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| ARRUMANDO O TIME PARA O RETORNO.
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19/06/2010 - 23:35 |
Pode não parecer, mas as últimas contratações do Fluminense vão abrir um enorme leque de opções táticas para Muricy.
A princípio, espero pela manutenção do 4/4/2, por questão de coerência. A chegada de Deco, Emerson e Valencia vão dar inúmeras opções a Muricy, algo que não ocorria até então, não só para a manutenção como para a variação do esquema tático.
Sob o ponto de vista da manutenção, a chegada de Valência propicia um reserva direto para Diogo, ou o contrário, recurso com o qual Muricy não contava. Como Diguinho já tem Everton como substituto direto, a não vinda de Cleber Santana não representa nenhum contratempo maior. Deco deverá ocupar a vaga de Marquinho e Equi ficará como reserva de Conca. Em caso de indisponibilidade, o próprio Everton pode ocupar uma função mais avançada no meio.
Com a chegada de Emerson, Muricy ganha a possibilidade de jogar num 4/3/3 tradicional, com Emerson e Rodriguinho atuando como pontas, podendo optar por atuar com um ou, em casos extremos, até dois meias ofensivos - Deco e Conca -.
Outro problema que Muricy pode corrigir, esse crônico, é o problema que o Fluminense tem em segurar resultados. Quando recua, se perde, porque seus jogadores, em geral, não são bons em marcação defensiva, além de o meio ter dificuldade para reter a bola. Imagina o Fluminense vencendo um jogo contra o Santos, dentro da Vila Belmiro, aos 25 minutos do segundo tempo, jogando no tradicional 4/4/2, ainda com Marquinho no meio, ao lado de Conca, mas com Deco no banco. Que tal mudar para um 2/2/5/1? Muricy coloca Valencia no lugar de Rodriguinho ( ou Emerson, ou Alan ), fortalecendo a marcação e dando um pouco mais de liberdade aos laterais para tentar surpreender em contra-ataques. Coloca Deco no lugar de Marquinho e ganha retenção de bola, além de uma saída em bloco de qualidade, em conjunto com os laterais ( o 5 do 2/2/5/1 ), feita por Deco, Conca e Diguinho.
Como Leandro Euzébio vem tornando-se uma boa realidade, caso necessário, o 3/5/2 não está descartado. Ou áté mesmo o famoso 3/1/5/2 de Cuca, já que Emerson tem características para fazer o papel de Maicon.
Enfim, o que vale é salientar o imenso ganho de opções e qualidade que apenas essas três contratações trouxeram ao elenco. É realmente de animar.
DO QUE PRECISAMOS AINDA?
Não sei se seria a hora da chegada de um goleiro, no mínimo para disputar posição. Não que FH e Rafael não tenham qualidades, porque têm, tampouco acho que seja prioridade.
No meu entender, talvez um zagueiro para compor elenco não fosse má idéia.
O que, no meu entender, é a grande necessidade a ser suprida, é a lateral-direita. Se Mariano se machucar, quem Muricy coloca em seu lugar?
FRED.
Se você tem uma estrela no elenco, com serviços prestados ao clube, você contrataria uma outra estrela para ganhar uma remuneração igual ou maior que o dela?
ELEIÇÕES...
A Flusócio de Peter Siemsen transmite reuniões internas para os internautas e divulga manifesto pela permanência de Fred. Julio Bueno faz campanha em festinha junina no Laranjal. Ricardo Tenório deve estar correndo contra o relógio para definir diretrizes e montar um programa para apresentar ao eleitor.
Por enquanto, as eleições não saíram do forno. Só espero que o processo eleitoral não fique restrito aos arranjos de bastidores, à dança das cadeiras e ao velho disse-me-disse!
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
Por: Marcelo Savioli
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| O MISTÉRIO DO DOCUMENTO QUE FALTA.
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12/06/2010 - 23:18 |
A bola da vez é o atacante Emerson, conhecido como "Sheik". Na sexta-feira já era dado como certa a sua contratação, assim como chegou a ser a de Cleber Santana, porém, tal qual ocorreu com o primeiro, a concretização da transação para a aquisição do jogador não ocorreu devido à pendência de um documento.
A contratação do atleta ainda é dada como certa pela imprensa, no entanto, dada a sequência de novelas em que se transformam as contratações tricolores, não seria muito absurdo especular se o anúncio prematuro da contratação não seria uma manobra para agilizar o processo que envolve a liberação de Araújo, já que o seu nome, já dado como descartado por alguns, voltou a ter força nos bastidores de Álvaro Chaves.
Tampouco estaríamos fazendo exercício conspiratório se acreditarmos que o mesmo ocorre com Cléber Santana, se seu nome não seria uma nuvem de fumaça para esconder o que realmente interessava ao Fluminense. No caso, não cansarei de repetir: Diego Souza, que cotinua sem destino definido.
Outro que chegou a ser dado como certo foi o volante Valência, do Atlético PR, mas a diretoria do Furacão está aguardando até agora a resposta do Fluminense à contra-proposta apresentada pelo clube paranaense.
Moral da história, o Fluminense é prato cheio para se vender jornal e levar sua torcida à loucura.
Do ponto de vista técnico, a chegada de Emerson seria excelente para o clube. É um jogador que conjuga bem técnica, força e velocidade. Agregaria experiência ao elenco. No entanto, a torcida tricolor ainda se pergunta quem será o substituto de Fred. André Lima parece estar de saída, e, mesmo que assim não seja, não mostrou qualidade para atuar num time que se propõe a ser campeão brasileiro.
Já, com relação a Valência, ou Edinho, para que o esquema de Muricy tenha consistência, é necessário que Diogo tenha um concorrente para a vaga de cabeça de área, o que não ocorre atualmente.
No mais, aguardamos ansiosos a estréia de Portugal na Copa para ver a quantas anda o futebol de Deco.
EXISTE PROPOSTA IRRECUSÁVEL POR FRED?
Claro que existe, mas não ouso quantificar essa hipótese.
O que sustenta os grandes jogadores nos grandes clubes é o retorno institucional, seja através da conquista de títulos, seja pela personificação do ídolo. Em ambos os casos, o retorno financeiro vem através do crescimento da torcida, da fidelização da mesma e do consumo de produtos do clube. O retorno vem também através de patrocínio, já que, salvo raríssimas excessões, todos querem associar suas marcas a outras que tenham por hábito empunhar o estandarte da vitória.
O outro lado da moeda também existe. Uma venda milionária não pode ser descartada no campo das hipóteses. Daria um fôlego extra ao clube, capaz até de proporcionar condições para a renegociação das dívidas que nos sufocam. A grande questão é definir aonde encontra-se a linha que separa o bom do mau negócio. Parece que no Fluminense essa linha atende pela cifra de 15 milhões de euros. É sentar e fazer os cálculos.
Não se pode, no entanto, deixar de levar em consideração o aspecto técnico. O Fluminense já não conta com um substituto à altura para Fred nem mesmo para cumprir sua função em campo, quanto mais para exercer seu papel de liderança e de ídolo. Sem contar que, no atual momento, o time caminha para uma grande campanha no Brasileiro, que pode vir a culminar na conquista do título. Perder Fred provocaria um grande abalo, já que esse tem papel preponderante na personalidade e na forma de atuar do time.
Enfim, as cartas estão na mesa e a melhor jogada é uma questão de avaliação meticulosa.
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| AONDE ESTÁ O DEDO DE MURICY?
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09/06/2010 - 13:12 |
Era esperado que no primeiro momento em que o Fluminense começasse a mostrar evolução, a imprensa esportiva alardeasse a competência de Muricy Ramalho. Na verdade, é importante que se diga, Muricy tem uma parcela considerável no momento vivido pela equipe tricolor.
Muricy rompeu com o 3-5-2. Não que o problema esteja neste esquema, que funcionou muito bem com Cuca em 2009. A questão é que um elenco não pode ser submetido a um esquema, outrossim, deve ocorrer o contrário. Muricy percebeu o que Cuca, no dia-a-dia, não conseguia mais enxergar. Não tínhamos mais um trio de zagueiros capaz de dar confiabilidade e qualidade àquele sistema. A contusão de Digão e os problemas com Dalton desmontaram uma defesa que, mesmo contando com três zagueiros, contribuía positivamente para a saída de bola.
Além de insistir no esquema, Cuca manteve-se irredutível em escalar Everton e Diguinho cumprindo funções idênticas. Na verdade, ambos tem as mesmas características de marcar e apoiar, típicas de segundo volante. O problema é que nunca se encontraram, ficando presos demais à marcação e deixando Conca isolado na faixa de armação de jogadas.
A insistência em Julio Cesar, que não tem qualquer característica de ala, comprometia o sistema ofensivo e a saída de Maicon foi fatal para inviabilizá-lo.
Muricy uniu dois fatores: competência e sorte. Competência quando recebeu Carlinhos e Rodriguinho. O primeiro dispensa qualquer comentário. Faz pela esquerda o mesmo papel que Mariano faz pela direita, apoiando verticalmente, buscando a lateral do campo e cruzando muito bem. O segundo, apesar de não vir repetindo as boas atuações das primeiras partidas, mais por uma certa insegurança que por falta de qualidade, deu consistência ao ataque. Além disso, com Muricy, Fred está fazendo, talvez, a maior sequência de jogos do ano.
A competência de Muricy foi determinante ao perceber que a dupla de volantes era inviável e estava acabando com o futebol de Diguinho que, mesmo tendo seus momentos de perna de pau, é utilíssimo quando se aproxima de Conca. Tanto que sua primeira indicação foi o cabeça-de-área Edinho, hoje no Palmeiras. Muricy percebeu que, com 4-4-2 ou 3-5-2, para jogar com dois laterais ofensivos, tem que ter um homem de proteção à zaga. Enquanto a negociação com Edinho emperrava, Muricy, de uma tacada só, sepultou o 3-5-2 e ainda resolveu o problema da proteção à zaga, reconduzindo Diogo ao time titular.
Além disso, povoou o meio com Marquinho, fortalecendo o combate e o apoio, criando a arma mortífera que são as triangulações pela esquerda entre Carlinhos, Marquinho e o próprio Conca. O Fluminense previsível de todo o Estadual, tornou-se um time difícil de ser marcado, com diversar armas de ataque. Além disso, avançando o posicionamento de Diguinho e contando com o recuo e combatividade de Rodriguinho, restaurou a linha de marcação que tanto transtorno causava aos adversários em 2009.
Sempre falo que o Fluminense joga num 2-1-5-2, com Diogo fazendo o 1. Os laterais fazem uma linha avançada com os três meias, reforçada pelo recuo de Rodriguinho. Linha essa protegida por Diogo e os zagueiros, que, normalmente, quando saem para o combate, pegam a bola rifada ou dividida.
Tanto que os adversários já começaram a perceber que não adianta muito se encolher, porque acabam asfixiados. Nas duas últimas partidas, contra Vitória e Avaí, ficou claro que seus treinadores tentaram colocar seus laterais jogando muito avançados, para tentar prender os nossos, para neutralizar duas armas poderosíssimas, que são os avanços de Carlinhos de um lado e de Mariano de outro.
No último jogo, no entanto, Muricy usou a estratégia de recuar os meias para cobrir os laterais e liberá-los em contra-ataques rápidos. Funcionou e foi assim que saíram dois gols na vitória contra o Avaí. A outra arma, usada contra o Vitória, foi trocar o esquema para o 3-5-2, com os zagueiros cobrindo o avanço dos laterais e deixando o time do Vitória baratinado.
Com todas essas alternativas, Muricy mostra que, em pouco tempo, dominou completamente todos os recursos que tem à mão. Teve também o mérito de dar confiança aos jogadores, que entenderam e acataram a proposta tática e também os métodos de trabalho. Compraram também a idéia de perseguir o título brasileiro, o que mostra um time motivado e confiante.
Ao contrário do que todos esperavam, Muricy não ficou esperando todos os reforços chegarem para dar um padrão tático ao time. Tratou de realizar a proeza com as peças que tem ao alcance das mãos. Montou um time. Hoje, depois de muito tempo, podemos dizer quem é o nosso time titular. Mais do que isso, Muricy montou uma estrutura. Tem um time que sabe como vai jogar, com uma personalidade própria. Trata-se de um time que já se pode identificar pela movimentação em campo e pela disposição tática.
Será muito mais fácil ir fazendo pequenas adaptações nessa estrutura para aproveitar jogadores que forem chegando e ganhando posição no time titular. E posso assegurar uma coisa: não serão muitos. O que permite vislumbrar um cenário bem animador, em que o Fluminense sai no pelotão da frente, não só na tabela, mas também em termos de conjunto e organização, tendo ainda a possibilidade de se reforçar com excelentes valores, como o português Deco. Ou seja, estaremos, após a Copa, sempre um passo à frente dos rivais. Isso, não há dúvida alguma, deve-se a visão apurada e competência de Muricy.
NO RITMO DA COPA...
Caros leitores, a partir de hoje, estarei dividido entre essa coluna e o blog da Copa, bem mais lá do que aqui. Estarei publicando lá às quintas, segundas e após os jogos do Brasil.
Por aqui, faremos uma publicação semanal, no ritmo de férias, mas atentos aos movimentos relacionados a contratações e ao processo político tricolor, que, mais do que nunca, deve estar em pauta.
Sem mais,
Todo poder ao Pó-de-arroz e uma excelente Copa para todos!
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| BALANÇO DA SÉTIMA RODADA - POUCAS MUDANÇAS, EXCETO PELO GOIÁS.
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05/06/2010 - 23:05 |
Fluminense, Ceará, São Paulo, Santos e Goiás foram os grandes vencedores.
São Paulo e Santos conseguiram uma estratégica proximidade com os líderes. São dois times que têm condições de brigar pelas primeiras posições e comprovaram isso. O São Paulo ao vencer o Grêmio de virada, o Santos ao derrotar o problemático Vasco.
Os gaúchos é que não andam bem das pernas. O Inter perdeu dois pontos em casa para o sempre em crise Palmeiras. Pontos preciosos, sem os quais ficou a 10 pontos do líder, com apenas sete rodadas. O Grêmio ficou a nove.
Falando em Corinthians, em jogo que não contou com a ajuda do trio de arbitragem, teve dificuldade para conseguir arrancar um ponto do Botafogo, no Engenhão, só conseguido com um gol aos 45 minutos do segundo tempo. O Botafogo voltou a mostrar, mesmo desfalcado, que tem um time competitivo.
O Ceará conseguiu a primeira vitória fora de casa, mostrando que está sendo subestimado. Não que o Atlético-MG, o adversário, ande impondo muito respeito. É a quarta derrota seguida do Galo, que, no entanto, contará com reforços após a Copa. É impossível qualquer prognóstico sobre as chances da equipe mineira. Assim como é também o caso do Cruzeiro, que conseguiu ressuscitar o Atlético-GO, em Goiânia. Esse não é time para estar na última colocação.
Falando em última colocação, o Vasco vai mostrando que a situação é de provocar calafrios. Mais uma derrota, dessa vez para o Santos, por 4 a 0, acendeu o alerta vermelho em São Januário.
O Goiás, que saiu recentemente da lanterna, deu uma bela arrancada. Venceu, nos últimos minutos e de virada, o Flamengo, no Rio, chegando aos 10 pontos e à sétima colocação.
O Flamengo é um caso à parte. Fala-se em contratações, tem uma base, mas perdeu o jogador que vinha sendo o coração do time: o ótimo Vagner Love. Está no mesmo patamar do Palmeiras, dependendo do que ocorrerá durante a Copa para se saber se brigará no meio da tabela ou se sofrerá na luta contra o rebaixamento.
O Fluminense vai sendo a sensação. Após conseguir a segunda vitória seguida fora de casa, mostra que não veio ao Brasileirão para brincar. Encostou no Corinthians e tem a seu favor o fato de ter jogado apenas duas partidas em casa - contra o Flamengo foi campo neutro -. Joga o futebol mais convincente do momento. O Avaí, derrotado em casa por 3 a 0 pelo tricolor, deve se preocupar com o que vem de baixo. É um time que não inspira nenhuma segurança.
E foi-se a pequena prévia do que será o campeonato.
Entre as tendências mais claras está o fato de que o Fluminense estará entre os primeiros, São Paulo e Santos também. O Corinthians ainda é, apesar da colocação, uma incógnita. Tal qual o Ceará. Inter, Grêmio e Cruzeiro são decepções. Vasco, Flamengo, Atlético GO e Prudente tendem a sofrer.
Depois da Copa veremos se as tendências se confirmam.
É O FLU DERRUBANDO TABUS.
O Avaí não perdia em casa há 25 jogos. Perdeu.
O Fluminense não vencia o Flamengo há dois anos. Venceu.
O primeiro tempo do jogo contra o Avaí foi sofrível de um lado, emocionante de outro. Erros bisonhos de passe, sobretudo na saída de bola do Avaí, marcaram um primeiro tempo de péssimo nível técnico. Como, porém, ambos os times se perdiam na saída de bola, os ataques conseguiam criar. Foram duas bolas na trave, uma para cada lado, duas defesas sensacionais, uma para cada lado e muitas chances de gol.
Fred, mais uma vez, fez uma atuação admirável. Diante do 3-5-2 avaiano, com dois alas avançados, nossos laterais ficaram presos à marcação, matando a nossa principal jogada. Até porque, Mariano e Carlinhos, a melhor dupla de laterais do Brasil, não estavam nada inspirados, errando até jogadas bobas. Como Conca também errava até passes de 10 metros, em alguns momentos, sobretudo no começo e a partir do meio do segundo tempo, passamos momentos de sufoco.
Nem por isso o primeiro tempo deixou de ser equilibrado, porque Fred, fugindo à armadilha adversária, saía da marcação dos três zagueiros adversários, buscando bola no meio. Numa dessas jogadas tabelou com Conca e quase marca um golaço num tirambaço de fora da área, que explodiu no travessão. O Avaí também deixou a sua.
Para não deixar o placar em branco, tínhamos Leandro Euzébio, responsável por um de nossos ataques mais perigosos, quando, após cobrança de falta de Conca, desviou de cabeça, obrigando o goleiro adversário a realizar grande defesa. Fernando Henrique também realizou a sua, num lance em que só impediu o gol porque teve a clarividência de dar dois passos a frente e atirar-se de forma espetacular num chute de fora da área, espalmando a escanteio.
Mas Leandro Euzébio, nosso "atacante" mais perigoso, converteu o primeiro do Flu, após um cruzamento da esquerda, em que Gum fez falta no zagueiro adversário, matando a bola e fuzilando para o gol.
Confesso que me passou despercebida a estratégia de Muricy para o segundo tempo. Mas o fato é que deu certo. Nossos dois laterais, que andavam apagados no primeiro tempo, por conta da estratégia adversária, foram responsáveis pelas duas assistências que resultaram nos dois gols que garantiram a vitória tricolor.
No primeiro, Carlinhos arrancou com disposição pela esquerda, tabelou com Conca, que achou um passe difícil, recebeu e fez um cruzamento perfeito para Fred. Nosso artilheiro não teve dificuldade para, de cabeça, empurrar a bola para o gol.
Com o Avaí totalmente perdido e abalado pelo segundo gol, Mariano roubou uma bola na defesa, tabelou com o pequeno gênio, que mais uma vez executou a tabela com perfeição. Mariano, que entende muito da função, levantou a cabeça e realizou um cruzamento perfeito para Alan, que empurrou para o gol do jeito que quis.
O Fluminense - e é algo que vai desafiar a capacidade de Muricy - é uma tragédia todas as vezes que tenta recuar para garantir o resultado. No jogo deste sábado só não foi diferente porque o Avaí finalizava mal todas as jogadas. O que não quer dizer que não as criasse. Mesmo assim, em contraataque mortífero, quase Alan transforma a vitória em goleada. O goleiro mandou para escanteio.
Enquanto Marquinho foi a presença e correria de sempre, Diguinho mostrou, mais uma vez, que não é um jogador qualquer. Acertou muitos lançamentos longos, mas errou alguns passes fáceis. É um jogador com características incomuns. Precisa ser trabalhado. O que não se pode negar é que, seja na defesa, seja de posse da bola, tem uma personalidade ímpar. Não se omite em nenhum segundo do jogo. Venham os reforços que vierem, vai ser difícil barrar esse meia com cara de surfista. Junte-se a ele um leão chamado Diogo. É incansável. Combate no meio, cobre os laterais... só falta fazer gols.
Tenho, jogo a jogo, me convencido de que a alma do time de guerreiros é Diogo. Com ele em campo, se alguém quiser fazer uma estatística, o Fluminense não perde. Não é só pela eficiência tática, é pelo espírito. Diguinho cresce com a presença de Diogo, Conca cresce com a aproximação de Diguinho e o Fluminense torna-se letal, como foi no jogo de hoje.
É um time em que a química coletiva suplanta as deficiências individuais. Não podemos, em hipótese alguma, achar que não existem. Mas vamos ser realistas. Qual o time no Brasil que conta com onze craques? Qual o time que não tem muitas deficiências individuais? Será que esse início tricolor não é uma tendência? Afinal, nós temos Muricy.
Vou guardar o assunto Muricy para outra ocasião, porque merece uma análise esmiuçada. Aliás, ao ter que analisar Muricy, sinto-me um perfeito idiota avaliando um gênio. Mas essa é a minha função. E algum mérito eu devo ter por não ter defendido a permanência de Cuca, por considerar que, apesar de ter achado um time improvável em 2009, perdeu-se completamente em 2010. E o pior, perdeu-se com o mesmo time que consagrou.
Enfim, vamos terminar o Brasileiro pré-Copa, no mínimo, no G-3. Esperamos ansiosa e esperançosamente que o Botafogo consiga vencer o Corinthians, com seus quatorze jogadores. É tarefa difícil. Realizada, porém, nos dará a alegria de estarmos, após a Copa, a uma rodada da liderança.
Que os reforços venham, mas que não desprezemos o que temos. Exceto pela ausência de Maicon e Dalton, temos o melhor time do final do Brasileiro de 2009, cuja mística de guerreiros, Muricy conseguiu ressuscitar.
Todo poder ao pó-de-arroz!
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| INDIGNAÇÃO!
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05/06/2010 - 00:02 |
A vitória e a boa campanha do Fluminense no Campeonato Brasileiro não podem apagar o vexame protagonizado pela Suderj na noite de quarta-feira.
Precavido, dirigi-me com alguns amigos ao estádio e, chegando, por volta das 18h20, à bilheteria 8 do Maracanã, deparei-me com a já esperada fila. Antes de ir para o estádio, já alertava aos amigos que chegássemos com uma hora de antecedência, porque, certamente, enfrentaríamos filas. Afinal, na semana anterior, no FlaxFlu, paguei caro por demorar a dirigir-me à bilheteria e já entrei no estádio com o jogo iniciado.
Além disso, estava já informado das artimanhas preparadas pela Suderj para irritar os torcedores, dentre elas a colocação de roletas, ou sabe-se lá o que, para impedir o trânsito de torcedores do setor A para o setor B da arquibancada, mais uma vez contrapondo-se ao hábito do consumidor a quem deveria servir. Claro que no intervalo teve confusão e confronto entre os torcedores, funcionários da Suderj e PM, sendo os últimos obrigados a liberar a passagem dos primeiros.
Voltando à entrada do estádio, chegar com um pouco mais de uma hora de antecedência não nos garantiu nenhum conforto para comprar nossa entrada para a arquibancada. Deparamo-nos com uma fila monstruosa e preguiçosa no mover-se. Optamos por ir para as cadeiras. Tricolor só recorre às cadeiras azuis quando não tem mais jeito. Para mim, naquelas circunstâncias, encarar meia hora de fila já era muito mais que o meu limite. Compramos rapidamente a nossa entrada e ainda deu tempo de consumir algumas cervejas nos bares fora da Faixa de Gaza, onde, irresponsáveis que somos, não podemos consumir bebidas alcóolicas, como se o fato de as consumirmos um pouco mais distante do estádio nos fizesse menos perigosos.
Ao contrário do que ocorreu conosco, que entramos tranquilamente no estádio por volta das 19h20, uma grande quantidade de torcedores foi vitimada pela irresponsabilidade e criminosa atuação da Suderj. Quando voltávamos para o estádio, as filas haviam dobrado. Iniciado o jogo, metade do público estava do lado de fora.
Haverá quem ainda nos advirta que os ingressos foram colocados à venda com antecedência. Perfeito, foram sim. E que seja sempre assim. Mas não vou nem atentar para o direito do torcedor de decidir ir ao jogo em cima da hora ou de não ter tempo de comprar o ingresso antecipadamente. Prefiro chamar a atenção para a obrigação - eu disse obrigação - de quem organiza o espetáculo de estar preparado para receber o cliente, com eficiência e conforto.
Se eu sabia tudo que iria acontecer, como a Suderj não sabia? Como o Fluminense F.C. não sabia? Não conhecem seu cliente? Não sabiam que o jogo tinha apelo e que o horário ridículo determinado pela CBF impunha um esquema adequado para receber um grande volume de torcedores que chegaria em cima da hora? Eu falo de esquema na bilheteria e não a alternativa dos cambistas oficiais, que, como sempre,lá estavam oferecendo seus serviços sem serem molestados.
Repito, ainda que fique a repetir sozinho: é obrigação dos organizadores que todos os torcedores estejam instalados em seus lugares quando do começo do espetáculo. Não é favor, é obrigação! O que vimos é um crime contra o consumidor. Pessoas desistindo de entrar no estádio e outras conseguindo seus ingressos apenas para assistir ao segundo tempo e ainda sendo impedidas de entrar no estádio.
Seria de se esperar que o Fluminense F.C. se pronunciasse sobre isso, porque trata-se de uma vergonha sem tamanho e, antes de sermos clientes da Suderj, somos clientes do clube, que deveria zelar pelo conforto de seus torcedores e não lavar as mãos e fingir que não aconteceu nada.
E vem aí a era Engenhão. Que Deus nos ajude!
QUE SEJA DIFERENTE!
Avaí e Fluminense enfrentaram-se em 20/06 de 2009 no estádio da Ressacada, em Florianópolis, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro.
Na ocasião, Fred ainda não contundira-se e nos dávamos ao luxo de contar com Thiago Neves e Conca no mesmo time. Mas nada que fosse capaz de impedir mais uma derrota. Fred fez dois, mas o Avaí venceu por 3x2 com um gol de Leo Gago aos 47 do primeiro tempo.
Diogo jogou como titular da lateral direita, tendo Mariano na reserva. Diguinho e Marquinho estiveram em campo, atuando pelo meio. Curiosamente os quatro atuais meias titulares de Muricy estavam em campo. Uma outra curiosidade é que Mariano entrou no segundo tempo, quando o time perdia por 2x0, e o time conseguiu o empate.
Serão seis atletas ( Mariano, Diogo, Diguinho, Marquinho, Conca e Fred ) que estiveram presentes naquela derrota, que prenunciava tempos difíceis, no jogo desse sábado. Esperamos que possam escrever uma história diferente, consolidando a arrancada tricolor rumo ao tri-campeonato.
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| BALANÇO DA SEXTA RODADA - LÍDERES GANHAM DISTÂNCIA.
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04/06/2010 - 09:57 |
Com a irregularidade de times tidos como bichos papões do campeonato, Corinthians, Ceará e Fluminense distanciaram-se do miolo da tabela. O Corinthians chegou a 16 pontos, contra 14 do Ceará e 12 do Fluminense. Todos venceram, em casa, suas partidas pela sexta rodada. O Corinthians, só para variar, contando com uma interpretação favorável da arbitragem, que assinalou um pênalti duvidoso contra o Internacional. Acabou vencendo por 2x0. O Fluminense venceu o Vitória com dificuldade, mas conquistou sua terceira vitória seguida e permanece na caça ao alvinegro cearense, dois pontos atrás do Vozão que, a cada dia, vai mostrando que talvez não esteja na competição somente com o objetivo de permanecer na elite.
Na parte de baixo, após mais uma derrota, o Atlético-GO mergulhou profundamente no processo de pós eliminação da Copa do Brasil. Está com um ponto, quatro abaixo do Vasco, vice-lanterna, que conseguiu a proeza, em jogo terrível, de perder para o Guarani. O toque de sadismo ficou por conta do fato de o gol da vitória bugrina ter saído no final do jogo.
Quem foi parar na zona de rebaixamento foi o Atlético-MG, após derrota, em jogo muito equilibrado, para o Grêmio, que, não fosse a eficiência do meia Hugo, que fez dois gols de cabeça, poderia ter saído com um resultado insatisfatório. O tricolor gaúcho foi habitar o ultra populoso miolo da tabela, que conta com doze equipes entre os sete e os nove pontos. Nesta faixa estão os times que não decidiram ainda qual o seu papel no campeonato.
Quem vai se aproveitando disso é o Corinthians, que já abriu sete pontos para o Flamengo, quarto colocado. Na próxima rodada pega o Botafogo, que anda esquecido do caminho das vitórias, no Rio de Janeiro, torcendo para se livrar da sombra do Fluminense, que vai a Florianópolis pegar o Avaí, enquanto o Ceará terá a chance de provar, contra o Atlético-MG, no Mineirão, que sua impressionante campanha não é fogo de palha.
Depois disso será a Copa, depois da qual será possível se começar a identificar tendências. Por enquanto é acumular pontos para se manter na cola dos objetivos, cada qual com os seus respectivos.
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| FLUMINENSE VENCE JOGO DE XADREZ CONTRA VITÓRIA.
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03/06/2010 - 02:05 |
O Fluminense de Muricy partiu para cima sem piedade.
A impressão inicial era de que o tricolor venceria fácil. Apesar da demora, o gol de Fred veio a corroborar essa tese.
O problema começou quando o Vitória, ainda no primeiro tempo, recusou-se a partir para cima à procura do empate.
Foi quando o Fluminense começou a se perder. O técnico Ricardo Silva teve uma leitura perfeita do jogo e deixou Muricy em maus lençóis, mantendo a posse de bola com o Fluminense no primeiro tempo e buscando os contra-ataques, mesmo perdendo.
Já, no segundo, surpreendentemente, o técnico rubro-negro avançou a sua marcação sobre o meio tricolor, anulando o meia Marquinho, que se perdeu no jogo. Além disso, intensificou a marcação sobre os laterais tricolores, que faziam a festa no primeiro tempo. Avançando seus laterais e contando com a cobertura dos meias, dificultou nossas avançadas pelos lados do campo.
O Fluminense perdeu a sua principal jogada, ficando sem armação e sem a válvula de escape. Resultado: fomos pressionados durante alguns minutos, enquanto tentávamos a sempre ineficiente tática de atrair o adversário para sair nos contra-ataques.
O Fluminense não conseguia contraatacar.
Foi quando Muricy avançou a marcação no meio. Porém, como não há criatividade fora de Conca, que, com o constante avanço dos laterais, conseguia encontrar espaços, a situação piorou, porque o Vitória passou a roubar as bolas na sua intermediária, criando situações de perigo.
Embora criássemos situações de ataque, o Vitória manteve-se mais perto do gol de empate do que o Fluminense do segundo. Porém, após os 20 minutos, o Fluminense foi retomando o domínio do jogo e se impondo em campo, qual no primeiro tempo.
A entrada de Alan no lugar de Rodriguinho não mudou nada. O que mudou, de vez, o rumo da partida, ou deveria mudar, foi a entrada de Digão no lugar de Marquinho, que já andava perdido em campo. Juntou o útil ao agradável, porque o Fluminense formou uma linha de três zagueiros com Diogo à frente, liberando os laterais, transformando-os em alas.
Se, até então, Ricardo Silva, técnico do Vitória, equilibrava o jogo tático com Muricy, após colocar mais um atacante, perdeu de vez o meio e não mais conseguiu atacar. O Fluminense dominou de vez o jogo e, não fosse um lance de bola parada que, aos 40 minutos do segundo tempo, culminou no gol de empate, a vitória, embora parcial, teria sido tranquila.
Em momento algum, no entanto, o Fluminense se abalou. Em cruzamento da esquerda, quase Leandro Euzébio desempatou.
Com o desenho tático já configurado a nosso favor, não houve sorte que salvasse o Vitória da derrota. Atacando por todos os lados, com Carlinhos e Mariano muito avançados, acabou surgindo a oportunidade nos pés de Mariano, que encontrou Alan dentro da área, que arrematou duas vezes para construir mais uma vitória tricolor.
Destaque hoje, mais do que nunca, para Muricy Ramalho, que, durante longos minutos tomou um verdadeiro banho do técnico do Vitória. Se recuava o time para tentar o contra-ataque era asfixiado, se ia para cima, era contra-atacado com perigo. Porém, a entrada de Digão, mesmo quando já tomávamos conta do jogo, liberando os laterais, foi fundamental para desorientar o adversário e acabar com qualquer chance de anular o nosso ataque.
Sem deixar de lembrar da atuação de Conca. Desequilibrou em muitos momentos e apareceu várias vezes para tentar finalizar. Merecia um gol.
Muricy mostrou que não apenas monta o time de forma eficaz, mas também sabe responder às manobras inimigas. A mudança de esquema hoje foi perfeita e desmontou um adversário que jogou com inteligência e que está de parabéns.
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| UMA COMOVENTE COMUNHÃO E UMA VITÓRIA BELÍSSIMA.
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02/06/2010 - 01:38 |
"TORCIDA DO FLU EXPÕE A PAIXÃO DOS OUTROS AO RIDÍCULO
Vou escrever assim mesmo: com o verde da esperança. Como disse um repórter da Rádio Globo agora, não se tem notícia de um time ser recepcionado por centenas de torcedores após uma derrota acachapante.
Pois eis que isso ocorre, neste exato momento em que vos escrevo, no Aeroporto do Galeão. Nosso artilheiro, Fred, falou: 'estamos todos arrepiados'. Mas ainda vai ficar mais, porque a torcida tricolor promete muito mais. No sábado outras tantas centenas de torcedores estarão presentes no treino que deverá ocorrer às 9h30 da manhã.
Se nos preocupávamos com o lado psicológico dos jogadores, acho que a preocupação mudou de lado. A torcida do Fluminense se supera. "Guerreiros, time de guerreiros", canta no aeroporto. Guerreiros sim, por tudo que têm realizado, conquistando vitórias improváveis e honrando as três cores que traduzem tradição. Guerreiros pela dedicação, guerreiros pela garra, guerreiros pelo coração.
Entretanto, toda a homenagem é aos guerreiros da arquibancada. Hoje a homenagem é àqueles que, com seus atos, suas festas, seu apoio incondicional e, para muitos, inexplicáveis demonstrações, humilham as torcidas adversárias. Não existe explicação para a torcida do Fluminense.
Me faz pensar em quando, com seis anos de idade, pela primeira vez, pisei a arquibancada do Maracanã, pelas mãos do meu pai, tricolor maiúsculo, e me apaixonei por aquela torcida linda e entusiasmada. Não esperava, naquela época, viver tantas coisas como as que vivi.
O tempo traz serenidade, mas não abranda a paixão. Estarei no Maracanã no próximo domingo e nada me impedirá de estar na próxima quarta-feira. É fato que não vivemos de vitórias, vivemos de nossa paixão. Paixão que nos une e nos fortalece, mesmo nos piores momentos. Adoramos, independente das vitórias ou conquistas, a instituição Fluminense F.C., muitos sem sequer saber o que esse glorioso clube representa para o esporte brasileiro. E isso torna nossa paixão mais sublime. É a paixão da intuição, do verdadeiro amor, que cuida, se dedica e reergue.
Como não acreditar? Tudo é possível quando se ama de verdade.
Todo poder ao pó-de-arroz!"
Publiquei esse texto na noite de 26 de novembro de 2009, acometido de uma emoção ímpar. Estou revivendo esse texto, porque remete ao momento em que o Fluminense F.C. começou a vencer o nosso adversário de hoje: o Vitória.
O Fluminense acabara de ser derrotado na primeira partida das finais da Sulamericana de forma aviltante pela altitude de Quito, sempre ela. A preocupação dominante era com o aspecto psicológico, já que os atletas vinham de uma caminhada espinhosa na luta contra o rebaixamento. Sem dúvida alguma, o ato de amor protagonizado pela torcida do Fluminense foi preponderante para injetar ânimo nos jogadores. No domingo, o Vitória foi massacrado no Maracanã lotado, sendo derrotado por 4 a 0, com grande atuação dos comandados de Cuca. Naquela tarde o Fluminense, após angustiantes e numerosos meses, saía, pela primeira vez, na penúltima rodada do Brasileiro, da zona do rebaixamento.
Coincidentemente, na noite de hoje, no momento em que a mística do "time de guerreiros" começa a tentar reerguer-se do ostracismo dos primeiros meses do ano, no momento em que a torcida, esperançosa, promete protagonizar mais uma bela festa, eis que o adversário e o palco são os mesmos.
É um grande programa para quem pretende se despedir do Maracanã. Talvez para sempre, porque não se sabe no que transformar-se-á o outrora maior do mundo após a octagentésima nonagésima obra de modernização, desta vez para se adequar às exigências da Fifa para a Copa.
Nesta semana e até terça-feira que vem essa coluna será publicada diariamente. É uma forma de curtirmos os últimos momentos antes da Copa. A partir de então, vestimo-nos de verde e amarelo e mudamo-nos para a África do Sul, mas sem deixar de estarmos bem atentos ao que acontece no Laranjal.
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| O BALANÇO DA QUINTA RODADA - SANTOS NÃO ATEMORIZA MAIS.
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01/06/2010 - 11:51 |
Depois de um empate com o Ceará, o Santos teve mais um revés improvável, desta vez sendo derrotado pelo Corinthians, num jogo em que sua defesa ofereceu todas as facilidades possíveis e imagináveis aos atacantes adversários. Coincidentemente, Corinthians e Ceará ocupam as duas primeiras posições na tabela, o Ceará após vencer o Cruzeiro por 1 a 0 numa partida em que se defendeu muito bem, anulando o ataque adversário.
O efeito Santos que, ao que parece, ninguém mais teme, pode estar se mudando para o Rio de Janeiro. O Galo penou para não sofrer uma goleada histórica do Fluminense dentro do Mineirão. Exceto pelos primeiros cinco ou dez minutos, não viu a cor da bola e foi atropelado pela locomotiva tricolor, que anda a todo vapor, chegando ao pelotão da frente. Nesse momento, para ganhar o "pintou um favorito", o clube mais amado do Brasil só precisa concluir as contratações.
Ainda na linha do "pintou um favorito", o Internacional resolveu reagir. Parece que o problema era mesmo o treinador, Jorge Fossati. Na partida seguinte à sua demissão, o Inter atropelou o Atlético PR: 4 a 1. Como é começo de campeonato, a diferença de sete pontos para o líder não assusta. A exemplo do Inter, o Grêmio, com o empate de sábado, estacionou no meio da tabela e joga contra o Atlético-MG a oportunidade de aproximar-se do pelotão da frente.
Quem vem surpreendendo negativamente é o Atlético-GO, que ocupa a última posição com apenas um ponto. Perdeu o clássico goiano e ficou com posse exclusiva da lanterna. Exceto pela presença tão contundente do rubro-negro goiano, a parte de baixo da tabela, ao contrário de outros anos, dá claros sinais de realismo, reunindo do décimo-terceiro lugar para baixo o Guarani, Vasco, Prudente, Goiás e Atlético PR. Este início de campeonato vai mostrando que o Atlético-GO tem tudo para figurar nesta lista maldita e, como os demais, sofrer muito neste campeonato.
O Palmeiras vai dando sinais de que pretende ficar ali pelo meio da tabela. O Flamengo precisa renovar seu time. É aquele típico caso de time vencedor em fim de linha. Seria demais dizer que deva preocupar-se com rebaixamento, mas precisa de reforços urgentemente.
Botafogo e Vasco ficaram no empate, o quinto da rodada, num jogo apenas bem disputado. A equipe vascaína é fraca. Ganha muito em qualidade com Carlos Alberto, mas este tem ocupado a posição de desfalque certo nas partidas dos cruzmaltinos. Já Dodô, parece mais propenso à aposentadoria do que a recuperar seu belíssimo futebol. E o Vasco, salvo alguma novidade, perderá o seu sopro de imaginação no meio de campo. Philippe Coutinho deixará o clube na janela do futebol europeu. Acorda, Dinamite!
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| COM TANTA AUTORIDADE É MELHOR COMEÇAR A SONHAR.
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31/05/2010 - 12:45 |
O Fluminense só deixou o Atlético jogar 10 minutos. Suficiente para o Galo abrir o placar numa bela jogada pelo lado direito, que culminou no gol de Muriqui.
Daí para a frente o domínio tricolor foi se consolidando.
Apesar de terminar o primeiro tempo em desvantagem, era clara a superioridade do clube mais amado do Brasil. A atrapalhar, a inabilidade do meia Marquinho, que atrapalhava as investidas tricolores contra o gol adversário. O pequeno gênio, Conca, completando 150 jogos com a camisa mais gloriosa do mundo, alternava bons e maus momentos.
Nada, no entanto, que pudesse ofuscar o triunfo tricolor. O próprio Conca colocou Fred na cara do gol. Nosso artilheiro cabeceou para cima, perdendo mais uma dentre as muitas oportunidade criadas pelo tricolor.
Não tardaria o empate. O guerreiro Gum tratou de resgatar o belo ofício de fazer gols importantes. O empate não foi capaz de pôr justiça ao placar. Alan encarregou-se de fazê-lo ao chutar uma bola estranha, que o goleiro atleticano colocou para dentro.
Nem por isso o Atlético conseguiu retomar o domínio do jogo. O Fluminense esteve sempre mais próximo do terceiro gol, que saiu num contra-ataque fulminante, numa tabela entre Alan e Fred, em que o Alan colocou o artilheiro na cara do gol. Terceiro do Flu e a primeira vitória fora de casa.
A torcida tricolor que, em pleno Mineirão, fazia mais barulho que a torcida do Galo, passou a se divertir, esperando o final de jogo.
O pequeno gênio saiu sob aplausos dos tricolores, enquanto a torcida do Galo, atônita, assistia seu time ser dominado em campo. Bem que o Galo tentou pressionar. Mas já era tarde, embora o Fluminense desse espaço para o avanço inimigo. A zaga, no entanto, com Gum e Leandro Euzébio, tirava tudo.
Mais uma vez, destaque para Carlinhos, o implacável lateral-esquerdo tricolor, com grandes avançadas pela esquerda, sem deixar de anular o ataque adversário pelo lado direito. Me aventuro a dizer que foi a melhor contratação do Fluminense neste ano. Faz lembrar o maior lateral-esquerdo tricolor dos últimos tempos: Branco.
Carlinhos e Mariano formam, na atualidade, a melhor dupla de laterais do Brasil. Mas isso, acho, já é sabido por todos os tricolores e analistas esportivos.
Diguinho teve sua tarde de Gerson. Acertou quase tudo que tentou. E olha que ele sempre tenta. Fez até jogadas de efeito. Combateu como um guerreiro, atacou com elegância e foi, sem dúvida alguma, o maior jogador dessa brilhante e contundente vitória tricolor. Ficou provado, mais uma vez que, com Diogo em campo, Diguinho atua da forma que sabe, que é como segundo volante.
Leandro Euzébio jogou sua melhor partida com a camisa tricolor. Até porque o ataque formado por Tardelli e Muriqui não é fácil de marcar.
Com o resultado, o que, há uma semana, parecia improvável, aconteceu. O Fluminense juntou-se ao pelotão da frente. Com nove pontos já é o terceiro colocado. O tricolor pode consolidar sua arrancada na tabela nesta quarta-feira, quando enfrenta o Vitória, no Maracanã. Caso vença, o que acontecer em Santa Catarina na rodada seguinte, quando o Flu entrenta o Avaí, será bônus. O objetivo de ficar próximo à liderança já terá sido alcançado. Mas, é claro, não custa nada sonhar, podemos assistir a Copa confortavelmente instalados no topo da tabela.
OLHO NAS ARBITRAGENS!
Desde o momento em que se propôs a montar um time para ser campeão brasileiro, o Fluminense deve começar a preocupar-se com as arbitragens.
Não trata-se apenas do favorecimento ostensivo ao Corinthians - na última partida o Santos teve um gol legítimo anulado -, porém, na medida em que o Fluminense vá se consolidando como uma ameaça aos planos do clube paulista, não há dúvida de que poderemos ser prejudicados. Assim como ocorreu em 2007, quando fomos sistemativamente prejudicados, enquanto o São Paulo contava com a ajuda dos árbitros, esse ano promete ser tenso para quem quiser desbancar o clube do Parque São Jorge.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| NO BALANÇO DA RODADA, ALGUNS SINTOMAS E RESULTADOS MAIS PREVISIVEIS.
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29/05/2010 - 11:31 |
A rodada de quarta-feira já começou com uma dessas idiossincrasias dessa temporada: um FlaxFlu às 19:30. Se dissessem, a alguns poucos anos, que isso um dia aconteceria, provocaria sonoras risadas. Quem esteve à altura de tal disparate foi o futebol apresentado pelo Flamengo, um mixto de correria e botinadas que, por detalhes, não resulta numa dessas goleadas históricas. O Flamengo perdeu só por 2x1 e tem que dar-se por satisfeito, enquanto o Fluminense conseguiu, pela terceira partida seguida, mostrar evolução tática.
Com a evolução tática tricolor, veio também a evolução individual e Conca voltou a ser o craque de sempre. Se vierem os propalados reforços, o Fluminense entra no rol dos candidatos a "pintou um favorito". Tem dois laterais insinuantes, um craque no meio de campo, um ataque perigosíssimo e um técnico capaz de remediar os problemas individuais nos demais setores.
O Botafogo parece que tem medo de todos os adversários. Não é. O time alvinegro não ousa partir para cima do adversário até que Joel encontre em sua famosa prancheta o caminho para melhor agredir o adversário, mas sem se expôr muito. Com o time que tem nas mãos, está certo ele. Se tivesse agredido antes, porém, poderia ter arrancado até uma vitória no Mineirão, tendo dado-se ao luxo de perder até pênalti. Luxo não, um verdadeiro desvario, porque, com isso, somado ao gol feito perdido por Alessandro já no final da partida, perdeu oportunidade de assumir a liderança.
Já o Cruzeiro é aquilo mesmo. Pensa que tem mais time que tem, ilusão à qual devem estar imunes o Atlético MG e o Avaí. O primeiro fez três gols no Vitória, mas levou quatro. Já está se movimentando para se reforçar. Faz muito bem. Caso contrário, não terá chances de pleitear ao título perseguido a 39 anos. Já o Avaí foi triturado pelo Grêmio que, como manda a prudência, resolveu pontuar no campeonato, única forma de tentar largar no pelotão da frente.
Como o Grêmio, Santos e São Paulo não se furtaram a fazer o dever de casa. A diferença é que os dois clubes paulistas avançaram na tabela, ocupando as primeiras colocações, de onde não deverão mais sair. São dois candidatos ao "pintou um favorito". O Grêmio fica sob observação.
Quem atolou de vez foi o Internacional. De tanto patinar, acabou essa rodada na zona do rebaixamento, isso após ter chegado a estar vencendo o Vasco por 2x0 em São Januário. Só que o time do Inter, adepto a um cochilo, resolveu dormir em campo com a vantagem. Quando acordou, o fraco e confuso time do Vasco, na base da vontade, já tinha virado o jogo. Assim o Colorado é candidato a ficar mais um ano na fila. Já está a sete pontos do líder. Não pode mais tropeçar.
A torcida do Vasco que não se anime. Precisa de reforços para fazer um campeonato, pelo menos, sem sobressaltos.
Vou acompanhar o raciocínio da crônica esportiva em geral. Até onde vai o Ceará? Para um time que sequer conseguiu conquistar o campeonato cearense é surpreendente vê-lo, após quatro rodadas, figurando no o G-4, por coincidência os quatro invictos. O empate com o Goiás foi o único sem gols da rodada. É muito cedo para falar em alerta vermelho, mas o Goiás divide a lanterna justo com o Atlético GO, seu rival local, a quem enfrentará domingo.
Não há mais ninguém com 100% de aproveitamento. O Coríntians apenas empatou com o Prudente. Já é surpreendente que um time como o do Coríntians tenha levado tão longe tal aproveitamento.
Agora faltam três rodadas apenas para a Copa. Teremos domingo a briga dos lanternas e também dos líderes: Coríntians e Santos. Excelente chance para o Santos dar uma bela arrancada à frente dos demais, já que tem muito mais time que o adversário.
Outro jogo curiosíssimo é Ceará x Cruzeiro. Um bom teste para a invencibilidade do Vozão. Atlético MG e Fluminense terão um confronto no meio da tabela, disputando quem é que vai para o pelotão da frente. Já o São Paulo, diante do Guarani, tentará se afirmar entre os líderes e ratificar sua boa fase. E o Botafogo poderá reafirmar sua competitividade no clássico regional contra o Vasco.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| A NOITE EM QUE O PEQUENO GÊNIO DESENCANTOU...
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27/05/2010 - 11:24 |
Com uma assistência perfeita para Rodriguinho no primeiro gol e uma bela finalização de fora da área no segundo, Conca jogou e se divertiu na noite de quarta-feira.
Não bastasse o papel decisivo no jogo, Conca voltou a exibir seu estilo criativo, encontrando soluções para qualquer problema que os adversários lhe criassem. Adversários esses que até foram valentes. Mas o Flamengo, sem criação, sem meio, não soube aproveitar os espaços dados pelo Fluminense.
Quando fez 2x0, ainda no início do segundo tempo, o Fluminense chegou a irritar a melhor e mais bonita torcida do mundo, recuando demais e atraindo o Império das Trevas para seu campo. Por pouco o acovardamento tricolor não foi fatal, pois o adversário passou a rondar perigosamente a nossa área. Parece, no entanto, que Muricy percebeu o erro e empurrou a marcação para a frente, voltando a acuar o adversário e acabando com a saída de bola do mesmo. O belo gol de Bruno, de falta, saiu tarde demais.
A vitória tricolor contou, no entanto, com outros destaques. Carlinhos esteve excelente. Em uma arrancada sensacional, quando o Fluminense vencia por 1x0, ainda no primeiro tempo, deixou dois ou três adversários pelo caminho. Um pé salvador impediu que ficasse cara a cara com o goleiro adversário. No mais, é peça fundamental na transformação do Fluminense. O time lento e sem imaginação pelo lado esquerdo de outrora é outro. Com Carlinhos na lateral, o time tornou-se incisivo, agressivo, impetuoso e eficaz, acabando com a nossa previsibilidade ofensiva.
Outro nome que vem agradando, e muito, é o atacante Rodriguinho. Se movimenta bem, é incansável e vai dividir com Fred a tarefa de fazer gols. Por pouco, ontem, não foi autor do segundo gol. Ou melhor, até foi, mas o trio de arbitragem anulou, assinalando impedimento que, de fato, ocorreu. Diga-se de passagem, justiça seja feita, o trio de arbitragem não comprometeu.
Voltando ao time, é bom que se diga que evoluiu ofensiva e defensivamente. Ofensivamente porque a presença de Rodriguinho vai tornando-se um pesadelo para as defesas adversárias, porque temos dois excelentes laterais apoiando e porque a presença de Diogo na proteção da zaga dá mais confiança para os meias avançarem. O Fluminense joga num 2/1/5/2, que se transforma em 2/1/6/1 quando o time é atacado, já que Rodriguinho recua para dar combate no meio. É uma bela estratégia de Muricy que, acredito, deverá ser a formatação do time daqui para a frente que, quando a posse de bola é adversária, dá combate intenso ainda na intermediária inimiga. Chega a lembrar a equipe de Cuca no ano passado, quando jogava no 4/4/2, com os laterais marcando adiantados e encurralando o adversário.
Ainda não há razão para euforia. Se, taticamente, as coisas melhoraram enormemente na última semana, individualmente o time ainda tem deficiências. Mesmo tendo jogado ontem uma boa partida, Marquinho, que deu bela assistência a Conca no segundo gol, tem muita dificuldade em realizar jogadas que são inerentes a um meia. Ontem mesmo, saiu sozinho com uma bola dominada para puxar um contra-ataque e a adiantou demais, sendo desarmado. Porém, realizou boas triangulações com Carlinhos pela esquerda.
Diogo, com toda a eficiência tática e disposição física, às vezes é muito estabanado e acaba envolvido facilmente pelos adversários.
O empate entre Coríntians e Grêmio Prudente nos favoreceu, já que a diferença de pontos para o líder caiu para quatro. Já está ótimo para terminar o período pré-copa, nos deixa a uma distância satisfatória da liderança. Entretanto, uma vitória no domingo, contra o Atlético MG, abre boas perspectivas de terminarmos essa fase entre os líderes. Se jogar o futebol de ontem, temos tudo para realizar a façanha.
UMA NOTA
Como os amigos já devem ter notado, meu colega Marcello Vieira não tem publicado nessa coluna. A ausência do mesmo deve-se, sobretudo, aos esforços para levar a cabo um belo empreendimento: o Fluminense & Etc, uma nova casa tricolor na internet, com a qual contribuo com uma publicação semanal.
Espero, no entanto, o mais breve possível, voltar a dividir esse espaço com o mesmo.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| EU BEM QUE AVISEI!
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24/05/2010 - 23:41 |
A exemplo do que aconteceu no primeiro Coríntians x Fluminense do Campeonato Brasileiro de 2009, fomos implacavelmente garfados na tarde de domingo. Como naquela ocasião, a arbitragem errou e acertou, sempre contra o Fluminense. Acertou ao marcar impedimento de Fred no lance que resultaria em pênalti, errou ao marcar impedimento de Rodriguinho, quando esse partia livre e em posição legal em direção ao gol. Até mesmo o lance que resultou no único gol da partida foi consequência de uma falta incorretamente marcada pelo árbitro.
As semelhanças, no entanto, ficaram por aí. Ao contrário do ano passado, o Fluminense começa a dar esperança à sua imensa torcida. O time de Muricy dominou o Coríntians, que só nos ameaçou nas investidas de Roberto Carlos, sempre finalizando com perigo de fora da área.
O Fluminense não esteve irrepreensível. Errou muitos passes, sobretudo no começo do jogo, consequência de um meio campo que não prima pela técnica. No entanto, esse mesmo meio portou-se muito bem na marcação, dificultando a armação adversária. Demorou, mas Muricy percebeu a utilidade e importância de Diogo para o time. A não ser que o tricolor contrate um baita cabeça de área, Diogo será titular. Dá consistência defensiva ao meio campo.
Percebe-se, nitidamente, que há uma ansiedade nos atletas tricolores. Prova disso foi a imensa quantidade de gols perdidos. Até mesmo Fred desperdiçou, numa cabeçada a queima-roupa, um gol que até eu faria. De um lado é ruim, porque foi fator preponderante para consolidar mais uma derrota no Brasileiro. De outro lado é bom, já que demonstra uma enorme vontade de vencer, característaca marcante nos times de Muricy.
A derrota nos deixou a 6 pontos do líder, o próprio Coríntians, que não demonstrou futebol que justifique a liderança da competição. Diga-se de passagem, não mostrou e não vai mostrar. É apenas um time competitivo, que tem bons recursos, dentre os quais a qualidade nas bolas paradas, do qual se valeu para sair vitorioso no confronto. Porém, não fosse a arbitragem tendenciosa, poderia ter saído de campo com uma derrota.
O lado bom, para nós, é o fato de que os melhores times da competição - Santos, Cruzeiro, Inter, São Paulo e Grêmio - não arrancaram. Ao contrário, as primeiras posições são ocupadas, além do Coríntians, por Botafogo, Avaí, Palmeiras e Ceará, times que, até prova em contrário, não devem postular as primeiras posições.
Falando em arbitragem, quarta-feira tem FlaxFlu. Mais uma vez é bom ficar de olho bem aberto. A vitória será importante para não nos afastarmos do pelotão da frente.
Animadora a estréia de Carlinhos na lateral-esquerda. Aventuro-me a dizer que os nossos problemas na posição acabaram.
Muricy já achou o esquema e o posicionamento ideal do time em campo. Agora é só ir inserindo os reforços que chegarão para fortalecer a equipe, principalmente no meio de campo, que precisa melhorar sua produtividade ofensiva. Não dá para depender só de Conca e dos arroubos de craque de Diguinho.
A semana promete nomes para o setor. Ainda aposto na vinda de Diego Souza. Seria uma grande contratação para a vaga de Marquinho que, como todos já percebemos, continua muito esforçado.
BALANÇO DA RODADA
A rodada começou provando, mais uma vez, que o Botafogo não sofrerá como no ano passado. O time alvinegro é competitivo. Após sofrer pressão do Goiás no início do jogo, aplicou uma surra no Goiás: 3x0. Foi prejudicado por mais um excesso de zelo da arbitragem na expulsão de Herrera e Caio. No máximo um amarelo para os dois, vai!
A síndrome da eliminação assombrou Grêmio e Atlético GO, alijados da Copa do Brasil no meio da semana. O Grêmio foi derrotado pelo Palmeiras, no sábado, por 4x2. Palmeiras que surpreende nesse começo de campeonato, tratando-se de um clube em crise. Está invicto na competição, com duas vitórias e um empate. Já o Atlético GO não jogou rigorosamente nada contra o Santos. Perdeu de pouco pelo que foi a partida. Santos que, diga-se de passagem, vai mostrando que é mais que um belo time. Venceu com autoridade, mesmo sem seus indisciplinados astros. Entrou na lista de candidatos ao "pintou um favorito".
Outro candidato ao "pintou um favorito", o Internacional perdeu de novo, dessa vez para o São Paulo, que parece ter-se encontrado após as duas vitórias contra o Cruzeiro na Libertadores. Tem elenco e também entrou na prestigiosa lista.
Goiás, Vasco e Atlético PR são os primeiros a acender o alerta vermelho. O Goiás, após três derrotas, figura como lanterna isolado da competição. Vasco e Atlético seguem sem vencer.
Quem conseguiu passar ileso à síndrome da eliminação foi o Flamengo. O rubronegro, após a traumática eliminação da Libertadores, jogou bem e poderia ter goleado o Grêmio Prudente, tamanha a facilidade com que chegou, inúmeras vezes, ao gol adversário. Por pouco não acaba castigado, não fossem duas intervenções fantásticas do goleiro Bruno, quando o jogo estava 1x1. No mais, a equipe paulista, podem escrever, sofrerá muito nesse campeonato.
A grande surpresa é o Ceará. Invicto na competição, o Vozão conquistou mais uma vitória, dessa vez contra o Vitória, arrancando no pelotão da frente. A vitória de 1x0 foi conquistada com um belo gol do atacante Washington, nome esse, diga-se de passagem, que tem cheiro de gol.
Mais quatro rodadas nos separam da interrupção da competição para a Copa do Mundo. Até lá, para quem deseja algo no Brasileiro, é bom ir pontuando. Recado que serve, principalmente, para Grêmio, Inter e Fluminense, clubes que, certamente, ambicionam um título não conquistado há muito tempo.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| UMA RIVALIDADE REPLETA DE JOGOS INESQUECÍVEIS.
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22/05/2010 - 23:09 |
Nesse domingo Fluminense e Coríntians revivem uma rivalidade de 77 anos. O primeiro confronto ocorreu em 16/04/1933 no estádio das Laranjeiras, terminando em empate, no placar de 4x4. No mesmo ano, o Coríntians conquistou a primeira vitória no confronto, pelo placar de 2x1. As duas equipes só voltariam a se enfrentar sete anos depois, em 10/04/1940, quando o Fluminense obteve a primeira vitória contra um de seus maiores rivais no futebol brasileiro: 5x3.
Desde então os dois clubes disputaram partidas históricas, que vivem na memória do futebol brasileiro. A maior de todas ocorreu em 1952, pela Copa Rio, o campeonato intercontinental de clubes, quando o Fluinense obteve sua maior conquista no futebol, ao derrotar o rival por 2x0 na primeira partida. Na segunda, num Maracanã lotado, houve empate em 2x2, que resultou em grande festa no Rio de Janeiro.
Está na conta desse confronto um dos episódios mais folclóricos do futebol brasileiro: a famosa invasão corintiana. Cerca de 30.000 corintianos chegaram ao Rio de Janeiro para assistir à partida pela semi-final do Brasileiro de 1976. O Fluminense contava com a famosa máquina de Rivelino, Carlos Alberto Torres, Paulo Cesar Cajú e cia. Mas a máquina tricolor emperrou e conseguiu apenas um empate no tempo normal. Sorte do Coríntians, que eternizou a invasão corintiana, vascaína, botafoguense e flamenguista, com uma vitória na disputa de pênaltis em que os craques tricolores, inexplicavelmente, só conseguiram converter um gol.
Nas semi-finais do Campeonato Brasileiro de 1984 uma constelação de craques pisou o campo do Morumbi para uma nova semi-final histórica. O jogo ficou marcado como uma das maiores apresentações de um time de futebol em todos os tempos. Não sem razão, porque o Fluminense de Carlos Alberto Parreira, além de dominar o meio de campo, criar inúmeras oportunidades de gol, não permitiu que o Coríntians fizesse absolutamente nada durante os 90 minutos, mesmo contando com o talento de jogadores como Sócrates, Zenon e Casagrande, entre outros. O Fluminense venceu por 2x0, gols de Assis e Tato, um em cada tempo. Na segunda partida, com o Maracanã lotado com cerca de 120.000 tricolores, que chegaram cedo para impedir uma nova invasão alvinegra, o Coríntians não teve sorte diferente. O empate em 0x0 foi o passaporte para a grande final do Brasileiro daquele ano.
A vingança corintiana demorou, mas, em 2002, o Coríntians voltou a superar o Fluminense em uma semi-final de Brasileiro, sendo derrotado no Maracanã por 1x0 e vencendo no jogo de volta pelo placar de 3x2, numa outra partida dramática, em que o Coríntians chegou a estar ganhando por 3x1, mas Roni reduziu para 3x2 aos 38 minutos do segundo tempo. O resultado deu a vitória ao Coríntians, mas o jogo teve um final cardíaco.
Recentemente, em 2009, o Coríntians eliminou o Fluminense da Copa do Brasil com uma vitória por 1x0 e um empate em 2x2.
O equilíbrio nesse duelo é tão grande que, após disputadas 86 partidas, cada clube obteve 32 vitórias, tendo ocorrido 22 empates. A supremacia estará em jogo nessa tarde de domingo.
TODOS PRESENTES
Com a recuperação de Gum, Muricy terá, pela primeira vez, todos os atletas à disposição.
Esperamos que isso se faça uma constante daqui para a frente, já que as contusões e apendicites nos furtaram um começo de ano mais satisfatório.
A novela Araújo ganhou novos contornos e Diego Souza é uma possibilidade cada vez mais concreta. Vamos esperar para ver.
A partida de amanhã tem grande valor estratégico para o Fluminense, já que a vitória nos colocará, no máximo, a um ponto do líder. Já, a derrota, nos deixará a seis pontos e o empate a três. Qual uma corrida, o campeonato por pontos corridos tem essa nuance. Arrancar no pelotão da frente, embora não seja imprescindível, é uma ótima receita para o sucesso.
O Fluminense contará com a estréia do lateral Carlinhos, o que, por si só, já é razão de otimismo. Não que superar o sonolento Julio Cezar seja um feito, mas o fato de ter alguém que lhe tire a vaga já é um presente para a torcida tricolor.
Uma vitória amanhã poderá significar um FlaxFlu de casa cheia na próxima quarta-feira. E cheia de tricolores. Jogo que pode, até, significar a liderança do Brasileiro.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| EM BUSCA DE UM TIMAÇO.
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21/05/2010 - 00:33 |
Alguns dados, escrevendo assim, com o verde da esperança, têm contribuído para alimentar a crença de que o Fluminense, logo logo, contará com um timaço.
Um deles, que talvez passe despercebido pela maioria, é a recente contratação do lateral Carlinhos. Tudo indica que será o titular da posição, quiçá ainda no jogo desse domingo contra o Coríntians. O seu ex-companheiro de Santo André, o atacante Rodriguinho, anda exultante. Não sem razão. Carlinhos foi o responsável por mais de 50% das assistências que culminaram em gols do atacante, durante o Paulistão. Ou seja, a dupla promete e Fred poderá vir a ser mais um a se beneficiar. Com Mariano na direita e Carlinhos na esquerda, temos tudo para ter a melhor dupla de laterais do Brasil.
A chegada de André Luis não pode suscitar euforia, nem foguetórios, mas não deixa de ser um reforço para a nossa zaga. Em que pese a lembrança do escorregão de 2001, trata-se de um zagueiro experiente, que pode agregar valor à nossa defesa. Fica faltando, ainda, o grande reforço para a zaga, já que, ao que parece, o negócio com Lugano melou.
Revés, aliás, que pode ser revertido com a chegada de Edinho, o volante, que também é zagueiro, da confiança de Muricy Ramalho. A chegada de Cleber Santana também não chega a causar suspiros, visto que, em que pese a fama, não vinha tendo muitas oportunidades no São Paulo. O aspecto positivo de sua chegada é que, definitivamente, não há mais titulares absolutos no meio tricolor, exceto Conca. Brigarão Diguinho, Everton, Cleber Santana, Marquinho, Diogo e, talvez, Edinho por três vagas no meio ao lado do Pequeno Gênio. Sendo que, futuramente, a briga tende a intensificar-se com a chegada de Deco. Esse, por questão de prudência, é melhor não dar ainda como certo. Embora notícias dêem conta de que o próprio Chelsea esteja disposto a liberar Deco em troca de o Fluminense lhe pagar os salários, sendo que o atleta já acertou essa questão com o Flu, é bom guardar a euforia por algumas semanas.
Não será de se espantar se Diego Souza desembarcar no elenco estrelar do Fluminense. Por mais que tentem ocultar, a presença do meia num elenco estrelar, fadado a estar sob o foco de todas as lentes, seria excelente para o projeto da Traffic de tentar vendê-lo, valorizado, para o exterior. No caso de um título brasileiro, somado a uma Libertadores, a empresa realizaria um grande negócio daqui a um ano.
A torcida tricolor pode sonhar com um meio de campo titular com Edinho, Diego Souza, Conca e Deco. E vai que Cleber Santana recupere seu melhor futebol...
No ataque, o Flu já tem Fred. Segundo Muricy, Alan brigará com Rodriguinho pela outra vaga, mas a novela Araújo ainda pode ter final feliz e as especulações andam à solta. Já ronda o Laranjal o nome de Ronaldinho Gaúcho...
A seguir, cenas do próximo capítulo...
DEU O FUTEBOL ARTE.
O Santos decidiu no talento.
No primeiro tempo o time do Grêmio teve uma vitória estratégica. Como o Santos viesse com três atacantes - Neimar, Robinho e André - para tentar imprensar o tricolor, Silas armou o Grêmio avançado, sufocando a saída de bola do Santos, valendo-se da superioridade numérica no meio de campo.
O Grêmio rondou perigosamente a área santista, mas faltou o gol. O Santos, que precisava da vitória, ameaçava em contra-ataques, geralmente quando a bola chegava a Robinho, que era o único a criar na equipe praiana, sobretudo porque Paulo Henrique Ganso estava em noite nada inspirada.
Assim, o primeiro tempo terminou com o placar do mesmo jeito que começou.
No segundo, o jogo começou diferente. O Santos conseguiu compactar a marcação e passou a dividir o domínio do meio de campo. No entanto, o jogo permanecia empatado e foi o talento de Ganso, arrematando de fora da área, no ângulo esquerdo do goleiro Vitor, que tirou o Santos do sufoco.
Num contra-ataque o Santos fez 2x0, num lindo toque de Robinho, livre, por cima do goleiro. O Grêmio descontou e deixou o jogo tenso em seu final. Mas o Santos, já no finalzinho do jogo, fez o terceiro, numa arrancada espetacular do meia Weslei, que ainda driblou o goleiro antes de tocar para o gol vazio.
O Grêmio ainda teve que aturar um olé da versão contemporânea dos meninos da vila. Enquanto isso, o Vitória fez valer a recém-criada lenda do Barradão, não dando chance ao bom time do Atlético GO. Fez 4x0 e será o adversário do Santos na final.
O confronto final promete ser entre a Lenda do Barradão x Futebol Arte.
SÃO PAULO 4x0.
O sempre super estimado Cruzeiro, que já precisava vencer por três gols de diferença, começou mal. Seu artilheiro Kleber, num excesso de rigor do árbitro, foi expulso após acertar o rosto de Richarlisson numa disputa. O Cruzeiro teve que jogar toda a partida com um a menos.
O bom time do São Paulo aproveitou bem a vantagem no placar e, também, a vantagem numérica, para consolidar a classificação. Ficou, mais uma vez, comprovado que, nem o Cruzeiro é esse timaço que apregoam, nem o São Paulo é um trem descarrilhado.
CLASSIFICAÇÃO HERÓICA DO INTER
O Inter entrou em campo dormindo e acabou tendo um pesadelo que durou cerca de 85 minutos.
Com 20 minutos já perdia por 2x0.
Daí em diante o Inter equilibrou o jogo e proporcionou a partida mais emocionante, até aqui, da Libertadores da América. Graças a um gol de Giuliano, no final (suficiente para garantir a classificação ), o Inter é semi-finalista da competição, eliminando o principal oponente, o Estudiantes, campeão de 2009.
Podemos dizer que, com o feito, o Inter passa a ser o principal candidato ao título.
LA FLUUUUUUUUUU
Dizem por aí que o castigo vem a cavalo.
Pois bem, tenta na próxima, urubú!
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| Um ode à sensatez
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21/05/2010 - 00:28 |
Adeus, mulambos.
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| NÃO ENTENDEMOS NADA DE FUTEBOL.
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17/05/2010 - 22:40 |
Lendo a coluna do João Marcelo Garcez no Globoesporte.com, na condição de analista do esporte bretão, não pude deixar de comentar a sua abordagem crítica ao nosso "craque" Marquinho.
Comentei no blog que estou convencido de que não entendemos nada de futebol. Não entendemos eu, ele e a quase totalidade da torcida do Fluminense.
Como é que nós, meros mortais, podemos nos opor à avaliação de um Muricy Ramalho, técnico tri-campeão brasileiro?
Como não chega ninguém para o meio essa semana, Marquinho vai ter mais uma oportunidade de provar que, de fato, nós não entendemos nada de futebol. E, confesso, espero que ele consiga.
Para falar a verdade, nunca achei o Marquinho essa baranga. Desde o ano passado venho elogiando o seu comprometimento, sua vontade e obediência tática, em que pese a visível limitação técnica.
Estou muito entusiasmado com a chegada de Carlinhos. Se não for para pegar a camisa e jogar, no mínimo, vai assombrar Julio Cesar. Vejo a possibilidade, também, de Carlinho assumir a lateral esquerda e Julio Cesar ir disputar uma vaga no meio.
Parece que não está sepultado ainda o 3/5/2 no Fluminense. Com a possibilidade da chegada de Lugano e André Luis, aliada à não chegada de reforços para o meio, o velho esquema pode voltar. Um indício claro de que Muricy deve andar pensando nisso, foi o fato de recuar Diogo para a linha de zaga no segundo tempo do jogo de sábado, avançando a marcação da mesma e, finalmente, liberando Mariano para fazer o que mais sabe: apoiar.
Muricy já deve ter também reparado que não pode prescindir dos avanços de Mariano. Num 3/5/2, naturalmente, jogando de ala, fica mais fácil. No 4/4/2, naturalmente, fica mais preso à marcação. O nosso problema, nesse caso, é que a falta de agressividade de Julio Cesar, assim como ocorreu durante o campeonato estadual, engessa o esquema, deixando nosso jogo óbvio demais. Com Carlinhos, que é um lateral mais agudo, quem sabe?
A outra opção, essa no 4/4/2, é termos dois volantes com muita mobilidade para cobrir as laterais e formar uma linha de quatro marcadores fortes quando o time é atacado. O problema é que, até agora, exceto por Diogo, não vejo opções em nosso elenco. Se Edinho, do Palmeiras, for contratado, começa a viabilizar-se essa alternativa.
Tudo, no entanto, depende dos reforços que vão chegar, sobretudo os que chegarão nessa semana.
Para domingo, no entanto, as novidades ficarão mesmo por conta do retorno de Fred e, quem sabe, a estréia de Carlinhos, embora eu duvide de que Muricy pretenda desprestigiar Julio Cesar, deixando de escalá-lo para começar o jogo.
BALANÇO DA RODADA DO BRASILEIRÃO.
Dando prosseguimento a um hábito que nasceu nos últimos meses do ano passado, vou dedicar o princípio da semana a fazer um breve balanço da rodada do Brasileirão.
Os matemáticos já começaram a destilar bobagens. O que não se faz para vender jornal?
Acreditem, já há quem se aventure a apontar, estatisticamente, as chances de cada clube na competição. Se fosse coisa de Mãe Dinah, até que dava para entender. Mas matemática? Estatística? Mal começou o campeonato? Eu queria entender em que se baseiam para, por exemplo, sugerir que o Avaí tem dez vezes mais chances de conquistar o título que o Fluminense, tratando-se o segundo de um clube de grande investimento, que tem o técnico mais vitorioso dos últimos tempos e jogadores da envergadura de Conca e Fred.
O Avaí não quer contrariar os matemáticos e tratou de conquistar um precioso ponto diante do Cruzeiro, que, apesar de jogar em casa, atuou com o chamado time misto, poupando-se para a batalha da próxima quarta no Morumbi, pela Libertadores, diante do São Paulo.
Triste mesmo foi ver Vasco x Palmeiras. Que joguinho ruim. São dois times que terão muita dificuldade nesse campeonato. O Vasco tem a aposta em Zé Roberto, já que Carlos Alberto tem sido uma icógnita. O Palmeiras vive um quadro depressivo desde a incrível arrancada para tras no ano passado, quando teve tudo para ganhar o Brasileiro e acabou fora, até mesmo, da Libertadores.
Uma coisa não se pode negar sobre o Botafogo: é um time competitivo. Mesmo sem Louco Abreu, foi a São Paulo e derrotou o mistão tricolor. Não é um time de jogar bonito. O São Paulo também não. Foi um jogo feinho, mas o alvi-negro mostrou que tem recursos para passar sem sustos pelo Brasileirão, ao contrário do ano passado.
O chatíssimo Coríntians, para deixar bem claro que o campeonato começou meia bomba, assumiu a liderança isolada, após vencer, no Olimpico, o mistão do Grêmio, enquanto o Galo começou a preocupar sua sofrida torcida, tomando um chocolate do modesto Grêmio Prudente, que fora impiedosamente sapecado pelo Avaí, na primeira rodada.
O Inter tratou de mostrar que tem elenco e conseguiu uma virada fantástica no Serra Dourada. É um time a ser observado e, mais que o Santos, tende a ganhar o primeiro "pintou um favorito" do ano, mas só após o resultado da Libertadores e à Copa do Mundo. Não que tenha um grande time, mas é, talvez, o elenco mais equilibrado do Brasil. Resta saber se será mantido. Um título colorado não seria surpresa, outrossim, seria o resultado de um trabalho capaz, que já poderia ter culminado no título de 2005, caso não houvesse sido garfado contra o Coríntians, ou no título de 2010, caso o mesmo Coríntians e o rival Grêmio não tivessem facilitado a vida do Império das Trevas.
Falando em trevas, depois de o Coríntians, no ano do seu centenário, ter sido eliminado da Libertadores e ter feito figuração no Paulistão, é bom o Fluminense, próximo adversário, colocar a barba de molho com a arbitragem. O Atlético PR que o diga.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| FINALMENTE, UMA VITÓRIA!
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16/05/2010 - 00:36 |
FINALMENTE, UMA VITÓRIA!
Primeiramente, devo confessar aos amigos algo que estava me incomodando. Fui hoje ao Maracanã e, pela primeira vez nesse ano, vi o Fluminense vencer.
Não, nem venham me chamar de pé frio. Tenho em minha trajetória desde as finais de 1975 e 76 até a saga de Florianópolis, quando conquistamos o nosso último título: a Copa do Brasil de 2007.
Diga-se de passagem, lembrei desse momento inesquecível de minha vida, que foi a invasão de Florianópolis pela torcida tricolor. Na ocasião, pude presenciar o que representa essa imensa nação, quando, juntos, torcedores de todas as partes do país estivemos presentes naquela epopéia.
Lembrei-me disso hoje ao participar da gravação de uma peça publicitária da Adidas, na qual o Canal Fluminense esteve presente, onde tive a satisfação - e o constrangimento - de dar um depoimento sobre coisas relacionadas ao Fluminense.
Enfim, ao chegar ao Maracanã, já tinha vivido Fluminense durante o dia inteiro, por conta das gravações da peça publicitária. Claro que o cansaço sempre compensa quando estamos ao lado de tricolores. Como também compensou o cansaço da arquibancada. Afinal, como eu já disse, foi a minha primeira vitória esse ano.
Se de um lado é preocupante, de outro é uma ponta de esperança que renasce. Afinal, o verde da esperança, assim como o grená flui em nosso sangue, alimenta nossa alma.
A alimentar a nossa esperança, mais que tudo, devo destacar a estréia do atacante Rodriguinho. Foi tão importante a sua movimentação e seu entusiasmo que, ao contrário do jogo da semana passada, quando o goleiro do Ceará não fez uma única defesa, criamos várias chances de gol. Com direito, inclusive, a duas bolas no travessão.
Apesar disso, vencemos por apenas 1x0, com gol dele, o nosso indefectível Marquinho.
Mas poderia ter sido pior, caso nossa defesa, impressionantemente, não tivesse se acertado no segundo tempo. No primeiro, bateu cabeça a defesa, bateram cabeça os nossos meias e, não fosse a ineficiência do avdversário, eu poderia não estar hoje comemorando o fato de, pela primeira vez, ter visto o Fluminense vencer no ano de 2010. Impressionante a quantidade de bolas mal passadas e contra-ataques proporcionados ao adversário.
Já, no segundo tempo, os sustos quase não ocorreram, exceto por um chute desferido pelo atacante do Atlético, por volta dos quarenta minutos, quando já vencíamos por 1x0, que Rafael fez a gentileza de defender, espalmando a bola a escanteio. Acreditem: a zaga se acertou e Leandro Euzébio, ele mesmo, se destacou.
No entanto, o nosso meio esteve sofrível na saída de bola, até o último momento, sobretudo porque Diguinho esteve numa noite péssima, lembrando seus piores momentos de 2009. De cada dez passes errados, nove eram de Diguinho. Ao ponto de, com tantos erros, chegar a ameaçar a nossa vitória.
Ainda bem que a vitória veio! Suada, sofrida, como nos é de praxe. E agora temos mais uma semana para Muricy tentar encontrar o time ideal, dessa vez podendo contar com Fred. Esse tem inteligência e talento para poder melhorar muito a nossa produção ofensiva. Fará uma excelente dupla com Rodriguinho, uma das melhores duplas de ataque do Brasil.
A zaga até que evoluiu, e muito, do primeiro para o segundo tempo. Chegou a agradar.
Assustador mesmo foi o nosso meio, sobretudo com a posse de bola. Muitas vezes chegou a levar a torcida ao desespero com tamanha falta de imaginação. Não que se possa esperar muito de um meio que tem Diogo, Marquinho e Diguinho ( esse em noite de nenhuma inspiração ).
E tem o Julio Cezar. Encontrei quem lhe tenha imputado uma boa atuação. Uma coisa não se pode negar: pela primeira vez vi Julio Cezar ir à linha de fundo. Melhor, foi a linha de fundo após driblar dois zagueiros, olhou para a área, viu André Lima livre e cruzou a bola em suas costas, ligando um contra-ataque do Atlético. O que poderia ter sido o segundo gol do Flu, quase se transforma no gol de empate adversário.
Fico curioso para saber o que o Fluminense irá fazer com tantos laterais esquerdos, quando, na direita, temos apenas Mariano e, como reserva, Thiaguinho.
Mas não vamos ser pessimistas. O que não faltará no Fluminense esse ano é investimento. Se tudo se encaixar, ganharemos o tri-campeonato brasileiro.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| Os primeiros três pontos e as especulações tricolores
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14/05/2010 - 23:59 |
FLU X ATLÉTICO GOANIENSE
O Fluminense jogará neste sábado, no Maracanã, diante do Atlético Goianiense, buscando alcançar seus primeiros três pontos na competição. Um possível triunfo será fundamental, a fim de evitar um inicial distanciamento tricolor das equipes cimeiras. Para o duelo de logo mais, Muricy Ramalho contará com dois fatores positivos. O primeiro deles, é a estréia de Rodriguinho com a camisa do Fluminense, vice artilheiro do último campeonato paulista pelo Santo André, o jogador chega ao clube com a dura missão de acabar com a Fred dependência tricolor. A segunda circunstância, é curiosamente, inerente ao nosso próprio adversário. O Atlético Goaniense chega ao Rio de Janeiro, com uma equipe bastante modificada, já que aufere prioridade a Copa do Brasil, competição na qual atuará no meio da semana que vem.
E o leitor? Acredita que o Fluminense triunfará diante da equipe de Goiás, garantindo assim, a primeira vitória de Muricy em seu comando? Arriscaria algum placar? O blogueiro confessa estar bastante otimista. 3x0 é seu palpite.
REFORÇOS A VISTA
O Fluminense anunciou nesta Sexta Feira, a contratação do lateral esquerdo Carlinhos, ex Santo André. O jogador chega ao clube com status de titularidade, tendo em vista a ineficiencia dos demais atletas que atuaram na posição nesta temporada. Além do já confirmado Carlinhos, outros reforços poderá chegar ao laranjal, vejamos:
Edinho - parece ser a prioridade de Muricy Ramalho para a posição de primeiro volante. O jogador, vinculado ao Palmeiras, tem boa proposta do Fluminense em mãos, clube que sinaliza inclusive, cobrir a multa recisória do atleta através de seu patrocinador. Uma negociação que vai além dos padrões normais da parceria Flu/Unimed. É o pedigree do treinador já fazendo a diferença.
Deco - semana que vem promete ser determinante para esta negociação. O jogador, que já está no Brasil, se reunirá com a cúpula tricolor para discutir os termos contratuais. Especulações garantem que a proposta é altíssima, muito acima dos padrões nacionais e por isso, o atleta está próximo de fechar.
André Luis - lembra do jogador que já escorregou em semifinal de campeonato brasileiro, deu cartão para juiz, saiu de campo preso e outros atributos a mais? Pois é, o Fluminense está próximo de contratar. Para compor elenco é verdade, mas não gostei e acredito que o leitor compartilhe da opinião deste que vos fala.
Lugano - o xerife uruguaio é o sonho de Muricy Ramalho e Celso Barros para a zaga. Tem proposta do Fluminense em mãos e negocia liberação com seu clube. A negociação não é fácil, mas pode pintar.
Araujo - Mesmo caso de Lugano. Depende da liberação do Sheik.
O FRED VAI TE PEGAR
Contrariando as expectativas, Fred e Alan estarão a disposição de Muricy uma rodada antes do previsto. A volta de Frederico promete ser essêncial para que o Fluminense termine a fase Pré Copa do Brasileirão, numa boa posição. O retorno de Alan pode parecer desimportante, mas vale lembrar que com o atleta estando no banco, André Lima, muito provavelmente, se tornará segundo reserva. Uma notícia e tanto.
Saudações Tricolores,
Marcello Vieira
Marcello Vieira também escreve para o Fluminense & etc: http://www.fluminenseetc.com.br
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| CALVÁRIO CARIOCA.
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13/05/2010 - 22:42 |
É claro que o Brasileirão está só começando.
Entretanto, para uma primeira impressão, foram dois pontos em quatro partidas. Se contar a derrota do Fluminense para o modesto Ceará, a coisa fica alarmante.
Depois da eliminação do Botafogo, na Copa do Brasil, para o poderoso Santa Cruz, Fluminense e Vasco ficaram nas quartas de final.
O Flamengo, ao que tudo indica, já deu o que tinha que dar na Libertadores. E, se ficar por aqui, pelo time que tem, já foi muito longe.
É sempre bom lembrar que a conquista do Brasileiro pelos rubronegros não diz absolutamente nada. Foi um acidente, uma anomalia. Não credencia o futebol carioca, que, tirando o Flamengo, lutou para não cair ou para voltar à série A, a um 2010 alvissareiro.
O Fluminense parece ter fechado negócio para a contratação do volante Edinho. Estréia no sábado o atacante Rodriguinho e continua na busca por reforços. Trouxe também o lateral Carlinhos, ex-Santo André, o que nos permitirá escalar, caso desejemos, cinco laterais esquerdos em um mesmo jogo. Carlinho irá juntar-se a Julio Cezar, que pode estar de saída, Dieguinho, Gerson e o polivalente Marquinho.
Do desenrolar das negociações tricolores vai depender alguma esperança de um time carioca chegar ao título do campeonato, ou, pelo menos, lutar por uma vaga na Libertadores de 2011.
No mais, caro leitor, as perspectivas são desanimadoras.
RODRIGUINHO
Melhor contratação do ano até aqui pelo Fluminense.
Usa bem os lados do campo e o centro da área. Fará boa dupla com Fred, Alan, Adriano ou mesmo Wellington Silva.
E o melhor de tudo: tem faro e cheiro de gol.
Nos dará muitas alegrias.
NOITE DE QUARTA
Quando começou o jogo do Flamengo, às 19:30, eu já estava confortavelmente instalado em frente à TV. Se houvesse me atrasado um pouco, teria perdido o primeiro gol de La U.
A massa rubro-negra estava estranha, mais calada e tensa do que de costume. Talvez prevendo o que estava por vir, porque a Universidad do Chile fez um segundo, num lance polêmico onde, no entanto, não houve falta.
Ao final do primeiro tempo, o Flamengo só se assemelhava ao adversário na capacidade de perder gols. A equipe chilena teve oportunidades de acabar com o confronto e submeter o time das trevas a um vexame histórico. Porém, uma única vez, Adriano conseguiu finalizar para o gol.
Mal começou o segundo tempo e La U ( não lembra LDU? ) foi ao ataque para ampliar: 3x1. Daí para a frente, digno de registro só mesmo o gol de Juan, que adiou a decisão para Santiago. O Flamengo precisa vencer por diferença de dois gols para superar a LDU. Digo: a La U.
Terminado o quase vexame rubro-negro, quase não dá tempo de jantar antes do início de GrêmioxSantos. Comecei assistindo a essa partida, mas logo mudei para Cruzeiro x São Paulo, curioso com esses dois times. O Cruzeiro rondava a área do São Paulo, enquanto o tricolor se defendia. E enquanto eu assistia o confronto da Libertadores, o Santos fazia 2x0 no Grêmio. Pensei: acabou a Copa do Brasil.
Mudei de canal e decidi acompanhar o confronto da Copa do Brasil. Foi quando o São Paulo abriu o marcador. Ainda voltei para o Mineirão, mas a intuição me indicou que era melhor ficar no Olimpico. Foi o que fiz, mas, em que pese os três gols, cheguei ao intervalo dos jogos sem ver um sequer.
O jogo parecia encaminhado, com o Grêmio rondando a área santista sem criar jogadas de maior perigo. O Santos ameaçava nos contra-ataques. Até que o Grêmio pareceu acomodar-se com a situação, abrindo mão de tentar sufocar o Santos em seu campo. Passou a marcar a partir de um pouco à frente da linha intermediária, dando ao Santos uma falsa impressão de domínio do jogo.
O Santos que, aliás, não tem nada de fraco defensivamente. Seus zagueiros não são ruins e seu meio campo povoa bem a meia cancha, com Marquinho e Paulo Henrique recuando quando o time é atacado. O técnico santista resolveu colocar Rodrigo Mancha no lugar de Marquinho, uma alteração bastante plauzível, já que, com 2x0 a favor, um novo homem no meio do campo, entrando com mais fôlego, tende a aumentar a pegada.
O problema é que a estratégia santista esbarrou na estratégia gremista. Como o Grêmio não insistia no ataque e deixava com o Santos a posse de bola, começou o velho pesadelo santista. O Santos começou a torear o Grêmio entre as intermediárias, buscando passar o tempo, mas a saída de Marquinho reduziu a qualidade do passe santista, além do que, o Santos é um time que joga muito bem na vertical, buscando o gol, mas não tem a pretensa qualidade para tourear o adversário. Pois foi Rodrigo Mancha que, em duas falhas no meio de campo, proporcionou dois ataques fulminantes ao Grêmio, tratando de transformar Borges em artilheiro da partida.
Após o empate, o Santos, ainda que sendo um time frio, se viu diante de um Grêmio anabolizado por um Olímpico ensandecido. Depois de ter a classificação praticamente nas mãos, o Santos viu a casa cair. O Grêmio fez o terceiro e o quarto.
Eis que surge, Dunga, um dos personagens da noite. Paulo Henrique Ganso fez uma daquelas jogadas de quem enxerga futebol um pouco melhor que os outros. Num lance de clarividência, achou Robinho livre na área. Robinho fez o terceiro gol santista: 4x3 e mais uma bela partida. A decisão fica para a Vila Belmiro. Mesmo sem Arouca, acredito que o Santos sairá com a classificação. Basta vencer por 1x0.
Ao final do jogo, já tinha notícia de que o São Paulo ampliara no Mineirão. Resultado para lá de inesperado, sobretudo para quem se iludiu achando que o time do Cruzeiro é uma máquina e o do São Paulo uma lesma. Ledo engano. Assisti a jogos do Cruzeiro e não consegui ver mais que um time normal, tanto quanto o próprio São Paulo. São bons times, só isso. Mas duvido muito que o Cruzeiro possa reverter a situação diante de um São Paulo para lá de pragmático. É jogo com cara de 0x0.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| RESULTADO NÃO, FUTEBOL DE TRANSPIRAÇÃO.
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11/05/2010 - 22:52 |
O que é futebol de resultado?
Tratando ao pé da letra, diríamos que é um futebol orientado para a obtenção de resultados positivos. Nesse ponto, podemos dizer que a seleção de Dunga joga um futebol de resultado, já que é o que não falta ao currículo do grupo. Já o tratamento dado pela imprensa esportivo nos leva a uma outra conclusão: futebol de resultado é futebol feio, sem brilho, mas que dá resultados.
O que dizer então sobre a seleção de 70? Jogou ou não um futebol de resultado? Ao pé da letra sim, pelo significado atribuído ao termo, não. Mas como poderia a seleção brasileira de 70 não ter praticado um futebol de resultado se conquistou todos de que precisava? Enfim, o termo está muito mal aplicado, porque até a seleção de 82, que jogou o melhor futebol que eu já vi, ainda que desclassificada nas quartas de final, jogava um futebol de resultado. Todos jogam, todos sempre vão jogar, porque ninguém entra em campo, salvo casos peculiares, para perder.
Hoje, andando pela rua, logo após a convocação da seleção, me chamaram a atenção os fragmentos de conversas entre os populares. Falo populares de propósito, pois parece que a seleção tem maior apelo entre as classes econômicas mais baixas. A conclusão que cheguei, e não faltaram registros a reforçá-la, é que as pessoas repetem aquilo que ouvem na mídia. Todos lamentavam a não convocação de Ganso e discutiam a não convocação de Neimar, Ronaldinho e Adriano. Agora a imprensa vai ter que achar outro assunto para massificar e torná-lo chato o suficiente para ganhar a antipatia de muitos no médio prazo.
Enquanto isso eu fico aqui a tentar achar um termo que caiba melhor ao estilo da seleção de Dunga. E preferi usar uma palavra que o próprio Dunga já usou: transpiração. O futebol de Dunga é um futebol de transpiração.
Mas é sempre bom tomar cuidado com rótulos. A seleção de 70 jogava o futebol arte. Futebol arte é aquele que tem como sua maior arma em busca - deles mesmos -, dos resultados, o talento individual e a técnica de seus jogadores. Não quer dizer que aquela seleção pudesse prescindir da transpiração, da tática e da estratégia de jogo.
Da mesma forma, dizer que não há técnica ou talento na seleção de Dunga é uma grande bobagem. A questão é que o atributo mais valorizado pelo treinador é a transpiração, o que não quer dizer que não haja outros.
Eu, particularmente, acredito que o equilíbrio entre várias premissas forme o ideal. Eu não deixaria de levar jogadores mais talentosos para o meio, mas esses, estranhamente, não estão na Europa, não têm visibilidade. Paulo Henrique, eu faço coro com a nação, sobretudo pelo momento atual, seria uma aposta sensata. Mas não me cabe também ficar aqui engrossando o muro das lamentações. Dunga foi o escolhido para treinar a seleção, fez as suas escolhas e tem o direito e a obrigação de fazê-las. Quem vai responder pelo - olha ele aí de novo - resultado é o treinador.
O importante a já deixar bem claro é que o resultado que será obtido pela seleção de Dunga não vai comprovar absolutamente nada. Pelo menos não vai provar que o "futebol de transpiração" é melhor que o "futebol arte", tampouco o contrário. Da mesma forma que a seleção de 82 foi formidável, mas escorregou e caiu num momento decisivo, talvêz na própria soberba ou na auto-confiança, o mesmo pode acontecer com a seleção de Dunga, a qual, não tenho dúvida, é uma das três ou quatro mais fortes candidatas à conquista da Copa.
HÉRNIA DE DISCO.
Como não bastasse a inédita epidemia de apendicite, agora é a hérnia de disco de Gum.
É uma maré de sorte jamais vista na história do futebol mundial. Como Dalton continua sua crise de pirraça juvenil e Cássio foi expulso na última partida, sobrou Leandro Euzébio. Esse parece predestinado a nunca mais nos deixar. Foi só Muricy rebaixá-lo às últimas opções do elenco e todos que estavam à sua frente foram caindo, até que, já na última partida, acabou entrando no lugar de Gum, contundido.
E pensar que nossa zaga, há tão pouco tempo, já nos fez sonhar com um ano de glórias.
QUAL A ESCALAÇÃO?
Para não deixar o debate se perder, vou dar prosseguimento à questão levantada pelo meu colega Vieira. Segue a minha escalação para sábado:
Raphael, Mariano, Leandro Euzébio ( que remédio ? ), Digão e Dieguinho. Diogo, Everton, Diguinho e Conca. Wellington Silva e Rodriguinho.
Que tal se começássemos com esse time no sábado, sem invencionisse, enquanto não contamos com Fred e os "grandes" reforços que vêm por aí?
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| Qual equipe você escalaria?
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11/05/2010 - 01:45 |
Caros,
Hoje o texto será mínimo. Para falar a verdade, virá em forma de indagação ao leitor.
A pergunta que proponho, neste instante, é: tendo em vista as dúvidas recorrentes sobre qual seria a escalação ideal para o Fluminense, qual equipe, o leitor colocaria em campo, para o Flu enfrentar o Atlético Goaniense, no Maracanã, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no próximo final de semana?
Lembrando é claro, que só vale utilizar as peças que estarão disponíveis para o jogo.
Quer saber a escalação do blogueiro? É pra já. Aí vai:
Rafael, Mariano, Digão, Gum e Dieguinho, Diguinho, Éverton, Equi Gonzales e Conca, Rodriguinho e André Lima.
Concorda? Discorda? A palavra é toda sua. Busquemos interagir visando atingir um denominador comum. Quem sabe a equipe ideal decidida por aqui, não chega aos ouvidos de Muricy?
Saudações Tricolores,
Marcello Vieira
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| PRECISAMOS DE SORTE DAQUI PARA A FRENTE.
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09/05/2010 - 21:57 |
Eu sempre tive um paradigma, segundo o qual uma derrota com uma grande exibição é muito melhor do que uma vitória conquistada às custas de sorte. No primeiro caso a experiência tem me mostrado que as vitórias estão próximas. No segundo, vejo motivos para preocupação.
O Fluminense esteou da pior forma possível. Além de ter-se portado de forma inofensiva, ainda perdeu. Isso quer dizer que a esperança por vitórias reside em algo mais que o elenco que esteve à disposição de Muricy hoje. E quer dizer que temos todos os motivos para muita preocupação.
Na noite de hoje o Sportv resolveu dar um toque a mais de desolação ao triste espetáculo, nos privando de assistir grande parte do primeiro tempo, inclusive o pênalty, a expulsão de Cássio, a defesa impugnada de nosso goleiro e, finalmente, o gol do Ceará. Particularmente, não tenho nada a agradecer por ter sido poupado, já que tenho a desagradável incumbência de escrever sobre o insuportável evento.
A presença de Willians e Marquinho no time titular já deram o sinal claro de que a noite não seria nada inspiradora. No campo, porém, as coisas sairam-se pior do que o imaginado. Imagino que Muricy esteja a fazer experiências, tentando saber com quem pode contar. Eu, em minha humilde opinião, acho que deve começar a pensar em contar com os reforços, porque, reunindo tudo o que temos, parece que temos um meio de campo sofrível, o que chega a ser curioso se levarmos em conta que temos todas as peças que já o fizeram ser motivo de alegrias.
A noite de hoje nos deixa com razões para aguda preocupação, mas não para desespero. Esperamos, já na próxima rodada, poder contar com os reforços de Rodriguinho, Adriano, Leandro Teixeira e Gerson. Só não sabemos ainda quando teremos o reforço de Fred e Alan.
De uma coisa, no entanto, não resta dúvidas: precisamos de jogadores de qualidade para podermos brigar pelo título brasileiro. Precisamos de sorte também, mas é impossível contar com a sorte se nem mesmo conseguimos ameaçar o modesto Ceará, que também não tem nada demais. Incrível como, após 90 minutos, o goleiro adversário não realizou uma única defesa.
Com um pouco de sorte o chute de André Lima poderia ter entrado. Eram 42 minutos do segundo tempo, se não me engano, e, pelo menos, teríamos conseguido um ponto. Não há dúvida de que precisaremos muito da sorte para somar pontos nessas sete rodadas antes da Copa. Porque futebol é algo que tem passado longe das Laranjeiras.
UM DILEMA PARA DUNGA. PARADIGMAS E CONTRADIÇÕES.
Ao que parece, Dunga sustenta seu trabalho à frente da seleção sobre dois paradigmas: um perfil determinado de atletas e sustentabilidade a longo prazo.
Quanto ao perfil escolhido por Dunga, o treinador optou, desde o princípio, por jogadores comprometidos, disponíveis e entusiasmados com a seleção. Foi assim, aliás, que conseguiu trilhar uma trajetória vitoriosa.
Com relação à sustentabilidade, Dunga pocurou e conseguiu atingí-la sendo leal a um grupo determinado de jogadores. Procurou construir uma equipe com jogadores de sua confiança para, no longo prazo, conquistar entrosamento e um perfil claro.
Sem dúvida alguma, Dunga foi muito feliz em seu intento. Tem um time pronto e nas mãos. Talvez, por isso, seja tão resistente a nomes novos. Dunga já afirmou que é leal àqueles que ajudaram a construir a sua trajetória vitoriosa. Isso inclui mantê-los, independente da fase que estejam passando.
A manutenção de Adriano no elenco, assim como Robinho, são a grande contradição. Se, por um lado, estiveram presentes na trajetória de Dunga à frente da seleção, por outro, não têm sido nenhum exemplo de profissionalismo e comprometimento em seus times. Robinho deixou o Manchester City após nada fazer pelo clube que pagou uma fortuna para tê-lo. Adriano, por sua vez, tem protagonizado uma série de acontecimentos que serviriam como um manual de má conduta para um atleta.
Enfim, prevalece a lealdade. Dunga parece querer, sendo leal, conquistar também a lealdade dos atletas. Pode ser.
Se alguém espera que eu vá defender a convocação de Ronaldinho Gaúcho, confesso que ainda não vi futebol nesse rapaz que justifique me aventurar em tal pleito.
No entanto, às vezes é necessário romper com os paradigmas para seguir adiante ou, mesmo, para pegar um atalho. Talvez o que esteja acontecendo com Dunga seja uma lealdade excessiva ao modelo, alimentada pelo desejo de poder, futuramente, mostrar a todos que estava certo. Vaidade? Talvez.
Chamem como quizerem. O fato é que, orgulho, vaidade, forte convicção ou auto-proteção, Dunga parou de procurar o melhor. O perfil das convocações mostram o nosso treinador preso a um esquema e a jogadores que se encaixem no mesmo. O compromisso é com a base vencedora, nada mais. Não existe a ambição de agregar valor e qualidade a essa base, não existe compromisso em melhorar.
Ficamos aqui com água na boca, pensando que os jovens Paulo Henrique Ganso e Neimar, do Santos, poderiam ter muito com o que contribuir com essa seleção, sobretudo o primeiro.
Torceremos, claro, pela seleção. Com uma certa contrariedade sim, não há como negar. Sentimos falta de ver nosso verdadeiro futebol em campo. Mas Dunga parece já ter feito a sua opção. Sendo bem pragmáticos, está dando certo. A seleção como está, tem vencido.
A única preocupação é que outras seleções melhorem, como vem acontecendo com a Argentina, e acabem chegando mais fortes do que nós na Copa.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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| Pavtri votará nulo: até que ponto tal postura é válida?
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08/05/2010 - 00:43 |
A Decisão
O grupo político Pavilhão Tricolor, anunciou em seu blog, ter optado pela alternativa do voto nulo para as próximas eleições presidenciais tricolores. De acordo com o grupo, não existe hoje, nenhuma alternativa viável para a tão necessitada mudança, que enfim, fará o clube alcançar o patamar de excelência administrativo sonhado por seus torcedores. Ainda segundo o Pavilhão, nenhuma das candidaturas apresentadas, possui a capacidade de liderar a saída Tricolor do status quo vigente, visto a duvidosa formação de suas chapas, as quais, constam um grande contingente de indivíduos que o grupo atribui a alcunha de “mais do mesmo”, isto é, atores que sempre estiveram presentes no revezamento do poder no Laranjal, mas nunca foram capazes de fazer o Fluminense tão grande como outrora. A decisão tomada pelo Pavitri tem incitado grandes debates em torno da real eficiencia de sua manobra. E são esses questionamentos, que começaremos a abordar por aqui no presente momento.
As Alternativas
Politicamente falando, a escolha do Pavilhão de votar nulo, trata-se de uma estratégia de não decisão, manobra que, escapolindo ao senso comum, também representa uma forma de exercício do poder. O Pavilhão não participa efetivamente do pleito e em contra-partida, mantém a imagem de grupo fiel a seus princípios na busca de um candidato ideal. Lava suas mãos pela manutenção de um bem maior, que é sua marca de representar a excessão num Estado de corruptos que ignoram o objetivo principal: o Fluminense Football Club. A manobra do grupo não é errada, porém, conveniente. Ideologicamente perfeita e pouco eficiente na prática. Vejamos.
Existem duas formas, eticamente falando, que um grupo político x, pode escolher para governar suas ações. São estas, a ética de convicção e a ética de responsabilidade. Vale lembrar que, no governo ideal, ambas as éticas coexistiriam.
A Escolha e suas consequências
A ética de convicção, baseando-se segundo o panorama atual do Fluminense Football Club, representa a alternativa seguida pelo Pavilhão, isto é, o grupo é tão fiel a seus princípios, que não os abandona por nada, mesmo quando alternativas viáveis lhe são oferecidas. Com o perdão da brincadeira, porém creio que seja eficiente para ilustração, o Pavilhão opta hoje, por uma espécie de “Jack Bauer way of life”, com a diferença de que o famoso personagem de 24 horas sempre apresenta alternativas viáveis e irretocáveis, fato impossível no mundo real e mais ainda, no lócus Tricolor. O Pavilhão não apresentou candidato. Bauer jamais lavaria suas mãos, nem que para isso, ele mesmo precisasse se candidatar. Captaram? Se o Pavilhão lançasse um candidato hoje, seria massacrado no pleito e isso, não seria bom negócio para sua marca, já que acabaria sendo visto como uma chapa similar a “Tricolor de Coração“, que sempre esta presente com suas alternativas, mas também, sempre acaba derrotada.
Para continuar a ilustração com personagens famosos de séries de tv, seria mais prudente que o Pavilhão adotasse, ao invés de “Jack“, uma espécie de “Dr.House way of life”. Digo isso, porque o médico da tv sempre se guia pela ética de responsabilidade, esta pautada em realizar o melhor possível para uma determinada situação. Isto é, se existe a chance de manter a vida de um paciente, mesmo que para isso seja necessário amputar sua perna, que a perna seja amputada. Uma questão de escolha que define quem você é. Não é a perfeição ideológica, porém, o mais eficiente a ser realizado. Não há possibildade, sem poderes paranormais, de curar pessoas apenas com o tocar das mãos. Qualquer candidato que fosse apoiado pelo Pavilhão, teria muito mais chances de vencer as eleições tal fator, poderia ser trocado pelo grupo, por cargos específicos e influência para tornar o Flu melhor. Mas o Pavilhão prefere manter sua imagem. Dessa maneira, dificilmente alcançará o poder e ajudará o Fluminense como pensa que pode. Limitar-se-a, a ser fiscal. Um papel em nada desimportante, entretanto, com área de atuação limitada. Uma pena. Ou como diria Bauer…
“Damn it!”
E você, o que acha da escolha do Pavilhão Tricolor? Concorda com o grupo? Discorda? O Canal Fluminense quer saber a sua opinião.
Saudações Tricolores,
Marcello Vieira
Marcello Vieira também escreve para o portal Fluminense & etc: www.fluminenseetc.com.br
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| O FRED VAI TE "PAGAR"...
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06/05/2010 - 23:22 |
Tomo por um grande equívoco dizer que o artilheiro Fred nos salvou do rebaixamento. Ao contrário, três meses de ausência de Fred ajudaram a construir a campanha desastrosa que levou o Fluminense à lanterna do Brasileiro.
Os gols perdidos contra o Vasco, na semi-final da Taça Guanabara, abriram caminho para mais um desastre. A tentativa bisonha de cavar um pênalti após passar pelo goleiro é algo que, até hoje, escapa à minha compreensão.
Nenhum dano, no entanto, foi tão profundo quanto a ridícula expulsão contra a LDU, na final da Sulamericana, quando o Fluminense vencia por 3x0, tinha um homem a mais e 20 minutos para fazer o gol do título. Fred fez gols importantes naquela competição, mas coloque-se na conta de sua irresponsabilidade a perda do título internacional.
É claro que o leitor vai alegar que o Fred não tem culpa de contundir-se. Talvez, e tenho razões para não me aventurar em afirmá-lo, não tenha mesmo. Assim como não tem culpa de ter sido acometido pela primeira epidemia de apendicite de que se tem notícia na história da humanidade. O Grêmio agradece por ter tido facilitada a sua tarefa e, para nós, só restou o Brasileiro.
Menos mal que nos restou o Brasileiro, que deve ser o nosso objetivo desde sempre. Mas, nessa competição, ja começaremos sem Fred, tendo o nosso ataque comandado pelo indefectível André Lima. Esse, caso fosse mais e melhor municiado, não seria o maior de nossos problemas. Mas esse já é outro assunto.
Falemos de relação custo-benefício. É inegável que Fred é um dos melhores atacantes brasileiros na atualidade. Assim como é inegável que seus gols foram fundamentais na campanha da Sulamericana e seu desempenho na reta final do Brasileiro foi preponderante para fugirmos do rebaixamento. Fugir do rebaixamento e conquistar o vice da Sulamericana, no entanto, está longe de ser uma boa relação custo-benefício, tratando-se de um dos maiores salários do futebol brasileiro. Muito menos quando nosso artilheiro contrapõe a seus feitos papéis decisivos em nossos fracassos.
Pois bem. Nesse domingo começa o Campeonato Brasileiro. Mais do que passada a hora de conquistarmos o tão esperado tri. Mais do que hora de nosso artilheiro melhorar a relação custo-benefício do investimento feito em seu talento.
O lema, agora, é o Fred vai te "pagar".
QUALQUER AVALIAÇÃO DE NOSSAS POSSIBILIDADES É PREMATURA.
Vai começar o Brasileiro.
Que bom que escrito assim, com o verde da esperança. Pois é a esperança a nossa primeira arma. Nossa esperança e nossa torcida, que, tenho certeza, promoverá um espetáculo maior que o do segundo semestre de 2009.
O balanço desses primeiros meses é totalmente negativo. Nenhuma final, nenhuma vitória expressiva, contusões, a desvairada venda de Maicon ( sempre vou bater nessa tecla ), contusões e até uma inédita epidemia de apendicite. Que fique, desde já, no passado, mas não o suficiente para que lições não sejam tiradas. No mais, sob o comando de Muricy Ramalho, o ano de 2010 recomeça agora.
Muricy, diga-se de passagem, é mais uma poderosa arma que temos.para enfrentar essa longa guerra pela conquista do tri brasileiro. Contamos com sua capacidade para montar um time vencedor, com uma cara definida, com personalidade e espírito vencedor.
Temos Fred. Não há dúvida de que Fred é um dos melhores centroavantes em atividade no Brasil.
Temos Conca. Nosso pequeno gênio não deu muito as caras esse ano. Precisa de alguém que o ajude na tarefa de armar o time. Diguinho tem se esforçado para cumprir essa tarefa, mas não tem talento para isso. Muricy elogiou Equi Gonzales. Esse, na verdade, ainda não mostrou a que veio, mas, por outro lado, mostrou capacidade para exercer essa função. Everton e Diguinho são bons para compor elenco e até se pode ter um dos dois como titular, como volante de ligação. Os dois, juntos, nunca funcionaram.
A contratação de Rodriguinho me causou excelente impressão. Não é por acaso que alguém se torna vice artilheiro do campeonato paulista. Por pouco não se torna herói de uma conquista inédita para o Santo André, ao acertar a trave do Santos na final, aos 41 minutos do segundo tempo. O gol daria o título ao time do ABC paulista. Seria mais um lance de quem sabe fazer gols.
Temos Fred, Alan, Adriano, Rodriguinho, André Lima e Wellington Silva. Esse terá tempo para provar o porquê de tanta euforia em torno de seu nome e tentar deixar seu nome na história do tricolor, já que, vendido, deixará o clube no final do ano. A especulada vinda de Araújo seria ótima, embora pareça pouco provável. Mas não estaremos, de qualquer forma, mal servidos de ataque.
As especulações em torno dos nomes de Deco e Riquelme continuam. Se vier o Riquelme de dois anos atras, podemos começar a sonhar com o título. O problema é que Riquelme faz parte de um Boca que sequer conseguiu vaga na Libertadores desse ano. Seria uma aposta cara, mas parece que é a aposta que teremos.
Nossa zaga tem Gum e Digão. Acho provável o retorno de Dalton à equipe, com tudo de complicações que isso trará. De qualquer forma, teríamos de volta a zaga que terminou 2009 como uma das mehores do Brasil. Contando que não tenham desaprendido, creio que um bom zagueiro para disputar vaga já resolve a demanda. Cássio e Euzébio devem permanecer no elenco como penúltima e última opções.
Precisamos de um reserva para Mariano, porque Thiaguinho, a exemplo de Cássio e Euzébio, serve para compor elenco. Talvez seja a hora de dar uma oportunidade ao jovem Rian, das divisões de base. A situação mais difícil é a de nossa lateral esquerda. Julio Cezar dá pinta de que foi uma grande fraude. Marquinho não é lateral. Dieguinho foi muito bem na arrancada de 2009. Ainda não entendi a razão de não ter chances. Vem aí o Gerson, do América, que é uma aposta e o Fluminense tenta a contratação de Carlinhos, do Santo André. Não é possível que, entre tantos, não haja um que possa acabar com nosso problema na lateral esquerda.
Enfim, precisamos de um bom zagueiro, um meia de armação e um volante forte. Um bom lateral direito, um esquerdo para ser titular e um atacante de ponta seriam bem vindos. Trocando em miúdos, não falta tanta coisa assim para entrarmos nessa briga como um dos favoritos. Tudo dependerá do acerto nas contratações.
Marcelo Savioli escreve também no seu blog: http://mb.savioli.blog.uol.com.br/
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