A História do Fluminense Football
Club
Por: Marcel Cezar
Capítulos:
(1902 a 1909) Da fudação ao tetracampeonato
(1910 a 1919) Do primeiro jogo internacional ao tricampeonato
(1920 a 1932) Da inauguração da sede social ao fim do amadorismo
(1933 a 1951) Do início do profissionalismo ao "timinho" campeão estadual
(1952 a 1970) Do cinquentenário de fundação à conquista do primeiro título nacional
(1971 a 1979) Do "polêmico" título carioca de 1971 à Máquina Tricolor
(1980 a 1989) Uma década mágica
(1990 a 1999) A década perdida
(2000 a 2001) A volta por cima
(2002) O centenário do clube
(2005) Campeão Carioca e do mundo em 2005
DO CINQUENTENÁRIO DE FUNDAÇÃO À CONQUISTA DO PRIMEIRO TÍTULO NACIONAL (1952 a 1970)
A FESTA
Em 1952, o Fluminense Football Club completa 50 anos de fundação. E para comemorar o grande marco da história do futebol tricolor, o clube organiza vários eventos esportivos e artísticos, como competições internacionais de basquete, vôlei, xadrez e esgrima, realizados nas Laranjeiras. O clube promove um banquete histórico com a participação de visitantes ilustres como o Embaixador do Paraguai; o Embaixador do Uruguai (Dr. Giordano Bruno Eccher); o Ministro da Suíça (Dr. Eduard A. Feer); o Ministro da Educação e Saúde do Brasil (Dr. Simões Filho); o Presidente do Conselho Nacional de Desportos (Dr. Vargas Netto), cujos esforços muito contribuíram para a realização da Copa Rio; Alberto Borgerth, Carlos Góes da Motta, Ibsen Rossi, José Alves de Moraes, Antônio Mourão Filho, Plínio Leite, Inocêncio Pereira Leal e o professor Castro e Silva. O Presidente da República, Getúlio Vargas, fez-se representar pelo Dr. Geraldo Mascarenhas Silva. E os Correios prestam uma simbólica homenageiam, lançando selos e envelopes alusivos ao cinqüentenário.
No dia 20 de julho, é realizado o “Grande Desfile” no Estádio das Laranjeiras com a participação dos atletas do passado, do presente e do futuro. Dentre os momentos mais emocionantes, Félix Frias, sócio fundador do Fluminense e tetracampeão carioca em 1906-1907-1908-1909, mesmo enfermo e com grave problema de saúde, aparece na tribuna de honra, chorando e acenando para os tricolores e velhos amigos, permanecendo em pé durante todo o desfile.
ORAÇÃO DO CINQUENTENÁRIO:
“Juventude de 2002! – Ouvi em silêncio e concentração a mensagem que da geração fundadora recebeu a juventude tricolor de 1952, formada no Estádio pelo Cinqüentenário do Clube, para vos ser transmitida e por vós lida, ao comemorardes o Centenário.
Enfileirados, ao vosso lado, comparecem os homens, que eram os jovens de julho de 1902. Mas a geração, que vos fala, essa já aqui não está mais. Tombou para sempre à imposição da natureza humana. Estais ouvindo, pois, na palavra viva dos mortos, o sentido imortal do espírito tricolor.
O momento não sofre a emoção das lágrimas. Recordai e evocai os que vos foram caros – pais, avós – sem a memória armada em funeral, mas na saudade colorida em festa.
O Fluminense de 2002 é o triunfo que continua. Temos certeza de que a juventude do Cinqüentenário soube cumprir a missão que lhe entregamos. E de que a juventude do Centenário prosseguirá na obra comum de abnegação, de sacrifício, de amor à bandeira que se prosterna ante as mãos iluminadas que a abençoam no altar do corcovado.
Voltai os vossos olhos para a imagem do Cristo, como a fixamos na hora da mensagem. Na convergência dos olhares de ontem e de hoje nós nos reencontraremos no tempo e sobre a Terra.
Juventude Tricolor de 2002!
Ouvi em silêncio e concentração o encerramento desta mensagem gravada no pergaminho da história. Revezai-a com a Juventude de 2052 para continuidade eterna da glória do Fluminense.” (Mensagem do Presidente Fábio Carneiro de Mendonça no Grande Desfile de 1952).
A 21 de julho de 1952, faz-se uma romaria ao túmulo de Oscar Cox, com as devidas homenagens. Mano, tricampeão em 1917-1918-1919 e falecido em 1922, também é lembrado.
À noite, no Salão Nobre, com a Sede luxuosamente ornamentada, encerraram-se os festejos do cinqüentenário do Clube com um Baile de Gala.
NO FUTEBOL
O ano de 1952 começa com o Fluminense fazendo uma campanha quase irretocável no Torneio Rio-São Paulo. Quase. Líder do torneio com 10 pontos ganhos, o Tricolor chega à última rodada dependendo de uma simples vitória contra o Corinthians (que também lutava pelo título), em São Paulo, para erguer a taça de campeão. Mas o Tricolor tropeça diante do Timão, perde por 4 x 2, e abre passagem para Portuguesa e Vasco decidirem o título, que acaba indo para o Canindé. A dor pela perda do título seria curada posteriormente, com a conquista do nosso primeiro título internacional: a Copa Rio.
A pedido do Fluminense Football Club, a Confederação Brasileira de Desportos antecipa a realização da 2ª edição da Copa Rio de 1953 para 1952, a fim de que o Tricolor possa jogar o torneio internacional que reunia os maiores clubes do mundo, no ano de seu cinqüentenário.
Devido o sucesso da primeira edição, que teve a Sociedade Esportiva Palmeiras como campeã, criou-se uma grande expectativa para a segunda edição do torneio.
Com a torcida tricolor eufórica, o Fluminense participa da competição, que à época era comparado a um Mundial de Clubes, com times tradicionais do futebol sul-americano e europeu. Alguns clubes, como Racing da Argentina e Juventus de Turim, recusam o convite para participar da segunda edição, alegando entre outros fatores (no caso da Juventus), a longa distância entre os continentes.
Definidos os clubes, estes se dividem em dois grupos. Um com Sede no Rio, com Fluminense (campeão carioca de 1951), Peñarol, campeão uruguaio de 1951 e base da Seleção nacional, Sporting, campeão português das temporadas 1950/1951 e 1951/1952 – e que ganharia também as temporadas de 1952/1953 e 1953/1954, e Grasshopers Club campeão suíço da temporada 1951/1952. E outro com Sede em São Paulo, contando com Corinthians, campeão paulista de 1951/1952, Saarebruecken da Alemanha Ocidental, à época do convite, líder do campeonato alemão (terminou como vice-campeão da temporada 1951/1952), Libertad do Paraguai, vice-campeão nacional e Áustria Viena, até então líder do campeonato austríaco (terminou como vice-campeão da temporada 1951/1952).
A estréia do tricolor dá-se contra a forte equipe do Sporting de Portugal, com a assistência de quase 75 mil torcedores. O jogo é equilibrado do inicio ao fim e termina em 0 x 0. O goleiro Castilho é um dos destaques do confronto, tendo defendido um pênalti.
O empate em 0 x 0 com os portugueses, cria um clima de pessimismo entre os tricolores. Tal assertiva comprova-se na segunda rodada quando apenas 19.703 torcedores comparecem ao Maracanã para ver a primeira vitória do Fluminense no torneio. 1 x 0 sobre os suíços do Grasshopers, gol de Marinho, aos 34 minutos do segundo tempo, vencendo o “Ferrolho Suíço” que o mundo conheceria na Copa de 1954.
No dia 20 de julho, véspera do cinqüentenário do Fluminense Football Club, o tricolor enfrenta o Peñarol, base da seleção celeste e que há 2 anos acabara com o sonho de milhões de brasileiros de verem o Brasil ser campeão do mundo pela primeira vez, vencendo por 2 x 1 e calando 200 mil pessoas que lotaram o Maracanã.
A expectativa para o duelo entre brasileiros e uruguaios é grande. Em campo, líder (Peñarol) e vice-lider (Fluminense) da Série Carioca. É o jogo da revanche de 1950. O Peñarol entra em campo primeiro, com a seguinte formação: Natero, Davoine e Colture; Rodrigues Andrade, Nardeli e Romero; Ghiggia, Hoberg, Romay, Schiaffino e Vidal. Téc.: Juan Lopez. O Fluminense alinha em seguida com: Castilho, Píndaro e Pinheiro; Jair, Edson e Bigode; Telê, Didi, Marinho, Orlando Pingo de Ouro e Róbson. Téc.: Zezé Moreira.
O público é digno de uma final de campeonato. São mais de 63 mil espectadores (mais precisamente 63.536 presentes) confiantes numa boa vitória tricolor. O inglês Eugen Dinger é o árbitro da partida.
Desenvolvendo jogo acima das expectativas, o Fluminense domina a partida e vence com autoridade por 3 x 0. Marinho abre o placar aos 36; Orlando aumenta aos 44 e Marinho, novamente, aos 30 minutos do segundo tempo, põe números finais ao jogo. Após dois anos chorando a perda do título mundial para os uruguaios, os brasileiros voltavam a sorrir com uma grande vitória de um clube brasileiro. Jogadores da Seleção do Uruguai, como Schiaffino e Ghiggia, algozes brasileiros em 1950, agora se curvavam ao talento do futebol tricolor.
De “alma lavada”, o Fluminense se classifica para as semifinais. O adversário é o não menos pujante Áustria Viena, base da Seleção austríaca, que terminaria em 3º lugar na Copa do Mundo de 1954.
No primeiro encontro, diante de 34.180 espectadores, ocorre vitória tricolor por 1 x 0, gol de Didi. O Fluminense venceu com: Castilho, Pindaro e Pinheiro; Jair Santana, Edson e Bigode; Telê (Quincas), Didi, Orlando Pingo de Ouro (Simões), Maurinho e Robson. O Áustria Viena perdeu com: Sweeda, Stoltz e Kowank; Scheleger, Ocwirk e Swoboda; Melchior I (Pinckler), Kominec, Huber, Stojaspal e Aurendik. Téc.: W. Muller.
No segundo e decisivo jogo, o Fluminense vence por 5 x 2, para delírio dos 45.623 tricolores que foram ao Maracanã. O jogo é emocionante do início ao fim. O Fluminense abre o marcado com Didi aos 6 minutos do primeiro tempo. Precisando da vitória para ir às finais, a equipe austríaca vira o jogo, com gols do craque da seleção austríaca Stojaspal e Pinckler, silenciando o Maracanã. Por pouco tempo. Orlando Pingo de Ouro marca duas vezes, aos 31 e aos 41 minutos, e o primeiro tempo termina com a vantagem tricolor no marcador: 3 x 2. Na segunda etapa, Quincas, aos 8 minutos e Orlando Pingo de Ouro, o artilheiro da partida, aos 20, selam o passaporte do Fluzão para a grande final da Copa Rio: 5 x 2.
Classificado para as finais da Copa Rio, o Fluminense enfrenta o Corinthians, que derrotou o Peñarol por 2 x 1, num jogo violento, que fez com que a equipe uruguaia se retirasse da competição, não jogando o segundo confronto.
O primeiro jogo se dá no dia 30 de julho, com a assistência de 38.680 torcedores. O Fluminense entra em campo com: Castilho, Píndaro e Pinheiro; Jair Santana, Edson e Bigode; Telê, Orlando, Didi, Marinho e Quincas. O Corinthians alinha com: Gilmar, Homero e Olavo; Idário, Julião e Sula; Cláudio, Luizinho, Carbone, Gatão e Mário. Téc.: Rato. O árbitro é Joaquim Campos, de Portugal.
Orlando Pingo de Ouro aos 22 minutos do primeiro tempo e Marinho, aos 25 da etapa derradeira, marcam os gols da vitória tricolor por 2 x 0 sobre o até então favorito Corinthians. Pela primeira vez no torneio, a equipe paulista, melhor ataque do torneio com 16 gols em 4 jogos, não marca gol. Para o segundo jogo, um empate basta para o Tricolor das Laranjeiras sagrar-se campeão da II Copa Rio.
E, é no dia 02 de agosto de 1952, que o Fluminense mais uma vez faz história. Diante de 65.946 espectadores, tricolores e alvinegros encontram-se para o último jogo da decisão. Mesmo precisando de um empate para ser campeão, Didi abre o placar aos 10 minutos do primeiro tempo. Jackson empata para o Corinthians aos 11 minutos da etapa final. Mas Orlando Pingo de Ouro, artilheiro do torneio ao lado de Marinho com 5 gols, marca o segundo 8 minutos depois. A torcida tricolor faz festa. Canta, vibra, comemora. O gol de Souzinha, no finzinho do jogo (44 minutos), de nada adianta. O árbitro francês Gabriel Tordjaman encerra a partida. O Fluminense é campeão da Copa Rio invicto! 7 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 14 gols a favor e 4 contra. O Tricolor é campeão de um título internacional. O Maracanã, finalmente é palco de uma grande conquista. Jornais estampam a grande conquista: “FLUMINENSE CONQUISTA O PLANETA”; “FLUMINENSE EMPUNHA UM TÍTULO MUNDIAL”.
A vitória sobre o Corinthians representou não só a conquista de um título mundial, mas também, a revanche dos 4 x 2 pelo Torneio Rio-São Paulo, que estava entalado na garganta dos tricolores.
O Fluminense ainda vence o Torneio quadrangular em Belo Horizonte, que conta com a participação de América, Cruzeiro e Atlético, derrotando o Cruzeiro por 3 x 2 na grande final. No Campeonato Carioca, o Tricolor fica com o vice-campeonato, atrás do Vasco. Embora não tenha conquistado o título carioca, pode-se dizer que o Tricolor encerrou com êxito os festejos dos seus 50 anos de fundação.
Para o biênio de 1953/1954 é eleito à presidência do clube Antônio Leite. Com um plano ousado de ampliar o patrimônio do Fluminense, o novo presidente tricolor propõe a mudança do setor de futebol para a Barra da Tijuca, onde teria conversado com proprietários de terrenos que estariam dispostos a fazerem uma doação, desde que o clube se comprometesse investir 30 milhões de cruzeiros antigos, no período de 6 anos. A área, contendo 800 mil metros quadrados, sendo 1km de testada de praia, viabilizaria a implantação de novas modalidades no clube, como remo e hipismo, além da construção de dois campos de futebol, sendo um para concentração dos atletas profissionais e outro para os sócios. As conversações se estendem até 03 de setembro de 1954, quando o Conselho Deliberativo veta a homologação do acordo, alegando, dentre outros motivos, problemas financeiros e com a localização.
O Fluminense faz excursão pela América do Sul, enfrentando os seguintes adversários: Peñarol, do Uruguai (0 x 0; 0 x 1); Dínamo Zagreb, da Iugoslávia (0 x 0); Colo-Colo, do Chile (3 x 0); Presidente Hayes, do Paraguai (2 x 1); Atlético Nacional, (3 x 0) e Desportivo Cali da Colômbia (1 x 1; 0 x 1); Alianza de Lima, do Peru (2 x 2); e Nacional, do Uruguai (0 x 0).
No Campeonato Carioca, o time formado por Castilho, Píndaro e Pinheiro; Jair Santana, Edson e Bigode; Telê, Didi, Marinho, Robson e Quincas, fica com o vice-campeonato. Marinho, com 18 gols é o artilheiro da equipe. No Torneio Rio-São Paulo, o time fica em 5º lugar.
Com a extinção da Copa Rio, devido à retirada do patrocínio da Prefeitura da Cidade, cria-se o Torneio Rivadavia Correa Meyer, com a finalidade de manter uma competição internacional no Rio de Janeiro. Diante da recusa de Real Madrid e Nacional, do Uruguai, o Fluminense, campeão da Copa Rio de 1952 é convidado a participar do torneio que conta com: Vasco (campeão carioca de 1952), São Paulo (campeão paulista de 1953), Corinthians (campeão da Copa Arroz), Botafogo (vice-campeão da pequena Taça do Mundo), Olímpia (vice-campeão paraguaio de 1953), Hibernian (campeão escocês 1952/1953) e Sporting (tetracampeão português). Na primeira fase, o Fluminense enfrenta Vasco (1 x 2), Botafogo (2 x 2) e Hibernian (3 x 0), se classificando às semifinais para enfrentar o São Paulo, na capital paulista. No dia 24/06 ocorre derrota do tricolor por 1 x 0, havendo revés na partida seguinte por 1 x 0. Com uma vitória para cada lado, a partida é decidida na prorrogação e o São Paulo leva a melhor, vencendo por 1 x 0.
Em 1954, o Tricolor não faz um bom campeonato estadual e termina em 5º lugar. O time treinado pelo técnico Gradim obtém 13 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, em 27 jogos. Muito pouco para um clube tradicional e vencedor como o Fluminense Football Club. Ambrois, com 17 tentos foi o artilheiro do time no campeonato, que teve como base: Castilho, Píndaro e Pinheiro; Jair Santana, Edson e Bigode; Telê, Didi, Ambrois, Robson e Quincas.
No dia 15 de agosto, o Fluminense conquista o Torneio Início de Futebol, realizado no Maracanã, ao vencer o Flamengo na final por 1 x 0. No Torneio Rio-São Paulo, o time fica com o vice-campeonato. Mas é no campo das contratações que o clube obtém a sua maior vitória, ao contratar o atacante Waldo Machado da Silva, que se tornaria o maior artilheiro da história do clube, marcando 314 gols em 403 jogos.
O Fluminense continua participando de torneios e amistosos internacionais. Destaque para as acachapantes vitórias sobre o Desportivo Luqueño, do Paraguai, por 8 x 1, e La Coruña, da Espanha, por 3 x 0.
Pesquisa encomendada pelo Jornais dos Sports, de 31 de dezembro de 1954, aponta o Fluminense como tendo a segunda maior torcida da cidade do Rio de Janeiro: 1º Flamengo (28%), 2º Fluminense (18%), 3º Vasco (17%), 4º América (6%), 5º Botafogo (5%), 6º Bangu (2%) e 7º São Cristóvão (1%). Foram também computados números referentes à classe social e nível de instrução das torcidas, sendo o Fluminense, o primeiro entre as classes A e B (54%), bem como o clube com maior número de torcedores com nível superior (31%). Tais números serviram apenas para reforçar a fama de que o Fluminense era o clube preferido pela elite carioca.
A Suíça foi sede da Copa do Mundo, em que o Fluminense foi o clube que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira: os goleiros Castilho e Veludo; o zagueiro Pinheiro e o extraordinário meia Didi. Zezé Moreira, campeão carioca de 1951 e da Copa Rio de 1952 pelo Tricolor, era o técnico da Seleção. Era o ano também em que o Brasil trocava a camisa branca pela camisa amarela, chamada carinhosamente de “canarinho”. Uma forma de tentar esquecer a derrota da Copa do Mundo de 1950 para o Uruguai.
Na primeira fase, o Brasil venceu o México por 5 x 0 e empatou com a Iugoslávia em 1 x 1, classificando-se para as quartas-de-finais, para enfrentar a poderosa Hungria do artilheiro Puskas, sensação da Copa, que havia goleado Coréia do Sul (9 x 0) e Alemanha (8 x 3) na primeira fase.
O Brasil entrou nervoso em campo e, em duas falhas da defesa, levou dois gols em oito minutos. Djalma Santos, cobrando pênalti diminuiu para a Seleção Brasileira e o jogo cresceu em emoção. Os brasileiros lançaram-se ao ataque em busca do empate, mas acabaram sofrendo o terceiro gol, de pênalti, cobrado por Lantos. Julinho diminuiu para 3 a 2, mas Koscis novamente marcou para a Hungria, e o Brasil voltou mais cedo para casa.
A 22 de novembro, o Teatro do Fluminense ovaciona o hino “Fluminense Cinquentão”, com música de José Maria de Abreu e letra de Aurimar Rocha, Elsen Guedes, Glória Berenice, Hayrton Queiroz, Jorge Martins e Maria Alice:
Sou Fluminense Cinquentão,
Da Taça Olímpica Senhor,
Das pistas campeão,
Das quadras vencedor,
Por isso é que eu luto com ardor.
Sou Fluminense Cinquentão,
Da tricromia o coração,
Outra coisa não posso dizer:
Sou tricolor por tradição.
Com a saída de jogadores importantes como Píndaro, Bigode e Marinho, o Fluminense inicia o ano de 1955 amargando mals resultados. O time-base que fica em 7º lugar no Torneio Rio-São Paulo e 4º lugar no Campeonato Carioca é: Castilho, Lafaiete e Pinheiro; Vítor, Clóvis e Bassú; Telê, Didi, Waldo, Átis e Escurinho. O técnico continua sendo Gadim.
No entanto, o clube faz excursão à Europa e traz resultados expressivos: vitórias sobre o Glatasaray, da Turquia por 2 x 0; Seleção da Turquia por 4 x 1 e Fiorentina, da Itália, em Florença, por 3 x 1.
Em 1956, o time formado por Castilho, Cacá e Pinheiro; Jair Santana, Clóvis e Altair; Telê, Léo, Waldo, Jair Francisco e Escurinho, termina o Campeonato Carioca como vice-campeão. Waldo, com 22 tentos é o artilheiro da equipe.
Nos esportes olímpicos, o Tricolor continua vencendo. É campeão carioca de water pólo, vôlei (masculino e feminino), tiro ao alvo, tênis de mesa, tênis (feminino), saltos ornamentais, natação, esgrima, basquete (feminino) e atletismo. Na área artística, o Tricolor presenteia seus sócios com apresentações da famosa “Ópera de Pequim”, que proporciona aos privilegiados espectadores uma noite maravilhosa e inesquecível.
CAMPEÃO INVICTO DO TORNEIO RIO-SÃO PAULO DE 1957
Com uma campanha irretocável, o Fluminense é campeão invicto do Torneio Rio-São Paulo de 1957. São sete vitórias e dois empates, vinte e três gols a favor e onze gols contra. Waldo é o artilheiro da competição com 13 tentos. O título vem antecipadamente, na penúltima rodada, com a vitória por 3 x 1 sobre a Portuguesa, em São Paulo, com gols de Waldo (2) e Léo. Na última partida, já campeão, o Tricolor entra em campo contra o São Paulo para receber as faixas de campeão e manter a invencibilidade no torneio. Vence por 2 x 1, com dois gols de Waldo, sendo o segundo marcado na base da raça, da vontade, roubando a bola do arqueiro são-paulino e a empurrando para as redes, garantindo a vitória e a conquista inédita:
Fluminense 1 x 0 América
Fluminense 5 x 1 Palmeiras
Fluminense 3 x 3 Botafogo
Fluminense 2 x 1 Flamengo
Fluminense 3 x 2 Corinthians
Fluminense 2 x 0 Vasco
Fluminense 2 x 2 Santos
Fluminense 3 x 1 Portuguesa
Fluminense 2 x 1 São Paulo

O time campeão é: Vitor Gonzalez, Cacá e Roberto; Ivan, Clóvis e Altair; Telê, Robson, Waldo, Jair Francisco (Léo) e Escurinho. Técnico: Sílvio Pirilo.
No Campeonato Carioca, o Fluminense é vice-campeão. Precisando de um empate na última rodada para ser campeão, o Tricolor é goleado pelo Botafogo por inapeláveis 6 x 2, na maior derrotada sofrida para o alvi-negro na era do profissionalismo.
Em 1958, o Fluminense não obtém resultados significativos no futebol: fica em 4º lugar no Campeonato Carioca e em 6º no Torneio Rio-São Paulo. Silvio Pirilo comanda o time até 31 de julho. Jorge Vieira fica no clube de 1º de agosto até 22 de outubro, para que Zezé Moreira ponha ordem na casa e o clube volte a vencer no ano seguinte. Mantendo sua agenda de viagens, o clube faz dois amistosos em Montevidéu, trazendo uma vitória por 3 x 2 sobre o Peñarol e um empate em 1 x 1 com o Danúbio. O time-base do ano é: Castilho, Jair Marinho e Pinheiro; Jair Santana, Clóvis e Altair; Almir, Telê, Waldo, Jair Francisco e Escurinho.
CAMPEÃO CARIOCA DE 1959
Comandado por Zezé Moreira, o Fluminense volta a ser campeão carioca ao vencer o Madureira na penúltima rodada por 2 x 0, com gols de Escurinho. Em 22 jogos, o Tricolor vence 17, empata 4 e perde apenas 1 – para o Bangu por 1 x 0. Marca 45 gols e sofre apenas 9. Waldo, com 14 tentos é o artilheiro do time na competição. Ao ganhar o campeonato de 1959, o Tricolor torna-se o último campeão do Rio de Janeiro enquanto Capital Federal. O esquema tático montado por Zezé Moreira impressiona. A defesa formada por Castilho, Jair Marinho e Pinheiro é praticamente intransponível e o ataque formado por Maurinho, Telê, Waldo, Paulinho e Escurinho, é formidável. O segredo do time era fazer gol nos minutos iniciais e se fechar. Castilho segurava o resultado. E foi assim durante todo o campeonato. Vários jogos vencidos por 1 x 0 e 2 x 0. Disciplina tática na defesa e eficiência no ataque, fizeram do Fluminense o merecido campeão carioca de 1959.
Fluminense 1 x 0 América
Fluminense 1 x 0 Bonsucesso
Fluminense 4 x 0 Canto do Rio
Fluminense 1 x 0 São Cristóvão
Fluminense 2 x 1 Portuguesa
Fluminense 0 x 0 Flamengo
Fluminense 0 x 1 Bangu
Fluminense 4 x 0 Madureira
Fluminense 2 x 1 Botafogo
Fluminense 1 x 0 Olaria
Fluminense 2 x 0 Vasco
Fluminense 3 x 1 Vasco
Fluminense 2 x 0 São Cristóvão
Fluminense 3 x 0 Portuguesa
Fluminense 4 x 0 Olaria
Fluminense 1 x 1 América
Fluminense 2 x 1 Canto do Rio
Fluminense 2 x 0 Flamengo
Fluminense 5 x 0 Bonsucesso
Fluminense 0 x 0 Bangu
Fluminense 2 x 0 Madureira
Fluminense 3 x 3 Botafogo
Time-base: Castilho, Jair Marinho e Pinheiro, Edmilson, Clóvis e Altair; Maurinho, Telê, Waldo, Paulinho e Escurinho. Téc.: Zezé Moreira.
No Torneio Rio-São Paulo, o Tricolor fica em 8º lugar, obtendo 2 vitórias, 2 empates e 5 derrotas. As duas vitórias tricolores são sobre clubes paulistas: 2 x 0 sobre o Palmeiras (gols de Waldo e Escurinho) e acachapantes 5 x 1 sobre o Corinthians (Waldo marcou 3 vezes, Escurinho e Telê completaram o placar), em jogos realizados no Maracanã.
CAMPEÃO DO TORNEIO RIO-SÃO PAULO DE 1960
Contando com a mesma base do time campeão carioca de 1959, o Fluminense é campeão do Torneio Rio-São Paulo novamente. Desta vez, apenas a derrota para o Flamengo por 2 x 1 impediu que o clube repetisse o feito de 1957, quando conquistou o torneio de maneira invicta. Nem o favorito Santos, do craque Pelé, conseguiu parar o Tricolor. Foram 6 vitórias, 2 empates e 1 derrota, 22 gols a favor e 12 gols contra. Waldo foi o artilheiro da equipe com 11 gols, sendo 3 deles marcados na extraordinária vitória sobre o São Paulo por 7 x 2. Contra o Santos, mesmo com a sua ausência, mas empurrado por 43.149 espectadores, o Fluminense venceu o Santos por 4 x 2. No último jogo, de volta ao time, Waldo é o autor do gol do título, na vitória de 1 x 0 sobre o Palmeiras no Maracanã, que recebeu o público de 53.758 torcedores.
Fluminense 1 x 0 Portuguesa
Fluminense 2 x 1 Corinthians
Fluminense 7 x 2 São Paulo
Fluminense 1 x 1 América
Fluminense 2 x 2 Botafogo
Fluminense 3 x 2 Vasco
Fluminense 1 x 2 Flamengo
Fluminense 4 x 2 Santos
Fluminense 1 x 0 Palmeiras
O time campeão foi: Castilho, Jair Marinho e Pinheiro; Edmílson, Clóvis e Altair; Maurinho, Telê, Waldo, Paulinho e Escurinho. Téc.: Zezé Moreira.
No Campeonato Carioca, o Fluminense é vice-campeão, perdendo o bicampeonato para o América. Na última e decisiva partida do returno, o Tricolor, jogando pelo empate, perde por 2 x 1, de virada para o time rubro, que torna-se o primeiro campeão do novo estado da Guanabara.
O Fluminense participa pela primeira vez da Taça Brasil, competição nacional criada em 1959, que reunia os campeões estaduais e que dava ao vencedor a oportunidade de disputar a recém-criada Taça Libertadores da América. Com moldes semelhantes à Copa do Brasil, a competição era disputada com jogos eliminatórios de “ida e volta”. O Fluminense estreou na primeira fase, chamada de fase “Zona Sul”, contra o Fonseca, de Niterói. No primeiro jogo, disputado em Caio Martins, houve vitória Tricolor por 3 x 0 (gols de Waldo, Telê e Jair Francisco). No jogo de volta, realizado nas Laranjeiras, o Fluminense massacrou o time de Niterói, vencendo por 8 x 0, sendo os tentos tricolores anotados por Jair Francisco (3), Waldo (2), Maurinho (2) e Paulinho. Classificado para a próxima fase, o Tricolor superou o Cruzeiro, empatando em 1 x 1 no Estádio Independência (gol de Paulinho) e vencendo nas Laranjeiras, por 4 x 1. Waldo marcou duas vezes, Escurinho e Maurinho completaram o marcador. A final da fase “Zona Sul” foi disputada contra o Grêmio. O tricolor gaúcho levou a melhor na primeira partida, vencendo por 1 x 0, em jogo realizado no Olímpico. No segundo encontro, em jogo disputado nas Laranjeiras, houve vitória do Fluminense por 4 x 2 (gols de Paulinho, Maurinho, Waldo e Jair Francisco), forçando um jogo extra para decidir quem iria às semifinais da competição contra o Palmeiras. Jogando por um empate, Jair Francisco garantiu a vaga do Tricolor das Laranjeiras para as semifinais, marcando o gol de empate em 1 x 1. Na semifinal, o Fluminense não contou com o artilheiro Waldo. Talvez por isso, não tenha conseguido triunfar perante o Palmeiras. Nos dois jogos, o Fluminense sentiu a falta de um jogador como Waldo, que embora não fosse muito técnico, costumava não desperdiçar as chances que tinha para marcar gols. Depois de um empate em 0 x 0 no Pacaembu, o Fluminense recebeu o Palmeiras no Maracanã para a segunda e decisiva partida. O Tricolor rondou durante quase todo o jogo a área palestrina, sem contudo concluir em gols. O castigo veio aos 44 minutos do segundo tempo, quando Humberto Tozzi, numa das poucas investidas do Palmeiras ao ataque, marcou o gol da vitória alviverde sobre o tricolor. O jogo entre Fluminense e Palmeiras foi uma final antecipada. Na seqüência, o Palmeiras foi campeão, vencendo facilmente os dois jogos da final contra o Fortaleza (3 x 1; 8 x 2).
O clube volta a excursionar pela Europa e pela América do Norte, com destaque para as vitórias sobre o San Lorenzo, da Argentina (3 x 1); Feyennord, da Holanda (2 x 1); Middlesbrough, da Inglaterra (3 x 2); Oster, da Suécia (10 x 0); Combinado Lyn-Skeid, da Noruega (8 x 2); AIK, da Suécia (4 x 1); Istad, da Suécia (11 x 0); Gênova, da Itália (3 x 2) e Valência, da Espanha (4 x 3).
A DEMOLIÇÃO DO ESTÁDIO DAS LARANJEIRAS
O ano de 1961 foi negativo para o Fluminense não só dentro de campo, mas também fora dele. Após dois anos de conversação entre a prefeitura da cidade e dirigentes tricolores, o clube teve parte de sua área desapropriada, tendo o Estádio das Laranjeiras parte de suas arquibancadas demolidas. Com a construção do túnel Santa Bárbara, tornou-se necessário uma via mais larga para melhorar o trânsito na cidade. E o Fluminense estava no caminho. Pela desapropriação, o Fluminense recebeu uma quantia em dinheiro (Cr$ 49.703.000,00) e alguns terrenos de casas remanescentes na esquina da Rua Álvaro Chaves, com valor estimado em Cr$ 31.355.000,00. Mas nada poderia compensar a demolição do histórico estádio, onde o Brasil despertou para as grandes conquistas internacionais. Foram anos de história destruídos com a implosão das arquibancadas da Rua Pinheiro de Machado. A bela fachada com os dizeres “Estádio das Laranjeiras – Fluminense Football Club” agora só existiria nos registros fotográficos e na memória daqueles que o conheceram. A pista de atletismo, famosa pelas grandes competições, por onde passaram grandes mitos do nosso clube e do atletismo brasileiro, agora não existia mais. Sumiu com a redução do campo e com o muro de tijolos que substituiu as arquibancadas. O Fluminense Football Club, que tanto fez em prol do esporte no país, recebia como “agradecimento” um atentado contra o seu patrimônio.
O clube inaugurou o novo parque aquático, dotado de piscina olímpica, poço de saltos ornamentais e piscina de aprendizagem. A obra marcou o auge da administração do presidente Jorge Frias de Paula, que fora reeleito a 16 de janeiro, pelo Conselho Deliberativo para exercer a presidência no biênio 1961/1962.
No futebol, o Fluminense ficou com o vice-campeonato carioca e o sétimo lugar no Torneio Rio-São Paulo. Mas realizou vitoriosa excursão pela África e Europa, disputando 10 jogos e perdendo apenas um: para o Sporting por 2 x 0, em Lisboa. Nos demais, vitória por 2 x 1 sobre o Nacional, do Egito, no Cairo; 3 x 0 no Tanta, do Egito, em Tanta; empate em 1 x 1 e vitória por 1 x 0 sobre a Seleção da Bulgária, em Sófia; vitória por 7 x 2 sobre o Olimpic Ginaste, da França, em Nice; empate em 1 x 1 com a Internazionale de Milão, em Milão; vitória por 2 x 1 sobre o Espanhol, em Barcelona; goleada por 6 x 0 no Málaga, em Málaga; e sensacional vitória por 3 x 2 sobre a fortíssima equipe do Valência, em Valência.
O time-base do ano foi: Castilho, Jair Marinho e Pinheiro; Edmílson, Clóvis e Altair; Calasães, Humberto, Jaburu, Paulinho e Escurinho. Técnico: Zezé Moreira.
Em 1962, ano em que o Brasil conquistou o bicampeonato mundial de futebol, no Chile, com a participação de três tricolores (Castilho, Jair Marinho e Altair), o Fluminense não teve um ano vitorioso no futebol. Ficou em 3º lugar no Campeonato Carioca e em 9º lugar no Torneio Rio-São Paulo, perdendo os quatro jogos que disputou. Diferente dos anos anteriores, o tricolor não excursionou à Europa, realizando apenas um amistoso internacional, contra a Seleção Olímpica da Rússia, no Maracanã, quando perdeu por 1 x 0.
O time-base do ano foi: Castilho, Jair Marinho e Pinheiro; Íris (Oldair), Dari e Altair; Calasães, Walter, Rodrigo, Paulinho e Escurinho. Técnico: Zezé Moreira.
O MAIOR PÚBLICO DO FUTEBOL MUNDIAL ENTRE CLUBES
Para o ano de 1963, foi eleito o presidente Nelson Vaz Moreira, que venceu a disputa com Jorge Frias de Paula que concorria à terceira reeleição. Inicialmente, o mandato do novo presidente seria de dois anos, mas posteriormente o Estatuto do clube foi reformado, sendo fixado o período de três anos, sendo vetada de agora e diante a reeleição. Desta forma, o mandato de Nelson Vaz Moreira seria até 1965.
O clube realizou no dia 20 de junho, no Salão Nobre, memorável banquete em homenagem ao então Presidente da Confederação Brasileira de Desportos, Benemérito Atleta e Benemérito do Fluminense, João Havelange, com a participação de cerca de 500 pessoas, das mais altas autoridades internacionais. Um mês depois, foi inaugurado o novo jardim da sede social e dois dias depois o Parque Infantil, com a presença de mais de duas mil pessoas. A criançada tricolor agora tinha um espaço seu, para brincar e fazer do clube o seu passatempo ideal.
No futebol, o Fluminense ficou em 3º lugar no Torneio Rio-São Paulo e com o vice-campeonato carioca, num jogo que entrou para a história. O Tricolor chegou à última rodada da competição precisando de uma vitória sobre o Flamengo para ser campeão. O Fluminense pressionou, rondou a área rubro-negra o tempo todo, perdeu gols incríveis como o de Escurinho, que sem goleiro, chutou pra fora, mas o dia era do goleiro Marcial, que fez grandes defesas e garantiu o 0 x 0 para o Flamengo. No dia em que o Maracanã recebeu a maior assistência da história do futebol mundial, entre clubes, com exatos 194.603 espectadores, o Fluminense teve que se contentar com o vice-campeonato.
Assim como nos anos anteriores, o Tricolor continuou a excursionar pelo exterior, conseguindo resultados significativos. Na excursão pela Europa e América do Sul, foram 11 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota, defrontando os seguintes adversários: Seleção de Paisandu (3 x 1), do Paraguai, em Montevidéu; Seleção do Paraguai, (4 x 2) em Assunção; Combinado Osk-Degertors (1 x 2) da Suécia, na Suécia; Combinado Elfsborg-Horrby, (4 x 2) da Suécia, na Suécia; A.F.F. (3 x 0) da Suécia, na Suécia; Salto B. K. (4 x 1) da Suécia, na Suécia; Kristianstad (4 x 1) da Suécia, na Suécia; B. K. Landora (6 x 0) da Suécia, na Suécia; Seleção de Helsinki (2 x 1), em Helsinki; Dínamo de Moscou (1 x 0), em Moscou; Lugansck (2 x 1) da Rússia, em Lugansck; Seleção da Rússia (0 x 0), em Volgrad; e Ararati (5 x 2)da Rússia, em Jerevan.
O time-base do ano foi: Castilho, Carlos Alberto Torres, Procópio, Dari e Altair; Íris e Oldair; Edinho, Manuel, Joaquinzinho e Escurinho. Técnico: Fleitas Solich.
A nota de profunda tristeza do ano foi o falecimento de duas figuras míticas do clube: Arnaldo Guinle e Artur Antunes de Moraes e Castro, o Laís. Arnaldo Guinle era patrono do Fluminense e um dos maiores empreendedores do estado do Rio de Janeiro. Fez muito pelo clube e pelo desporto nacional. Criou as bases necessárias para o Brasil despertar como potência no esporte. Quando os jovens desbravadores da grande obra fundaram o Fluminense, foi a família Guinle quem alugou o terreno onde anos mais tarde, Arnaldo construiria com esforços financeiros próprios o maior e mais belo estádio da América do Sul, adotando o clube como seu verdadeiro ideal no esporte. Arnaldo Guinle foi presidente durante 15 anos, período em que fez uma revolução no clube. O Brasil não tinha nada. Foi omisso nos jogos sul-americanos de 1919. Arnaldo Guinle arcou com as despesas e construiu o Estádio das Laranjeiras e o Brasil foi campeão sulamericano pela primeira vez. Em seguida, construiu a primeira piscina coberta do Brasil, dotando o clube também de ginásio e quadras de tênis. Em 1922, quando novamente o governo brasileiro foi omisso na organização dos Jogos Comemorativos de 100 anos de Independência, Arnaldo Guinle sem pedir nada a ninguém, remodelou o novo estádio, passando a sediar provas de atletismo e a comportar 22 mil espectadores. Tais esforços fizeram do clube a mais perfeita organização esportiva do mundo em 1949, quando fomos agraciados com a Taça Olímpica, maior prêmio que uma agremiação pode ambicionar no terreno esportivo. Laís foi tricampeão carioca em 1917, 1918 e 1919 e campeão sul-americano pela Seleção Brasileira em 1922. Fez parte do mais temido e respeitado esquadrão de amadores do futebol brasileiro. Mesmo fora dos gramados, nunca deixou o clube, trabalhando dia após dia para o engrandecimento do Fluminense Football Club, na organização e direção de eventos.
CAMPEÃO CARIOCA DE 1964
No plano social, o clube passa por reformas. O Ginásio tem sua fachada reformada e recebe nova pintura; os sócios ganham nova quadra de tênis, arquibancadas na piscina, sala de musculação, quadra coberta poliesportiva e a pista de bocha “Recanto do Castrinho”, em homenagem ao mítico funcionário do clube Afonso de Castro.
No futebol, o Tricolor realiza amistosos pela América do Sul, obtendo os seguintes resultados: vitória sobre o Milionários, da Colômbia, em Bogotá, por 3 x 1; empates com Deportivo Independiente (3 x 3), Libertad (1 x 1) e Cerro Porteño (2 x 2); e derrotas para o Peñarol, em Montevidéu por 1 x 0; River Plate, em Bogotá por 2 x 1 e Independiente de Santa Fé, também em Bogotá, por 1 x 0.
O time não foi bem no Torneio Rio-São Paulo, terminando a competição em penúltimo lugar. Mas voltou a ser campeão carioca, superando o Bangu na decisão por 1 x 0 e 3 x 1.
Foram 26 jogos, 17 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, 48 gols a favor e 16 contra. Para o comando técnico, o clube trouxe Elba de Pádua Lima,o Tim, uma das maiores glórias do clube como jogador, integrante do mais vitorioso Esquadrão da História do Fluminense, que de 1936 a 1941, teve a hegemonia no futebol carioca. Se como jogador, “El Peón” foi vitorioso, como treinador não seria diferente. Contando com jovens promissores como Joaquinzinho e Gilson Nunes, o Tricolor terminou o campeonato empatado com o Bangu. Na decisão, o jovem time tricolor superou o experiente e favorito Bangu por 1 x 0 e 3 x 1. Amoroso foi o artilheiro do Campeonato com 20 gols. Carlos Alberto Torres, que se tornaria um dos maiores laterais-direito do mundo, conquistava seu primeiro título como profissional, enquanto que Castilho, após 18 anos de serviços prestados ao clube, deixava o Fluminense. Em sua vitoriosa passagem pelo Tricolor, Castilho foi campeão Carioca em 1951, 1959 e 1964; ganhou o Campeonato Municipal em 1948; o Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960, e a Copa Rio de 1952. Disputou 4 Copas do Mundo, sendo titular em 1954.
Time-base: Castilho, Carlos Alberto Torres, Valdez, Procópio e Altair; Denílson e Oldair; Amoroso, Ubiraci (Evaldo), Joaquinzinho e Mateus (Gilson Nunes).
FICHA TÉCNICA DA DECISÃO:
FLUMINENSE 3 x 1 BANGU
Data: 20 de dezembro de 1964.
Local: Maracanã.
Público: 75.106.
Renda: 46.833.339,00.
Gols: Bianchini (Bangu); Joaquinzinho, Jorginho e Gilson Nunes (Fluminense).
Fluminense: Castilho, Carlos Alberto Torres e Valdez, Procópio e Altair; Odair e Denilson; Jorginho, Amoroso, Joaquinzinho e Gilson Nunes. Técnico: Tim.
Bangu: Aldo, Fidélis, Mário Tito, Paulo e Nilton Santos; Ocimar e Roberto Pinto; Paulo Borges. Bianchini, Parada e Cabralzinho. Técnico: Plácido Monsoris.
CAMPANHA:
TURNO:
Fluminense 1 x 0 Campo Grande
Fluminense 2 x 1 Olaria
Fluminense 2 x 1 Madureira
Fluminense 5 x 1 Canto do Rio
Fluminense 1 x 0 Flamengo
Fluminense 0 x 0 Bangu
Fluminense 1 x 0 Bonsucesso
Fluminense 0 x 1 América
Fluminense 2 x 0 Portuguesa
Fluminense 2 x 0 Botafogo
Fluminense 0 x 1 Vasco
Fluminense 1 x 0 São Cristóvão
RETURNO:
Fluminense 5 x 1 Campo Grande
Fluminense 4 x 0 Olaria
Fluminense 2 x 1 Madureira
Fluminense 4 x 1 Canto do Rio
Fluminense 3 x 3 Flamengo
Fluminense 1 x 2 Bangu
Fluminense 2 x 0 Bonsucesso
Fluminense 3 x 0 América
Fluminense 1 x 1 Portuguesa
Fluminense 0 x 1 Botafogo
Fluminense 1 x 1 Vasco
Fluminense 2 x 0 São Cristóvão
ARTILHEIROS:
Amoroso, 20 gols; Ubiraci, 08 gols; Joaquinzinho, 06 gols; Gilson Nunes, 03 gols; Denílson, Oldair, Mateus e Evaldo, 02 gols cada; Carlos Alberto Torres, Procópio e Jorginho, 01 gol cada.
O ano de 1965 foi escuro para o Tricolor. 4º lugar no Torneio Rio-São Paulo e 3º colocado no Campeonato Carioca, a equipe do técnico Tim não conseguiu ter o mesmo rendimento do ano anterior. Samarone é contratado junto à Portuguesa Santista.
No Maracanã, o Fluminense realizou dois amistosos internacionais: contra Peñarol e Seleção Paraguaia. O primeiro confronto terminou com derrota do Tricolor por 3 x 1. Enquanto que no segundo, houve vitória por 3 x 2.
O time-base do ano é: Edson, Ismael, Valdez, Altair e Bauer; Denílson e Eliseu; Amoroso, Samarone, Joaquin Zinho e Gilson Nunes.
CAMPEÃO INVICTO DA TAÇA GUANABARA DE 1966
A Taça Guanabara, torneio criado em 1965, era um torneio autônomo. E teve como seu primeiro campeão o Vasco da Gama. Era um campeonato a parte, independente do Campeonato Carioca, tendo uma importância muito maior do que nos dias atuais, quando representa apenas o 1º turno do Campeonato Estadual. Na decisão, o Fluminense venceu o Flamengo por 3 x 1. Fato curioso prende-se à figura dos treinadores. De uma lado Tim, do outro Renganeschi. Como jogadores, foram campeões pelo Fluminense em 1941.
O Fluminense foi campeão invicto com a seguinte campanha:
Fluminense 1 x 0 Botafogo
Fluminense 1 x 0 Bonsucesso
Fluminense 1 x 1 Bangu
Fluminense 2 x 2 Flamengo
Fluminense 3 x 0 Vasco
DECISÃO:
Fluminense 3 x 1 Flamengo.
Data: 07 de setembro de 1966.
Local: Maracanã.
Público: 69.730 pagantes.
Gols: Amoroso e Mário (2) para o Fluminense; Silva Batuta para o Flamengo.
Fluminense: Jorge Vitório, Oliveira, Caxias, Altair e Bauer; Denílson e Jardel; Amoroso, Samarone, Mário e Lula. Técnico: Tim.
Flamengo: Valdomiro, Murilo, Mário Braga, Ditão e Paulo Henrique; Carlinhos e Juarez; Fio Maravilha, Almir, Silva Batuta e Osvaldo. Técnico: Armando Renganeschi.
No Campeonato Carioca, o Fluminense ficou na 3ª posição. Resultado pior obteve no Torneio Rio-São Paulo, quando amargou a penúltima colocação. Na Taça Brasil, parou nas semifinais diante do Cruzeiro, perdendo os dois jogos (1 x 0; 3 x 1). Importante lembrar que na época o regulamento da competição previa a entrada do campeão da Taça Guanabara e do campeão paulista somente nas semifinais, sem ter que passar pela fase preliminar. Isto é, para ser “campeão brasileiro”, os times de Rio e São Paulo precisavam disputar apenas quatro jogos.
Altair e Denílson disputam a Copa do Mundo, na Inglaterra. A Seleção Brasileira é eliminada na primeira fase.
Seguindo a rotina de amistosos, o Fluminense faz três amistosos internacionais: vitória por 1 x 0 sobre o Libertad, nas Laranjeiras; empate em 2 x 2 com o Seanwall, em Paramaribo; e derrota por 4 x 0 para a Seleção do Suriname, também em Paramaribo.
Em 1967 é criado o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, também chamado de Taça de Prata. O Campeonato, que reunia os melhores clubes do Brasil, seria o precursor do atual Campeonato Brasileiro. O Fluminense não foi feliz na sua primeira participação, terminando na 13ª posição com 4 vitórias, 3 empates e 7 derrotas. No Campeonato Carioca, o Fluminense repetiu a posição do ano anterior, ficando em 3º.
O time-base foi: Márcio, Oliveira, Valtinho, Altair e Bauer; Denílson e Suinge; Wilton, Samarone, Cláudio e Rinaldo. Passaram pelo comando da equipe: Tim (até 12 de junho), Alfredo Gonzáles (de 13 de junho a 1 de outubro) e Telê Santana (a partir do dia 2 de outubro).
O ano seguinte foi desastroso. O clube ficou em 6º lugar no Campeonato Carioca e em 12º no Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
O time-base foi: Félix, Oliveira, Valinho (Galhardo), Altair e Assis; Denílson e Suingue; Wilton, Ademar (Cláudio), Samarone e Lula (Gilson Nunes). Passaram pelo comando da equipe Telê Santana (até 6 de maio) e Evaristo de Macedo.
CAMPEÃO CARIOCA DE 1969
Em 1969, o Fluminense contratou o atacante Flávio junto ao Corinthians e trouxe o técnico Telê Santana. Na Taça Guanabara, o Tricolor sagrou-se campeão ao vencer o América por 1 x 0, gol de Flávio, aos 41 minutos do segundo tempo, diante de 67.492 pagantes. No Campeonato Carioca, mais uma vez Flávio seria fundamental para a conquista do título. Ele marcaria o terceiro gol na vitória memorável sobre o Flamengo por 3 x 2, quando o Maracanã recebeu 171.599 pagantes. Flávio também foi o artilheiro do campeonato com 15 gols.
CAMPANHA:
PRIMEIRO TURNO:
Fluminense 1 x 0 Portuguesa
Fluminense 6 x 1 Madureira
Fluminense 1 x 1 Botafogo
Fluminense 1 x 1 Bonsucesso
Fluminense 2 x 1 Olaria
Fluminense 3 x 0 São Cristóvão
Fluminense 2 x 1 Vasco
Fluminense 0 x 2 América
Fluminense 0 x 0 Flamengo
Fluminense 3 x 1 Campo Grande
Fluminense 3 x 1 Bangu
SEGUNDO TURNO:
Fluminense 2 x 0 Portuguesa
Fluminense 0 x 0 Vasco
Fluminense 2 x 1 América
Fluminense 3 x 0 Bangu
Fluminense 2 x 0 Bonsucesso
Fluminense 3 x 2 Flamengo*
FICHA TÉCNICA DA DECISÃO:
Fluminense 3 x 2 Flamengo
Data: 15 de junho de 1969
Local: Maracanã.
Público: 171.599 pagantes.
Árbitro: Armando Marques.
Expulsão: Dominguez.
Gols: Wilton, Cláudio Garcia e Flávio para o Fluminense; Liminha e Dionísio para o Flamengo.
Fluminense: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denilson e Lulinha (Samarone); Wilton, Flávio, Cláudio Garcia e Lula (Gilson Nunes). Técnico: Telê Santana.
Flamengo: Dominguez, Murilo, Onça, Guilherme e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Doval, Fio, Dionísio e Arílson (Sidney). Técnico: Tim.
No Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o clube fez campanha regular, ficando na 8ª posição. Em 16 jogos, foram 5 vitórias, 5 empates e 6 derrotas.
CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1970
No ano em que a Seleção Brasileira presenteou os brasileiros com o tricampeonato mundial, no México, ao derrotar na final a Itália por 4 x 1, com show de Pelé e Cia, o Fluminense dava à sua torcida o título de Campeão Brasileiro de 1970. Ao vencer o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Tricolor interrompeu a hegemonia dos paulistas que tinham ganhado nos anos anteriores com Palmeiras (1967) e Santos (1968 e 1969).
Foi uma conquista memorável. Eram 16 clubes. Todos jogavam contra todos em turno único. Terminada a primeira fase, os quatro melhores colocados disputavam um quadrangular final e quem somasse mais pontos seria o campeão. O jogo mais marcante da primeira fase, talvez tenha sido contra o Palmeiras, quando ganhamos por 3 x 0 em pleno Morumbi, com 3 gols do artilheiro Flávio.
O time que contava com dois campeões mundiais (Félix e Marco Antônio) se classificou para o quadrangular final ao lado de Palmeiras, Atlético-MG e Cruzeiro. Sem Flávio, contundido, coube à Mickey decidir os jogos para o Fluminense. O atacante catarinense, que tinha como particularidade erguer os dedos em sinal de “v” toda vez que fazia gol, marcou em todos os jogos. Contra o favorito Palmeiras de Ademir da Guia, no Maracanã, e Cruzeiro do artilheiro Tostão, no Mineirão, foi dele os gols que garantiram a vitória tricolor por 1 a 0. No último e decisivo jogo, o Fluminense recebeu o Atlético-MG, no Maracanã, precisando de um empate para ser campeão.
Era o dia 20 de dezembro de 1970. Choveu muito naquele dia. Fazia frio. Mas nada foi capaz de estragar a festa dos mais de 100 mil tricolores que foram ao Maracanã, na maior assistência da história do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Um festival de bandeiras tricolores tomou conta do maior estádio do mundo. Nas arquibancadas, faixas de incentivo como “Pra frente, Máquina” empurravam o jogadores do Fluminense rumo à vitória.
Iniciada a partida, o Tricolor teve mais volume de jogo, dominando as ações, porém, não raro, sofrendo sustos nos contra-ataques, aumentando o nervosismo da torcida, ansiosa pelo título. O alívio veio aos 30 minutos do primeiro tempo quando Didi avançou pela direita e cruzou para Mickey, que de cabeça, mandou para as redes de Renato: gol do Fluminense! Festa da torcida tricolor! O Maracanã estremeceu. Gritos eufóricos de “Flu-mi-nen-se” e “Olê, olá, o Fluminense ta botando pra quebrar” ecoaram pelo estádio. O Fluminense estava muito próximo de sagrar-se campeão brasileiro. Porém, do outro lado, tinha o Atlético-MG, que estava disposto a estragar a festa tricolor. Foi quando Vaguinho, aos 2 minutos do segundo tempo, empatou a partida, silenciando o Maracanã. Por pouco tempo. O Fluminense segurou o resultado e quando o árbitro paulista José Favilli Neto trilou o seu apito, a conquista estava sacramentada: Fluminense, campeão brasileiro de 1970.
O Fluminense foi o time mais regular do Brasil em 1970. Foram 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. Flávio foi o vice-artilheiro do Campeonato, com 11 gols, um a menos que Tostão, do Cruzeiro.
Time-base: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Samarone, Denílson e Didi; Cafuringa, Flávio e Lula. Técnico: Paulo Amaral.
CAMPANHA:
PRIMEIRA FASE:
Fluminense 1 x 0 Corinthians
Fluminense 2 x 1 Cruzeiro
Fluminense 2 x 1 Grêmio
Fluminense 3 x 0 América-RJ
Fluminense 0 x 1 Bahia
Fluminense 1 x 0 Santa Cruz
Fluminense 1 x 1 São Paulo
Fluminense 0 x 2 Internacional
Fluminense 3 x 1 Vasco
Fluminense 6 x 1 Ponte Preta
Fluminense 3 x 0 Palmeiras
Fluminense 1 x 1 Botafogo
Fluminense 0 x 1 Santos
Fluminense 1 x 1 Flamengo
Fluminense 1 x 3 Altético-MG
Fluminense 1 x 1 Atlético-PR
QUADRANGULAR FINAL:
Fluminense 1 x 0 Palmeiras
Data: 13 de dezembro de 1970.
Local: Maracanã
Público: 50.421.
Árbitro: Armando Marques.
Gol: Mickey, aos 34 minutos do primeiro tempo.
Fluminense: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denílson e Didi; Cafuringa, Mickey, Samarone (Silveira) e Lula (Wilton). Técnico: Paulo Amaral.
Palmeiras: Leão, Eurico, Baldochi, Nelson e Dé; Dudu e Ademir da Guia; Edu (Copeu), César, Jaime (Fedato) e Pio. Técnico: Rubens Minelli.
Fluminense 1 x 0 Cruzeiro
Data: 16 de dezembro de 1970.
Local: Mineirão.
Público: 25.924.
Árbitro: Sebastião Rufino.
Gol: Mickey, aos 35 minutos do primeiro tempo.
Fluminense: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio; Denílson e Didi; Cafuringa, Mickey (Silveira), Samarone e Lula. Técnico: Paulo Amaral.
Cruzeiro: Raul, Lauro, Brito, Fontana (Darci Menezes) e Vanderlei; Wilson Piazza (Palhinha) e Zé Carlos; Natal, Tostão, Dirceu Lopes e Rodrigues. Técnico: Hilton Chaves.
Fluminense 1 x 1 Atlético-MG
Data: 20 de dezembro de 1970.
Local: Maracanã.
Público: 112.403.
Árbitro: José Favilli Neto.
Gols: Mickey, aos 30 minutos do primeiro tempo; Vaguinho, aos 2 minutos do segundo tempo.
Fluminense: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio (Toninho); Denílson e Didi; Cafuringa, Mickey, Cláudio e Lula. Técnico: Paulo Amaral.
Atlético-MG: Renato, Nélio (Zé Maria), Humberto Monteiro, Vantuir e Vanderlei; Odair e Humberto Ramos; Ronaldo, Vaguinho, Lola e Tião. Técnico: Telê Santana.
Esse grande time ainda poderia ter sido campeão carioca. O Tricolor venceu o primeiro turno, derrotando o América por 3 x 1, no Maracanã, diante de 61.667 pagantes. Mas alguns tropeços fizeram com que o clube terminasse o campeonato 1 ponto atrás do Vasco. Dentre eles, a derrota por 1 x 0 para o Olaria, nas Laranjeiras, foi a mais sofrível. Essa derrota foi determinante para a perda do título. Flávio foi o artilheiro do campeonato com 18 gols.
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