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Estatuto do torcedor 31/12/1969 - 21:00

As alterações no estatuto do torcedor, sancionadas pelo presidente Lula, no dia de ontem, são um primeiro passo para muitas realizações.

O mérito da ememda foi criminalizar algumas práticas que, há muito, estão incorporadas ao futebol. A criminalização de atos de violência é perfeita. A obrigação de que torcidas organizadas cadastrem seus membros é demagógica. Se são organizadas e cobram mensalidade, é óbvio que já tem seus membros cadastrados. A questão é que nem todos que frequentam as TOs são associados e muitos usam uniforme das mesmas. Logo, a medida, na verdade, não tem aplicabilidade. Isso é trabalho para a polícia. A simples aplicação da lei e das punições, ora previstas, já será um inibidor das atividades daqueles que praticam a violência nos estádios e arredores.

Quanto aos cambistas, mais uma vez estamos falando de um caso de polícia. Os ingressos não vão andando até as mãos dos mesmos. Na verdade, está muito claro que os cambistas são a ponta de um iceberg, que conta com a participação de dirigentes e até policiais, que acobertam a atividade. Quem frequenta o Maracanã sabe muito bem que os cambistas atuam livremente. De nada adianta criminalizar a prática, se não houver fiscalização de fato.

No meu entender, entretanto, a mais importante medida é aquela que criminaliza a manipulação de resultados. Sobretudo essa, porque o torcedor que consegue vencer os cambistas e esquemas para desvio de ingressos, além de driblar a violência, não pode estar sujeito a assistir a um jogo de cartas marcadas.

Bem sabemos que a manipulação existe e é antiga. Torná-la crime não é mais que obrigação e a medida já vem tardia. Porém, é bom que se diga que, como no caso dos cambistas, os árbitros não manipulam resultados por iniciativa própria. A prática atende a interesses econômicos. Logo, a punição não deve recair somente sobre os árbitros, mas, sobretudo, sobre aqueles que compram o serviço. Nesse aspecto, caro leitor, é assunto para polícia federal. Até porque, se revisitarmos a história, temos pouquíssimos casos desvendados, como o de compra de árbitros por Coríntians e Atlético PR em 1996/97, que acabou em pizza, sem punição para ninguém. Nem mesmo as medidas previstas no âmbito da CBF, que previam o rebaixamento dos clubes envolvidos, foram aplicadas.

Estando os árbitros sujeitos a até seis anos de prisão, no caso de praticarem a manipulação, espera-se que os mesmos sintam-se inibidos. Será que Edilson Pereira de Carvalho, o árbitro do escândalo de 2005, teria sido tão pronto em confessar seus delitos se estivesse sujeito a reclusão penal?

O mesmo caso, no entanto, não teve apuradas as razões para a manipulação das partidas, tampouco para a entrega pelo árbitro dos jogos que teria manipulado, tendo acarretado prejuízos para alguns clubes e lucro para outros. Muita coisa não foi esclarecida e, certamente, nunca será. O que o torcedor espera, já que o que está feito está feito - e muito mal feito por sinal! -, é que alguém tome medidas para devolver um tanto de credibilidade ao futebol brasileiro.




DNA tricolor na seleção


Se nenhum atleta do atual elenco do Fluminense foi convocado para a seleção de Mano Menezes, o DNA tricolor estará presente.

Os laterais Marcelo, do Real Madri, e Rafael, do Manchester, além do zagueiro Thiago Silva, foram convodados por Mano para o primeiro amistoso da nova era. Os dois primeiros foram formados nas divisões de base do clube. Thiago Silva, eterno ídolo da torcida tricolor, chegou a passar por lá.




De novo, Fred?


Entra competição, sai competição, Fred não deixa de passar sua já sagrada temporada no estaleiro. Isso, incluídos os dias necessários para a recuperação física do atleta, significa que dificilmente Fred jogará novamente até o final do mês de agosto.

Menos mal que a diretoria agiu rápido e anunciou Washington, já que o Fluminense, após a saída de André Lima, não tinha um substituto com as características de Fred.

A chegada de Washington tras tranquilidade para a continuidade da competição, seja pela sua qualidade na função, seja pela identificação com o clube, seja porque nunca se sabe quando Fred vai deixar Muricy na mão.

Seja bem vindo Coração Valente! Se cuida Fred!





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Com esse esquema não dá 26/07/2010 - 11:47

Na noite de ontem, o Fluminense ratificou a existência de dois problemas que já vinham sido percebidos nas partidas anteriores. Trata-se da limitação física mostrada por Carlinhos e Fred. O problema de Fred chama mais a atenção, porque é um jogador que ocupa uma faixa pequena de campo, ainda que, no atual esquema, esteja saindo da zona de arremate para fazer a ligação para o segundo atacante. Fred parece nitidamente pesado e se valendo da técnica refinada e da força física para levar vantagem sobre as defesas adversárias.

O caso de Carlinhos pode estar mais ligado à questão tática. Sem o apoio constante de Marquinho pelo lado esquerdo, o lateral tem que se desdobrar no apoio. Sem contar que o Fluminense anda fazendo ligação direta de defesa para o ataque, o que, muitas vezes, leva os alas a correrem à toa.

Outro dado que chama a atenção é que o Botafogo, no jogo de ontem, finalizou 23 vezes contra o gol do Fluminense, enquanto nós finalizamos dez. Os números só refletem o que temos visto nas últimas partidas, desde que Muricy passou a adotar o 3/5/2. Temos um Fluminense dependente das jogadas de bola parada, nas quais vem melhorando a cada jogo, dos avanços sempre eficazes de Mariano e das assistências de Fred. Em muitos momentos, Conca, o responsável pela armação das jogadas, restringe-se a cobrar faltas e escanteios.

Já na parte defensiva, a presença de três zagueiros não tornou o time menos vulnerável. Os números falam por si. Funcionou bem em poucas situações. Contra o Santos, nas duas vezes em que o time se encolheu em seu campo para jogar nos contra-ataques, conseguiu reduzir o resultado ofensivo dos paulistas. Foi num desses recuos que o Fluminense conseguiu fazer o gol da vitória.

Contra o Cruzeiro, a mesma estratégia, usada no segundo tempo, logo após o gol de Leandro Euzébio, foi responsável por neutralizar o ataque mineiro, que quase mais nada criou. E foi só.

No geral, o Fluminense, com três zagueiros, tem sido muito mais ameaçado do que era jogando no 4/4/2. A questão é muito simples. Nossos zagueiros não tem boa saída de bola, Diogo idem. O Fluminense não consegue exercer uma marcação eficiente sobre a saída de bola adversária, não tem roubado muitas bolas e ainda as tem perdido na zona de criação, devido ao pouco povoamento da mesma, sobretudo com o isolamento de Conca. Com menos jogadores no meio, o Fluminense dá campo ao adversário, sobrecarrega os alas e permite aos adversários pegar a zaga de frente.

Foi o que aconteceu ontem, sem contar que o Botafogo teve uma bela atuação e mereceu vencer. Eis, aliás, outro problema. Nas últimas três partidas que disputamos, os adversários foram mais perigosos do que nós. O leitor deve estar se perguntando, atônito: mas você está defendendo a volta do Marquinho? Não necessariamente, embora, em que pese o fato de Marquinho ser meio estabanado, dar grande volume de jogo a equipe, pela forma ativa que participa do jogo, seja na marcação, seja no apoio. O Fluminense pode adotar o esquema do Inter, com um cabeça de área, dois volantes de ligação jogando em linha com os laterais, nesse caso Belleti e Diguinho, e Conca atuando mais próximo ao ataque. É um bom esquema, principalmente se Belleti recuperar o ritmo de jogo. É só ver o desempenho do Inter no pós Copa.

O destaque positivo do jogo de ontem foi a estréia de Emerson. Com Fred de garçom, Emerson poderia ter saído consagrado. Fez um, mas poderia ter feito uns três gols. É rápido, domina bem a bola, sabe se posicionar, tem habilidade e técnica. Se Muricy conseguir recuperar a consistência da equipe, o que não me parece difícil, teremos um ataque mortífero para o resto do campeonato.

No mais, verdade seja dita, perdemos a liderança e escapamos de uma derrota ontem, devendo-se muito isso à atuação do goleiro Fernando Henrique. Quando o jogo estava empatado em 1x1. FH praticou uma defesa dificílima, numa jogada em que Caio entrou cara a cara e tentou deslocá-lo com um leve toque por cima. Só esperamos que, daqui para a frente, nosso goleiro trabalhe menos.




Balanço da rodada - O avanço colorado.


Corinthians e Fluminense só precisaram conquistar, no pós Copa, 58,33% e 66,66% dos pontos disputados para ampliarem a diferença para o bolco intermediário. Com o sobe e desce no meio tabela, o líder Corinthians terminou a rodada com 8 pontos de vantagem para o quinto colocado, o Avai.

Falando em meio da tabela, nada menos do que dez equipes, metade dos participantes, encontram-se situados entre os 16 e os 13 pontos. Há ainda três equipes com doze pontos, uma delas, o Botafogo, na zona do rebaixamento, o que mostra que, exceto pelo Atlético GO, com 7, não há uma configuração clara na zona da morte, que conta ainda com Grêmio e Atlético MG, equipes que não devem permanecer por lá.

Quem deixou esse bloco foi o Inter, graças à quarta vitória seguida, aonde mostrou a força de um elenco capaz de dominar o Flamengo mesmo sem sete titulares, o que lhe permitiu encostar no Ceará que, desde o retorno da Copa, vai perdendo contato com Fluminense e Corinthians. O Ceará, ao contrário do Inter, não conseguiu vencer nas últimas quatro rodadas, mostrando que sentiu a saída de PC Gusmão.

O Brasileirão não terá rodada de meio de semana, quando ficaremos com as finais da Copa do Brasil e as semi-finais da Libertadores.

Bom programa a todos!




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Por: Marcelo Savioli Comentários (1)

Irresponsabilidade e manipulação da opinião pública marcaram o episodio Muricy, mas a instituição Fluminense e a ética saíram fortalecidas 24/07/2010 - 14:08

Sobre o episódio de sexta-feira, muito se falou e se tem falado sobre a manobra sorrateira e despótica de Ricardo Teixeira, sobre o caráter de Muricy Ramalho e a reação digna e soberana do Fluminense F.C.

Poucos se aventuraram a questionar o comportamento de grande parte da imprensa frente ao episódio, sobretudo a maior empresa de comunicação do país, inclua-se aí TV aberta e fechada.

Não é a primeira vez que a informação é tratada de forma leviana e maliciosa. Leviana porque massificou uma informação inverídica, ao dar como fato consumado o que o próprio presidente da CBF, único com autoridade para fazer tal proclamação, anunciou como "quase" certo. Tive o privilégio de acompanhar o andamento dos fatos desde as primeiras horas da manhã. Quem ouviu as declarações de Ricardo Teixeira, logo após a reunião com Muricy, sabe que o mesmo declarou que Muricy tinha vínculo contratual com o Fluminense e que aguardaria a conversa do mesmo com o clube.

A cobertura foi também maliciosa ao induzir a opinião pública. Durante horas se massificou que Muricy já era técnico da seleção, usando-se boa parte da programação para festejar a novidade, tendo sido o treinador tratado quase como um messias. Com isso, impunha-se uma dose cavalar de constangimento ao Fluminense F.C., oprimido pela condição de última trincheira entre o treinador e o interesse da "Nação". Não é o primeiro e, infelizmente, não será o último episódio em que a informação é tratada de forma irresponsável e tendenciosa.

Vivemos em uma época em que a desinformação toma proporções alarmantes. Com o advento da internet, notícias sem pé nem cabeça ganham status de verdade, para, logo em seguida, virarem fumaça. Diante desse quadro, o papel da imprensa, aquela comprometida com a informação, com a apuração e com a interpretação dos fatos, torna-se mais relevante do que nunca. O jornalismo não apenas carece de credibilidade. É muito mais que isso. Os tempos impõe à imprensa a responsabilidade de se tornar uma ilha de credibilidade no mar de desinformação pelo qual somos inundados diariamente. Quando a imprensa se presta ao papel de desinformar, é melhor baixar as portas e ir cada um para a sua casa.

A verdade é que Fluminense e Muricy impuseram uma amarga derrota pública a esse modelo de jornalismo rasteiro, comprometido com a construção de versões e não com a informação. Na contramão do efeito desejado pela cobertura tendenciosa e irresponsável, o Fluminense se fortaleceu como instituição, mobilizou sua já inflamada torcida e lançou todos os holofotes sobre as possíveis e ilegítimas retaliações de Teixeira e seus asseclas.

É claro que esse será um episódio que não será repercutido pela ótica dos vencedores, tampouco dos perdedores. Na verdade, o que veremos é a sutil tentativa de colocar Muricy, a seleção e o povo brasileiro como perdedores. Alguém tem dúvida?

Por isso aguardamos o pronunciamento de Muricy, ora colocado como vítima no episódio, em que o Fluminense será o algoz, o inflexível, o egoísta, o inimigo dos interesses da nação.

Sabemos que Muricy é herói e não vítima. Muricy é o herói daqueles que ainda acreditam que a palavra de um homem vale mais que um contrato assinado. Muricy é o herói de um Brasil que tentamos construir a duras penas e apesar dos valores tíbios daqueles que tentam formar a opinião dos menos esclarecidos. Essa gente não está nem aí para correção de caráter, não estão nem aí para a verdade. Por isso o pronunciamento do mesmo é tão importante. Por isso espera-se que o mesmo execre publicamento a tentativa maliciosa de pô-lo no papel de vítima. Muricy deve aparecer como o vencedor que é, aquele que vai poder olhar nos olhos de seus filhos e dizer: eu dei o exemplo. Muricy não perdeu a oportunidade de dirigir a seleção, porque a justiça divina há de lhe proporcionar esse privilégio, quiçá em dias melhores, onde a CBF tenha deixado para tras a condição de balcão de negócios e covil de ditadores.

Muricy, na verdade, ganhou o direito de entrar para a História, simbolizando um não às manobras anti-éticas e anti-esportivas do mandatário da CBF.

Dirão alguns, mais atentos, que essa também é uma interpretação dos fatos. Observação pela qual os parabenizo. Pelo menos, no entanto, trata-se de uma versão favorável ao lado bom da força, não é verdade?

Para quem não se contenta com interpretações, vou deixar uma pequena contribuição para reflexão. Cada um tire as suas conclusões. Estou falando do flagrante dado pela câmera da ESPN, que relatou em imagens o momento em que Muricy tenta, por duas vezes, cumprimentar Ricardo Teixeira, ao final da reunião em que foi feito o convite, cumprimento esse que não foi correspondido. As perguntas são:

O que o leitor acha que de fato aconteceu naquela reunião, que justifique a reação hostil e deselegante de Teixeira?

Por que a maioria da imprensa não deu repercussão a essa cena se a mesma tinha tanto a nos dizer?




A sorte ajuda a quem trabalha...


Se o Fluminense perde Diguinho para o jogo desse domingo, homem fundamental para o equilíbrio do meio de campo tricolor, o Botafogo, que já não anda muito bem das pernas, terá vários desfalques importantes. Loco Abreu, mostrando que o Rio é realmente um paraíso, continua de férias. Para piorar, para eles, Fábio Ferreira e Jobson também estão fora.

O Fluminense tem tudo para se consolidar na liderança do brasileiro.




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Vitória e liderança com muito pragmatismo 23/07/2010 - 09:51

Estranhei muito a formação tática do Fluminense no jogo de hoje. Não esperava a repetição do 3/5/2, até porque o Cruzeiro joga com dois atacantes, ao contrário do Santos, que atua com praticamente três.

O primeiro efeito colateral foi a facilidade com que o Cruzeiro conseguiu anular Conca. O Fluminense ficou, como nos piores momentos, dependente da iniciativa de Mariano. Prova disso é que as melhores jogadas do Fluminense saíam dos pés do ala.

Sem Marquinho, as triangulações pela esquerda não aconteciam e Carlinhos deixou de se destacar, assim como Conca foi facilmente marcado. Com isso, Gilberto foi o dono do meio de campo, favorecido pelo melhor povoamento do setor por parte do time do Cruzeiro. Por isso o Cruzeiro, provocando e explorando os erros na armação tricolor, como Cuca sabe fazer muito bem, criou as melhores oportunidades. Nem por isso o Fluminense deixou de ameaçar. Não é possível jogar contra o Fluminense e não ser ameaçado.

O atacante Rodriguinho é que não consegue se acertar, ainda que Fred, inteligentemente, procure abrir espaço para as suas penetrações. O fato, no entanto, é que nunca se entenderam.

No primeiro tempo o Fluminense não conseguiu asfixiar o Cruzeiro e ainda tinha sua saída abafada pela marcação ofensiva do adversário. Menos mal que, aos 36. Gilberto saiu contundido, acabando com a ligação cruzeirense. O efeito foi tão imediato que o Cruzeiro não conseguiu criar mais nada.

Criou sim, nos cinco primeiros minutos do segundo tempo, quando o seu bando de volantes conseguiu encurralar o enfraquecido meio tricolor. Porém, embalado pela torcida, o Fluminense chegou na base da força e conseguiu um escanteio aos oito. A cobrança encontrou Leandro Euzébio, que a cada dia vai se firmando como peça fundamental no time de Muricy, para abrir, de cabeça, o marcador.

A partir daí, exceto pela jogada de Alan que, por pouco - e por um certo egoísmo, pois poderia ter rolado para Fred que estava livre - não amplia, o jogo resumiu-se a um Fluminense estrategicamente encolhido, esperando um Cruzeiro sem imaginação alguma.

Nem o Cruzeiro conseguia penetrar na retranca tricolor, nem o Fluminense conseguia encaixar um contra-ataque.

A emoção ficou por conta da tensão pré-liderança. O Fluminense, nitidamente, jogava contra o relógio. O Cruzeiro jogava contra sua incapacidade de furar o bloqueio tricolor. O pragmatismo de Muricy funcionou. O Fluminense jogou os 35 minutos finais praticamente sem correr riscos.




Olho vivo com as arbitragens!


É bem verdade que o primeiro gol do Atlético GO nasceu de uma jogada em que o atacante do time goiano estava em impedimento.

No entanto, quando o Atlético vencia por 2x1, o pênalti marcado pela arbitragem, a favor do Corinthians, beirou o ridículo. Pelo bem do futebol, o goleiro atleticano defendeu a penalidade.

Agora, líder do campeonato, é bom o Fluminense ficar atento às arbitragens.




No balanço da rodada - Brasileirão tem novo líder


A rodada teve alguns confrontos interessantes. O primeiro deles, a partida entre Atlético MG e Inter. O Atlético, mesmo se reforçando, está longe de encontrar um time com as qualidades necessárias para disputar um título brasileiro. A escalação de Diego Souza como quarto homem de meia armador mostra que Luxemburgo também caiu nesse conto do vigário. Diego Souza é segundo volante. Cairia muito bem no esquema do Inter, que joga num 2/1/4/1/2, com Guiñazu fazendo o 1, à frente da zaga, e os dois volantes - Tinga e Sandro - iniciando, com a ajuda dos laterais, as jogadas coloradas. D'Alessandro faz o segundo 1, dando algum refinamento ao jogo do Inter e dando liga entre meio e ataque. O Inter sim, com a chegada de Tinga e Sóbis e após três rodadas seguidas, consolidou-se como candidato ao título.

Outro jogo interessantes foi Flamengo x Avaí, times que ocupavam, após aproveitamento de 100% no pós Copa, a zona intermediária alta da tabela, aonde vem se dando uma luta feroz pela quarta vaga no G-4. Vaga essa que era do Flamengo até quarta-feira. Mas o time do Flamengo é apenas esforçado. Foi dominado durante a maior parte do tempo pelo Avaí, que surpreendeu com um ótimo jogo coletivo. Com um empate, mantiveram-se no meio da tabela, só que atrás do Inter e fora do G-4.

Outro jogo interessante foi Atlético GO e Corinthians, o lanterna e o líder. A vitória do Atlético está longe de mostrar o equilíbrio da competição. Mostrou apenas que a posição do Coríntians não é realista. Dessa vez, nem com o apitaço amigo.

Grêmio e Vasco tiveram um confronto na parte de baixo da tabela e acabaram ficando por lá mesmo, após um empate em que o que menos se viu foi futebol, num campo inundado pela chuva.

O Fluminense ascendeu à liderança com a vitória sobre o Cruzeiro. Como o Ceará conseguiu um ponto fora de casa, os três primeiros colocados continuam os mesmos de antes da Copa, mantendo três pontos de vantagem para o quarto colocado. A previsão é que o Inter se junte em breve a esse grupo, até porque, no domingo, encara o Flamengo no Beira-Rio.

Com os reforços chegando, o Fluminense, que joga duas partidas no Rio, vai cada vez mais se consolidando como a grande força do campeonato. O objetivo, agora, deve ser tentar consolidar-se na liderança, abrindo vantagem, embora o Corinthians não tenha uma tabela das mais ingratas.



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Por: Marcelo Savioli Comentários (2)

A vitória que precisávamos 19/07/2010 - 10:02

Se o resultado de quinta foi inconveniente, ao final da nona rodada o saldo pós Copa acabou sendo positivo.

Jogamos uma partida de postulantes ao título contra o Santos, na Vila Belmiro. Muricy surpreendeu, escalando a equipe no 3/5/2, com Carlinhos jogando de ponta e concentrando as ações ofensivas no lado esquerdo. O problema é que a linha de três zagueiros jogava muito recuada, enquanto os alas jogavam de forma muito ofensiva. Como a marcação do nosso meio era adiantada, o ataque do Santos recebia a bola entre os dois setores. O começo foi complicado, porque Carlinhos estava afoito e não dava sequencia às jogadas. Mesmo assim, após um começo meio baratinado, em que Robinho fazia a festa pelo lado direito do ataque, o Fluminense equilibrou o primeiro tempo, primeiro encaixando o ataque, depois recuando as linhas e impedindo o Santos de criar jogadas mais eficazes.

Assim foi o primeiro tempo.

No segundo, o Fluminense começou melhor, com Carlinhos passando a acertar as jogadas e, por duas vezes, finalizando com perigo. Quem desequilibrava era Mariano. Já no primeiro tempo, em duas ocasiões em que o Fluminense virou o jogo para o lado direito, chegou com perigo.

O Santos, com a qualidade de seus jogadores de meio e ataque, sempre ameaçava. É um grande time e, se saísse vencedor, não haveria qualquer injustiça. Exatamente esse aspecto valorizou mais ainda a vitória tricolor, que rendeu a vice-liderança.

O segundo tempo, que começou equilibrado, com o Fluminense passando a jogar mais no campo adversário e o Santos contra-atacando, mudou a partir dos 15 minutos. Como o Santos passou a ameaçar mais, o Fluminense voltou a recuar, passando a dificultar as ações santistas. Mesmo assim éramos ameaçados, principalmente quando errávamos nas saídas de bola.

Mas, aos 32, Mariano, que era a mais perigosa arma ofensiva, fez jogada sensacional, livrando-se de Ganso e fazendo belo lançamento para Alan, que entrou livre e finalizou livre para fazer o gol da vitória.

Em seguida, Fernando Henrique fez defesa cinematográfica em chute de Wesley e tratou de garantir o resultado.

O Fluminense soube trabalhar, exceto pelo fato de Carlinhos, não se sabe se por cansaço, continuar deixando uma avenida pelo lado esquerdo da defesa.. Só aos 43 Muricy colocou Julio Cesar, mas no lugar de Conca, que estava mais cansado ainda. O Fluminense ainda perdeu a chance de ampliar, por pura falta de qualidade na saída de bola. Mas já estava de bom tamanho. O Flu é vice-lider e joga, contra o Cruzeiro, na quinta feira, no Maracanã, mais uma partida de seis pontos, já que o Cruzeiro avançou aos 15 pontos e ocupa a quarta colocação. O Flu foi a 19, mantendo-se dois pontos atras do Corinthians.

O jogo de hoje voltou a mostrar a importância de Robinho para o Santos. Sua saída, certamente, será sentida pelo alvinegro. Por isso, a vitória de hoje ganhou um valor enorme para o Fluminense. Abrimos 7 pontos para um dos candidatos ao título, quando jogou com sua melhor formação, que não será mantida.



Torcida de guerreiros

A torcida santista deve ter aproveitado a lição. O comportamento da torcida do Fluminense na Vila Belmiro foi exemplar. Cantou o tempo inteiro, como se estivesse em casa, mesmo quando o time era pressionado.

Parabéns aos guerreiros que foram e representaram a imensa e apaixonada nação.



No balanço da rodada, tudo mais ou menos como antes.


Ao final da nona rodada, o Corinthians continua líder e o Atlético GO continua lanterna. Para isso, o Timão venceu o Galo em casa e o Atlético GO, também em casa, perdeu para o Flamengo, mostrando, sobretudo, muita dificuldade de transformar em gol as jogadas que cria.

A vitória do Fluminense, dentro da Vila Belmiro, sobre o Santos, tratou de manter o domínio de Corinthians, Ceará e o próprio Fluminense na tabela. O Ceará, mesmo derrotado pelo Inter, manteve-se a três pontos do quarto colocado e terá, contra o Guarani, em Campinas, a possibilidade de provar que não está ocupandoa privilegiada posição por acaso.

O Inter conseguiu a segunda vitória seguida e mostrou a sua força. Chegou aos 13 pontos e à sétima colocação. Vai perseguir os líderes.

O Cruzeiro, apesar da vitória magra sobre o Goiás, avançou na tabela e enfrenta o temido Fluminense no mais temido ainda Maracanã. É a grande prova de fogo da Raposa e a chance de encostar nos líderes, ou manter o sobe e desce no meio da tabela, que favoreceu Avaí e Flamengo, sexto e quarto colocados, com 14 e 15 pontos respectivamente. Ambos se enfrentam no meio de semana para saber quem vai e quem fica. Jogo bem interessante, já que trata-se de duas equipes de quem se esperava muito pouco nesse retorno de Copa e venceram duas partidas seguidas.

Já o Botafogo, após empate, em casa, com o Guarani, ficou nos dez, muito próximo da zona de rebaixamento, após mais uma rodada sem vencer. Tem potencial para fazer melhor que isso.

Já o Grêmio, após mais uma derrota, foi parar na zona do rebaixamento, mas não deve ficar muito tempo por lá.

A expectativa para a próxima rodada é saber se alguém da zona intermediária vai, enfim, avançar sobre os líderes, ou teremos a continuação da dança das cadeiras.



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Por: Marcelo Savioli Comentários (1)

Temor amenizado 17/07/2010 - 23:52

O temor do torcedor tricolor da perda de Muricy Ramalho se justifica.

Muricy é o melhor treinador brasileiro da atualidade e tem comprovado isso à frente do Fluminense. Além disso, tem mudado o comportamento nas coletivas de imprensa, mostrando uma postura mais dócil, uma credencial a mais, já que a postura hostil de Dunga foi muito criticada.

Parece que o único nome que pode fazer frente a Muricy é o de Felipão, que traz a seu favor uma passagem bem sucedida pela seleção brasileira, tendo conquistado a última Copa para o Brasil.

O alento para os tricolores está no convite feito a Parreira para assumir a coordenação do futebol. Diante dos compromissos dos preferidos da CBF para assumir o cargo de treinador com clubes envolvidos na disputa do Campeonato Brasileiro, a escolha do treinador da seleção deve ficar para dezembro. É bem provável que o próprio Parreira dirija a seleção nos amistosos que serão disputados até o final do ano.

Com isso, torna-se bastante reduzida a possibilidade de Muricy deixar o Fluminense antes do final do campeonato, quando também encerra-se o seu contrato. Já a continuidade do mesmo dependerá da CBF




O Predomínio paulista e a importância do Fluminense.


A briga entre paulistas e cariocas é antiga. A oficialização da mesma, remete aos anos 50, quando da transformação do torneio Rio-São Paulo em competição regular. O mesmo já fora realizado em 1933, tendo o Palmeiras ( então Palestra Itália ) como vencedor.

O predomínio paulista, no entanto, começou cedo. Ao final de sete edições, contando com a de 1933, os paulistas haviam vencido todas. Eis que surge o Fluminense F.C. e, em 1957, conquista a competição de forma invicta, para não deixar dúvidas de que o futebol carioca não estava ali como mero coadjuvante. Seguindo o Fluminense, o Vasco, no ano em que o Brasil sagrou-se campeão do mundo, conquistou o torneio. O Santos ganhou, pela primeira vez em, em 1959, iniciando sua incomparável sequência de conquistas nacionais e internacionais. Porém, em 1960, o Fluminense voltou a conquistar o torneio, consolidando um domínio carioca que contou com a participação de Flamengo e Botafogo, que venceram nos anos seguintes.

Voltando à década de 60, não podemos deixar de falar da Copa Rio, a primeira competição intercontineltal de clubes com autorização da Fifa, realizada em 1951 e 1952. O Palmeiras venceu a primeira edição, tendo passado pelo Vasco na semi-final. No ano seguinte o Coríntians teria conquistado o bi para São Paulo, não fosse ter encontrado pela frente, na final, ninguém menos que o Fluminense. Com a conquista do primeiro mundial de clubes por um time carioca, o Fluminense, mais uma vez, contribuiu para que não se abrisse um abismo entre os feitos paulistas e cariocas.

A década de 1960 foi desastrosa para os cariocas. A Taça Brasil, competição criada para indicar uma equipe brasileira para a Copa Libertadores, entre 1959 e 1968, foi vencida sete vezes pelos paulistas. O Santos levou cinco e o Palmeiras duas vezes. O Rio ganhou uma única vez, com o Botafogo, na última edição, quando o torneio já perdera o prestígio e a participação dos paulistas, além de não indicar mais o participante na Libertadores.

A competição que indicaria o participante brasileiro naquele ano era O Roberto Gomes Pedrosa, o primeiro campeonato brasileiro de fato, organizado pela CBD. Essa competição teve início em 1967 e também foi dominada pelos paulistas. Ainda sob a tutela das federações do Rio e de São Paulo, já que o embrião da mesma foi o Rio-São Paulo, o Palmeiras conquistou a primeira edição, em 1967, razão pela qual intitula-se, até com justiça, o primeiro campeão brasileiro.

Razões para isso também não faltam ao Santos, que venceu a competição em 1968, pela primeira vez dirigida pela CBD, contando, além dos grandes clubes do sul e sudeste, também com dois clubes do nordeste. O Palmeiras, consolidando o domínio paulista, voltou a vencer em 1969. Só em 1970, rebatizada de Taça de Prata, a competição saiu das mãos dos paulistas. Nem é preciso dizer que o feito tem como protagonista o Fluminense F.C.

É bom que se diga que, durante a década de 60, o Botafogo andou contribuindo para o prestígio do futebol carioca, conquistando três Rio-São Paulo, embora em 1964 e 1966, com a perda de prestígio da competição, a tenha dividido com outros clubes por falta de data para disputar as finais. É verdade, essas coisas aconteciam no Brasil.

Quem fez muita fumaça na década de 70 foi o Fluminense, que, apesar do super prestígio da máquina, não conquistou nenhum título nacional, cabendo a Vasco e Flamengo, em 74 e 80, salvar o futebol carioca do ostracismo. No Rio e fora do Brasil, no entanto, o Fluminense brilhou, conquistando 5 estaduais e os mais importantes torneios internacionais da época, entre eles o Torneio de Paris.

Nesse período o futebol gaúcho deu as caras com o tri brasileiro do Inter. O Palmeiras, por sua vez, manteve, com a famosa Academia, sua irretocável performance, ganhando dois títulos brasileiros. O São Paulo ganhou, assim como o Guarani, pela primeira vez, um título nacional de expressão. Era só o começo.

A década de 80 foi a mais carioca de todas, com dois títulos do Flamengo, 1982 e 1983, Fluminense, 1984 e Vasco, 1989. O Flamengo ainda conquistou a segunda Copa do Brasil, disputada em 1990, ano em que o Coríntians foi campeão brasileiro pela primeira vez, evitando o desastre paulista, já que só o São Paulo vencera em 1986.

Na década de 90 o Fluminense não contribuiu em nada para o equilíbrio de títulos. Não ganhou nenhum dos quatro títulos cariocas, contra cinco paulistas. Deixou de equilibrar as contas na Copa do Brasil, graças a um jogo polêmico, em que fomos garfados, em 1992, contra o Inter.

O Fluminense perdeu prestígio, desceu divisões abaixo e voltou para retomar seu lugar. Porém, apesar de algumas grandes campanhas, chegamos ao último ano da década de 2000 sem conquistar o tão sonhado Brasileiro. Essa década veio a consolidar o domínio paulista, não só nacional como internacionalmente. São seis brasileiros conquistados pelos paulistas, contra um carioca. Não lembra um pouco a década de 60? Na Copa do Brasil, até os inexpressivos Paulista e Santo André conquistaram a competição. Nessa, pelo menos, os cariocas venceram duas, uma com Flamengo e outra com o nosso Fluminense, em 2006 e 2007 respectivamente.

Num mar de conquistas paulistas, o Fluminense andou perto, nos últimos anos, de colocar o futebol carioca no topo do futebol internacional, com a participação na Liberadores de 2008. Se não transformou suas participações internacionais recentes, caso também da Sulamericana de 2009, em conquistas, ao menos atraiu os holofotes. Mas isso não é suficiente. Tratemos de conquistar o mundo na próxima década.

Antes, porém, a nossa missão é terminar a paulistíssima década atual da mesma forma como terminamos a paulistíssima década de 60, conquistando, assim como em 1970, o Campeonato Brasileiro.

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Um tropeço amargo, mas na hora certa. 16/07/2010 - 11:43

Quase 30 mil pessoas estiveram presentes no Maracanã. O clima era de festa, a torcida proporcionou mais um espetáculo, o Fluminense fez 1x0 aos 16 minutos, quando já tinha criado duas chances claras de gol e antes de desperdiçar outras tantas. Chegando o jogo ao intervalo, tudo fazia crer que o Fluminense encaminharia-se triunfal para a liderança do Brasileirão.

Parecia tudo tão fácil que o Fluminense perdeu um pouco do ímpeto e foi se acomodando à retranca do Grêmio Prudente, que manteve-se encolhido, sem ameaçar. Mesmo assim, Fred, por pouco, não marca o segundo em duas oportunidades.

Os jogadores do Fluminense aparentaram e reclamaram de cansaço no segundo tempo. Imagino que possamos creditar isso ao fato de a equipe ter tido um período de descanso maior que todas as outras do país, aliado a uma forte carga de trabalho físico nas duas semanas que precederam a partida. Se for por isso, não cabe críticas. A semana de descanso extra, pode ser o fôlego que vai sobrar no final da competição. É esperar para ver.

O pior é se a razão disso for o velho dilema, que tem nos proporcionado emoções além da conta. Refiro-me ao fato de o Fluminense ter dificuldade de trabalhar a bola quando tem a vantagem no placar. Quando tentamos recuar, vamos contra nossa característica de jogar no campo adversário e acabamos extremamente vulneráveis. Se, como hoje, mantemos a pegada, corremos o risco de chegar ao final do jogo inferiorizados fisicamente. Quem sabe a chegada de jogadores mais experientes, sobretudo Deco, que tem a característica de segurar a bola no meio, possamos neutralizar esse problema?

O fato é que perdemos a liderança em um lance de futebol americano. O atleta adversário recebeu a bola no alto, livrou-se do marcador com o peito e avançou com a bola enquanto nossos zagueiros trombavam com os atacantes do Prudente, chegando livre na frente de Fernando Henrique para empatar a partida.

As dificuldades encontradas no último passe e nas finalizações são típicas da falta de ritmo de jogo. Esperamos que já na próxima partida o problema seja superado. Enfrentaremos o Santos, na Vila, jogo importantíssimo, primeiro porque trata-se de uma das equipes do pelotão do meio, recheado de equipes com 12 pontos, a quatro do Fluminense, segundo porque o resultado será essencial para mantermos contato com os líderes, Coríntians e Ceará. Quem sabe até a liderança?

Qualquer análise tática do jogo de hoje, exceto pela nossa dificuldade já mencionada, é repetir o óbvio. Foi um jogo de duas equipes díspares, uma que lutará pelo título, outra que lutará para não cair. O empate beneficiou a segunda, que aproveitou a única chance clara de gol que criou, numa jogada de contra-ataque aos 38 minutos do segundo tempo. Não adianta reclamar.

O próprio Muricy, após o jogo, declarou que a característica do time é jogar ofensivamente o jogo inteiro. Ele mesmo já deve ter percebido que, se recuar, é pior ainda. Então, arquemos com o prejuízo e vamos para cima do Santos, porque, apesar de tudo, o balanço da rodada nos foi favorável. Mantivemo-nos a dois pontos dos líderes e abrimos mais um ponto de vantagem para o quarto colocado.

Num balanço da partida, não vi o Fluminense tão pior que o anterior à Copa. Nossos laterais estiveram quase irrepreensíveis, exceto pelo fato de levarmos um gol de empate aos 38 minutos do segundo tempo, exatamente pelo lado de Mariano, o que, num 4/4/2 é indesculpável. Conca, até cansar e sumir do jogo, foi um comandante inspirado no meio de campo. Fred é que andou mal das pernas. Apesar de fazer o gol tricolor na partida, deixou a desejar nas tabelas e nas finalizações, além de se arrastar em campo durante o segundo tempo. É o recomeço que já estamos acostumados, assim como o de Diogo, que errou mais passes do que o normal. O sistema defensivo quase não foi testado, mas a marcação, num todo, foi bem desempenhada. Diguinho foi o guerreiro de sempre e Marquinho foi a disposição e os erros de sempre, tendo faltado as triangulações com Carlinhos e Conca pela esquerda.

Quanto ao time do Prudente, a presença de talentos como Paulo Cesar e Carlos Eduardo já diz tudo.

Se o jogo de ontem nos traz uma lição, ela veio em boa hora e atende pelo nome de "humildade". Só com muita dedicação, muito trabalho e muita humildade atingiremos o nosso objetivo, que é o topo. Se o tropeço teve algo de positivo, foi nos trazer à realidade.





No balanço da rodada...


Os maiores vencedores da rodada foram Inter, Cruzeiro e Palmeiras.

O Inter, grande candidato ao título, além de conseguir uma vitória fora de casa, logo no retorno da competição, reduziu de dez para oito a diferença para os líderes e ainda se beneficiou do tropeço do Fluminense, um dos principais opositores na disputa. Foi, talvez, o grande vencedor. Evitou, com essa vitória e o empate entre Coríntians e Ceará, de ficar em situação muito difícil na disputa pelo topo da tabela.

O Cruzeiro, time ainda sob desconfiança, também conseguiu grande resultado fora de casa. Apesar de o adversário, o Atlético PR, ter feito muitas mudanças no elenco, a vitória foi animadora, já que levou o Cruzeiro aos 12 pontos, seis atrás dos líderes. Assim como o Palmeiras, que venceu o Santos, a estratégia da raposa deve ser não se afastar dos líderes, já que é um time em transformação e recebeu bons reforços.

Santos e Palmeiras fizeram um jogão, com vitória palmeirense, entupindo a zona intermediária da tabela com Cruzeiro, Flamengo, Guarani, São Paulo, Avai, Goiás e Internacional, todos entre os 10 e 12 pontos.

O São Paulo, junto com o Santos, foi o grande perdedor. Deixou de chegar aos 14 pontos e se aproximar dos líderes, mesmo caso do alvinegro, que poderia ter chegado aos 15 e colar no Fluminense, outro que aproveitou mal a rodada, perdendo a chance de conquistar a liderança ao empatar com o Prudente. Apesar disso, o tricolor manteve-se a dois pontos dos líderes e ampliou a vantagem para o quarto colocado de três para quatro pontos.

O Santos enfrenta o Fluminense no domingo. Será o jogo mais importante da rodada. É um jogo de um dos líderes contra contra o primeiro time do bloco intermediário. Se o Santos vencer, certamente trará consigo outros protagonistas, que encostarão no Fluminense e poderão mudar o perfil da classificação. Com vitória do Fluminense, no entanto, essa tendência de separação entre líderes e bloco intermediário pode se acentuar. O Fluminense abriria 7 pontos para o Santos.

Os líderes serão postos à prova. O Ceará enfrenta o Inter, no Beira-Rio, para defender sua posição. Com dezoito pontos, o empate seria um excelente resultado. Já o Coríntians recebe o Galo em casa e luta para tentar se isolar na tabela e, se possível, deixar o Fluminense para tras.

O Cruzeiro recebe o Goiás para tentar manter contato com os líderes e até, dependendo dos outros resultados, reduzir a distância.

Na parte de baixo, Vasco e Atlético PR, décimo-nono e décimo-oitavo, disputam um confronto direto, tentando não se isolar na zona de rebaixamento. Ambos vivem o mesmo dilema de ter times em transformação, que precisam de tempo para se acertar.



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A importância da continuidade 10/07/2010 - 15:29


Fernando Henrique, Rafael, Gum, Digão, Mariano, Diogo, Diguinho, Conca, Marquinho, Alan e Fred.

Dos 11 atletas acima, oito são titulares de Muricy Ramalho. Os demais fazem parte do elenco, junto a outros menos cotados. Todos estão no grupo desde 2009 e contribuíram para a fabulosa arrancada tricolor nos últimos três meses do ano, que quase nos deixou como legado uma Copa Sulamericana.

Pode-se dizer que Gum, Diogo, Mariano, Diguinho, Conca e Fred são a espinha dorsal desse time desde o ano passado. Estamos falando de mais da metade do time.

Parece a prova cabal de que comissão técnica, gerência de futebol, imprensa e torcida estavam certos quando, ao final do ano passado, defenderam, em conjunto, contratações pontuais, para fortalecer posições em que tínhamos carências. Se as contratações revelaram-se um desastre, é outra coisa. Já cansamos de debater aqui todos os fatores que nos levaram ao fracasso na Copa do Brasil e no Estadual: a venda de Maicon, o afastamento de Dalton, a contusão de Digão e a insistência de Cuca no inoperante 3/2/3/2. Sem esquecer, claro, que erramos a mão nas contratações, por mais que a lógica tenha sido correta.

A prova do quanto é importante a manutenção do elenco para o sucesso na temporada está aí, nos oito cavalheiros que estão titulares, disputando a liderança do Campeonato Brasileiro. As contratações do início da temporada revelaram-se equivocadas, a tal ponto de Leandro Euzébio, a mais questionada delas, acabar tornando-se a mais bem sucedida. Nem por isso, perdemos a referência. Um novo treinador e alguns tiros certos, como a contratação de Carlinhos, já restauraram a força do time.

Para levá-lo à condição de barbada no Brasileiro não falta muito, já que a tabela de classificação e os movimentos dos adversários no mercado andam nos favorecendo bastante. Para virar barbada, basta ao Fluminense montar um elenco equilibrado, capaz de atravessar o campeonato sem sustos.

Se não tivéssemos a base, no entanto, estaríamos ainda tentando formar um time. Mesmo gastando fortunas para montar o elenco, estaríamos, ainda assim, nos preparando para o ano que vem.



Por: Marcelo Savioli

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POR QUE NÃO XERÉM? 04/07/2010 - 12:28


Um dos assuntos mais surrados pelas bandas do Laranjal é a questão do C.T., que vem se arrastando através dos anos, sem solução. Enquanto isso, temos uma estrutura montada, carecendo apenas de ajustes e adequações às necessidades do futebol profissional, como alojamento e concentração.

Não consigo ver como, em quaisquer circunstâncias, o aluguel de um C.T. fosse ser mais satisfatório em termos profissionais ou financeiros para o clube. Parece que o próprio Muricy Ramalho já se manifestou favoravelmente à transferência de todo o futebol para o Vale das Laranjeiras.

Do ponto de vista das divisões de base, podemos estar falando de um ganho de desempenho superior e da maturação de nossos atletas em formação, a partir da convivência diária com os profissionais.

Financeiramente, trata-se de uma economia óbvia, já que teríamos estruras únicas servindo a profissionais e amadores, como musculação, fisiologia, nutricionista, alimentação, entre outras. Sem contar com a supressão dos custos com hospedagem em hotéis caros da cidade.

Alegar que a distância de Xerém é um impessilho beira o ridículo. O trânsito da Barra da Tijuca, onde mora a maioria dos jogadores, até as Laranjeiras é um verdadeiro teste de paciência. Apesar de mais distante, é possível que o percurso até Xerém leve o mesmo tempo.



PROJETO ARENA FLUTURO LANÇA SITE.

Arena Fluturo, para quem não conhece, é uma iniciativa de torcedores do Fluminense F.C., cujo objetivo é a construção de um estádio para ser utilizado pelo clube em seus jogos.

Na data de ontem, foi inaugurado o site do projeto - http://www.projetoarena.com/index.php?option=com_docman&Itemid=57 -, no qual estão envolvidos muitos tricolores de diversos segmentos profissionais. O projeto tem também uma comunidade no orkut - http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=97392786 -.

A idéia pode ganhar viabilidade. Mais oportunamente e com detalhes, faleremos a respeito do assunto.

Desde já, parabenizamos os empreendedores tricolores pela apaixonada iniciativa.



ESTAÇÃO DOIS DE JULHO!


Dois de julho é o dia de derramar as lágrimas, recolher os sonhos e fazer reflexões sobre o rumo a ser seguido.

A estação dois de julho, aonde mora a decepção, vem depois da estação esperança e antes da estação lucidez.

Ou assim deveria ser. O futebol brasileiro, num período de dois anos, sofreu dois golpes duros. Em 2 de julho de 2008 o Fluminense, na mais bela festa já feita por uma torcida na história do futebol mundial, perdeu a final da Copa Libertadores, numa partida em que o destino usou de requintes de crueldade para dar um final triste a uma linda história. Naquela data o Maracanã ficou mudo.

Em 02 de julho de 2010, a seleção brasileira de futebol foi eliminada da Copa do Mundo da África do Sul, após um primeiro tempo perfeito e um segundo tempo desastroso.

Para o Fluminense ficou a lição de que, acima do desejo de ganhar aquele título, estava a necessidade de cultivar sua grandeza. Ironicamente o Fluminense igualou o feito do Santos de Pelé, eliminando o Boca Juniors na semi-final. Eliminou o São Paulo, deu grandes espetáculos e sua torcida encantou o mundo. Reagiu após derrota acachapante em Quito, venceu no Maracanã e acabou, nos pênaltis, perdendo a glória. Mas, o próprio Fluminense, deve ter-se assustado com o seu próprio tamanho, que requer presença regular entre os grandes e não um brilhareco ocasional.

A lição da seleção é simples e deve pôr fim a um raciocínio rasteiro, segundo o qual, se algo não vai bem, muda-se tudo. Desde a era Lazaroni, injustamente batizada de era "Dunga", o futebol brasileiro passou a cultivar a ruptura. O problema do futebol brasileiro em 2006 foi a falta de comprometimento e seriedade, não a habilidade, o talento e a criatividade do jogador brasileiro, tampouco o bom humor e os bons modos.

Que as lições sejam aproveitadas.



Por: Marcelo Savioli

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ANIVERSÁRIO DE 15 ANOS. 26/06/2010 - 14:05

Ela nasceu numa tarde de domingo. A gestação foi difícil. Um mês antes do nascimento quase ninguém acreditava que o milagre ocorreria.

Mas ela foi resistindo, sobrevivendo, agarrada a um sopro de esperança. O parto foi tranquilo no início, mas quando o nascimento parecia consumado, eis que surgem imprevistos que quase colocam tudo a perder.

Mas naquele dia predestinado estava escrito que ela seria gerada por uma barriga obstinada. Era 25 de junho de 1995 e ela veio ao mundo, apesar da dor e do sofrimento do parto. E que graça teria trazer ao mundo, sem sofrimento algum, aquela bela criatura, nascida do improvável, da obstinação e da paixão?

Desde então vem sendo cuidada com muito zelo. É amada por milhões em cujos corações vive. Os anos não lhe suprimem o fulgor. No entanto, a sua chegada foi motivo de dissabor para outros tantos milhões. Eles estiveram unidos e em maioria, torcendo para o fracasso do parto. Prepararam grande festa para comemorar sua morte e, no momento em que ela agonizava, quando praticamente, apesar de todos os esforços, já não respirava, eles foram ao delírio. Só não contavam com a perícia de um cirurgião chamado Ailton, que encontrou o único caminho pelo qual ela poderia vir ao mundo, o mesmo que os levou ao inferno.

Pois bem... na tarde de ontem completaram-se 15 anos do seu nascimento. Parece que foi ontem! Teve por pai o sacrifício, por mãe a inspiração. O cenário não poderia ser melhor, nem a platéia mais ilustre, no dia em que ela nasceu e foi batizada com o nome de Conquista. Como tantas outras que fizeram jus ao mesmo nome, ela nasceu num FlaxFlu, da barriga santa de Renato Gaúcho, no sagrado e desastroso ano cristão do centenário rubro-negro, na histórica data de 25 de junho de 1995.

Eu proponho um brinde a essa adolescente, que reside na esquina dos nossos corações com nossas mais belas lembranças, bem próximo à avenida frustração, habitada por rubro-negros.




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ARRUMANDO O TIME PARA O RETORNO. 19/06/2010 - 23:35


Pode não parecer, mas as últimas contratações do Fluminense vão abrir um enorme leque de opções táticas para Muricy.

A princípio, espero pela manutenção do 4/4/2, por questão de coerência. A chegada de Deco, Emerson e Valencia vão dar inúmeras opções a Muricy, algo que não ocorria até então, não só para a manutenção como para a variação do esquema tático.

Sob o ponto de vista da manutenção, a chegada de Valência propicia um reserva direto para Diogo, ou o contrário, recurso com o qual Muricy não contava. Como Diguinho já tem Everton como substituto direto, a não vinda de Cleber Santana não representa nenhum contratempo maior. Deco deverá ocupar a vaga de Marquinho e Equi ficará como reserva de Conca. Em caso de indisponibilidade, o próprio Everton pode ocupar uma função mais avançada no meio.

Com a chegada de Emerson, Muricy ganha a possibilidade de jogar num 4/3/3 tradicional, com Emerson e Rodriguinho atuando como pontas, podendo optar por atuar com um ou, em casos extremos, até dois meias ofensivos - Deco e Conca -.

Outro problema que Muricy pode corrigir, esse crônico, é o problema que o Fluminense tem em segurar resultados. Quando recua, se perde, porque seus jogadores, em geral, não são bons em marcação defensiva, além de o meio ter dificuldade para reter a bola. Imagina o Fluminense vencendo um jogo contra o Santos, dentro da Vila Belmiro, aos 25 minutos do segundo tempo, jogando no tradicional 4/4/2, ainda com Marquinho no meio, ao lado de Conca, mas com Deco no banco. Que tal mudar para um 2/2/5/1? Muricy coloca Valencia no lugar de Rodriguinho ( ou Emerson, ou Alan ), fortalecendo a marcação e dando um pouco mais de liberdade aos laterais para tentar surpreender em contra-ataques. Coloca Deco no lugar de Marquinho e ganha retenção de bola, além de uma saída em bloco de qualidade, em conjunto com os laterais ( o 5 do 2/2/5/1 ), feita por Deco, Conca e Diguinho.

Como Leandro Euzébio vem tornando-se uma boa realidade, caso necessário, o 3/5/2 não está descartado. Ou áté mesmo o famoso 3/1/5/2 de Cuca, já que Emerson tem características para fazer o papel de Maicon.

Enfim, o que vale é salientar o imenso ganho de opções e qualidade que apenas essas três contratações trouxeram ao elenco. É realmente de animar.




DO QUE PRECISAMOS AINDA?

Não sei se seria a hora da chegada de um goleiro, no mínimo para disputar posição. Não que FH e Rafael não tenham qualidades, porque têm, tampouco acho que seja prioridade.

No meu entender, talvez um zagueiro para compor elenco não fosse má idéia.

O que, no meu entender, é a grande necessidade a ser suprida, é a lateral-direita. Se Mariano se machucar, quem Muricy coloca em seu lugar?



FRED.

Se você tem uma estrela no elenco, com serviços prestados ao clube, você contrataria uma outra estrela para ganhar uma remuneração igual ou maior que o dela?



ELEIÇÕES...


A Flusócio de Peter Siemsen transmite reuniões internas para os internautas e divulga manifesto pela permanência de Fred. Julio Bueno faz campanha em festinha junina no Laranjal. Ricardo Tenório deve estar correndo contra o relógio para definir diretrizes e montar um programa para apresentar ao eleitor.

Por enquanto, as eleições não saíram do forno. Só espero que o processo eleitoral não fique restrito aos arranjos de bastidores, à dança das cadeiras e ao velho disse-me-disse!



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Por: Marcelo Savioli

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O MISTÉRIO DO DOCUMENTO QUE FALTA. 12/06/2010 - 23:18


A bola da vez é o atacante Emerson, conhecido como "Sheik". Na sexta-feira já era dado como certa a sua contratação, assim como chegou a ser a de Cleber Santana, porém, tal qual ocorreu com o primeiro, a concretização da transação para a aquisição do jogador não ocorreu devido à pendência de um documento.

A contratação do atleta ainda é dada como certa pela imprensa, no entanto, dada a sequência de novelas em que se transformam as contratações tricolores, não seria muito absurdo especular se o anúncio prematuro da contratação não seria uma manobra para agilizar o processo que envolve a liberação de Araújo, já que o seu nome, já dado como descartado por alguns, voltou a ter força nos bastidores de Álvaro Chaves.

Tampouco estaríamos fazendo exercício conspiratório se acreditarmos que o mesmo ocorre com Cléber Santana, se seu nome não seria uma nuvem de fumaça para esconder o que realmente interessava ao Fluminense. No caso, não cansarei de repetir: Diego Souza, que cotinua sem destino definido.

Outro que chegou a ser dado como certo foi o volante Valência, do Atlético PR, mas a diretoria do Furacão está aguardando até agora a resposta do Fluminense à contra-proposta apresentada pelo clube paranaense.

Moral da história, o Fluminense é prato cheio para se vender jornal e levar sua torcida à loucura.

Do ponto de vista técnico, a chegada de Emerson seria excelente para o clube. É um jogador que conjuga bem técnica, força e velocidade. Agregaria experiência ao elenco. No entanto, a torcida tricolor ainda se pergunta quem será o substituto de Fred. André Lima parece estar de saída, e, mesmo que assim não seja, não mostrou qualidade para atuar num time que se propõe a ser campeão brasileiro.

Já, com relação a Valência, ou Edinho, para que o esquema de Muricy tenha consistência, é necessário que Diogo tenha um concorrente para a vaga de cabeça de área, o que não ocorre atualmente.

No mais, aguardamos ansiosos a estréia de Portugal na Copa para ver a quantas anda o futebol de Deco.




EXISTE PROPOSTA IRRECUSÁVEL POR FRED?


Claro que existe, mas não ouso quantificar essa hipótese.

O que sustenta os grandes jogadores nos grandes clubes é o retorno institucional, seja através da conquista de títulos, seja pela personificação do ídolo. Em ambos os casos, o retorno financeiro vem através do crescimento da torcida, da fidelização da mesma e do consumo de produtos do clube. O retorno vem também através de patrocínio, já que, salvo raríssimas excessões, todos querem associar suas marcas a outras que tenham por hábito empunhar o estandarte da vitória.

O outro lado da moeda também existe. Uma venda milionária não pode ser descartada no campo das hipóteses. Daria um fôlego extra ao clube, capaz até de proporcionar condições para a renegociação das dívidas que nos sufocam. A grande questão é definir aonde encontra-se a linha que separa o bom do mau negócio. Parece que no Fluminense essa linha atende pela cifra de 15 milhões de euros. É sentar e fazer os cálculos.

Não se pode, no entanto, deixar de levar em consideração o aspecto técnico. O Fluminense já não conta com um substituto à altura para Fred nem mesmo para cumprir sua função em campo, quanto mais para exercer seu papel de liderança e de ídolo. Sem contar que, no atual momento, o time caminha para uma grande campanha no Brasileiro, que pode vir a culminar na conquista do título. Perder Fred provocaria um grande abalo, já que esse tem papel preponderante na personalidade e na forma de atuar do time.

Enfim, as cartas estão na mesa e a melhor jogada é uma questão de avaliação meticulosa.




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AONDE ESTÁ O DEDO DE MURICY? 09/06/2010 - 13:12

Era esperado que no primeiro momento em que o Fluminense começasse a mostrar evolução, a imprensa esportiva alardeasse a competência de Muricy Ramalho. Na verdade, é importante que se diga, Muricy tem uma parcela considerável no momento vivido pela equipe tricolor.

Muricy rompeu com o 3-5-2. Não que o problema esteja neste esquema, que funcionou muito bem com Cuca em 2009. A questão é que um elenco não pode ser submetido a um esquema, outrossim, deve ocorrer o contrário. Muricy percebeu o que Cuca, no dia-a-dia, não conseguia mais enxergar. Não tínhamos mais um trio de zagueiros capaz de dar confiabilidade e qualidade àquele sistema. A contusão de Digão e os problemas com Dalton desmontaram uma defesa que, mesmo contando com três zagueiros, contribuía positivamente para a saída de bola.

Além de insistir no esquema, Cuca manteve-se irredutível em escalar Everton e Diguinho cumprindo funções idênticas. Na verdade, ambos tem as mesmas características de marcar e apoiar, típicas de segundo volante. O problema é que nunca se encontraram, ficando presos demais à marcação e deixando Conca isolado na faixa de armação de jogadas.

A insistência em Julio Cesar, que não tem qualquer característica de ala, comprometia o sistema ofensivo e a saída de Maicon foi fatal para inviabilizá-lo.

Muricy uniu dois fatores: competência e sorte. Competência quando recebeu Carlinhos e Rodriguinho. O primeiro dispensa qualquer comentário. Faz pela esquerda o mesmo papel que Mariano faz pela direita, apoiando verticalmente, buscando a lateral do campo e cruzando muito bem. O segundo, apesar de não vir repetindo as boas atuações das primeiras partidas, mais por uma certa insegurança que por falta de qualidade, deu consistência ao ataque. Além disso, com Muricy, Fred está fazendo, talvez, a maior sequência de jogos do ano.

A competência de Muricy foi determinante ao perceber que a dupla de volantes era inviável e estava acabando com o futebol de Diguinho que, mesmo tendo seus momentos de perna de pau, é utilíssimo quando se aproxima de Conca. Tanto que sua primeira indicação foi o cabeça-de-área Edinho, hoje no Palmeiras. Muricy percebeu que, com 4-4-2 ou 3-5-2, para jogar com dois laterais ofensivos, tem que ter um homem de proteção à zaga. Enquanto a negociação com Edinho emperrava, Muricy, de uma tacada só, sepultou o 3-5-2 e ainda resolveu o problema da proteção à zaga, reconduzindo Diogo ao time titular.

Além disso, povoou o meio com Marquinho, fortalecendo o combate e o apoio, criando a arma mortífera que são as triangulações pela esquerda entre Carlinhos, Marquinho e o próprio Conca. O Fluminense previsível de todo o Estadual, tornou-se um time difícil de ser marcado, com diversar armas de ataque. Além disso, avançando o posicionamento de Diguinho e contando com o recuo e combatividade de Rodriguinho, restaurou a linha de marcação que tanto transtorno causava aos adversários em 2009.

Sempre falo que o Fluminense joga num 2-1-5-2, com Diogo fazendo o 1. Os laterais fazem uma linha avançada com os três meias, reforçada pelo recuo de Rodriguinho. Linha essa protegida por Diogo e os zagueiros, que, normalmente, quando saem para o combate, pegam a bola rifada ou dividida.

Tanto que os adversários já começaram a perceber que não adianta muito se encolher, porque acabam asfixiados. Nas duas últimas partidas, contra Vitória e Avaí, ficou claro que seus treinadores tentaram colocar seus laterais jogando muito avançados, para tentar prender os nossos, para neutralizar duas armas poderosíssimas, que são os avanços de Carlinhos de um lado e de Mariano de outro.

No último jogo, no entanto, Muricy usou a estratégia de recuar os meias para cobrir os laterais e liberá-los em contra-ataques rápidos. Funcionou e foi assim que saíram dois gols na vitória contra o Avaí. A outra arma, usada contra o Vitória, foi trocar o esquema para o 3-5-2, com os zagueiros cobrindo o avanço dos laterais e deixando o time do Vitória baratinado.

Com todas essas alternativas, Muricy mostra que, em pouco tempo, dominou completamente todos os recursos que tem à mão. Teve também o mérito de dar confiança aos jogadores, que entenderam e acataram a proposta tática e também os métodos de trabalho. Compraram também a idéia de perseguir o título brasileiro, o que mostra um time motivado e confiante.

Ao contrário do que todos esperavam, Muricy não ficou esperando todos os reforços chegarem para dar um padrão tático ao time. Tratou de realizar a proeza com as peças que tem ao alcance das mãos. Montou um time. Hoje, depois de muito tempo, podemos dizer quem é o nosso time titular. Mais do que isso, Muricy montou uma estrutura. Tem um time que sabe como vai jogar, com uma personalidade própria. Trata-se de um time que já se pode identificar pela movimentação em campo e pela disposição tática.

Será muito mais fácil ir fazendo pequenas adaptações nessa estrutura para aproveitar jogadores que forem chegando e ganhando posição no time titular. E posso assegurar uma coisa: não serão muitos. O que permite vislumbrar um cenário bem animador, em que o Fluminense sai no pelotão da frente, não só na tabela, mas também em termos de conjunto e organização, tendo ainda a possibilidade de se reforçar com excelentes valores, como o português Deco. Ou seja, estaremos, após a Copa, sempre um passo à frente dos rivais. Isso, não há dúvida alguma, deve-se a visão apurada e competência de Muricy.


NO RITMO DA COPA...

Caros leitores, a partir de hoje, estarei dividido entre essa coluna e o blog da Copa, bem mais lá do que aqui. Estarei publicando lá às quintas, segundas e após os jogos do Brasil.

Por aqui, faremos uma publicação semanal, no ritmo de férias, mas atentos aos movimentos relacionados a contratações e ao processo político tricolor, que, mais do que nunca, deve estar em pauta.

Sem mais,

Todo poder ao Pó-de-arroz e uma excelente Copa para todos!





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BALANÇO DA SÉTIMA RODADA - POUCAS MUDANÇAS, EXCETO PELO GOIÁS. 05/06/2010 - 23:05

Fluminense, Ceará, São Paulo, Santos e Goiás foram os grandes vencedores.

São Paulo e Santos conseguiram uma estratégica proximidade com os líderes. São dois times que têm condições de brigar pelas primeiras posições e comprovaram isso. O São Paulo ao vencer o Grêmio de virada, o Santos ao derrotar o problemático Vasco.

Os gaúchos é que não andam bem das pernas. O Inter perdeu dois pontos em casa para o sempre em crise Palmeiras. Pontos preciosos, sem os quais ficou a 10 pontos do líder, com apenas sete rodadas. O Grêmio ficou a nove.

Falando em Corinthians, em jogo que não contou com a ajuda do trio de arbitragem, teve dificuldade para conseguir arrancar um ponto do Botafogo, no Engenhão, só conseguido com um gol aos 45 minutos do segundo tempo. O Botafogo voltou a mostrar, mesmo desfalcado, que tem um time competitivo.

O Ceará conseguiu a primeira vitória fora de casa, mostrando que está sendo subestimado. Não que o Atlético-MG, o adversário, ande impondo muito respeito. É a quarta derrota seguida do Galo, que, no entanto, contará com reforços após a Copa. É impossível qualquer prognóstico sobre as chances da equipe mineira. Assim como é também o caso do Cruzeiro, que conseguiu ressuscitar o Atlético-GO, em Goiânia. Esse não é time para estar na última colocação.

Falando em última colocação, o Vasco vai mostrando que a situação é de provocar calafrios. Mais uma derrota, dessa vez para o Santos, por 4 a 0, acendeu o alerta vermelho em São Januário.

O Goiás, que saiu recentemente da lanterna, deu uma bela arrancada. Venceu, nos últimos minutos e de virada, o Flamengo, no Rio, chegando aos 10 pontos e à sétima colocação.

O Flamengo é um caso à parte. Fala-se em contratações, tem uma base, mas perdeu o jogador que vinha sendo o coração do time: o ótimo Vagner Love. Está no mesmo patamar do Palmeiras, dependendo do que ocorrerá durante a Copa para se saber se brigará no meio da tabela ou se sofrerá na luta contra o rebaixamento.

O Fluminense vai sendo a sensação. Após conseguir a segunda vitória seguida fora de casa, mostra que não veio ao Brasileirão para brincar. Encostou no Corinthians e tem a seu favor o fato de ter jogado apenas duas partidas em casa - contra o Flamengo foi campo neutro -. Joga o futebol mais convincente do momento. O Avaí, derrotado em casa por 3 a 0 pelo tricolor, deve se preocupar com o que vem de baixo. É um time que não inspira nenhuma segurança.

E foi-se a pequena prévia do que será o campeonato.

Entre as tendências mais claras está o fato de que o Fluminense estará entre os primeiros, São Paulo e Santos também. O Corinthians ainda é, apesar da colocação, uma incógnita. Tal qual o Ceará. Inter, Grêmio e Cruzeiro são decepções. Vasco, Flamengo, Atlético GO e Prudente tendem a sofrer.

Depois da Copa veremos se as tendências se confirmam.



É O FLU DERRUBANDO TABUS.

O Avaí não perdia em casa há 25 jogos. Perdeu.

O Fluminense não vencia o Flamengo há dois anos. Venceu.

O primeiro tempo do jogo contra o Avaí foi sofrível de um lado, emocionante de outro. Erros bisonhos de passe, sobretudo na saída de bola do Avaí, marcaram um primeiro tempo de péssimo nível técnico. Como, porém, ambos os times se perdiam na saída de bola, os ataques conseguiam criar. Foram duas bolas na trave, uma para cada lado, duas defesas sensacionais, uma para cada lado e muitas chances de gol.

Fred, mais uma vez, fez uma atuação admirável. Diante do 3-5-2 avaiano, com dois alas avançados, nossos laterais ficaram presos à marcação, matando a nossa principal jogada. Até porque, Mariano e Carlinhos, a melhor dupla de laterais do Brasil, não estavam nada inspirados, errando até jogadas bobas. Como Conca também errava até passes de 10 metros, em alguns momentos, sobretudo no começo e a partir do meio do segundo tempo, passamos momentos de sufoco.

Nem por isso o primeiro tempo deixou de ser equilibrado, porque Fred, fugindo à armadilha adversária, saía da marcação dos três zagueiros adversários, buscando bola no meio. Numa dessas jogadas tabelou com Conca e quase marca um golaço num tirambaço de fora da área, que explodiu no travessão. O Avaí também deixou a sua.

Para não deixar o placar em branco, tínhamos Leandro Euzébio, responsável por um de nossos ataques mais perigosos, quando, após cobrança de falta de Conca, desviou de cabeça, obrigando o goleiro adversário a realizar grande defesa. Fernando Henrique também realizou a sua, num lance em que só impediu o gol porque teve a clarividência de dar dois passos a frente e atirar-se de forma espetacular num chute de fora da área, espalmando a escanteio.

Mas Leandro Euzébio, nosso "atacante" mais perigoso, converteu o primeiro do Flu, após um cruzamento da esquerda, em que Gum fez falta no zagueiro adversário, matando a bola e fuzilando para o gol.

Confesso que me passou despercebida a estratégia de Muricy para o segundo tempo. Mas o fato é que deu certo. Nossos dois laterais, que andavam apagados no primeiro tempo, por conta da estratégia adversária, foram responsáveis pelas duas assistências que resultaram nos dois gols que garantiram a vitória tricolor.

No primeiro, Carlinhos arrancou com disposição pela esquerda, tabelou com Conca, que achou um passe difícil, recebeu e fez um cruzamento perfeito para Fred. Nosso artilheiro não teve dificuldade para, de cabeça, empurrar a bola para o gol.

Com o Avaí totalmente perdido e abalado pelo segundo gol, Mariano roubou uma bola na defesa, tabelou com o pequeno gênio, que mais uma vez executou a tabela com perfeição. Mariano, que entende muito da função, levantou a cabeça e realizou um cruzamento perfeito para Alan, que empurrou para o gol do jeito que quis.

O Fluminense - e é algo que vai desafiar a capacidade de Muricy - é uma tragédia todas as vezes que tenta recuar para garantir o resultado. No jogo deste sábado só não foi diferente porque o Avaí finalizava mal todas as jogadas. O que não quer dizer que não as criasse. Mesmo assim, em contraataque mortífero, quase Alan transforma a vitória em goleada. O goleiro mandou para escanteio.

Enquanto Marquinho foi a presença e correria de sempre, Diguinho mostrou, mais uma vez, que não é um jogador qualquer. Acertou muitos lançamentos longos, mas errou alguns passes fáceis. É um jogador com características incomuns. Precisa ser trabalhado. O que não se pode negar é que, seja na defesa, seja de posse da bola, tem uma personalidade ímpar. Não se omite em nenhum segundo do jogo. Venham os reforços que vierem, vai ser difícil barrar esse meia com cara de surfista. Junte-se a ele um leão chamado Diogo. É incansável. Combate no meio, cobre os laterais... só falta fazer gols.

Tenho, jogo a jogo, me convencido de que a alma do time de guerreiros é Diogo. Com ele em campo, se alguém quiser fazer uma estatística, o Fluminense não perde. Não é só pela eficiência tática, é pelo espírito. Diguinho cresce com a presença de Diogo, Conca cresce com a aproximação de Diguinho e o Fluminense torna-se letal, como foi no jogo de hoje.

É um time em que a química coletiva suplanta as deficiências individuais. Não podemos, em hipótese alguma, achar que não existem. Mas vamos ser realistas. Qual o time no Brasil que conta com onze craques? Qual o time que não tem muitas deficiências individuais? Será que esse início tricolor não é uma tendência? Afinal, nós temos Muricy.

Vou guardar o assunto Muricy para outra ocasião, porque merece uma análise esmiuçada. Aliás, ao ter que analisar Muricy, sinto-me um perfeito idiota avaliando um gênio. Mas essa é a minha função. E algum mérito eu devo ter por não ter defendido a permanência de Cuca, por considerar que, apesar de ter achado um time improvável em 2009, perdeu-se completamente em 2010. E o pior, perdeu-se com o mesmo time que consagrou.

Enfim, vamos terminar o Brasileiro pré-Copa, no mínimo, no G-3. Esperamos ansiosa e esperançosamente que o Botafogo consiga vencer o Corinthians, com seus quatorze jogadores. É tarefa difícil. Realizada, porém, nos dará a alegria de estarmos, após a Copa, a uma rodada da liderança.

Que os reforços venham, mas que não desprezemos o que temos. Exceto pela ausência de Maicon e Dalton, temos o melhor time do final do Brasileiro de 2009, cuja mística de guerreiros, Muricy conseguiu ressuscitar.

Todo poder ao pó-de-arroz!





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Por: Marcelo Savioli Comentários (6)

INDIGNAÇÃO! 05/06/2010 - 00:02

A vitória e a boa campanha do Fluminense no Campeonato Brasileiro não podem apagar o vexame protagonizado pela Suderj na noite de quarta-feira.

Precavido, dirigi-me com alguns amigos ao estádio e, chegando, por volta das 18h20, à bilheteria 8 do Maracanã, deparei-me com a já esperada fila. Antes de ir para o estádio, já alertava aos amigos que chegássemos com uma hora de antecedência, porque, certamente, enfrentaríamos filas. Afinal, na semana anterior, no FlaxFlu, paguei caro por demorar a dirigir-me à bilheteria e já entrei no estádio com o jogo iniciado.

Além disso, estava já informado das artimanhas preparadas pela Suderj para irritar os torcedores, dentre elas a colocação de roletas, ou sabe-se lá o que, para impedir o trânsito de torcedores do setor A para o setor B da arquibancada, mais uma vez contrapondo-se ao hábito do consumidor a quem deveria servir. Claro que no intervalo teve confusão e confronto entre os torcedores, funcionários da Suderj e PM, sendo os últimos obrigados a liberar a passagem dos primeiros.

Voltando à entrada do estádio, chegar com um pouco mais de uma hora de antecedência não nos garantiu nenhum conforto para comprar nossa entrada para a arquibancada. Deparamo-nos com uma fila monstruosa e preguiçosa no mover-se. Optamos por ir para as cadeiras. Tricolor só recorre às cadeiras azuis quando não tem mais jeito. Para mim, naquelas circunstâncias, encarar meia hora de fila já era muito mais que o meu limite. Compramos rapidamente a nossa entrada e ainda deu tempo de consumir algumas cervejas nos bares fora da Faixa de Gaza, onde, irresponsáveis que somos, não podemos consumir bebidas alcóolicas, como se o fato de as consumirmos um pouco mais distante do estádio nos fizesse menos perigosos.

Ao contrário do que ocorreu conosco, que entramos tranquilamente no estádio por volta das 19h20, uma grande quantidade de torcedores foi vitimada pela irresponsabilidade e criminosa atuação da Suderj. Quando voltávamos para o estádio, as filas haviam dobrado. Iniciado o jogo, metade do público estava do lado de fora.

Haverá quem ainda nos advirta que os ingressos foram colocados à venda com antecedência. Perfeito, foram sim. E que seja sempre assim. Mas não vou nem atentar para o direito do torcedor de decidir ir ao jogo em cima da hora ou de não ter tempo de comprar o ingresso antecipadamente. Prefiro chamar a atenção para a obrigação - eu disse obrigação - de quem organiza o espetáculo de estar preparado para receber o cliente, com eficiência e conforto.

Se eu sabia tudo que iria acontecer, como a Suderj não sabia? Como o Fluminense F.C. não sabia? Não conhecem seu cliente? Não sabiam que o jogo tinha apelo e que o horário ridículo determinado pela CBF impunha um esquema adequado para receber um grande volume de torcedores que chegaria em cima da hora? Eu falo de esquema na bilheteria e não a alternativa dos cambistas oficiais, que, como sempre,lá estavam oferecendo seus serviços sem serem molestados.

Repito, ainda que fique a repetir sozinho: é obrigação dos organizadores que todos os torcedores estejam instalados em seus lugares quando do começo do espetáculo. Não é favor, é obrigação! O que vimos é um crime contra o consumidor. Pessoas desistindo de entrar no estádio e outras conseguindo seus ingressos apenas para assistir ao segundo tempo e ainda sendo impedidas de entrar no estádio.

Seria de se esperar que o Fluminense F.C. se pronunciasse sobre isso, porque trata-se de uma vergonha sem tamanho e, antes de sermos clientes da Suderj, somos clientes do clube, que deveria zelar pelo conforto de seus torcedores e não lavar as mãos e fingir que não aconteceu nada.

E vem aí a era Engenhão. Que Deus nos ajude!




QUE SEJA DIFERENTE!


Avaí e Fluminense enfrentaram-se em 20/06 de 2009 no estádio da Ressacada, em Florianópolis, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

Na ocasião, Fred ainda não contundira-se e nos dávamos ao luxo de contar com Thiago Neves e Conca no mesmo time. Mas nada que fosse capaz de impedir mais uma derrota. Fred fez dois, mas o Avaí venceu por 3x2 com um gol de Leo Gago aos 47 do primeiro tempo.

Diogo jogou como titular da lateral direita, tendo Mariano na reserva. Diguinho e Marquinho estiveram em campo, atuando pelo meio. Curiosamente os quatro atuais meias titulares de Muricy estavam em campo. Uma outra curiosidade é que Mariano entrou no segundo tempo, quando o time perdia por 2x0, e o time conseguiu o empate.

Serão seis atletas ( Mariano, Diogo, Diguinho, Marquinho, Conca e Fred ) que estiveram presentes naquela derrota, que prenunciava tempos difíceis, no jogo desse sábado. Esperamos que possam escrever uma história diferente, consolidando a arrancada tricolor rumo ao tri-campeonato.



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Por: Marcelo Savioli Comentários (0)

BALANÇO DA SEXTA RODADA - LÍDERES GANHAM DISTÂNCIA. 04/06/2010 - 09:57

Com a irregularidade de times tidos como bichos papões do campeonato, Corinthians, Ceará e Fluminense distanciaram-se do miolo da tabela. O Corinthians chegou a 16 pontos, contra 14 do Ceará e 12 do Fluminense. Todos venceram, em casa, suas partidas pela sexta rodada. O Corinthians, só para variar, contando com uma interpretação favorável da arbitragem, que assinalou um pênalti duvidoso contra o Internacional. Acabou vencendo por 2x0. O Fluminense venceu o Vitória com dificuldade, mas conquistou sua terceira vitória seguida e permanece na caça ao alvinegro cearense, dois pontos atrás do Vozão que, a cada dia, vai mostrando que talvez não esteja na competição somente com o objetivo de permanecer na elite.

Na parte de baixo, após mais uma derrota, o Atlético-GO mergulhou profundamente no processo de pós eliminação da Copa do Brasil. Está com um ponto, quatro abaixo do Vasco, vice-lanterna, que conseguiu a proeza, em jogo terrível, de perder para o Guarani. O toque de sadismo ficou por conta do fato de o gol da vitória bugrina ter saído no final do jogo.

Quem foi parar na zona de rebaixamento foi o Atlético-MG, após derrota, em jogo muito equilibrado, para o Grêmio, que, não fosse a eficiência do meia Hugo, que fez dois gols de cabeça, poderia ter saído com um resultado insatisfatório. O tricolor gaúcho foi habitar o ultra populoso miolo da tabela, que conta com doze equipes entre os sete e os nove pontos. Nesta faixa estão os times que não decidiram ainda qual o seu papel no campeonato.

Quem vai se aproveitando disso é o Corinthians, que já abriu sete pontos para o Flamengo, quarto colocado. Na próxima rodada pega o Botafogo, que anda esquecido do caminho das vitórias, no Rio de Janeiro, torcendo para se livrar da sombra do Fluminense, que vai a Florianópolis pegar o Avaí, enquanto o Ceará terá a chance de provar, contra o Atlético-MG, no Mineirão, que sua impressionante campanha não é fogo de palha.

Depois disso será a Copa, depois da qual será possível se começar a identificar tendências. Por enquanto é acumular pontos para se manter na cola dos objetivos, cada qual com os seus respectivos.



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FLUMINENSE VENCE JOGO DE XADREZ CONTRA VITÓRIA. 03/06/2010 - 02:05

O Fluminense de Muricy partiu para cima sem piedade.

A impressão inicial era de que o tricolor venceria fácil. Apesar da demora, o gol de Fred veio a corroborar essa tese.

O problema começou quando o Vitória, ainda no primeiro tempo, recusou-se a partir para cima à procura do empate.

Foi quando o Fluminense começou a se perder. O técnico Ricardo Silva teve uma leitura perfeita do jogo e deixou Muricy em maus lençóis, mantendo a posse de bola com o Fluminense no primeiro tempo e buscando os contra-ataques, mesmo perdendo.

Já, no segundo, surpreendentemente, o técnico rubro-negro avançou a sua marcação sobre o meio tricolor, anulando o meia Marquinho, que se perdeu no jogo. Além disso, intensificou a marcação sobre os laterais tricolores, que faziam a festa no primeiro tempo. Avançando seus laterais e contando com a cobertura dos meias, dificultou nossas avançadas pelos lados do campo.

O Fluminense perdeu a sua principal jogada, ficando sem armação e sem a válvula de escape. Resultado: fomos pressionados durante alguns minutos, enquanto tentávamos a sempre ineficiente tática de atrair o adversário para sair nos contra-ataques.

O Fluminense não conseguia contraatacar.

Foi quando Muricy avançou a marcação no meio. Porém, como não há criatividade fora de Conca, que, com o constante avanço dos laterais, conseguia encontrar espaços, a situação piorou, porque o Vitória passou a roubar as bolas na sua intermediária, criando situações de perigo.

Embora criássemos situações de ataque, o Vitória manteve-se mais perto do gol de empate do que o Fluminense do segundo. Porém, após os 20 minutos, o Fluminense foi retomando o domínio do jogo e se impondo em campo, qual no primeiro tempo.

A entrada de Alan no lugar de Rodriguinho não mudou nada. O que mudou, de vez, o rumo da partida, ou deveria mudar, foi a entrada de Digão no lugar de Marquinho, que já andava perdido em campo. Juntou o útil ao agradável, porque o Fluminense formou uma linha de três zagueiros com Diogo à frente, liberando os laterais, transformando-os em alas.

Se, até então, Ricardo Silva, técnico do Vitória, equilibrava o jogo tático com Muricy, após colocar mais um atacante, perdeu de vez o meio e não mais conseguiu atacar. O Fluminense dominou de vez o jogo e, não fosse um lance de bola parada que, aos 40 minutos do segundo tempo, culminou no gol de empate, a vitória, embora parcial, teria sido tranquila.

Em momento algum, no entanto, o Fluminense se abalou. Em cruzamento da esquerda, quase Leandro Euzébio desempatou.

Com o desenho tático já configurado a nosso favor, não houve sorte que salvasse o Vitória da derrota. Atacando por todos os lados, com Carlinhos e Mariano muito avançados, acabou surgindo a oportunidade nos pés de Mariano, que encontrou Alan dentro da área, que arrematou duas vezes para construir mais uma vitória tricolor.

Destaque hoje, mais do que nunca, para Muricy Ramalho, que, durante longos minutos tomou um verdadeiro banho do técnico do Vitória. Se recuava o time para tentar o contra-ataque era asfixiado, se ia para cima, era contra-atacado com perigo. Porém, a entrada de Digão, mesmo quando já tomávamos conta do jogo, liberando os laterais, foi fundamental para desorientar o adversário e acabar com qualquer chance de anular o nosso ataque.

Sem deixar de lembrar da atuação de Conca. Desequilibrou em muitos momentos e apareceu várias vezes para tentar finalizar. Merecia um gol.

Muricy mostrou que não apenas monta o time de forma eficaz, mas também sabe responder às manobras inimigas. A mudança de esquema hoje foi perfeita e desmontou um adversário que jogou com inteligência e que está de parabéns.




Por: Marcelo Savioli Comentários (1)

UMA COMOVENTE COMUNHÃO E UMA VITÓRIA BELÍSSIMA. 02/06/2010 - 01:38

"TORCIDA DO FLU EXPÕE A PAIXÃO DOS OUTROS AO RIDÍCULO

Vou escrever assim mesmo: com o verde da esperança. Como disse um repórter da Rádio Globo agora, não se tem notícia de um time ser recepcionado por centenas de torcedores após uma derrota acachapante.

Pois eis que isso ocorre, neste exato momento em que vos escrevo, no Aeroporto do Galeão. Nosso artilheiro, Fred, falou: 'estamos todos arrepiados'. Mas ainda vai ficar mais, porque a torcida tricolor promete muito mais. No sábado outras tantas centenas de torcedores estarão presentes no treino que deverá ocorrer às 9h30 da manhã.

Se nos preocupávamos com o lado psicológico dos jogadores, acho que a preocupação mudou de lado. A torcida do Fluminense se supera. "Guerreiros, time de guerreiros", canta no aeroporto. Guerreiros sim, por tudo que têm realizado, conquistando vitórias improváveis e honrando as três cores que traduzem tradição. Guerreiros pela dedicação, guerreiros pela garra, guerreiros pelo coração.

Entretanto, toda a homenagem é aos guerreiros da arquibancada. Hoje a homenagem é àqueles que, com seus atos, suas festas, seu apoio incondicional e, para muitos, inexplicáveis demonstrações, humilham as torcidas adversárias. Não existe explicação para a torcida do Fluminense.

Me faz pensar em quando, com seis anos de idade, pela primeira vez, pisei a arquibancada do Maracanã, pelas mãos do meu pai, tricolor maiúsculo, e me apaixonei por aquela torcida linda e entusiasmada. Não esperava, naquela época, viver tantas coisas como as que vivi.

O tempo traz serenidade, mas não abranda a paixão. Estarei no Maracanã no próximo domingo e nada me impedirá de estar na próxima quarta-feira. É fato que não vivemos de vitórias, vivemos de nossa paixão. Paixão que nos une e nos fortalece, mesmo nos piores momentos. Adoramos, independente das vitórias ou conquistas, a instituição Fluminense F.C., muitos sem sequer saber o que esse glorioso clube representa para o esporte brasileiro. E isso torna nossa paixão mais sublime. É a paixão da intuição, do verdadeiro amor, que cuida, se dedica e reergue.

Como não acreditar? Tudo é possível quando se ama de verdade.

Todo poder ao pó-de-arroz!"


Publiquei esse texto na noite de 26 de novembro de 2009, acometido de uma emoção ímpar. Estou revivendo esse texto, porque remete ao momento em que o Fluminense F.C. começou a vencer o nosso adversário de hoje: o Vitória.

O Fluminense acabara de ser derrotado na primeira partida das finais da Sulamericana de forma aviltante pela altitude de Quito, sempre ela. A preocupação dominante era com o aspecto psicológico, já que os atletas vinham de uma caminhada espinhosa na luta contra o rebaixamento. Sem dúvida alguma, o ato de amor protagonizado pela torcida do Fluminense foi preponderante para injetar ânimo nos jogadores. No domingo, o Vitória foi massacrado no Maracanã lotado, sendo derrotado por 4 a 0, com grande atuação dos comandados de Cuca. Naquela tarde o Fluminense, após angustiantes e numerosos meses, saía, pela primeira vez, na penúltima rodada do Brasileiro, da zona do rebaixamento.

Coincidentemente, na noite de hoje, no momento em que a mística do "time de guerreiros" começa a tentar reerguer-se do ostracismo dos primeiros meses do ano, no momento em que a torcida, esperançosa, promete protagonizar mais uma bela festa, eis que o adversário e o palco são os mesmos.

É um grande programa para quem pretende se despedir do Maracanã. Talvez para sempre, porque não se sabe no que transformar-se-á o outrora maior do mundo após a octagentésima nonagésima obra de modernização, desta vez para se adequar às exigências da Fifa para a Copa.

Nesta semana e até terça-feira que vem essa coluna será publicada diariamente. É uma forma de curtirmos os últimos momentos antes da Copa. A partir de então, vestimo-nos de verde e amarelo e mudamo-nos para a África do Sul, mas sem deixar de estarmos bem atentos ao que acontece no Laranjal.



Por: Marcelo Savioli Comentários (2)

O BALANÇO DA QUINTA RODADA - SANTOS NÃO ATEMORIZA MAIS. 01/06/2010 - 11:51

Depois de um empate com o Ceará, o Santos teve mais um revés improvável, desta vez sendo derrotado pelo Corinthians, num jogo em que sua defesa ofereceu todas as facilidades possíveis e imagináveis aos atacantes adversários. Coincidentemente, Corinthians e Ceará ocupam as duas primeiras posições na tabela, o Ceará após vencer o Cruzeiro por 1 a 0 numa partida em que se defendeu muito bem, anulando o ataque adversário.

O efeito Santos que, ao que parece, ninguém mais teme, pode estar se mudando para o Rio de Janeiro. O Galo penou para não sofrer uma goleada histórica do Fluminense dentro do Mineirão. Exceto pelos primeiros cinco ou dez minutos, não viu a cor da bola e foi atropelado pela locomotiva tricolor, que anda a todo vapor, chegando ao pelotão da frente. Nesse momento, para ganhar o "pintou um favorito", o clube mais amado do Brasil só precisa concluir as contratações.

Ainda na linha do "pintou um favorito", o Internacional resolveu reagir. Parece que o problema era mesmo o treinador, Jorge Fossati. Na partida seguinte à sua demissão, o Inter atropelou o Atlético PR: 4 a 1. Como é começo de campeonato, a diferença de sete pontos para o líder não assusta. A exemplo do Inter, o Grêmio, com o empate de sábado, estacionou no meio da tabela e joga contra o Atlético-MG a oportunidade de aproximar-se do pelotão da frente.

Quem vem surpreendendo negativamente é o Atlético-GO, que ocupa a última posição com apenas um ponto. Perdeu o clássico goiano e ficou com posse exclusiva da lanterna. Exceto pela presença tão contundente do rubro-negro goiano, a parte de baixo da tabela, ao contrário de outros anos, dá claros sinais de realismo, reunindo do décimo-terceiro lugar para baixo o Guarani, Vasco, Prudente, Goiás e Atlético PR. Este início de campeonato vai mostrando que o Atlético-GO tem tudo para figurar nesta lista maldita e, como os demais, sofrer muito neste campeonato.

O Palmeiras vai dando sinais de que pretende ficar ali pelo meio da tabela. O Flamengo precisa renovar seu time. É aquele típico caso de time vencedor em fim de linha. Seria demais dizer que deva preocupar-se com rebaixamento, mas precisa de reforços urgentemente.

Botafogo e Vasco ficaram no empate, o quinto da rodada, num jogo apenas bem disputado. A equipe vascaína é fraca. Ganha muito em qualidade com Carlos Alberto, mas este tem ocupado a posição de desfalque certo nas partidas dos cruzmaltinos. Já Dodô, parece mais propenso à aposentadoria do que a recuperar seu belíssimo futebol. E o Vasco, salvo alguma novidade, perderá o seu sopro de imaginação no meio de campo. Philippe Coutinho deixará o clube na janela do futebol europeu. Acorda, Dinamite!



Por: Marcelo Savioli Comentários (3)

COM TANTA AUTORIDADE É MELHOR COMEÇAR A SONHAR. 31/05/2010 - 12:45

O Fluminense só deixou o Atlético jogar 10 minutos. Suficiente para o Galo abrir o placar numa bela jogada pelo lado direito, que culminou no gol de Muriqui.

Daí para a frente o domínio tricolor foi se consolidando.

Apesar de terminar o primeiro tempo em desvantagem, era clara a superioridade do clube mais amado do Brasil. A atrapalhar, a inabilidade do meia Marquinho, que atrapalhava as investidas tricolores contra o gol adversário. O pequeno gênio, Conca, completando 150 jogos com a camisa mais gloriosa do mundo, alternava bons e maus momentos.

Nada, no entanto, que pudesse ofuscar o triunfo tricolor. O próprio Conca colocou Fred na cara do gol. Nosso artilheiro cabeceou para cima, perdendo mais uma dentre as muitas oportunidade criadas pelo tricolor.

Não tardaria o empate. O guerreiro Gum tratou de resgatar o belo ofício de fazer gols importantes. O empate não foi capaz de pôr justiça ao placar. Alan encarregou-se de fazê-lo ao chutar uma bola estranha, que o goleiro atleticano colocou para dentro.

Nem por isso o Atlético conseguiu retomar o domínio do jogo. O Fluminense esteve sempre mais próximo do terceiro gol, que saiu num contra-ataque fulminante, numa tabela entre Alan e Fred, em que o Alan colocou o artilheiro na cara do gol. Terceiro do Flu e a primeira vitória fora de casa.

A torcida tricolor que, em pleno Mineirão, fazia mais barulho que a torcida do Galo, passou a se divertir, esperando o final de jogo.

O pequeno gênio saiu sob aplausos dos tricolores, enquanto a torcida do Galo, atônita, assistia seu time ser dominado em campo. Bem que o Galo tentou pressionar. Mas já era tarde, embora o Fluminense desse espaço para o avanço inimigo. A zaga, no entanto, com Gum e Leandro Euzébio, tirava tudo.

Mais uma vez, destaque para Carlinhos, o implacável lateral-esquerdo tricolor, com grandes avançadas pela esquerda, sem deixar de anular o ataque adversário pelo lado direito. Me aventuro a dizer que foi a melhor contratação do Fluminense neste ano. Faz lembrar o maior lateral-esquerdo tricolor dos últimos tempos: Branco.

Carlinhos e Mariano formam, na atualidade, a melhor dupla de laterais do Brasil. Mas isso, acho, já é sabido por todos os tricolores e analistas esportivos.

Diguinho teve sua tarde de Gerson. Acertou quase tudo que tentou. E olha que ele sempre tenta. Fez até jogadas de efeito. Combateu como um guerreiro, atacou com elegância e foi, sem dúvida alguma, o maior jogador dessa brilhante e contundente vitória tricolor. Ficou provado, mais uma vez que, com Diogo em campo, Diguinho atua da forma que sabe, que é como segundo volante.

Leandro Euzébio jogou sua melhor partida com a camisa tricolor. Até porque o ataque formado por Tardelli e Muriqui não é fácil de marcar.

Com o resultado, o que, há uma semana, parecia improvável, aconteceu. O Fluminense juntou-se ao pelotão da frente. Com nove pontos já é o terceiro colocado. O tricolor pode consolidar sua arrancada na tabela nesta quarta-feira, quando enfrenta o Vitória, no Maracanã. Caso vença, o que acontecer em Santa Catarina na rodada seguinte, quando o Flu entrenta o Avaí, será bônus. O objetivo de ficar próximo à liderança já terá sido alcançado. Mas, é claro, não custa nada sonhar, podemos assistir a Copa confortavelmente instalados no topo da tabela.


OLHO NAS ARBITRAGENS!


Desde o momento em que se propôs a montar um time para ser campeão brasileiro, o Fluminense deve começar a preocupar-se com as arbitragens.

Não trata-se apenas do favorecimento ostensivo ao Corinthians - na última partida o Santos teve um gol legítimo anulado -, porém, na medida em que o Fluminense vá se consolidando como uma ameaça aos planos do clube paulista, não há dúvida de que poderemos ser prejudicados. Assim como ocorreu em 2007, quando fomos sistemativamente prejudicados, enquanto o São Paulo contava com a ajuda dos árbitros, esse ano promete ser tenso para quem quiser desbancar o clube do Parque São Jorge.



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Por: Marcelo Savioli Comentários (3)

NO BALANÇO DA RODADA, ALGUNS SINTOMAS E RESULTADOS MAIS PREVISIVEIS. 29/05/2010 - 11:31


A rodada de quarta-feira já começou com uma dessas idiossincrasias dessa temporada: um FlaxFlu às 19:30. Se dissessem, a alguns poucos anos, que isso um dia aconteceria, provocaria sonoras risadas. Quem esteve à altura de tal disparate foi o futebol apresentado pelo Flamengo, um mixto de correria e botinadas que, por detalhes, não resulta numa dessas goleadas históricas. O Flamengo perdeu só por 2x1 e tem que dar-se por satisfeito, enquanto o Fluminense conseguiu, pela terceira partida seguida, mostrar evolução tática.

Com a evolução tática tricolor, veio também a evolução individual e Conca voltou a ser o craque de sempre. Se vierem os propalados reforços, o Fluminense entra no rol dos candidatos a "pintou um favorito". Tem dois laterais insinuantes, um craque no meio de campo, um ataque perigosíssimo e um técnico capaz de remediar os problemas individuais nos demais setores.

O Botafogo parece que tem medo de todos os adversários. Não é. O time alvinegro não ousa partir para cima do adversário até que Joel encontre em sua famosa prancheta o caminho para melhor agredir o adversário, mas sem se expôr muito. Com o time que tem nas mãos, está certo ele. Se tivesse agredido antes, porém, poderia ter arrancado até uma vitória no Mineirão, tendo dado-se ao luxo de perder até pênalti. Luxo não, um verdadeiro desvario, porque, com isso, somado ao gol feito perdido por Alessandro já no final da partida, perdeu oportunidade de assumir a liderança.

Já o Cruzeiro é aquilo mesmo. Pensa que tem mais time que tem, ilusão à qual devem estar imunes o Atlético MG e o Avaí. O primeiro fez três gols no Vitória, mas levou quatro. Já está se movimentando para se reforçar. Faz muito bem. Caso contrário, não terá chances de pleitear ao título perseguido a 39 anos. Já o Avaí foi triturado pelo Grêmio que, como manda a prudência, resolveu pontuar no campeonato, única forma de tentar largar no pelotão da frente.

Como o Grêmio, Santos e São Paulo não se furtaram a fazer o dever de casa. A diferença é que os dois clubes paulistas avançaram na tabela, ocupando as primeiras colocações, de onde não deverão mais sair. São dois candidatos ao "pintou um favorito". O Grêmio fica sob observação.

Quem atolou de vez foi o Internacional. De tanto patinar, acabou essa rodada na zona do rebaixamento, isso após ter chegado a estar vencendo o Vasco por 2x0 em São Januário. Só que o time do Inter, adepto a um cochilo, resolveu dormir em campo com a vantagem. Quando acordou, o fraco e confuso time do Vasco, na base da vontade, já tinha virado o jogo. Assim o Colorado é candidato a ficar mais um ano na fila. Já está a sete pontos do líder. Não pode mais tropeçar.

A torcida do Vasco que não se anime. Precisa de reforços para fazer um campeonato, pelo menos, sem sobressaltos.

Vou acompanhar o raciocínio da crônica esportiva em geral. Até onde vai o Ceará? Para um time que sequer conseguiu conquistar o campeonato cearense é surpreendente vê-lo, após quatro rodadas, figurando no o G-4, por coincidência os quatro invictos. O empate com o Goiás foi o único sem gols da rodada. É muito cedo para falar em alerta vermelho, mas o Goiás divide a lanterna justo com o Atlético GO, seu rival local, a quem enfrentará domingo.

Não há mais ninguém com 100% de aproveitamento. O Coríntians apenas empatou com o Prudente. Já é surpreendente que um time como o do Coríntians tenha levado tão longe tal aproveitamento.

Agora faltam três rodadas apenas para a Copa. Teremos domingo a briga dos lanternas e também dos líderes: Coríntians e Santos. Excelente chance para o Santos dar uma bela arrancada à frente dos demais, já que tem muito mais time que o adversário.

Outro jogo curiosíssimo é Ceará x Cruzeiro. Um bom teste para a invencibilidade do Vozão. Atlético MG e Fluminense terão um confronto no meio da tabela, disputando quem é que vai para o pelotão da frente. Já o São Paulo, diante do Guarani, tentará se afirmar entre os líderes e ratificar sua boa fase. E o Botafogo poderá reafirmar sua competitividade no clássico regional contra o Vasco.



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A NOITE EM QUE O PEQUENO GÊNIO DESENCANTOU... 27/05/2010 - 11:24

Com uma assistência perfeita para Rodriguinho no primeiro gol e uma bela finalização de fora da área no segundo, Conca jogou e se divertiu na noite de quarta-feira.

Não bastasse o papel decisivo no jogo, Conca voltou a exibir seu estilo criativo, encontrando soluções para qualquer problema que os adversários lhe criassem. Adversários esses que até foram valentes. Mas o Flamengo, sem criação, sem meio, não soube aproveitar os espaços dados pelo Fluminense.

Quando fez 2x0, ainda no início do segundo tempo, o Fluminense chegou a irritar a melhor e mais bonita torcida do mundo, recuando demais e atraindo o Império das Trevas para seu campo. Por pouco o acovardamento tricolor não foi fatal, pois o adversário passou a rondar perigosamente a nossa área. Parece, no entanto, que Muricy percebeu o erro e empurrou a marcação para a frente, voltando a acuar o adversário e acabando com a saída de bola do mesmo. O belo gol de Bruno, de falta, saiu tarde demais.

A vitória tricolor contou, no entanto, com outros destaques. Carlinhos esteve excelente. Em uma arrancada sensacional, quando o Fluminense vencia por 1x0, ainda no primeiro tempo, deixou dois ou três adversários pelo caminho. Um pé salvador impediu que ficasse cara a cara com o goleiro adversário. No mais, é peça fundamental na transformação do Fluminense. O time lento e sem imaginação pelo lado esquerdo de outrora é outro. Com Carlinhos na lateral, o time tornou-se incisivo, agressivo, impetuoso e eficaz, acabando com a nossa previsibilidade ofensiva.

Outro nome que vem agradando, e muito, é o atacante Rodriguinho. Se movimenta bem, é incansável e vai dividir com Fred a tarefa de fazer gols. Por pouco, ontem, não foi autor do segundo gol. Ou melhor, até foi, mas o trio de arbitragem anulou, assinalando impedimento que, de fato, ocorreu. Diga-se de passagem, justiça seja feita, o trio de arbitragem não comprometeu.

Voltando ao time, é bom que se diga que evoluiu ofensiva e defensivamente. Ofensivamente porque a presença de Rodriguinho vai tornando-se um pesadelo para as defesas adversárias, porque temos dois excelentes laterais apoiando e porque a presença de Diogo na proteção da zaga dá mais confiança para os meias avançarem. O Fluminense joga num 2/1/5/2, que se transforma em 2/1/6/1 quando o time é atacado, já que Rodriguinho recua para dar combate no meio. É uma bela estratégia de Muricy que, acredito, deverá ser a formatação do time daqui para a frente que, quando a posse de bola é adversária, dá combate intenso ainda na intermediária inimiga. Chega a lembrar a equipe de Cuca no ano passado, quando jogava no 4/4/2, com os laterais marcando adiantados e encurralando o adversário.

Ainda não há razão para euforia. Se, taticamente, as coisas melhoraram enormemente na última semana, individualmente o time ainda tem deficiências. Mesmo tendo jogado ontem uma boa partida, Marquinho, que deu bela assistência a Conca no segundo gol, tem muita dificuldade em realizar jogadas que são inerentes a um meia. Ontem mesmo, saiu sozinho com uma bola dominada para puxar um contra-ataque e a adiantou demais, sendo desarmado. Porém, realizou boas triangulações com Carlinhos pela esquerda.

Diogo, com toda a eficiência tática e disposição física, às vezes é muito estabanado e acaba envolvido facilmente pelos adversários.

O empate entre Coríntians e Grêmio Prudente nos favoreceu, já que a diferença de pontos para o líder caiu para quatro. Já está ótimo para terminar o período pré-copa, nos deixa a uma distância satisfatória da liderança. Entretanto, uma vitória no domingo, contra o Atlético MG, abre boas perspectivas de terminarmos essa fase entre os líderes. Se jogar o futebol de ontem, temos tudo para realizar a façanha.


UMA NOTA

Como os amigos já devem ter notado, meu colega Marcello Vieira não tem publicado nessa coluna. A ausência do mesmo deve-se, sobretudo, aos esforços para levar a cabo um belo empreendimento: o Fluminense & Etc, uma nova casa tricolor na internet, com a qual contribuo com uma publicação semanal.

Espero, no entanto, o mais breve possível, voltar a dividir esse espaço com o mesmo.


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EU BEM QUE AVISEI! 24/05/2010 - 23:41

A exemplo do que aconteceu no primeiro Coríntians x Fluminense do Campeonato Brasileiro de 2009, fomos implacavelmente garfados na tarde de domingo. Como naquela ocasião, a arbitragem errou e acertou, sempre contra o Fluminense. Acertou ao marcar impedimento de Fred no lance que resultaria em pênalti, errou ao marcar impedimento de Rodriguinho, quando esse partia livre e em posição legal em direção ao gol. Até mesmo o lance que resultou no único gol da partida foi consequência de uma falta incorretamente marcada pelo árbitro.

As semelhanças, no entanto, ficaram por aí. Ao contrário do ano passado, o Fluminense começa a dar esperança à sua imensa torcida. O time de Muricy dominou o Coríntians, que só nos ameaçou nas investidas de Roberto Carlos, sempre finalizando com perigo de fora da área.

O Fluminense não esteve irrepreensível. Errou muitos passes, sobretudo no começo do jogo, consequência de um meio campo que não prima pela técnica. No entanto, esse mesmo meio portou-se muito bem na marcação, dificultando a armação adversária. Demorou, mas Muricy percebeu a utilidade e importância de Diogo para o time. A não ser que o tricolor contrate um baita cabeça de área, Diogo será titular. Dá consistência defensiva ao meio campo.

Percebe-se, nitidamente, que há uma ansiedade nos atletas tricolores. Prova disso foi a imensa quantidade de gols perdidos. Até mesmo Fred desperdiçou, numa cabeçada a queima-roupa, um gol que até eu faria. De um lado é ruim, porque foi fator preponderante para consolidar mais uma derrota no Brasileiro. De outro lado é bom, já que demonstra uma enorme vontade de vencer, característaca marcante nos times de Muricy.

A derrota nos deixou a 6 pontos do líder, o próprio Coríntians, que não demonstrou futebol que justifique a liderança da competição. Diga-se de passagem, não mostrou e não vai mostrar. É apenas um time competitivo, que tem bons recursos, dentre os quais a qualidade nas bolas paradas, do qual se valeu para sair vitorioso no confronto. Porém, não fosse a arbitragem tendenciosa, poderia ter saído de campo com uma derrota.

O lado bom, para nós, é o fato de que os melhores times da competição - Santos, Cruzeiro, Inter, São Paulo e Grêmio - não arrancaram. Ao contrário, as primeiras posições são ocupadas, além do Coríntians, por Botafogo, Avaí, Palmeiras e Ceará, times que, até prova em contrário, não devem postular as primeiras posições.

Falando em arbitragem, quarta-feira tem FlaxFlu. Mais uma vez é bom ficar de olho bem aberto. A vitória será importante para não nos afastarmos do pelotão da frente.

Animadora a estréia de Carlinhos na lateral-esquerda. Aventuro-me a dizer que os nossos problemas na posição acabaram.

Muricy já achou o esquema e o posicionamento ideal do time em campo. Agora é só ir inserindo os reforços que chegarão para fortalecer a equipe, principalmente no meio de campo, que precisa melhorar sua produtividade ofensiva. Não dá para depender só de Conca e dos arroubos de craque de Diguinho.

A semana promete nomes para o setor. Ainda aposto na vinda de Diego Souza. Seria uma grande contratação para a vaga de Marquinho que, como todos já percebemos, continua muito esforçado.




BALANÇO DA RODADA


A rodada começou provando, mais uma vez, que o Botafogo não sofrerá como no ano passado. O time alvinegro é competitivo. Após sofrer pressão do Goiás no início do jogo, aplicou uma surra no Goiás: 3x0. Foi prejudicado por mais um excesso de zelo da arbitragem na expulsão de Herrera e Caio. No máximo um amarelo para os dois, vai!

A síndrome da eliminação assombrou Grêmio e Atlético GO, alijados da Copa do Brasil no meio da semana. O Grêmio foi derrotado pelo Palmeiras, no sábado, por 4x2. Palmeiras que surpreende nesse começo de campeonato, tratando-se de um clube em crise. Está invicto na competição, com duas vitórias e um empate. Já o Atlético GO não jogou rigorosamente nada contra o Santos. Perdeu de pouco pelo que foi a partida. Santos que, diga-se de passagem, vai mostrando que é mais que um belo time. Venceu com autoridade, mesmo sem seus indisciplinados astros. Entrou na lista de candidatos ao "pintou um favorito".

Outro candidato ao "pintou um favorito", o Internacional perdeu de novo, dessa vez para o São Paulo, que parece ter-se encontrado após as duas vitórias contra o Cruzeiro na Libertadores. Tem elenco e também entrou na prestigiosa lista.

Goiás, Vasco e Atlético PR são os primeiros a acender o alerta vermelho. O Goiás, após três derrotas, figura como lanterna isolado da competição. Vasco e Atlético seguem sem vencer.

Quem conseguiu passar ileso à síndrome da eliminação foi o Flamengo. O rubronegro, após a traumática eliminação da Libertadores, jogou bem e poderia ter goleado o Grêmio Prudente, tamanha a facilidade com que chegou, inúmeras vezes, ao gol adversário. Por pouco não acaba castigado, não fossem duas intervenções fantásticas do goleiro Bruno, quando o jogo estava 1x1. No mais, a equipe paulista, podem escrever, sofrerá muito nesse campeonato.

A grande surpresa é o Ceará. Invicto na competição, o Vozão conquistou mais uma vitória, dessa vez contra o Vitória, arrancando no pelotão da frente. A vitória de 1x0 foi conquistada com um belo gol do atacante Washington, nome esse, diga-se de passagem, que tem cheiro de gol.

Mais quatro rodadas nos separam da interrupção da competição para a Copa do Mundo. Até lá, para quem deseja algo no Brasileiro, é bom ir pontuando. Recado que serve, principalmente, para Grêmio, Inter e Fluminense, clubes que, certamente, ambicionam um título não conquistado há muito tempo.



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UMA RIVALIDADE REPLETA DE JOGOS INESQUECÍVEIS. 22/05/2010 - 23:09

Nesse domingo Fluminense e Coríntians revivem uma rivalidade de 77 anos. O primeiro confronto ocorreu em 16/04/1933 no estádio das Laranjeiras, terminando em empate, no placar de 4x4. No mesmo ano, o Coríntians conquistou a primeira vitória no confronto, pelo placar de 2x1. As duas equipes só voltariam a se enfrentar sete anos depois, em 10/04/1940, quando o Fluminense obteve a primeira vitória contra um de seus maiores rivais no futebol brasileiro: 5x3.

Desde então os dois clubes disputaram partidas históricas, que vivem na memória do futebol brasileiro. A maior de todas ocorreu em 1952, pela Copa Rio, o campeonato intercontinental de clubes, quando o Fluinense obteve sua maior conquista no futebol, ao derrotar o rival por 2x0 na primeira partida. Na segunda, num Maracanã lotado, houve empate em 2x2, que resultou em grande festa no Rio de Janeiro.

Está na conta desse confronto um dos episódios mais folclóricos do futebol brasileiro: a famosa invasão corintiana. Cerca de 30.000 corintianos chegaram ao Rio de Janeiro para assistir à partida pela semi-final do Brasileiro de 1976. O Fluminense contava com a famosa máquina de Rivelino, Carlos Alberto Torres, Paulo Cesar Cajú e cia. Mas a máquina tricolor emperrou e conseguiu apenas um empate no tempo normal. Sorte do Coríntians, que eternizou a invasão corintiana, vascaína, botafoguense e flamenguista, com uma vitória na disputa de pênaltis em que os craques tricolores, inexplicavelmente, só conseguiram converter um gol.

Nas semi-finais do Campeonato Brasileiro de 1984 uma constelação de craques pisou o campo do Morumbi para uma nova semi-final histórica. O jogo ficou marcado como uma das maiores apresentações de um time de futebol em todos os tempos. Não sem razão, porque o Fluminense de Carlos Alberto Parreira, além de dominar o meio de campo, criar inúmeras oportunidades de gol, não permitiu que o Coríntians fizesse absolutamente nada durante os 90 minutos, mesmo contando com o talento de jogadores como Sócrates, Zenon e Casagrande, entre outros. O Fluminense venceu por 2x0, gols de Assis e Tato, um em cada tempo. Na segunda partida, com o Maracanã lotado com cerca de 120.000 tricolores, que chegaram cedo para impedir uma nova invasão alvinegra, o Coríntians não teve sorte diferente. O empate em 0x0 foi o passaporte para a grande final do Brasileiro daquele ano.

A vingança corintiana demorou, mas, em 2002, o Coríntians voltou a superar o Fluminense em uma semi-final de Brasileiro, sendo derrotado no Maracanã por 1x0 e vencendo no jogo de volta pelo placar de 3x2, numa outra partida dramática, em que o Coríntians chegou a estar ganhando por 3x1, mas Roni reduziu para 3x2 aos 38 minutos do segundo tempo. O resultado deu a vitória ao Coríntians, mas o jogo teve um final cardíaco.

Recentemente, em 2009, o Coríntians eliminou o Fluminense da Copa do Brasil com uma vitória por 1x0 e um empate em 2x2.

O equilíbrio nesse duelo é tão grande que, após disputadas 86 partidas, cada clube obteve 32 vitórias, tendo ocorrido 22 empates. A supremacia estará em jogo nessa tarde de domingo.



TODOS PRESENTES


Com a recuperação de Gum, Muricy terá, pela primeira vez, todos os atletas à disposição.

Esperamos que isso se faça uma constante daqui para a frente, já que as contusões e apendicites nos furtaram um começo de ano mais satisfatório.

A novela Araújo ganhou novos contornos e Diego Souza é uma possibilidade cada vez mais concreta. Vamos esperar para ver.

A partida de amanhã tem grande valor estratégico para o Fluminense, já que a vitória nos colocará, no máximo, a um ponto do líder. Já, a derrota, nos deixará a seis pontos e o empate a três. Qual uma corrida, o campeonato por pontos corridos tem essa nuance. Arrancar no pelotão da frente, embora não seja imprescindível, é uma ótima receita para o sucesso.

O Fluminense contará com a estréia do lateral Carlinhos, o que, por si só, já é razão de otimismo. Não que superar o sonolento Julio Cezar seja um feito, mas o fato de ter alguém que lhe tire a vaga já é um presente para a torcida tricolor.

Uma vitória amanhã poderá significar um FlaxFlu de casa cheia na próxima quarta-feira. E cheia de tricolores. Jogo que pode, até, significar a liderança do Brasileiro.



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EM BUSCA DE UM TIMAÇO. 21/05/2010 - 00:33

Alguns dados, escrevendo assim, com o verde da esperança, têm contribuído para alimentar a crença de que o Fluminense, logo logo, contará com um timaço.

Um deles, que talvez passe despercebido pela maioria, é a recente contratação do lateral Carlinhos. Tudo indica que será o titular da posição, quiçá ainda no jogo desse domingo contra o Coríntians. O seu ex-companheiro de Santo André, o atacante Rodriguinho, anda exultante. Não sem razão. Carlinhos foi o responsável por mais de 50% das assistências que culminaram em gols do atacante, durante o Paulistão. Ou seja, a dupla promete e Fred poderá vir a ser mais um a se beneficiar. Com Mariano na direita e Carlinhos na esquerda, temos tudo para ter a melhor dupla de laterais do Brasil.

A chegada de André Luis não pode suscitar euforia, nem foguetórios, mas não deixa de ser um reforço para a nossa zaga. Em que pese a lembrança do escorregão de 2001, trata-se de um zagueiro experiente, que pode agregar valor à nossa defesa. Fica faltando, ainda, o grande reforço para a zaga, já que, ao que parece, o negócio com Lugano melou.

Revés, aliás, que pode ser revertido com a chegada de Edinho, o volante, que também é zagueiro, da confiança de Muricy Ramalho. A chegada de Cleber Santana também não chega a causar suspiros, visto que, em que pese a fama, não vinha tendo muitas oportunidades no São Paulo. O aspecto positivo de sua chegada é que, definitivamente, não há mais titulares absolutos no meio tricolor, exceto Conca. Brigarão Diguinho, Everton, Cleber Santana, Marquinho, Diogo e, talvez, Edinho por três vagas no meio ao lado do Pequeno Gênio. Sendo que, futuramente, a briga tende a intensificar-se com a chegada de Deco. Esse, por questão de prudência, é melhor não dar ainda como certo. Embora notícias dêem conta de que o próprio Chelsea esteja disposto a liberar Deco em troca de o Fluminense lhe pagar os salários, sendo que o atleta já acertou essa questão com o Flu, é bom guardar a euforia por algumas semanas.

Não será de se espantar se Diego Souza desembarcar no elenco estrelar do Fluminense. Por mais que tentem ocultar, a presença do meia num elenco estrelar, fadado a estar sob o foco de todas as lentes, seria excelente para o projeto da Traffic de tentar vendê-lo, valorizado, para o exterior. No caso de um título brasileiro, somado a uma Libertadores, a empresa realizaria um grande negócio daqui a um ano.

A torcida tricolor pode sonhar com um meio de campo titular com Edinho, Diego Souza, Conca e Deco. E vai que Cleber Santana recupere seu melhor futebol...

No ataque, o Flu já tem Fred. Segundo Muricy, Alan brigará com Rodriguinho pela outra vaga, mas a novela Araújo ainda pode ter final feliz e as especulações andam à solta. Já ronda o Laranjal o nome de Ronaldinho Gaúcho...

A seguir, cenas do próximo capítulo...



DEU O FUTEBOL ARTE.


O Santos decidiu no talento.

No primeiro tempo o time do Grêmio teve uma vitória estratégica. Como o Santos viesse com três atacantes - Neimar, Robinho e André - para tentar imprensar o tricolor, Silas armou o Grêmio avançado, sufocando a saída de bola do Santos, valendo-se da superioridade numérica no meio de campo.

O Grêmio rondou perigosamente a área santista, mas faltou o gol. O Santos, que precisava da vitória, ameaçava em contra-ataques, geralmente quando a bola chegava a Robinho, que era o único a criar na equipe praiana, sobretudo porque Paulo Henrique Ganso estava em noite nada inspirada.

Assim, o primeiro tempo terminou com o placar do mesmo jeito que começou.

No segundo, o jogo começou diferente. O Santos conseguiu compactar a marcação e passou a dividir o domínio do meio de campo. No entanto, o jogo permanecia empatado e foi o talento de Ganso, arrematando de fora da área, no ângulo esquerdo do goleiro Vitor, que tirou o Santos do sufoco.

Num contra-ataque o Santos fez 2x0, num lindo toque de Robinho, livre, por cima do goleiro. O Grêmio descontou e deixou o jogo tenso em seu final. Mas o Santos, já no finalzinho do jogo, fez o terceiro, numa arrancada espetacular do meia Weslei, que ainda driblou o goleiro antes de tocar para o gol vazio.

O Grêmio ainda teve que aturar um olé da versão contemporânea dos meninos da vila. Enquanto isso, o Vitória fez valer a recém-criada lenda do Barradão, não dando chance ao bom time do Atlético GO. Fez 4x0 e será o adversário do Santos na final.

O confronto final promete ser entre a Lenda do Barradão x Futebol Arte.



SÃO PAULO 4x0.


O sempre super estimado Cruzeiro, que já precisava vencer por três gols de diferença, começou mal. Seu artilheiro Kleber, num excesso de rigor do árbitro, foi expulso após acertar o rosto de Richarlisson numa disputa. O Cruzeiro teve que jogar toda a partida com um a menos.

O bom time do São Paulo aproveitou bem a vantagem no placar e, também, a vantagem numérica, para consolidar a classificação. Ficou, mais uma vez, comprovado que, nem o Cruzeiro é esse timaço que apregoam, nem o São Paulo é um trem descarrilhado.



CLASSIFICAÇÃO HERÓICA DO INTER


O Inter entrou em campo dormindo e acabou tendo um pesadelo que durou cerca de 85 minutos.

Com 20 minutos já perdia por 2x0.

Daí em diante o Inter equilibrou o jogo e proporcionou a partida mais emocionante, até aqui, da Libertadores da América. Graças a um gol de Giuliano, no final (suficiente para garantir a classificação ), o Inter é semi-finalista da competição, eliminando o principal oponente, o Estudiantes, campeão de 2009.

Podemos dizer que, com o feito, o Inter passa a ser o principal candidato ao título.



LA FLUUUUUUUUUU


Dizem por aí que o castigo vem a cavalo.

Pois bem, tenta na próxima, urubú!




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