
O NIT surgiu
no Lamas. Onde o Flu foi fundado, aliás. Anos depois,
virou uma confraria virtual restrita a 50 tricolores. Agora
chegou a vez do blog. Tal como o Fluminense, o NIT é
para poucos (e bons). Se fosse vivo, Nelson Rodrigues seria
do NIT. Tudo bem: o escrete do NIT tem outros escritores.
E jornalistas. E publicitários. E advogados. E cineastas.
E diplomatas. E fotógrafos. E músicos. E DJs.
E acadêmicos. Tem ainda o bissexto Jegue, fã
do Robertinho e amigo do Profeta e do Gravatinha. O NIT é
a mais pura expressão da inteligência e do talento
tricolor. Estamos aqui para celebrar a glória e a bênção
de torcer pelo Fluminense Football Club. Cultivar seu passado,
vibrar com seu presente e idealizar seu futuro. Ora somos
fidalgos, ora somos talibãs. Nelson Rodrigues é
nosso pastor e nada nos faltará. E não, não
confessaremos se o Chico Buarque é ou não é
nitiano. Certos mistérios nunca devem ser esclarecidos.
Como diria Horta... Vencer ou vencer!
por Sérgio Sá Leitão, membro fundador
do NIT |
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| Ó surpresa! | 29/07/2010 - 20:47 |
http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2010/07/proposta-de-um-clube-europeu-pode-tirar-atacante-alan-do-fluminense.html
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| Divagação acadêmica | 28/07/2010 - 15:27 |
Pensando na volta de Xitão e no fato de termos dois laterais jovens na seleção do Mano, entrei em estado de divagação acadêmica e formei o time abaixo, só com crias de Xerém dos anos 2000 e sem ligar muito para a qualidade técnica:
FH
Antônio Carlos, Dalton e Rodolfo
Rafael, Diego Souza, Arouca, Marcelo (Tartá) e Fábio (Marcelo)
Maicon (Tartá)
Alan (Maicon)
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| Olha quem está voltando... | 27/07/2010 - 15:37 |
Xitão!! Ele mesmo, aquele que nos trocou pelos bambis para disputar a Libertadores, perdeu a vaga até no banco e agora, segundo o Globoesporte,com, já acertou o retorno ao laranjal.
Ê, Celso Barros...
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| Empate, graças a Deus | 25/07/2010 - 22:30 |
Vamos lá: todo mundo de mãos para o alto a dar graças a Deus por este empate, pois, não vamos nos enganar, ele caiu do céu. Levamos um vareio dos 10 minutos do primeiro tempo em diante e não fosse a ótima fase de FH e a incompetência dos atacantes do bostinha, teríamos tomado uma sova.
O mais desagradável é que a culpa pela pressão que sofremos hoje foi do nosso herói, Muricy. Ao escalar Belletti completamente fora de forma, no lugar de Diguinho (suspenso), simplesmente entregou de bandeja o meio campo ao adversário. Joel nem contava com isso, mas aproveitou bem e, além de adiantar Cordeiro pela esquerda e botar Herrera pela direita, a para anular Mariano e Carlinhos, avançou Somália, que deu um verdadeiro baile em um Belletti completamente perdido. Como Conca entregou-se, docemente, à marcação de Leandro, ficamos em saída de bola. Quase ficamos à frente do marcador, aos seis minutos, com Emerson, após passe de Fred, mas, depois disso, foi uma pressão só, especialmente com Edno, que, caindo pela esquerda, ganhava todas de Gum. O empate em zero foi um prêmio para o nada que produzimos no primeiro tempo.
Muricy manteve o time para a segunda etapa, mas certamente houve um escovadela no vestiário. Conca, como sempre deve ter sido o que mais ouviu, pois voltou pelo menos tentando escapar de Leandro, caindo pela direita, apoiado por Mariano, que deve ter recebido ordens para não ligar para Cordeiro. O problema é que Conca, que já não é essa coca-cola toda que a torcida acha, hoje estava num dia especialmente ruim, não acertando uma jogada sequer. Da maneira que estávamos, só a sorte poderia nos ajudar e ela sorriu para Muricy novamente. Aos 16, Jefferson bateu um tiro de meta nos pés de Fred, que passou para Emerson, livre, driblar o goleiro e empurrar para o gol.
A vantagem, porém, não fez a partida pender para o nosso lado. O bostinha continuou melhor e aumentou sua vantagem quando Joel tirou o inoperante Lúcio Flávio e pôs Renato Cajá, que não é exatamente bom, mas pelo menos participa mais do jogo. Logo na sua primeira jogada, aos 31, mandou para a área, Gum esqueceu de marcar Edno e este apenas raspou na bola, enganando FH. A partir daí, o jogo ficou dramático - houve uma bola na trave de cada lado, mas eles estiveram sempre mais perto do segundo gol - e violento. O inacreditável Thiaguinho, que entrara no lugar de zumbi Belletti, foi justamente mandado para o chuveiro por agredir o provocador Cordeiro, mas não chegamos a sofrer muito por isso porque, menos de dois minutos depois, Somália foi expulso ao tomar segundo amarelo por entrada em Mariano. Chegamos mesmo a ficar em vantagem numérica, quando Dany Moraes foi também foi limado ao meter a mão na bola, em jogada na entrada da área. Na cobrança, Marquinho, que substituíra Conca, quase marca, no último lance da partida. A vitória, é claro, teria sido fantástica por nos manter na liderança, mas muito injusta.
FH: O melhor do time. Não fosse ele, teríamos perdido.
GUM: Levou um passeio de Edno. Cabeceou bola na trave na segunda etapa.
LEUSÉBIO: Tentou organizar a defesa e chutou para onde o nariz apontava. Puxou um belo contra-ataque no segundo tempo.
ANDRÉ LUIZ: Travou duelo equilibrado com Herrera.
MARIANO: Acuado no primeiro tempo, no segundo soltou-se mais, mas foi sempre muito bem vigiado. Errou cruzamentos demais.
BELLETTI: Péssima estréia. Fora de forma e de sintonia, nada fez de útil. THIAGUINHO...Bem, encaremos pelo lado positivo - depois dessa nunca mais veste a nossa camisa.
DIOGRO: Quase faz um golaço contra, mas lutou muito, sendo o único a tentar marcar no meio.
CONCA: De bom, só uma centro no qual Gum mandou a bola na trave. MARQUINHO entrou para segurar a bola e quase faz um gol no fim.
CARLINHOS: Melhor no segundo tempo do que no primeiro, mas, mesmo assim, atuou bem abaixo do padrão de antes da Copa.
EMERSON: Estreia muito boa, não só pelo gol como pela movimentação e luta. Está tentando provar que merece vestir o manto e começou bem.
FRED: Parecia sentir a panturrilha que o tirou de campo desde o primeiro tempo. Pode ter virado um tremendo problema, para variar. ALAN se mexeu, mas não arrumou muita coisa.
MURICY: Nosso herói não devia ter escalado Belletti e isso quase nos leva à derrota. Mas isso não ocorreu talvez por conta de sua estrela.
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| Eu amo Muricy | 23/07/2010 - 23:32 |
Prometi que esse seria o título do post caso Muricy cumprisse a palavra de só aceitar o convite de Ricaço Teixeira para ser treinador da seleção se o Flu o liberesse. Bem, aí está.
Agora, também tem o seguinte:
1. Prepare-mo-nos porque, como avisa do Marcos Caetano do site da ESPN (http://espnbrasil.terra.com.br/marcoscaetano/noticia/137618_UM+TECNICO+DE+CARATER), é muito provável que coisas muito estranhas comecem a acontecer a partir de agora nas nossas partidas;
2. Se realmente tiver o mesmo caráter de Muricy, a diretoria do clube não poderá demiti-lo até o fim do contrato, aconteça o que acontecer.
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| "Eu odeio a CBF!" | 23/07/2010 - 14:04 |
O desabafo é do confrade Luiz Camillo Osório, no NIT-Lista.
Assino embaixo e repito:
EU ODEIO A CBF!!!!
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| Brilho em um grande jogo | 18/07/2010 - 23:08 |
Brilhante. Essa é a palavra que me ocorre para definir a atuação do Fluminense na vitória sobre o Santos, hoje, na Vila Belmiro, por 1 a 0. Um desempenho que valeu não apenas a vice-liderança do campeonato, como também uma certa tranquilidade para o desenrolar do torneio por nos permitir considerar que o jogo contra o Prudente foi apenas um ponto fora da curva ascendente da equipe no Brasileirão.
A palavra definidora do jogo de hoje, para mim, foi concentração. Ao contrário de quarta-feira, quando a equipe mostrou-se ansiosa a ponto de perder o foco no que importava - no caso vencer por qualquer placar -, hoje os jogadores não se distraíram em momento algum, algo essencial para conseguirem segurar o velocíssimo time santista. Para deter Neymar, Ganso, Robinho e André, Muricy pôs a equioe com três zagueiros, escalando LEusébio no lugar de Marquinho. Com Diogro e Diguinho em cima de Robinho e Ganso - tão em cima que ambos já tinham cartão com 20 minutos do primeiro tempo -, equilibramos o jogo, apesar de Conca, marcado por Arouca, não ter criado como se esperava dele, apesar de ter se esforçado.
Sólido na defesa, o time no ataque ressentia-se das dificuldades de Conca, pois a ideia era que Fred, que recuava para atrair a defesa, trocasse passes com o argentino e servissem Rodriguinho no espaço aberto pelo artilheiro. A tática não funcionou e durante 30 minutos, equilibramos mais na vontade dos nossos laterais e de Fred do que qualquer outra coisa. Desse momento, porém, até o fim da primeira etapa, o Santos passou a mandar na partida, mas, devido à nossa solidez defensiva, na verdade não teve chances reais de gol.
O segundo tempo começou como terminara o primeiro, com o Santos partindo para cima, mas chegando pouco ao gol. Nós voltamos a equilibrar por volta dos 10, mas, a partir dos 20, com o time - especialmente Carlinhos - sentindo o cansaço, os peixes começaram a chegar mais. A entrada do fortão Marcel acabou com a certa tranqUilidade dos nossos zagueiros, que também foram prejudicados com a saída de Diogro por contusão. Marquinho até que não entrou mal, mas não tem o poder de marcação do titular. Assim, o Santos teve ótimas chances, com um chute no travessão de Marcel e outro de Zé Eduardo, que completou excelente jogada iniciada por Arouca, num lance em que o gol quase sai graças a um toque de Robinho, em completo impedimento.
No entanto, o dia era nosso mesmo. Aos 32, Mariano avançou pelo meio e fez lançamento preciso para Alan, que entrara no lugar de Rodriguinho, avançar e tocar com categoria fora do alcance do goleirinho deles. A partir de daí, foi o momento de FH aparecer no jogo - com duas defesas sensacionais, ele garantiu um resultado essencial para o time no campeonato. Agora, é partir para cima do Cruzeiro com a mesma mistura de organização e concentração para nos distanciarmos ainda mais na ponta da tabela a fim de acumularmos uma gordura que certamente será muito útil do meio para o fim do Brasileiro.
FH: Partida excelente. Garantiu o resultado quando precisamos dele.
GUM: Muito firme, segurou bem a cobertura de Mariano.
LEUSÉBIO: Andou se complicado ao sair jogando, mas na área jogou com atenção e foi bem.
ANDRÉ LUIZ: Foi o que mais teve problemas com a necessidade de cobrir Carlinhos, pois o Santos atacou muito pela nossa esquerda.
MARIANO: Só esplêndido lançamento para o gol valeria uma nota 10, se eu fosse de dar notas.
DIGUINHO: Grande exibição. Bem como sempre no desarme, dessa vez errou poucos passes. Anulou Robinho quando este apareceu no meio.
DIOGRO: Firme na proteção, não deixou Ganso organizar o time deles em paz. Saiu machucado. MARQUINHO entrou e tentou ajudar Carlinhos, mas foi envolvido várias vezes.
CONCA: Bem marcado por Arouca, não conseguiu organizar o time, mas lutou muito, inclusive ajudando na marcação. JCESAR entrou em seu lugar e reforçou o lado esquerdo.
RODRIGUINHO: Deslocou-se e procurou jogo, mas não produziu muito. ALAN aproveitou com a precisão caracterísrica a única chance que teve.
FRED: Jogou muito bem, ora voltando para armar jogo, ora posicionando-se para tabelas. É uma preocupação constante para a zaga adversária.
MURICY: Surpreendeu Dorival Junior ao escalar três zagueiros. A tentativa de tirar Fred da área para abrir espaço para Rodriguinho não funcionou bem, mas foi válida, e a entrada de Alan também foi perfeita. É mesmo um grande técnico.
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| Sem prática de liderança | 16/07/2010 - 00:01 |
Hoje o time do Fluminense pagou pela inexperiência. "Como inexperiência um time com um monte de jogador rodado como esse?", perguntará você, muito na bronca. "Inexperiência de saber jogar na parte de cima da tabela", respondo eu.
Vamos admitir: há anos, eu, você, toda a torcida e as levas de jogadores que passaram pelo Fluminense no período, raramente, muito raramente, estivemos na ponta de cima da tabela de um campeonato de pontos corridos (acho que a última vez foi em 2005). Muito pelo contrário, certo? O que temos todos passado são sufocos atrás de sufocos, ano após ano lutando para não voltar à Segundona. Esse nefasto hábito criou um problema que Muricy terá que enfrentar nas próximas rodadas: acalmar o time e convencer que tomar a liderança de uma competição com 38 rodadas e que está nona é algo que se consegue com frieza, com regularidade, sem precipitação.
Precipitação foi um dos fatores que nos levaram a empatar com o lamentável Prudente, candidato sério ao rebaixamento este ano - o outro foi a clara falta de ritmo de jogo. O gol aos 16 minutos, feito por Fred, deveria ter acalmado o time, mas, estranhamente, a equipe ficou ansiosa. Até recuperava a bola no meio, muito pela falta de capacidade técnica do adversário, mas errava na armação do contra-ataque (o horroroso gramado do Maracanã tem sua parcela de responsabilidade, mas não toda) e desperdiçava todas as chances que lhe eram oferecidas.
Na segunda etapa, essa precipitação, somada à falta de ritmo, atingiu o auge. A equipe errou praticamente tudo. Até jogadores eficientes como Carlinhos e Fred não acertaram uma jogada. O Prudente não ameaçava - em toda a partida acertou no gol apenas três vezes - e continuava a errar passes a granel, demonstrando também, além da ruindade, falta de jogo. Não conseguimos aproveitar essa facilidade toda em nenhum momento - para se ter uma ideia, o goleirinho que substituiu o titular aos 15 só foi fazer uma defesa aos 40, depois de a partida empatada.
Realmente foi um resultado decepcionante, mas Muricy pode aproveitá-lo para dar mais foco ao time e também para tomar uma decisão sobre o meio campo. Não é possível um time ter armação decente apresentando na meia-cancha Diogro, Diguinho e Marquinhos. Valencia já deve ser escalado de saída contra o Santos, no lugar de Diogro ou Diguinho, tanto faz. Tenho fé que, no domingo, atuaremos melhor, mas essa substituição é essencial para que isso ocorra e possamos continuar a sonhar com a liderança.
FH: Praticamente sem trabalho, não teve culpa no gol, um chute cara a cara.
MARIANO: Começou muito bem, mas depois caiu. Ainda assim foi dos melhores.
GUM: Envolvido no gol.
ANDRÉ LUIZ: Surpreendentemente sóbrio, teve reestreia tranquila .
CARLINHOS: Foi dos que mais sofreu com a parada do campeonato. Sentiu muito a falta de ritmo - falhou até nos cruzamentos, fundamento em que é reconhecidamente eficiente.
DIOGRO: É uma tristeza vê-lo com a nossa camisa.
DIGUINHO: Bem no desarme e estranho na armação: acerta um passe de mais de 20 metros e erra um monte de dois.
MARQUINHO: Corre, corre e erra.
CONCA: Era para ter encostado em Fred, mas, campo pesado, adivinha o que aconteceu...Pois é. Só foi visto nos primeiros 15 minutos, período em que perdeu o gol mais feito da partida.
ALAN: Esforça-se muito, mas não tem jeito para ponta. Quando cai pelo meio, sua dupla com Fred funciona melhor. RODRIGUINHO parece que é mesmo jogador de time pequeno.
FRED: Bem no começo, quando fez o gol com cabeçada de belo estilo, mas foi caindo durante a partida.
MURICY: Precisa mostrar ao time que seu lugar é mesmo entre os primeiros e a liderança é uma meta factível de ser alcançada com calma. Deve também barrar um dos volantes - de preferência Diogro, mas pode ser o Diguinho mesmo - para pôr Valencia.
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| Showbol | 12/07/2010 - 17:22 |
Beletti, Deco...Vem cá, o Celso "Soltando" Barros ainda não desistiu de montar um time de showbol?
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| Qualquer um, menos ele | 11/07/2010 - 18:48 |
Mano, Felipão, Leonardo, Ricardo Gomes...Pode ser qualquer um desses, ou qualquer outro, para treinar a seleção. Só não pode ser o Muricy. Com ele, tenho pelo menos a esperança de sairmos desse amadorismo que há décadas campeia nas Laranjeiras.
E, como os amigos sabem, até simpatizo com a seleção, mas torcer mesmo, torço pelo Fluminense.
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| Agora, ao que interessa | 03/07/2010 - 10:12 |
O Deco vem? Vai ganhar quanto? Por quanto tempo?
O Fred fica mesmo? Por quanto? Por quanto tempo?
O Alan vai embora? Por quanto? Para onde? Por quê? O Muricy aprovou?
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| Missiva constrangedora | 19/06/2010 - 11:06 |
Essa carta aberta ao Fred que anda rolando na internet é dos textos mais constrangedores que li nos últimos anos. Nem sei o que é pior, se os argumentos pueris apresentados pelos redatores ou a sua falta de entendimento do que está em jogo na questão.
Confesso que os argumentos apresentados me deixaram perplexos. Dizer a um pai que vai ganhar em euros que ele não pode ir para a Europa porque vai sentir saudades da filhinha é lamentável não só pela infantilidade, mas também por ser facilmente rebatido. "Sei que vou sentir saudade de minha filha, mas vou para lá exatamente pensando nela, em lhe garantir o futuro", diria Fred, como qualquer pai, se ele, é claro, fosse responder a semelhante bobagem. E quanto ao argumento de que Nápoles é violenta? Essa é até melhor o Fred nem responder porque teria que partir para o deboche. "E o Rio é uma terra de paz e tranquilidade... Mas, pelo que sei, os motoristas que vão para o aeroporto de Nápoles não correm o risco de serem saqueados por bandidos que interditam a estrada para poder assaltar sem ser incomodados".
Porém, fiquei mesmo foi irritado com a carta pela incapacidade de ver o que realmente aconteceu, está acontecendo e, muito provavelmente, vai acontecer. Fred voltou ao Brasil para ser convocado para a Copa. Teria até atingido seu objetivo se fosse mais cuidadoso com as atividades extra-campo e tivesse um pouco menos de azar com as contusões. Como não está disputando a Copa, não tem mais o que fazer por aqui e precisa pensar em seu futuro, que não é lá mais muito extenso.
Aos 26 anos, Fred apresenta um músculo estourado. Pela frente, tem mais uns três anos de futebol de alto nível (para os padrões da disputadíssima liga italiana, pode ser até ser bem menos), durante os quais precisa amealhar a maior quantidade de euros possível, até para garantir o seu futuro (e o da filha). Depois, pode até "bater a carteira" de algum clube brasileiro e faturar mais alguns milhares de reais até os 33, 34 anos, aproveitando-se do nível abissal do futebol que é praticado por estas bandas. Não mais do que isso.
Adorei a vinda do Fred, até porque se ele não estivesse aqui, teríamos ido para a Segundona, e gostaria que ele ficasse para termos chance de alcançar um grande resultado no Brasileiro. Acho até que o Soltando BArros, que gasta R$ 300 mil por mês da Unimed com Emerson Sheik, deveria gastar mais R$ 1 milhão com um cara que, com uma perna só, é melhor do que esse urubu com as duas. Apesar disso - e até por querer que ele fique -, jamais insultaria a inteligência de um cara como Fred (que é mesmo inteligente) com uma missiva tão boba.
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| Cortina de fumaça | 14/06/2010 - 22:58 |
Sei não...Acho que essa estranha contratação de Emerson - jogador apenas razoável, caro e identificado com os urubus - é prenúncio da despedida de Alan. Se for, é mostra que o unimérdico, malacidades e cia ainda vão prejudicar muito o trabalho no Muricy.
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| Solidez e eficiência | 06/06/2010 - 10:34 |
Ao terminar o jogo de ontem, meu pai comentou: "Esse ano está muito melhor. Não temos que nos preocupar com a segunda divisão. Era muito ruim isso", disse ele, num misto de alegria
tranquila, alívio e perplexidade, esta causada, provavelmente, por não entender como o Fluminense tinha caído àquela situação de sofrimento. A causa do comentário, claro, foi não
só a vitória cheia de autoridade sobre o Avaí por 3 a 0, em plena Ressacada, como consolidação da equipe no G-4 nesse período pré-Copa.
A autoridade da vitória pode ser resumida por uma palavra: solidez. O esquema e a maneira de trabalhar de Muricy estão tornando o time do Fluminense cada vez mais sólido. Essa solidez é uma
tremenda vantagem num campeonato como o Brasileiro (em todos, na verdade, mas neste em particular), pois pode prescindir até de uma boa atuação para vencer. Foi o que vimos ontem no
primeiro tempo. A equipe não jogou bem os 45 minutos iniciais. Apesar do início promissor com a bomba de Fred na trave, assim que os avaianos acertaram a marcação sobre Conca e este, como sempre, não conseguiu escapar dela - apesar, sejamos justos, de tentar -, a partida caiu num marasmo esquisito - um monte de erros de passes alternando com jogadas perigosas quando, apesar das falhas na passagem de bola, os times chegavam às áreas.
Nesse quesito fomos melhores, pois nossas jogadas de perigo foram organizadas, principalmente usando os laterais, enquanto as deles saíram de bolas lançadas na área, na base do abafa. Assim perdemos gols com Marquinhos, ambas desperdiçando de cabeça cruzamentos precisos de Mariano, enquanto eles acertaram a trave, numa jogada algo confusa, em que o cara errou chute. Mas como um time de Muricy pode errar que assim mesmo tem chance de vencer, acabamos por marcar o primeiro, por meio de Leusébio aproveitando centro perfeito de Carlinhos.
A nossa volta para o segundo tempo foi fulminante. Utilizando os contra-ataques puxados pelos laterais - excelente forma de contornar a lentidão do trio Conca-Diguinho-Fred no meio -, chegamos aos 3 a 0 em 11 minutos. O segundo gol saiu de tabela perfeita de Marquinho e Carlinhos (a primeira do jogo), completada por centro milimétrico do segundo, na cabeça de Fred, e o terceiro com Alan colocando na rede passe de Mariano, em centro parecido ao que levou ao segundo gol contra o Vitória. A partir daí, recuamos um pouco demais, mas o Avaí, abaladíssimo, não conseguiu levar tanto perigo quanto no primeiro tempo.
Assim, vamos para a parada da Copa em ótima posição. No entanto, como o próprio Muricy admite, precisamos de reforços, especialmente no meio campo, onde sofremos muito com a dupla Diguinho e Diogro, que erra passes demais para quem joga no centro do jogo - um ainda vai, mas dois não dá. Dessa forma, a contratação de Cléber Santana deve ser a prioridade das prioridades se queremos mesmo ser campeões brasileiros.
FH: Uma boa defesa no primeiro tempo, seguras saídas do gol e sorte na bola na trave.
MARIANO: Parece ser um dos que mais tem aproveitado o método de trabalho baseado em fundamentos do Muricy. Seus centros têm sido perfeitos. Também firme na defesa.
GUM: Um tanto atrapalhado às vezes, não brincou em serviço, chutando para onde o nariz apontava.
LEUSÉBIO: Também se enrolou um pouco na defesa, mas jogou com seriedade. Excelente conclusão no gol.
CARLINHOS: O ponto fraco de defesa, falhando muito no posicionamento, mas bem como sempre no ataque. O centro para o gol de Fred foi um primor reconhecido pelo próprio artilheiro na comemoração.
DIOGRO: Erra passes demais e também se posiciona mal muitas vezes. No segundo tempo, pelo menos o último problema foi minorado.
DIGUINHO: Muito bem no desarme, mas quando precisa sair jogando...No fim, com a saída de Marquinho foi para esquerda, fechando melhor o setor.
CONCA: Marcado mais de perto, não repetiu as últimas atuações. EQUI entrou para ganhar o bicho.
MARQUINHO: A luta de sempre, mas não tem auxiliado Carlinhos como deveria, pois tem ido para o meio fechar o caminho do meia direita adversário, uma tarefa que devia ser do Conca. Na frente, apresentou-se bem na área, mas precisa treinar cabeçadas de olhos abertos. ANDRÉ LUIZ entrou como terceiro zagueiro e não teve tempo de aparecer.
RODRIGUINHO: Aparece em times rápidos que podem aproveitar sua velocidade, mas, em times de toque, fica deslocado, pois sua técnica não é das mais refinadas. ALAN voltou a jogar bem, aprecendo bem na área e marcando um gol, tendo desperdiçado outro.
FRED: Vai melhorando sua movimentação jogo a jogo e por isso tornando-se ainda mais preciso, tanto nas conclusões quanto nos passes. Vamos torcer pra não se machucar com seriedade até o fim da competição, pois será fundamental para termos sucesso no Brasileiro.
MURICY: A equipe vai ganhando mais e mais força e consciência e os jogadores melhorando sua capacidade técnica nos fundamentos. É realmente um treinador excelente.
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| Time de um tempo só | 02/06/2010 - 23:26 |
Temos um time, mas por um tempo só, por enquanto. É o que se pôde depreender desse suado 2 a 1 sobre o Vitória na nossa despedida do velho Maraca até 2013. Jogamos bem mesmo apenas os 35 minutos iniciais – na verdade, muito bem os primeiros 25 -, mas não mantivemos o ritmo na etapa final e quase deixamos de ter 100% em casa, salvando-nos graças novamente a Alan.
Os primeiros 45 minutos viram uma exibição de gala de Conca. O argentininho parece ter entendido que, saindo daquela zona de conforto tradicional – entre a linha de meio e a intermediária adversária, pela meia esquerda – fica mais fácil arrumar espaço e jogar. Foi isso que ele fez durante uns 30 minutos e nesse período dominamos completamente, contando ainda com outra excelente atuação de Carlinhos e seu escudeiro Marquinho pela esquerda. E foi numa jogada dos dois que saiu o primeiro gol. O lateral foi ao fundo e passou para Marquinho, que chutou para a defesa parcial do goleiro. A bola se ofereceu para Fred só empurrar para as redes.
Ainda mantivemos o domínio por mais uns 10 minutos, mas,aos poucos, o Vitória, mesmo sem seis titulares, foi se achando em campo, passando a levar perigo, principalmente por meio do lateral-direito Lino, que levava vantagem sobre Carlinhos. Ainda assim, terminamos o primeiro tempo na frente merecidamente.
O segundo tempo começou com uma modificação no Vitória: Renan Oliveira no lugar do sujo Lenílson, que chutou covardemente Rafael, quando este estava no chão, obrigando nosso goleiro a sair. A modificação melhorou muito o time baiano, que foi ajudado pela mania dos treinadores brasileiros, mesmo o excelente Muricy, de recuar as equipes para partir no contra-ataque. No nosso caso, esse estratagema raramente dá certo. O que em geral ocorre é que ficamos lá atrás sendo encurralados, pois não dá para jogar em contra-ataque com Conca prendendo a bola, Diguinho idem, Marquinho e Diogro errando passes e Fred chegando lentamente na área.
Assim, os vitorinos passaram a dominar o jogo e tiveram boas chances de empatar por intermédio de seus dois laterais – Lino furou na hora de concluir cara a cara e Egídio obrigou FH a defesa sensacional em chute também à queima-roupa – antes de empatar, aos 42, em gol que surgiu de falta estúpida de Diguinho ao lado da área, e com uma certa colaboração de FH. Parecia que perderíamos dois pontos em casa, mas, mostrando que o melhor que fazemos, queiramos ou não, é jogar para frente, acabamos obtendo mais uma vitória sofrida, graças ao entendimento de Mariano e Alan. O primeiro centrou na frente, a fim de aproveitar a velocidade do garoto, que não decepcionou, embora tivesse que chutar duas vezes para marcar, de canela.
Da partida de hoje, podemos tirar duas lições: a primeira é que temos que usar a parada para a Copa para melhorar fisicamente – o time cansa geral por volta dos 25 do segundo tempo – e que somos obrigados, pela características de nossos principais jogadores, a ficar com a bola nos pés o maior tempo possível, apesar de termos no time Diogro, Diguinho e Marquinho, que não primam pela precisão no passe. Para o jogo com o Avaí, sábado, não dá par sanar o primeiro problema, mas o segundo é perfeitamente possível.
RAFAEL: Saiu machucado na primeira vez que foi exigido. FH salvou o time duas vezes com a defesas em seu estilo acrobático, mas foi lento ao saltar no gol.
MARIANO: Firme na defesa, coroou sua boa exibição no ataque com o centro milimétrico para o segundo gol.
GUM: Anulou o perigoso Junior.
LEUSÉBIO: Também se mostrou firme e quase marca o seu no fim.
CARLINHOS: Ótimo no ataque, mas nem tanto na defesa. Tomou tanto calor do lateral deles, que teve que ficar mais atrás na segunda etapa.
DIOGRO: Muito bem na cobertura dos zagueiros.
DIGUINHO: Também foi bem no desarme, mas a falta imbecil (muito parecida com aquelas que o Coisa Ruim cometia) originou o gol deles.
CONCA: Atuação magnífica nos primeiros 25 minutos. Depois, porém, foi caindo que nem balão japonês e passou a etapa final quase toda apagado.
MARQUINHO: Fez ótima dupla de ataque com Carlinhos, mas andou vacilando ao não acompanhar o lateral deles. DIGÃO destacou-se pela ridícula furada que iniciou o lance que quase nos custa a vitória.
RODRIGUINHO: Ainda não se entendeu com Fred e nem com Mariano. É rápido e perigoso, mas precisará treinar mais e aprender que a estrela da companhia é o Fred. ALAN, ao contrário, se entende muito bem com Fred e Mariano e foi decisivo mais uma vez. No entanto, tenho dúvidas de que renda o mesmo se entrar de início. No entanto, só há uma maneira de um meio de saber.
FRED: Mostrou-se fisicamente um pouco melhor, mas não conseguiu manter o ritmo por mais de 30 minutos. Ainda assim, sua presença, como sempre, intimidou a zaga adversária.
MURICY: Em alguns momentos, parecemos o seu São Paulo, com jogadas pelas laterais e ocupação do campo de defesa. O problema é que não tem os jogadores no meio para dar a movimentação tão característica daquele time. Também precisa abandonar a ideia de usar o contra-ataque como tática. Com Conca e Fred, e ainda Diguinho, Diogro e Marquinho no meio, ela não funciona.
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| Temos um time! | 30/05/2010 - 22:04 |
Há cinco anos não tenho o prazer de dizer o que escreverei agora: temos um time. Hoje, podemos, como nos tempos do Brasileiro de 2005, sentar para assistir um jogo, em casa ou no estádio, com a certeza de que iremos torcer. Até poderemos ser derrotados, mas não como muitas vezes nos últimos anos, olhando passivamente, sem esperança de que algo de bom aconteça. Foi o que se viu hoje, no Mineirão, na virada em cima do galeto.
A coisa não começou bem, com a desatenção dupla de Diogro com Ricardinho e de Carlinhos com Coelho. Da tabela dos dois atleticanos saiu o centro completado por Muriqui, livre, de dentro da pequena área, aos 2 minutos. Em tempos recentes, um gol-relâmpago, ainda mais na casa do adversário, seria o suficiente provocar tremenda balbúrdia que nos levaria à derrota. Uma equipe treinada por Muricy, porém, não se apavora fácil. Embora com dificuldade para penetrar na área do galeto, vivendo quase exclusivamente das bolas alçadas na área, equilibramos a partida e ficamos com a bola nos pés por quase 60% do tempo. Bem distribuídos em campo, evitávamos os contra-ataques dos mineiros, que jogavam fechados. Sentíamos falta de Conca, que se limitava a jogar pelo meio e cobrar (bem) faltas (numa, aos 16, obrigou Marcelo a grande defesa), e de Rodriguinho, figura apagada. Carlinhos era nossa melhor opção de ataque, jogando em dupla com o atabalhoado, mas lutador Marquinho. Fred, isoladíssimo, ainda assim quase marca em cabeçada, aos 32.
No intervalo, Muricy tirou Rodriguinho, reconhecendo que o jogo estava ruim para ele - adversário todo fechado, impede que ele receba em velocidade - e pôs Alan. O treinador situou o garoto numa posição estratégica, na meia direita, perto da área, a meio caminho entre Mariano e Fred, possibilitando, assim, que ele desse opção de jogo aos dois. Na defesa, Diogro, depois da desantenção inicial, fez bem o que melhor sabe fazer - atrapalhar o armador adversário - e parou Ricardinho. Conca, como vem se tornando tradição, sacudiu a letargia no vestiário e passou a movimentar-se, procurando os espaços vazios, enquanto Marquinho e Carlinhos continuavam o bom trabalho pela esquerda.
O empate, porém, não saiu de nada disso. Aconteceu após uma jogada que tem se tornado muito perigosa - a cobrança de córner por Marquinho, que vem colocando a bola sempre numa determinada região, entre a marca do pênalti e a pequena área (e nada de acaso aí, mas sim trabalho de Muricy). No lance, aos 16, Leusébio passou da bola, mas Gum mostrou seu conhecido oportunismo e marcou de cabeça. Não deu tempo nem do galeto se reorganizar. Dois minutos depois, Fred tocou para Conca, que passou a Alan. O garoto foi para o fundo e - é só ver na câmera fechada - olha a posição do goleirinho deles. Este se adianta dois passos, o nosso atacante se aproveita e bate seco, entre ele e a trave.
A partir daí, só não definimos o jogo mais cedo porque o Marcelo procurou redimir-se e fez duas grandes defesas, em chutes de Fred e Conca. O nosso artilheiro ainda perderia um gol sozinho, aos 33, antes tocar na saída do goleiro, de após sensacional tabela com Alan, e, como diriam os antigos, "dar cifras definitivas ao marcador".
Como escrevi no início, agora podemos dizer com clareza que temos um time de futebol digno a vestir a camisa tricolor. É um grande time? Não, pois ainda estão lá os mesmos Gum, Leusébio, Diogro, Diguinho e Mrquinho - se formos ver, o único real ganho técnico foi a entrada de Carlinhos em lugar de JCesar. A diferença, porém, está no banco. Um cara exigente, trabalhador e que, por isso e pelos títulos já conquistados, dá moral aos jogadores. Com Muricy e mais uns dois ou três reforços, eu digo: vamos disputar esse título brasileiro.
RAFAEL: Não teve trabalho e nem culpa no gol.
MARIANO: Primeiro complicado por não ter ninguém com quem jogar. Melhorou com a entrada de Alan.
GUM: Uma de suas melhores partidas no Fluminense. Não só pelo gol, mas também por ter se saído muito bem na marcação a Tardelli.
LEUSÉBIO: Igualmente bem, ganhou quase todas por cima e por baixo.
CARLINHOS: Cochilou no gol, mas foi a nossa melhor opção de ataque. Tem uma disposição que deve cansar o JCesar só de olhar.
DIOGRO: Outro que deu mole no gol deles, mas, depois, impediu Ricardinho de jogar.
DIEGUINHO: Tem sido obrigado a armar menos e por isso aparece melhor no que sabe fazer bem - marcar.
CONCA: Um tanto apagado no primeiro tempo, voltou a brilhar no segundo, quando resolveu deixar sua tradicional zoninha de conforto na meia esquerda e movimentar-se. Está batendo faltas muito bem (no estilo Jorge Wagner), mas, por algum motivo insondável, continua cobrando mal os escanteios. DIGÃO entrou para ganhar tempo.
MARQUINHO: É enrolado à beça, mas seu espírito de luta contagia e ainda tem feito boa dupla com Carlinhos. Ao contrário de Conca, tem sabido bater muito bem os escanteios. JCESAR entrou para dar segurança ao lado esquerdo no fim da partida .
RODRIGUINHO: O gol do galeto o prejudiou muito. Se tudo tivesse corrido bem, ele teria podido usar sua velocidade em contra-ataques. Como a coisa se desenrolou, porém, tornou-se inútil contra uma defesa fechada. ALAN mudou a partida, ao cumprir com perfeição a missão de ajudar Mariano e dar apoio a Fred. Assim, fez o seu e deixou o artilheiro na cara do gol no dele.
FRED: Apavora a defesa adversária mesmo sem estar no auge da forma. Ainda assim, foi notável a melhora entre o Flua-fra e hoje. Quando entrar em forma, vai ser difícil de segurar.
MURICY: É claramente o responsável pela mudança de atitude do time, mas não apenas pela motivação. Hoje, os jogadores sabem o que fazer em campo graças ao trabalho que é realizado nos treinos. Parece simples, mas poucos treinadores do Brasil sabem aplicar essa fórmula como ele. A alteração do intervalo foi decisiva e mostrou que já vai conhecendo o elenco que tem em mãos.
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| Presentão | 27/05/2010 - 00:08 |
O aniversário de 50 anos foi ontem, mas o melhor presente veio hoje: vencer os malditos é sempre uma felicidade enorme, que completou perfeitamente a comemoração cinquentenária. E foi uma vitória com autoridade - vencemos jogando bem a maior parte do tempo e mostrando claramente que, como cantou a torcida num determinado momento, temos treinador.
Começamos, como muitas vezes, de maneira arrasadora. Dominando o meio campo e explorando o lado esquerdo, com Marquinho e Carlinhos, que, aos 4 minutos, cruzou para Fred quase marcar de cabeça, em boa defesa de Bruno. Ao contrário das outras vezes, porém, não desperdiçamos outras oportunidades. Na segunda chance, Rodriguinho recebeu passe excepcional de Conca - em posição duvidosíssima, vamos falar a verdade - e tocou na saída do goleiro, aos 10.
Não diminuímos o ritmo, mas os urubus foram se reorganizando e equilibrando o jogo. Ainda éramos melhores, mas, aos 20, eles quase empatam num contra-ataque que começou com um erro de Marquinho na entrada da área deles e terminou com Love tentando encobrir Rafael, que fez grande defesa. A partida ficou equilibrada, mas a melhor chance antes de terminar o primeiro tempo ainda foi nossa, com Carlinhos perdendo diante de Bruno.
Voltamos para os segundo tempo um pouco atrás e eles, mais bem distribuídos, equilibraram a partida de vez. Nossa defesa dava umas vaciladas, mas nada de tirar muito o fôlego, principalmente porque todo mundo dava sua contribuição na marcação, até Fred, que não se mostrou em boa forma. Ainda assim, ele preocupa demais os adversários e o segundo gol nosso, marcado também aos 10 minutos, mostrou isso. O artilheiro saiu da área para tabelar com Mariano e desorganizou a defesa deles. Disso se aproveitou Marquinho para cair pelo centro do ataque, receber o centro de Mariano e tocar para um belíssimo chute de Conca, que alcançou a costura do canto direito da rede.
A partir daí, recuamos de vez para tentar o contra-ataque, o que, como sempre não funcionou. Com isso, os urubus ganharam volume de jogo, mas nada que nos ameaçasse demais, apesar de Diogro, mesmo quase sem sair da nossa intermediária, ainda assim deixasse Gum e Leusébio desprotegidos várias vezes. A expulsão de Fernando, aos 29, tornou as coisas ainda mais à nossa feição. Mas aí, de repente, deu uma leseira nos jogadores. Eles passaram a tocar a bola para o lado, a fim de segurar o resultado. Até aí, ainda vai. O problema é que faziam isso no nosso meio campo, dando oportunidade para os malditos tomarem a bola em boa posição para contra-atacar. Eles já tinham feito isso duas vezes antes de Love ser derrubado por Gum na entrada da área, em falta de Bruno cobrou com perfeição, aos 46. Se ainda houvesse mais cinco minutos, passaríamos sufoco, mas como não havia, terminamos com a vitória.
Como escrevi no domingo, estamos claramente evoluindo em direção ao padrão tático de Muricy. Em alguns momentos da partida, vi um time com a cara dele - com todos marcando apenas tomando o espaço do adversário e usando muito bem as laterais. Ainda não está perfeito, não só pelo pouco tempo, como também pela falta de material humano. Mesmo assim, devo confessar que estou esperançoso.
RAFAEL: Duas ótimas defesas no primeiro tempo e uma segunda etapa bem mais tranquila. Não teve culpa no gol.
MARIANO: Boa partida, equilibrada. No 4-4-2, fica mais atrás, onde foi bem, e ainda conseguiu atacar em alguns momentos, como no segundo gol.
GUM: Ficou várias vezes mano a mano com Love, mas se saiu bem na maioria das vezes.
LEUSÉBIO: Teve vida mais tranquila que o companheiro, pois o fra só tinha mesmo um atacante.
CARLINHOS: Como gato escaldado, não quero comemorar ainda, mas estou começando a crer que podemos ter acabado com a maldição da camisa 6, que nos assombra há décadas.
DIOGRO: É um problemaço. Não sabe sair jogando e, como é lento, muitas vezes deixa a zaga desprotegida. Se Cléber Santana vier, espero que Muricy o lime.
DIGUINHO: Boa partida na defesa e errando menos passes no ataque. Aliás, meteu um lançamento de Gérson para Marquinho quase marcar o terceiro.
CONCA: Jogou como pediu a Deus - na grama leve e sem marcação. Com essa moleza toda, foi o melhor em campo fácil.
MARQUINHO: É um bonde, mas como marca na defesa e se desloca na frente! A partida de hoje mostra porque Muricy prefere ele a Everton, muito mais técnico
RODRIGUINHO: Enlouqueceu os caras no primeiro tempo com sua velocidade. No segundo tempo, já estava cansado quando saiu. ALAN não teve tempo de aparecer.
FRED: Fora de forma física e técnica, está jogando na posição de "El Cid Campeador", assustando os inimigos com sua simples presença. ALIMA também não teve tempo de aparecer, em seu caso, graças a Deus.
MURICY: Está demonstrando algo que parecia os técnicos cariocas tinham esquecido: trabalho duro traz resultados. Mesmo uma equipe cheia de limitações como a que temos já mostra um padrão de jogo digno. Embora ainda falte alguma coisa para chegarmos lá, tenho, hoje, confiança de que atingiremos um bom nível em breve.
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| No caminho, mas bem devagar | 23/05/2010 - 22:38 |
Muricy vai, aos poucos, pondo o time a seu jeito. No entanto, o trabalho dificilmente dará o resultado esperado - no mínimo, a Libertadores - caso não tenha material humano para formar não só uma equipe titular melhor, como - muito importante - um banco que lhe dê opções durante as partidas e para repor jogadores lesionados ou expulsos. A derrota de hoje para o curíntia, no Pacaembu, demonstrou ambos os pontos.
O jogo começou com o curíntia tentando imprensar. O objetivo, porém, não foi atingido porque o time deles não conseguia dar seguimento as jogadas, já que tinha três volantes no meio, e também porque, pelo lado esquerdo, conseguíamos sair jogando, graças a Marquinho e Carlinhos. Este, porém, era também o ponto fraco da defesa, pois, desentrosado, não se posicionava corretamente, obrigando os lentos Diogro e Leusébio a saírem na cobertura. Quando de posse da bola, saíamos pela esquerda, como disse, mas por mais nenhum lugar, já que Conca acomodova-se docemente à marcação de Ralf, Diguinho e Diogro erravam todos os passes e Mariano ficava na defesa, visivelmente intimidado por RCarlos. A situação estava, assim, equilibrada quando, aos 11, Chicão bateu bem falta da entrada da área, Rafael hesitou e eles saíram na frente.
Com o gol, o curíntia, aos poucos, amainou a pressão, recuando para contra-atacar. O trio de volantes, porém, não conseguia encaixar os contra-ataques e passamos a ter mais volume de jogo. O lado esquerdo continuava ser a melhor opção e, com a boa movimentação de Rodriguinho, a defesa deles começou a ter problemas. Estes não foram mais bem explorados porque os outros três jogadores de meio continuaram a atuar mal. Ainda assim, tivemos uma ótima chance de gol que Fred perdeu incrivelmente, sozinho diante de Felipe, após centro perfeito de Carlinhos. Fomos ainda prejudicados pelo bandeira que marcou impedimento de Fred, que não participava do lance, quando Rodriguinho ia livre para marcar. Saímos com 1 a 0 contra, mas com boas perspectivas para o segundo tempo.
Elas se confirmaram. Como no jogo contra o Atlético-GO, Conca parece ter tomado bronca no vestiário, pois voltou tentando deslocar-se para fugir de Ralf, e Mariano passou a apresentar-se mais ao ataque, embora não muito acionado. Voltamos a perder gols, com Leusébio - após o único escanteio bem batido por Conca - e Fred, após o único passe mais longo corretamente feito por Diguinho. Houve ainda o "imbroglio" do pênalti que foi desmarcado, mas Fred estava mesmo impedido na origem do lance. Por um tempo - dos 20 aos 30 -, o curíntia chegou da dar uma equilibrada, mas voltamos a dominar no fim. Foi neste momento que a a falta de um banco digno impediu Muricy de fazer substituições que mudassem o destino da partida. Ele ainda pôs Alan e ALima, mas foram mudanças que de nada adiantaram.
Agora, vamos enfrentar o fra na quarta. Se jogarmos como hoje, podemos bem vencer, desde que concretizemos as chances criadas, que também precisam ser em maior número e não concentradas só em Fred. Estamos no caminho certo, mas ele será ainda bem longo.
RAFAEL: Esperava a cobrança de RCarlos e demorou um segundo a mais antes de pular. No mais, sem muito trabalho.
MARIANO: Preso demais no primeiro tempo, soltou-se no segundo, mas não foi bem aproveitado.
GUM: Voltou bem, ganhando todas de Souza.
LEUSÉBIO: É lento demais para jogar num 4-4-2. E olha que o Souza nem é muito rápido.
CARLINHOS: Estreia razoável, mas parece ser mais um da espécie "lateral kart" - só joga para a frente, não tendo marcha-à-ré para marcar. Como Mariano, deve render mais num 3-5-2. ALAN entrou meio perdido e sentindo a falta de ritmo.
DIOGRO: Não pode jogar no meio campo de um time de primeira divisão porque simplesmente não sabe passar.
DIEGUINHO: Até Muricy perdeu a paciência com a mania que tem de prender a bola, fruto do reconhecimento de que também não sabe passar bem o suficiente para jogar de segundo volante. ALIMA reforçou a defesa do curíntia.
CONCA: Campo pesado e marcação em cima o fizeram sumir, como sempre, no primeiro tempo. No segundo, ainda tentou deslocar-se, mas sempre naquela zoninha de conforto, que vai do grande círculo à entrada da grande área, sem nunca cair pelas laterais.
MARQUINHO: O único do meio a tentar armar algo consistentemente, embora não tenha conseguido muita coisa.
RODRIGUINHO: Tem aquele problema de artilheiro que vem de time pequeno - é muito individualista. Mas é rápido e incomoda a zaga adversária, embora seu potencial seja limitado pela falta de armadores que o municiem mais constantemente.
FRED: Movimentou-se surpreendentemente bem, mas a falta de ritmo pesou no gol feito que perdeu na primeira etapa.
MURICY: Vai dando padrão ao time, mas milagre não fará
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| Sonhar não custa nada | 20/05/2010 - 11:50 |
Rafael; Gum (fazer o quê?), Lugano e Leusébio (fazer o quê?); Mariano, Cléber Santana, Edinho (Diguinho), Deco e Everton; Rodriguinho (ou Alan) e Fred.
Banco: Berna ou FH (fazer o quê?), Digão (fazer o quê?), Cássio (fazer o quê?), Diguinho (Edinho), JCesar, Carlinhos, Alan (Rodriguinho), Conca e Adeílson (fazer o quê?).
Com esse elenco (apesar dos muitos senões), sob direção do Muricy e com um mês para treinar, as chances de conseguirmos pelo menos uma vaga na Libertadores são enormes.
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| Um banco longe demais | 16/05/2010 - 11:36 |
O jogo de ontem foi o primeiro a que fui assistir esse ano pessoalmente e o que mais me impressionou foi a distância entre o que se pensa no banco e se executa em campo. Na primeira vitória de Muricy no comando do nosso time, o que se viu foi um plano tático bem desenhado, embora nada criativo, e uma equipe com evidentes limitações técnicas para cumpri-lo.
O plano traçado por Muricy levou em conta o fato de termos apenas dois zagueiros em condições de jogo. Assim, o treinador montou um 4-4-2 clássico na defesa, que se transformava num 2-1-4-1-2 na hora de atacar. Os quatro do meio eram Mariano, Diguinho, Marquinho e JCesar. Conca ficava como ligação e Rodriguinho e André Lima na frente, com o primeiro deslocando-se muito, para permitir a penetração de Conca e Marquinho, e dar opção de 2-em-1 com os laterais.
Já viu, né? Não funcionou. Rodriguinho até fez seu bem seu papel, Mariano apresentou-se e Marquinho correu muito. No entanto, Diguinho segura demais a bola e passa mal e Conca e JCesar praticamente passaram o primeiro tempo inteiro escondendo-se atrás dos marcadores, sem contar o inacreditável André Lima, que não chamarei mais de poste por ser uma injustiça com tão útil artefato. O argentinito ainda chutou uma bola na trave, num rebote vadio, aos 5 minutos, e - aleluia! – bateu duas faltas com perigo (embora tenha executado mal todos os escanteios). JCesar, nem isso, e André Lima só apareceu perdendo o gol mais feito da partida. Assim, o patético goiano nem precisou se esforçar muito para conseguir o que veio tentar no Maraca – um oxo.
Muricy deve ter dado uma mostra de seus maus-bofes no intervalo, pois pelo menos Conca e JCesar começaram a se empenhar de verdade. O primeiro deixou a sombra de seu marcador e procurou jogo, ajudando o pobre o Marquinho, que já estava sofrendo aquela maldição dos jogadores tricolores que lutam pela vitória apesar de suas limitações técnicas: era vaiado pela torcida. Já o lateral chegou a ser aplaudido quando fez o mínimo que se espera de alguém de sua posição – tentou chegar ao fundo e arrumar uns escanteios.
Melhoras mínimas, mas que surtiram efeito, pois passamos a chegar mais próximo ao gol deles, o que pôde ser comprovado pelo número de faltas próximas à área que conseguimos – numa delas, Conca mandou outra na trave. No entanto, esbarrávamos tanto num time típico de Geninho – muitas faltinhas e cera - e em André Lima. Esse cara se coloca quase sempre mal e quando acerta a colocação mata a jogada com uma canelada. É um terceiro (ou quarto) zagueiro para o adversário. Apesar disso, acabamos vencendo com um gol chorado e que surgiu de uma arrancada individual de Mariano, concluída sem muita competência, mas com sorte por Marquinho.
Vencemos a primeira com Muricy, mas enquanto não tivermos Fred (só Alan não vai resolver, embora se sair André Lima as coisas melhorem), sofreremos muito. E, se não vierem urgentes reforços para serem titulares da zaga, da lateral-esquerda e da meia direita, e ainda uns cinco reforços para o banco, a luta contra o rebaixamento desse ano será ainda mais dura do que foi a do ano passado.
RAFAEL: Uma defesa de reflexo e um susto na torcida no primeiro tempo. No mais, pouco trabalho.
MARIANO: Voltou a se projetar ao ataque e foi a nossa principal opção. Andou fazendo umas presepadas na primeira etapa, mas a jogada do gol foi perfeita.
LEUSÉBIO: Alterna boas e bisonhas jogadas.
DIGÃO: Forma com Leusébio uma zaga contra-indicada para cardíacos.
JCESAR: Primeiro tempo de sempre – omisso -, melhorou na etapa final e apresentou algumas jogadas que lembraram o bom lateral do ano passado. ÉVERTON segurou bem a bola no meio.
DIOGO: Era para ser um opção de saída de bola e, claro, foi um desastre nesse quesito. Na defesa, não teve muito problema, já que o patético não estava muito a fim de atacar.
DIGUINHO: Bom no desarme e ruim no passe.
CONCA: Como JCesar, omisso no primeiro tempo e bem melhor no segundo. Ainda prende a bola em demasia e não entra na área nem por decreto, mas pelo menos, nos últimos 45 minutos, apresentou-se na ponta esquerda e ajudou JCesar. Melhorou bem nas cobranças de falta, mas bate muito mal os escanteios.
MARQUINHO: É uma espécie de oposto do Conca. Não tem a técnica do argentinito no controle de bola, mas jamais se esconde como o outro. Por se ruim, mas dedicar-se, erra e é vaiado. Sua luta foi premiada com o gol.
RODRIGUINHO: Estreia promissora, mas vai precisar, além de entrosamento, alguém que lhe passe a bola na frente para usar a velocidade. Se não for assim, não será tão útil. WSILVA jogou pouco tempo, mas o suficiente para matar dois contra-ataques perigosos por excesso de individualismo.
ANDRÉ LIMA: Fora!
MURICY: Procurou não complicar muito no esquema, mas, ainda assim, os jogadores que tem não conseguiram cumpri-lo direito. Pelo menos tem transmitido determinação ao time.
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| Olá, ZR! | 09/05/2010 - 21:11 |
Após cinco meses de folga, recomeçamos hoje o nosso calvário no Brasileiro da pior forma possível: com derrota para um dos adversários diretos na luta contra o rebaixamento. Ou alguém duvida que esse time que entrou no Castelão terá que rebolar muito para fugir da Segundona em 2011? Ah, não vai ser esse time que jogará a maior parte do campeonato? Bem, "se" não joga e cartomancia, astrologia e outras vidências, menos ainda. O que temos de concreto até a sétima rodada é isso que esteve em campo hoje e perdeu por 1 a 0 para um adversário horrível.
Diante do que tem em mãos, Muricy vai tentando se virar. Entrou com Williams em lugar de Éverton, mantendo Marquinho como segundo volante. O resultado é que não tivemos saída de bola, pois Éverton é milhares de vezes melhor passador que Marquinho. Além disso, Williams, que devia movimentar-se para dar opções de passe, não apareceu em lugar algum. Somando-se a isso a acomodação de Concamonga - que só faltou pedir em casamento o número 5 deles de tão à vontade que ficou com as fungadas no cangote -, estava armado o desastre.
Nossa sorte era que o Ceará é um time muito ruim também e, depois de um início entusiasmado, não conseguia fazer nada de útil. Assim, o gol só poderia sair de um erro. Saiu e não apenas de uma falha: no lance que redundou no gol dos cearenses erraram Conca (deu passe na fogueira), Diguinho (ficou esperando marcação de falta), o juizinho (não marcou a falta em Diguinho), Marquinho (não cobriu a avançada de Diguinho), Cássio (mal colocado) e o bandeira (marcou avanço de Rafael, depois de cobrança com paradinha).
A partir desse lance o jogo acabou. Durante uma hora, os dois times desfilaram toda a sua mediocridade no Castelão. O Ceará foi incapaz de criar outra jogada de perigo, mesmo com um a mais, enquanto nós nos limitamos a jogar a bola na área de qualquer jeito nas ridículas cobranças de faltas e escanteios de Concamonga. Para se ter uma ideia, o goleiro dos caras, o nosso conhecido Diego (ex-fra), não fez uma única defesa no jogo.
Como Fred e Alan não devem voltar antes da parada para a Copa, segue-se que o que teremos nas sete primeiras rodadas do campeonato (18% do campeonato) é esse rebotalho que vimos hoje. Assim, não será de espantar que, quando da paralisação, já tenhamos tomado assento no nosso lugar cativo quando se trata de Brasileirão: a zona do rebaixamento.
RAFAEL: Quando brilhou, o bandeira atrapalhou. De resto, nada fez.
GUM: Vinha se virando quando saiu machucado. LEUSÉBIO ficou por ali, sem ter muito o que fazer diante da inoperância do Ceará.
CÁSSIO: É lento e ruim. Fez o pênalti por isso.
DIGÃO: Se jogasse ao lado de um grande zagueiro, poderia ser uma versão século XXI do Odvan. Como não joga, acaba sendo perigosamente irregular.
MARIANO: Não se apresentou no ataque no primeiro tempo e o fez pouco no segundo. Se não ataca, torna-se inútil.
DIGUINHO: Não consegue dar um passe de primeira nem que sua vida dependa disso. Assim, impede qualquer tentativa de contra-ataque.
MARQUINHO: Luta muito, mas é ruim demais
CONCA: Como é que alguém pode achar esse cara um craque? O sujeito não arma, não finaliza, não marca...E quando é vigiado em cima, o cabrón só falta andar de mãos dadas com o marcador. Hoje, bateu o recorde mundial de centros errados (que estava em poder de Junior César).
JCESAR: Não quer nada com a hora do Brasil. WSILVA não foi acionado quando entrou.
WILLIAMS: Omisso. ÉVERTON não decidiu se atacava ou defendia.
ANDRÉ LIMA: E pensar que o unimédico ficou quase dois anos tentando contratar esse poste.
MURICY: Tem que ter uma conversa muito séria com o time e com a diretoria. Não necessariamente nessa ordem.
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| Recordações de um futuro triste | 06/05/2010 - 00:34 |
Rafael, Thiaguinho, Gum, Digão e Marquinho; Éverton, Diguinho e Conca. Wellington Silva, André Lima e Adeílson.
Nos momentos de maior depressão na confraria, os nitianos ficam a recordar os jogadores horrorosos que tivemos que aturar em nome de nossa desvairada paixão pelo Fluminense. E tome de Édson Cimento, André Bambam, 18, Vacil, Toinzinho, Barata...Uma infinidade de pernas-de-pau que envergaram a gloriosa camisa das três cores. Pois bem: alguns dos jogadores da escalação citada no primeiro parágrafo já são candidatos fortes a entrarem nas lembranças nitianas do piores momentos nos próximos anos.
Não que falte luta. Longe disso. Os caras tentam de todas as maneiras jogar futebol. A questão é que a maioria deles simplesmente não sabe. André Lima, por exemplo. O sujeito não tem sequer ideia de como dominar uma bola. E o Marquinho? Briga muito, com o adversário, com o juiz e, principalmente, com a bola. Da mesma o pobre do Adeílson - o coitado tem terríveis dificuldades de concatenar as duas imensas pernas. Em meio a esses e outros cabeças-de-bagre, o talentoso Éverton e o lutador Diguinho nada podem fazer.
Na partida de hoje, jogamos bem os primeiros 15, 20 minutos. Depois, o Grêmio equilibrou e, já ao fim da primeira etapa, era levemente superior. Uma superioridade que se tornou acachapante nos últimos 45 minutos, durante os quais não vimos a cor da bola depois que o falso tricolor do Sul partiu para cima. Poderia ter sido uma goleada, do que, graças a Deus, escapamos. No entanto, a situação é bastante clara: com esse elenco, nem Muricy será capaz de evitar que voltemos a frequentar a parte de baixo da tabela no Brasileiro e passemos o campeonato inteiro lutando contra o rebaixamento.
RAFAEL: Sem culpa nos gols, ainda evitou outros dois.
THIAGUINHO: Como é ruim, meu Deus! Não sabe atacar e nem defender. Meu pai é da firme opinião que ele não pode ser jogador de futbeol. Concordo totalmente com ele.
GUM: Fez o melhor que pôde, mas não tem futebol para comandar a defesa.
DIGÃO: Foi o Grêmio partir para cima que todas as suas deficiências apareceram.
MARQUINHO: Muita luta e pouca bola. EQUI não sabe ainda porque entrou em campo.
ÉVERTON: Sabe marcar, passar e chegar na área. Não entendo porque é atarrachado à defesa.
DIGUINHO: O melhor do time. Marcou muito bem Douglas até tomarmos o segundo gol e ainda tentou organizar alguma coisa.
CONCA: Jogo pegado não é com ele - ficou escondido quase o tempo todo. Só apareceu para bater escanteios e faltas, que, invariavelmente, eram neutralizados sem esforço pela defesa gremista.
WSILVA: Ainda fez uma ou outra jogada no primeiro tempo, mas, no segundo, nem isso. WILLIAMS entrou no momento em que o Grêmio marcou o primeiro e nada acrescentou.
ANDRÉ LIMA: Passou o primeiro tempo todo acomodado entre os zagueiros. Na segunda etapa, porém, foi pior: recuou e só fez atrapalhar.
ADEÍLSON: É jogador que precisa de espaço para jogar na arrancada porque habilidade não tem. Como o Grêmio não deu espaço, nada fez. JCESAR não disse ao que veio.
MURICY: Pelo andar da jamanta, passará por uma experiência inédita na vitoriosa carreira: brigar contra o rebaixamento, em vez de pelo título do Brasileiro.
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| Business is business | 04/05/2010 - 18:44 |
O TEXTO ABAIXO É UMA OBRA DE FICÇÃO. QUALQUER SEMELHANÇA COM PESSOAS E FATOS REAIS TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA
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A beleza do esquema está em sua simplicidade. O essencial é escolher bem o jogador. De preferência, deve ser bem veterano – tipo 31, 32 ou mais – e ter tido algum destaque em seu auge (se tiver sido de seleção é excelente). Pode ser também algum jovem com passagem sem sucesso no exterior e que precise de uma vitrine para revalorizar-se, mas o melhor mesmo é que seja um veterano porque a negociação flui mais fácil.
A conversa é com o empresário do veterano. Ele é lembrando pelo Prócer que seu pupilo já deu o que tinha que dar e que será difícil obter um bom contrato para ele. O papo segue mais ou menos assim:
- Ele tem mais um ou dois anos, né? E quanto você vai conseguir? Uns 120 mil, por um ano, certo? Pode até ter uma cláusula de renovação, mas aí ele vai ter jogar bem, né?
O empresário, mesmo meio constrangido, tem que admitir que é isso mesmo – fulano está no fim da carreira. O Prócer apresenta a proposta:
- Olha, se você vier pro meu time, dou R$ 200 mil e garanto dois anos de contrato – atira.
Esmola muita, o empresário desconfia. “E você leva o quê?”, pergunta. O Prócer sorri. “Só vintinho”, responde e fica a olhar o homem a sua frente. Dá para ver a máquina de calcular do cérebro funcionando: se conseguir os 120 mil em outro clube, no fim de um ano, o seu jogador terá faturado R$ 1.440.000,00. Como ele fica com 50%, receberá R$ 720 mil. Nada mau, mas bem pior do que lhe oferece o Prócer – em dois anos, a R$ 200 mil, haverá R$ 4,8 milhão em jogo. Ok, o Prócer fica com 20%, o que dá R$ 960 mil, mas ainda sobram R$ 3.840.000, dos quais ele levará R$ 1.920.000,00. Realmente muito melhor.
O empresário tem um sobressalto:
- Vem cá, esse clube está falido. Vai pagar mesmo os duzentinhos?
O Prócer volta a abrir o sorrisão. A grana não vem do clube, explica. Ela é do patrocinador, empresa da qual é quase dono e senhor. O empresário não gosta da explicação - “os diretores vão encrencar”, argumenta - nada, porém, que abale o Prócer:
- Eu mando lá. Além disso, a grana vem do marketing e a contratação de fulano vai dar um retorno de mídia imenso, ninguém vai poder reclamar – afirma o Prócer, informando ao empresário de fulano que, para garantir a repercussão, tem no bolso uns dois ou três jornalistas que se encarregarão de fazer a onda em torno da grande contratação. “Os outros vão seguir. Sempre seguem. Jornalista é muito preguiçoso”, diz, com desprezo.
Enfim convencido, o empresário sai para falar com seu cliente, deixando o Prócer olhando para a porta, com o sorriso mais aberto do que nunca.
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| Vontade só não basta | 30/04/2010 - 00:30 |
Em qualquer esporte, a determinação, o espírito de luta, aquilo que comumente se chama de garra, é o segundo fator mais importante para a vitória. O primeiro é o talento. Garra só não leva a nenhuma conquista e essa verdade pôde ser vista hoje no Maracanã na nossa derrota para o Grêmio. A torcida do Fluminense, que costuma cobrar garra dos jogadores, dessa vez não tem do reclamar deles (com uma exceção mencionada abaixo). Vontade não faltou. Não houve mesmo foi futebol.
Mesmo sem Fred, fora por piriri, até que começamos bem, tentando jogar em velocidade e marcando em cima. O Grêmio, um pouco surpreso, se encolheu. Jogando quase sempre pelo lado direito, com Mariano e WSilva - cujo deslocamento foi a mais flagrante mudança introduzida por Muricy para seu jogo de estreia - envolvíamos o lado esquerdo deles. Assim, saiu o primeiro gol, com André Lima aproveitando cruzamento de cinema do nosso ala direito.
Ficar em desvantagem parece que despertou o Grêmio. O time do tricolor pirata do Sul adiantou a marcação e aí começamos a sentir a falta de futebol. Marquinho não tem categoria para ser o responsável pela criação de um time de primeira divisão, Diguinho não sabe passar e Éverton se posta muito atrás para armar alguma coisa. Assim, os gremistas foram chegando e, após carnaval promovido por Jonas em cima de LEusébio, empatou com Douglas, que, de tão livre, pôde concluir duas vezes. Sentimos o gol e eles ganharam moral. Passaram a atuar como se estivessem no Olímpico e viraram a partida por intermédio de Jonas, que aproveitou falha de Digão. A coisa tendia a piorar quando Rodrigo nos deu uma colher de chá - fez falta violenta no meio campo, e como já tinha cartão, foi para o chuveiro mais cedo.
Na volta para o segundo tempo, Diguinho deu entrevista revelando que Muricy pedira que o time jogasse pelas pontas e o próprio treinador confirmou a informação, adiantando que Equi Gonzalez entrara para dar mais qualidade no passe e facilitar a tática. Pois o que se viu desmentiu todas as essas boas intenções. A equipe insistiu pelo meio e o argentino não conseguia armar nada que prestasse. O Grêmio, por sua vez, todo recuado, só tinha uma jogada de ataque - lançamento para Borges proteger a bola com o corpo e esperar a chegada de Hugo, Jonas ou Douglas. E foi com essa única jogada que eles ampliaram, em jogada de habilidade e categoria deste último.
A partir daí, o nosso time partiu para cima apenas na base do coração. As entradas de Adeílson e Williams fizeram com que jogássemos um pouco mais abertos, mas só conseguimos diminuir após um centro esquisito de Mariano, que enganou Vitor e permitiu a Adeílson tocar de cabeça para Equi marcar. A partir daí, o que se viu foram bolas na área para ver se acontecia alguma coisa, mas a defesa do Grêmio sabe jogar sob essa pressão e neutralizou os ataques.
Dessa derrota, Muricy tirará lições, espero. A primeira é que JCesar precisa ser barrado - sua falta de vontade de jogar se torna ainda mais gritante quando comparada ao esforço de Mariano do outro lado. Outro ponto que deve ter sido visto é que Éverton não pode ficar tão longe da área, pois reúne visão de jogo e bom passe, qualidades que Diguinho não tem. O principal, porém, é que o novo treinador deve ter observado que precisamos urgentemente de reforços para várias posições e também para formar um banco com reservas que possam manter pelo menos um nível próximo dos titulares. E esses reforços devem chegar logo, pois o Brasileiro já está aí mesmo.
RAFAEL: Sem culpa nos gols, ainda fez um ótima defesa no primeiro tempo.
GUM: Tomou um vareio de Borges.
LEUSÉBIO: É um LAlberto versão 2010, sem alto-falantes. Está procurando Jonas até agora.
DIGÃO: Vinha bem até falhar no segundo gol. EQUI nada vinha fazendo até marcar seu gol. Aí fez mais duas ou três jogadas boas e sumiu de novo.
MARIANO: O melhor do time. De seus centros com efeito saíram os dois gols. Fará imensa falta no segundo jogo.
DIGUINHO: Corre à beça, se esforça muito e vai até muito bem na marcação, mas pô-lo para armar o time é até uma sacanagem.
ÉVERTON: É o único que sabe levantar a cabeça e pensar duas jogadas adiante. Infelizmente, está condenado a ser babá do indolente ala esquerdo.
MARQUINHO: É muito ruim esse rapaz.
JCESAR: Não quer nada com a hora do Brasil. Sendo assim, melhor será ficar no banco a sonhar com um contrato na Europa, que só virá se os caras forem muito cegos. ADEÍLSON entrou cheio de gás, correu muito e preocupou a defesa dos caras. Diante de nossa carência de atacantes, poderá vir a ser um parceiro razoável para Fred.
WSilva: Campo pesado e marcação pesada feita por caras grandes. Combinação horrível para seu futebol feito de dribles. WILLIAMS também entrou com vontade, mas foi bem menos efetivo que Adeílson.
ANDRÉ LIMA: Só sabe cabecear e assim fez o primeiro gol. Fora isso, mais nada.
MURICY: Deve ter visto o tamanho da encrenca em que se meteu.
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| Lei de Muricy | 25/04/2010 - 22:03 |
Na coletiva marcada para amanhã, só faria uma pergunta ao Muricy:
"Jogador pago pelo patrocinador poderá ser barrado?"
Provavelmente, além de minha única pergunta, seria a última da coletiva também... :)
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