar a defesa e chutou para onde o nariz apontava. Puxou um belo contra-ataque no segundo tempo.
ANDRÉ LUIZ: Travou duelo equilibrado com Herrera.

MARIANO: Acuado no primeiro tempo, no segundo soltou-se mais, mas foi sempre muito bem vigiado. Errou cruzamentos demais.
BELLETTI: Péssima estréia. Fora de forma e de sintonia, nada fez de útil. THIAGUINHO...Bem, encaremos pelo lado positivo - depois dessa nunca mais veste a nossa camisa.
DIOGRO: Quase faz um golaço contra, mas lutou muito, sendo o único a tentar marcar no meio.
CONCA: De bom, só uma centro no qual Gum mandou a bola na trave. MARQUINHO entrou para segurar a bola e quase faz um gol no fim.
CARLINHOS: Melhor no segundo tempo do que no primeiro, mas, mesmo assim, atuou bem abaixo do padrão de antes da Copa.

EMERSON: Estreia muito boa, não só pelo gol como pela movimentação e luta. Está tentando provar que merece vestir o manto e começou bem.
FRED: Parecia sentir a panturrilha que o tirou de campo desde o primeiro tempo. Pode ter virado um tremendo problema, para variar. ALAN se mexeu, mas não arrumou muita coisa.

MURICY: Nosso herói não devia ter escalado Belletti e isso quase nos leva à derrota. Mas isso não ocorreu talvez por conta de sua estrela.

Por: Ivson Comentários (16)

Eu amo Muricy 23/07/2010 - 23:32

Prometi que esse seria o título do post caso Muricy cumprisse a palavra de só aceitar o convite de Ricaço Teixeira para ser treinador da seleção se o Flu o liberesse. Bem, aí está.

Agora, também tem o seguinte:

1. Prepare-mo-nos porque, como avisa do Marcos Caetano do site da ESPN (http://espnbrasil.terra.com.br/marcoscaetano/noticia/137618_UM+TECNICO+DE+CARATER), é muito provável que coisas muito estranhas comecem a acontecer a partir de agora nas nossas partidas;

2. Se realmente tiver o mesmo caráter de Muricy, a diretoria do clube não poderá demiti-lo até o fim do contrato, aconteça o que acontecer.

Por: Ivson Comentários (4)

"Eu odeio a CBF!" 23/07/2010 - 14:04

O desabafo é do confrade Luiz Camillo Osório, no NIT-Lista.

Assino embaixo e repito:

EU ODEIO A CBF!!!!

Por: Ivson Comentários (16)

Brilho em um grande jogo 18/07/2010 - 23:08

Brilhante. Essa é a palavra que me ocorre para definir a atuação do Fluminense na vitória sobre o Santos, hoje, na Vila Belmiro, por 1 a 0. Um desempenho que valeu não apenas a vice-liderança do campeonato, como também uma certa tranquilidade para o desenrolar do torneio por nos permitir considerar que o jogo contra o Prudente foi apenas um ponto fora da curva ascendente da equipe no Brasileirão.

A palavra definidora do jogo de hoje, para mim, foi concentração. Ao contrário de quarta-feira, quando a equipe mostrou-se ansiosa a ponto de perder o foco no que importava - no caso vencer por qualquer placar -, hoje os jogadores não se distraíram em momento algum, algo essencial para conseguirem segurar o velocíssimo time santista. Para deter Neymar, Ganso, Robinho e André, Muricy pôs a equioe com três zagueiros, escalando LEusébio no lugar de Marquinho. Com Diogro e Diguinho em cima de Robinho e Ganso - tão em cima que ambos já tinham cartão com 20 minutos do primeiro tempo -, equilibramos o jogo, apesar de Conca, marcado por Arouca, não ter criado como se esperava dele, apesar de ter se esforçado.

Sólido na defesa, o time no ataque ressentia-se das dificuldades de Conca, pois a ideia era que Fred, que recuava para atrair a defesa, trocasse passes com o argentino e servissem Rodriguinho no espaço aberto pelo artilheiro. A tática não funcionou e durante 30 minutos, equilibramos mais na vontade dos nossos laterais e de Fred do que qualquer outra coisa. Desse momento, porém, até o fim da primeira etapa, o Santos passou a mandar na partida, mas, devido à nossa solidez defensiva, na verdade não teve chances reais de gol.

O segundo tempo começou como terminara o primeiro, com o Santos partindo para cima, mas chegando pouco ao gol. Nós voltamos a equilibrar por volta dos 10, mas, a partir dos 20, com o time - especialmente Carlinhos - sentindo o cansaço, os peixes começaram a chegar mais. A entrada do fortão Marcel acabou com a certa tranqUilidade dos nossos zagueiros, que também foram prejudicados com a saída de Diogro por contusão. Marquinho até que não entrou mal, mas não tem o poder de marcação do titular. Assim, o Santos teve ótimas chances, com um chute no travessão de Marcel e outro de Zé Eduardo, que completou excelente jogada iniciada por Arouca, num lance em que o gol quase sai graças a um toque de Robinho, em completo impedimento.

No entanto, o dia era nosso mesmo. Aos 32, Mariano avançou pelo meio e fez lançamento preciso para Alan, que entrara no lugar de Rodriguinho, avançar e tocar com categoria fora do alcance do goleirinho deles. A partir de daí, foi o momento de FH aparecer no jogo - com duas defesas sensacionais, ele garantiu um resultado essencial para o time no campeonato. Agora, é partir para cima do Cruzeiro com a mesma mistura de organização e concentração para nos distanciarmos ainda mais na ponta da tabela a fim de acumularmos uma gordura que certamente será muito útil do meio para o fim do Brasileiro.

FH: Partida excelente. Garantiu o resultado quando precisamos dele.

GUM: Muito firme, segurou bem a cobertura de Mariano.
LEUSÉBIO: Andou se complicado ao sair jogando, mas na área jogou com atenção e foi bem.
ANDRÉ LUIZ: Foi o que mais teve problemas com a necessidade de cobrir Carlinhos, pois o Santos atacou muito pela nossa esquerda.

MARIANO: Só esplêndido lançamento para o gol valeria uma nota 10, se eu fosse de dar notas.
DIGUINHO: Grande exibição. Bem como sempre no desarme, dessa vez errou poucos passes. Anulou Robinho quando este apareceu no meio.
DIOGRO: Firme na proteção, não deixou Ganso organizar o time deles em paz. Saiu machucado. MARQUINHO entrou e tentou ajudar Carlinhos, mas foi envolvido várias vezes.
CONCA: Bem marcado por Arouca, não conseguiu organizar o time, mas lutou muito, inclusive ajudando na marcação. JCESAR entrou em seu lugar e reforçou o lado esquerdo.

RODRIGUINHO: Deslocou-se e procurou jogo, mas não produziu muito. ALAN aproveitou com a precisão caracterísrica a única chance que teve.
FRED: Jogou muito bem, ora voltando para armar jogo, ora posicionando-se para tabelas. É uma preocupação constante para a zaga adversária.

MURICY: Surpreendeu Dorival Junior ao escalar três zagueiros. A tentativa de tirar Fred da área para abrir espaço para Rodriguinho não funcionou bem, mas foi válida, e a entrada de Alan também foi perfeita. É mesmo um grande técnico.

Por: Ivson Comentários (15)

Sem prática de liderança 16/07/2010 - 00:01

Hoje o time do Fluminense pagou pela inexperiência. "Como inexperiência um time com um monte de jogador rodado como esse?", perguntará você, muito na bronca. "Inexperiência de saber jogar na parte de cima da tabela", respondo eu.

Vamos admitir: há anos, eu, você, toda a torcida e as levas de jogadores que passaram pelo Fluminense no período, raramente, muito raramente, estivemos na ponta de cima da tabela de um campeonato de pontos corridos (acho que a última vez foi em 2005). Muito pelo contrário, certo? O que temos todos passado são sufocos atrás de sufocos, ano após ano lutando para não voltar à Segundona. Esse nefasto hábito criou um problema que Muricy terá que enfrentar nas próximas rodadas: acalmar o time e convencer que tomar a liderança de uma competição com 38 rodadas e que está nona é algo que se consegue com frieza, com regularidade, sem precipitação.

Precipitação foi um dos fatores que nos levaram a empatar com o lamentável Prudente, candidato sério ao rebaixamento este ano - o outro foi a clara falta de ritmo de jogo. O gol aos 16 minutos, feito por Fred, deveria ter acalmado o time, mas, estranhamente, a equipe ficou ansiosa. Até recuperava a bola no meio, muito pela falta de capacidade técnica do adversário, mas errava na armação do contra-ataque (o horroroso gramado do Maracanã tem sua parcela de responsabilidade, mas não toda) e desperdiçava todas as chances que lhe eram oferecidas.

Na segunda etapa, essa precipitação, somada à falta de ritmo, atingiu o auge. A equipe errou praticamente tudo. Até jogadores eficientes como Carlinhos e Fred não acertaram uma jogada. O Prudente não ameaçava - em toda a partida acertou no gol apenas três vezes - e continuava a errar passes a granel, demonstrando também, além da ruindade, falta de jogo. Não conseguimos aproveitar essa facilidade toda em nenhum momento - para se ter uma ideia, o goleirinho que substituiu o titular aos 15 só foi fazer uma defesa aos 40, depois de a partida empatada.

Realmente foi um resultado decepcionante, mas Muricy pode aproveitá-lo para dar mais foco ao time e também para tomar uma decisão sobre o meio campo. Não é possível um time ter armação decente apresentando na meia-cancha Diogro, Diguinho e Marquinhos. Valencia já deve ser escalado de saída contra o Santos, no lugar de Diogro ou Diguinho, tanto faz. Tenho fé que, no domingo, atuaremos melhor, mas essa substituição é essencial para que isso ocorra e possamos continuar a sonhar com a liderança.


FH: Praticamente sem trabalho, não teve culpa no gol, um chute cara a cara.

MARIANO: Começou muito bem, mas depois caiu. Ainda assim foi dos melhores.
GUM: Envolvido no gol.
ANDRÉ LUIZ: Surpreendentemente sóbrio, teve reestreia tranquila .
CARLINHOS: Foi dos que mais sofreu com a parada do campeonato. Sentiu muito a falta de ritmo - falhou até nos cruzamentos, fundamento em que é reconhecidamente eficiente.

DIOGRO: É uma tristeza vê-lo com a nossa camisa.
DIGUINHO: Bem no desarme e estranho na armação: acerta um passe de mais de 20 metros e erra um monte de dois.
MARQUINHO: Corre, corre e erra.
CONCA: Era para ter encostado em Fred, mas, campo pesado, adivinha o que aconteceu...Pois é. Só foi visto nos primeiros 15 minutos, período em que perdeu o gol mais feito da partida.

ALAN: Esforça-se muito, mas não tem jeito para ponta. Quando cai pelo meio, sua dupla com Fred funciona melhor. RODRIGUINHO parece que é mesmo jogador de time pequeno.
FRED: Bem no começo, quando fez o gol com cabeçada de belo estilo, mas foi caindo durante a partida.

MURICY: Precisa mostrar ao time que seu lugar é mesmo entre os primeiros e a liderança é uma meta factível de ser alcançada com calma. Deve também barrar um dos volantes - de preferência Diogro, mas pode ser o Diguinho mesmo - para pôr Valencia.

Por: Ivson Comentários (2)

Showbol 12/07/2010 - 17:22

Beletti, Deco...Vem cá, o Celso "Soltando" Barros ainda não desistiu de montar um time de showbol?

Por: Ivson Comentários (14)

Qualquer um, menos ele 11/07/2010 - 18:48

Mano, Felipão, Leonardo, Ricardo Gomes...Pode ser qualquer um desses, ou qualquer outro, para treinar a seleção. Só não pode ser o Muricy. Com ele, tenho pelo menos a esperança de sairmos desse amadorismo que há décadas campeia nas Laranjeiras.

E, como os amigos sabem, até simpatizo com a seleção, mas torcer mesmo, torço pelo Fluminense.

Por: Ivson Comentários (2)

Agora, ao que interessa 03/07/2010 - 10:12

O Deco vem? Vai ganhar quanto? Por quanto tempo?

O Fred fica mesmo? Por quanto? Por quanto tempo?

O Alan vai embora? Por quanto? Para onde? Por quê? O Muricy aprovou?

Por: Ivson Comentários (4)

Missiva constrangedora 19/06/2010 - 11:06

Essa carta aberta ao Fred que anda rolando na internet é dos textos mais constrangedores que li nos últimos anos. Nem sei o que é pior, se os argumentos pueris apresentados pelos redatores ou a sua falta de entendimento do que está em jogo na questão.

Confesso que os argumentos apresentados me deixaram perplexos. Dizer a um pai que vai ganhar em euros que ele não pode ir para a Europa porque vai sentir saudades da filhinha é lamentável não só pela infantilidade, mas também por ser facilmente rebatido. "Sei que vou sentir saudade de minha filha, mas vou para lá exatamente pensando nela, em lhe garantir o futuro", diria Fred, como qualquer pai, se ele, é claro, fosse responder a semelhante bobagem. E quanto ao argumento de que Nápoles é violenta? Essa é até melhor o Fred nem responder porque teria que partir para o deboche. "E o Rio é uma terra de paz e tranquilidade... Mas, pelo que sei, os motoristas que vão para o aeroporto de Nápoles não correm o risco de serem saqueados por bandidos que interditam a estrada para poder assaltar sem ser incomodados".

Porém, fiquei mesmo foi irritado com a carta pela incapacidade de ver o que realmente aconteceu, está acontecendo e, muito provavelmente, vai acontecer. Fred voltou ao Brasil para ser convocado para a Copa. Teria até atingido seu objetivo se fosse mais cuidadoso com as atividades extra-campo e tivesse um pouco menos de azar com as contusões. Como não está disputando a Copa, não tem mais o que fazer por aqui e precisa pensar em seu futuro, que não é lá mais muito extenso.

Aos 26 anos, Fred apresenta um músculo estourado. Pela frente, tem mais uns três anos de futebol de alto nível (para os padrões da disputadíssima liga italiana, pode ser até ser bem menos), durante os quais precisa amealhar a maior quantidade de euros possível, até para garantir o seu futuro (e o da filha). Depois, pode até "bater a carteira" de algum clube brasileiro e faturar mais alguns milhares de reais até os 33, 34 anos, aproveitando-se do nível abissal do futebol que é praticado por estas bandas. Não mais do que isso.

Adorei a vinda do Fred, até porque se ele não estivesse aqui, teríamos ido para a Segundona, e gostaria que ele ficasse para termos chance de alcançar um grande resultado no Brasileiro. Acho até que o Soltando BArros, que gasta R$ 300 mil por mês da Unimed com Emerson Sheik, deveria gastar mais R$ 1 milhão com um cara que, com uma perna só, é melhor do que esse urubu com as duas. Apesar disso - e até por querer que ele fique -, jamais insultaria a inteligência de um cara como Fred (que é mesmo inteligente) com uma missiva tão boba.

Por: Ivson Comentários (10)

Cortina de fumaça 14/06/2010 - 22:58

Sei não...Acho que essa estranha contratação de Emerson - jogador apenas razoável, caro e identificado com os urubus - é prenúncio da despedida de Alan. Se for, é mostra que o unimérdico, malacidades e cia ainda vão prejudicar muito o trabalho no Muricy.

Por: Ivson Comentários (3)

Solidez e eficiência 06/06/2010 - 10:34

Ao terminar o jogo de ontem, meu pai comentou: "Esse ano está muito melhor. Não temos que nos preocupar com a segunda divisão. Era muito ruim isso", disse ele, num misto de alegria

tranquila, alívio e perplexidade, esta causada, provavelmente, por não entender como o Fluminense tinha caído àquela situação de sofrimento. A causa do comentário, claro, foi não

só a vitória cheia de autoridade sobre o Avaí por 3 a 0, em plena Ressacada, como consolidação da equipe no G-4 nesse período pré-Copa.

A autoridade da vitória pode ser resumida por uma palavra: solidez. O esquema e a maneira de trabalhar de Muricy estão tornando o time do Fluminense cada vez mais sólido. Essa solidez é uma

tremenda vantagem num campeonato como o Brasileiro (em todos, na verdade, mas neste em particular), pois pode prescindir até de uma boa atuação para vencer. Foi o que vimos ontem no

primeiro tempo. A equipe não jogou bem os 45 minutos iniciais. Apesar do início promissor com a bomba de Fred na trave, assim que os avaianos acertaram a marcação sobre Conca e este, como sempre, não conseguiu escapar dela - apesar, sejamos justos, de tentar -, a partida caiu num marasmo esquisito - um monte de erros de passes alternando com jogadas perigosas quando, apesar das falhas na passagem de bola, os times chegavam às áreas.

Nesse quesito fomos melhores, pois nossas jogadas de perigo foram organizadas, principalmente usando os laterais, enquanto as deles saíram de bolas lançadas na área, na base do abafa. Assim perdemos gols com Marquinhos, ambas desperdiçando de cabeça cruzamentos precisos de Mariano, enquanto eles acertaram a trave, numa jogada algo confusa, em que o cara errou chute. Mas como um time de Muricy pode errar que assim mesmo tem chance de vencer, acabamos por marcar o primeiro, por meio de Leusébio aproveitando centro perfeito de Carlinhos.

A nossa volta para o segundo tempo foi fulminante. Utilizando os contra-ataques puxados pelos laterais - excelente forma de contornar a lentidão do trio Conca-Diguinho-Fred no meio -, chegamos aos 3 a 0 em 11 minutos. O segundo gol saiu de tabela perfeita de Marquinho e Carlinhos (a primeira do jogo), completada por centro milimétrico do segundo, na cabeça de Fred, e o terceiro com Alan colocando na rede passe de Mariano, em centro parecido ao que levou ao segundo gol contra o Vitória. A partir daí, recuamos um pouco demais, mas o Avaí, abaladíssimo, não conseguiu levar tanto perigo quanto no primeiro tempo.

Assim, vamos para a parada da Copa em ótima posição. No entanto, como o próprio Muricy admite, precisamos de reforços, especialmente no meio campo, onde sofremos muito com a dupla Diguinho e Diogro, que erra passes demais para quem joga no centro do jogo - um ainda vai, mas dois não dá. Dessa forma, a contratação de Cléber Santana deve ser a prioridade das prioridades se queremos mesmo ser campeões brasileiros.

FH: Uma boa defesa no primeiro tempo, seguras saídas do gol e sorte na bola na trave.

MARIANO: Parece ser um dos que mais tem aproveitado o método de trabalho baseado em fundamentos do Muricy. Seus centros têm sido perfeitos. Também firme na defesa.
GUM: Um tanto atrapalhado às vezes, não brincou em serviço, chutando para onde o nariz apontava.
LEUSÉBIO: Também se enrolou um pouco na defesa, mas jogou com seriedade. Excelente conclusão no gol.
CARLINHOS: O ponto fraco de defesa, falhando muito no posicionamento, mas bem como sempre no ataque. O centro para o gol de Fred foi um primor reconhecido pelo próprio artilheiro na comemoração.

DIOGRO: Erra passes demais e também se posiciona mal muitas vezes. No segundo tempo, pelo menos o último problema foi minorado.
DIGUINHO: Muito bem no desarme, mas quando precisa sair jogando...No fim, com a saída de Marquinho foi para esquerda, fechando melhor o setor.
CONCA: Marcado mais de perto, não repetiu as últimas atuações. EQUI entrou para ganhar o bicho.
MARQUINHO: A luta de sempre, mas não tem auxiliado Carlinhos como deveria, pois tem ido para o meio fechar o caminho do meia direita adversário, uma tarefa que devia ser do Conca. Na frente, apresentou-se bem na área, mas precisa treinar cabeçadas de olhos abertos. ANDRÉ LUIZ entrou como terceiro zagueiro e não teve tempo de aparecer.

RODRIGUINHO: Aparece em times rápidos que podem aproveitar sua velocidade, mas, em times de toque, fica deslocado, pois sua técnica não é das mais refinadas. ALAN voltou a jogar bem, aprecendo bem na área e marcando um gol, tendo desperdiçado outro.
FRED: Vai melhorando sua movimentação jogo a jogo e por isso tornando-se ainda mais preciso, tanto nas conclusões quanto nos passes. Vamos torcer pra não se machucar com seriedade até o fim da competição, pois será fundamental para termos sucesso no Brasileiro.

MURICY: A equipe vai ganhando mais e mais força e consciência e os jogadores melhorando sua capacidade técnica nos fundamentos. É realmente um treinador excelente.

Por: Ivson Comentários (15)

Time de um tempo só 02/06/2010 - 23:26

Temos um time, mas por um tempo só, por enquanto. É o que se pôde depreender desse suado 2 a 1 sobre o Vitória na nossa despedida do velho Maraca até 2013. Jogamos bem mesmo apenas os 35 minutos iniciais – na verdade, muito bem os primeiros 25 -, mas não mantivemos o ritmo na etapa final e quase deixamos de ter 100% em casa, salvando-nos graças novamente a Alan.

Os primeiros 45 minutos viram uma exibição de gala de Conca. O argentininho parece ter entendido que, saindo daquela zona de conforto tradicional – entre a linha de meio e a intermediária adversária, pela meia esquerda – fica mais fácil arrumar espaço e jogar. Foi isso que ele fez durante uns 30 minutos e nesse período dominamos completamente, contando ainda com outra excelente atuação de Carlinhos e seu escudeiro Marquinho pela esquerda. E foi numa jogada dos dois que saiu o primeiro gol. O lateral foi ao fundo e passou para Marquinho, que chutou para a defesa parcial do goleiro. A bola se ofereceu para Fred só empurrar para as redes.

Ainda mantivemos o domínio por mais uns 10 minutos, mas,aos poucos, o Vitória, mesmo sem seis titulares, foi se achando em campo, passando a levar perigo, principalmente por meio do lateral-direito Lino, que levava vantagem sobre Carlinhos. Ainda assim, terminamos o primeiro tempo na frente merecidamente.

O segundo tempo começou com uma modificação no Vitória: Renan Oliveira no lugar do sujo Lenílson, que chutou covardemente Rafael, quando este estava no chão, obrigando nosso goleiro a sair. A modificação melhorou muito o time baiano, que foi ajudado pela mania dos treinadores brasileiros, mesmo o excelente Muricy, de recuar as equipes para partir no contra-ataque. No nosso caso, esse estratagema raramente dá certo. O que em geral ocorre é que ficamos lá atrás sendo encurralados, pois não dá para jogar em contra-ataque com Conca prendendo a bola, Diguinho idem, Marquinho e Diogro errando passes e Fred chegando lentamente na área.

Assim, os vitorinos passaram a dominar o jogo e tiveram boas chances de empatar por intermédio de seus dois laterais – Lino furou na hora de concluir cara a cara e Egídio obrigou FH a defesa sensacional em chute também à queima-roupa – antes de empatar, aos 42, em gol que surgiu de falta estúpida de Diguinho ao lado da área, e com uma certa colaboração de FH. Parecia que perderíamos dois pontos em casa, mas, mostrando que o melhor que fazemos, queiramos ou não, é jogar para frente, acabamos obtendo mais uma vitória sofrida, graças ao entendimento de Mariano e Alan. O primeiro centrou na frente, a fim de aproveitar a velocidade do garoto, que não decepcionou, embora tivesse que chutar duas vezes para marcar, de canela.

Da partida de hoje, podemos tirar duas lições: a primeira é que temos que usar a parada para a Copa para melhorar fisicamente – o time cansa geral por volta dos 25 do segundo tempo – e que somos obrigados, pela características de nossos principais jogadores, a ficar com a bola nos pés o maior tempo possível, apesar de termos no time Diogro, Diguinho e Marquinho, que não primam pela precisão no passe. Para o jogo com o Avaí, sábado, não dá par sanar o primeiro problema, mas o segundo é perfeitamente possível.

RAFAEL: Saiu machucado na primeira vez que foi exigido. FH salvou o time duas vezes com a defesas em seu estilo acrobático, mas foi lento ao saltar no gol.

MARIANO: Firme na defesa, coroou sua boa exibição no ataque com o centro milimétrico para o segundo gol.
GUM: Anulou o perigoso Junior.
LEUSÉBIO: Também se mostrou firme e quase marca o seu no fim.
CARLINHOS: Ótimo no ataque, mas nem tanto na defesa. Tomou tanto calor do lateral deles, que teve que ficar mais atrás na segunda etapa.


DIOGRO: Muito bem na cobertura dos zagueiros.
DIGUINHO: Também foi bem no desarme, mas a falta imbecil (muito parecida com aquelas que o Coisa Ruim cometia) originou o gol deles.
CONCA: Atuação magnífica nos primeiros 25 minutos. Depois, porém, foi caindo que nem balão japonês e passou a etapa final quase toda apagado.
MARQUINHO: Fez ótima dupla de ataque com Carlinhos, mas andou vacilando ao não acompanhar o lateral deles. DIGÃO destacou-se pela ridícula furada que iniciou o lance que quase nos custa a vitória.

RODRIGUINHO: Ainda não se entendeu com Fred e nem com Mariano. É rápido e perigoso, mas precisará treinar mais e aprender que a estrela da companhia é o Fred. ALAN, ao contrário, se entende muito bem com Fred e Mariano e foi decisivo mais uma vez. No entanto, tenho dúvidas de que renda o mesmo se entrar de início. No entanto, só há uma maneira de um meio de saber.
FRED: Mostrou-se fisicamente um pouco melhor, mas não conseguiu manter o ritmo por mais de 30 minutos. Ainda assim, sua presença, como sempre, intimidou a zaga adversária.

MURICY: Em alguns momentos, parecemos o seu São Paulo, com jogadas pelas laterais e ocupação do campo de defesa. O problema é que não tem os jogadores no meio para dar a movimentação tão característica daquele time. Também precisa abandonar a ideia de usar o contra-ataque como tática. Com Conca e Fred, e ainda Diguinho, Diogro e Marquinho no meio, ela não funciona.

Por: Ivson Comentários (14)


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